PARA QUEM AMA GATOS

PARA QUEM AMA GATOS
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Diga "não" ao bullying!

Havia um filme que a Globo repetia às pampas, de nome Cuidado com o meu guarda-costas, que falava de tema delicado, embora ninguém desse muita pelota há alguns anos.
Era sobre um garoto de seus dez ou onze anos, que volta e meia era importunado por uns pirralhos - e uns não tão pirralhos assim - na rua ou onde quer que fosse.
Por sorte, o menino vítima da molecada, contava com um jovem "herói", que aparecia do nada para salvá-lo das agressões.
Só que o jovem era meio mal encarado e, terminando o ato fraternal, sumia, deixando o menino boquiaberto, já que o "herói" não gostava de paparicos, nem agradecimentos.
Pois bem.
Para o meio do filme, a vítima conseguiu quebrar o gelo, fazendo assim amizade com o anônimo, que era um adolescente como outro qualquer, que tinha sonhos e idealizações típicas de sua idade.
Mas por que o rapaz demorou tanto a ser "chapa" da vítima que ele sempre priorizava o salvamento?
Simples: ele tinha dificuldade de relacionamento e de confiar nas pessoas, porque tinha sido, como o garoto mais novo, vítima do bullying.
Por sofrer maus tratos na escola pelos colegas, o rapaz havia se traumatizado ao ponto de não acreditar em amizades; fechando-se, e fazendo o gênero "olha como sou mau", imaginava poder ser uma pessoa respeitada.
Criou massa muscular para melhor bater nos agressores, sempre respondia de mau grado a todos e fugia de qualquer sentimento mais meigo.
Nem preciso dizer o quanto o filme é bonito de se ver, o quanto me tocou os sentimentos nobres de superação e o quanto eu gostaria que esse filme se tornasse um clássico para melhor expandir a temática que precisa ser comentada e extinguida de nossa sociedade!
No final do filme ( que não vou contar!) vemos que eles superaram seus traumas, mas será que a vida real é tão bonitinha assim?
Bullying, para quem não sabe, é o ato de depreciar um colega, vizinho, criança ou adolescente que "destoe" de um grupo escolar ou de comunidade.
É usado esse termo geralmente para menores de idade, mas adultos também podem se sentir tocados pelo malefício do bullying.
Qualquer ofensa que acarrete em repetição do termo diariamente, constrangimento, trauma, é considerado bullying, quando não é aceito pela vítima do escárnio.
Um bom exemplo é quando uma criança é gordinha, e os colegas de sala colocam apelidos que magoam , quais: "baleia", "rolha de poço", "balão", etc.
O importante frisar é que a vítima geralmente não tem força para revidar, seja física ou psicologicamente, o que faz os ofensores se sentirem mais fortalecidos para "zoarem".
Não há classe social que predomine o uso horrível do bullying.
Pode existir em qualquer classe, o que dá um ar "democrático" a um abuso nojento da condição frágil do semelhante.
Inclusive a novela Caminho das Índias mostrou, num desses capítulos, essa prática.
Só porque um dos jovens era de descendência árabe, um grupo de bad boys liderado pelo personagem de Duda Nagle, se achou no direito de lhe bater até tirar sangue.
E um outro, por ser negro, personagem de Darlan Cunha.
Enquanto é apenas brincadeirinha de recreio, que quando entra na sala ou sai do colégio, ninguém lembra mais, é aceitável.
O problema se configura quando mais que "pilha" dos colegas, se torna agressão verbal e/ ou física diariamente!
O termo bullying não possui tradução perfeita.
Vem do verbo da língua inglesa "to bully", que quer dizer, "maltratar".
É algo perto de "bulir, "mexer", que os nossos conterrâneos nordestinos muito usam quando alguém tira um objeto do lugar ou quando um engraçadinho implica com o irmão, amigo, etc.
Minha vizinha costumava muito falar com um dos filhos implicantes assim:
-Páre de bulir com seu irmão, menino!
A prática diz, no entanto, que bullying é mais que "maltratar" ou "bulir".
Deteriora a auto-estima da pessoa, forma camadas grossas de ansiedade e angústia, cujas marcas muitas vezes são irreversíveis.
Os seriados americanos costumam fazer comédia com as cenas onde aparecem moleques surrando, literalmente, o colega.
Dá a impressão de não existir tal absurdo ao vivo.
O Todo mundo odeia o Chris é um ótimo seriado, mas ameniza as situações dos maltratos, mostrando Chris vencendo pela inteligência ou sorte, o perverso Caruso (que detesta negros), o que eu acho que não deveria, para que os menores entendessem a gravidade das cenas mostradas.
É de praxe algumas vítimas, "negociarem" a não-surra do dia.
Entregam a merenda ou dinheiro para "apaziguar" o agressor e assim poderem chegar em casa sem hematomas.
Quem dera fosse apenas coisa de filme como eu pensava!...
Há casos muito tristes como o de um americano bem jovem que, cansado de sofrer agressões diárias, não queria mais ir para o colégio.
Os pais, pensando que se tratasse apenas de birra de adolescente, o forçaram a continuar frequentando a mesma instituição escolar.
Vendo que o rapaz ainda retornava deprimido, a despeito de o terem trocado de turma, seus pais o colocaram em outro colégio.
Não adiantou.
Era no trajeto da saída de casa que as torturam ocorriam.
E o que aconteceu ( por Deus que eu não gostaria de ter que escrever esse final...) é o que já poderia se esperar, infelizmente: o rapaz se suicidou.
Através dessa e de outras histórias , que os americanos colocaram um artigo previsto em lei que uma pessoa que se sentisse atingida por agressões de qualquer natureza, poderia reclamar , tendo os seus ofensores presos.
"Mas a maioria dos casos de bullying envolve menores..."
Não tem problema.
São levados para unidades próprias para pequenos infratores.
O que me levou a escrever esse post, foi uma matéria que assisti por esses dias, num desses telejornais vespertinos.
Em São Paulo, já nesse primeiro semestre escolar, está sendo adotado pelos professores um manual para saberem como lidar com essa situação embaraçosa.
O aluno encontrará no professor um ombro amigo para expor seus desabafos, coisa que não era cabível antes, pela falta total de informação por parte dos educadores.
Mesmos os violentos, serão encaminhados a um professor que confie para explicar o que ocorre para praticar o ato tão reprovável.
Foi constatado que mais de 80% das crianças e adolescentes que cometem esse tipo de agressão, não tem consciência do prejuízo que estão causando ao próximo, ou seja, veem outros fazendo e imitam ( de repente até por influência de filmes e/ou seriados violentos).
Recebendo as informações devidas, um dos meninos admitiu que importunava o colega mas que não iria repetir a "maldade".
Não podemos nos esquecer que se tratando de menores, não há como saber a sua formação de caráter futura.
É indubitavelmente, um trabalho de conscientização entre vítimas e agressores.
( Mais uma responsabilidade para nós, educadores! Mas estou me sentindo útil, o que é excelente para o meu lado altruísta).
Espero que essas informações tão valiosas cheguem em todos os cantos de nosso país, se não do mundo, para que possamos ter uma sociedade mais limpa, decente, coerente com certos princípios.
Ao invés de distribuição do bullying, que nossas crianças aprendam a repartir mais amor e fraternidade, que emprestem seus materiais e aprendam a dizer : "Obrigado!", "Com licença!", "Desculpe!", "Por favor!", "Bom dia!", "Você é um(a) amigão(a)!", algo um tanto perdido na geração que está surgindo.
(Imagem:



segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Bem longe da folia

Sou brasileira.
Sou patriota.
Amo o meu país.
Não me mudaria daqui, a não ser para fazer meu "pé-de-meia" lá fora.
Curto o sorriso, a alegria do meu povo.
Não me ligo em Copa do Mundo, mas fico com satisfação ufana quando sei que o Brasil fez um gol.
Adoro as nossas praias.
E engulo até mesmo a nossa "malandragem".
Adoro receber o calor dos amigos ( dizem que esse calor fraternal, só existe aqui!).
Adoro o nosso idioma, e o inglês que uso, é apenas no sentido profissional, não para absorver a cultura dos gringos.
Adoro os nossos psitacídeos.
Adoro aqueles papagaios de cores nacionais.
Amo as florestas.
"Nossos bosques tem mais/ Nossa vida em teu seio/ Mais amores".
Eu me amarro nas novelas, com todas as falhas que possuem.
Gosto do Governo?
Abafa o caso...
Vamos dizer que poderia ser melhor. Ponto.
Adoro o Brasil.
Adoro...
Só que o que não dá para tolerar, é o tal do símbolo brasileiro de maior relevância lá para o exterior, que é uma cultura profana, mas sagrada, quando alguém diz que não gosta: o Carnaval.
Puxa vida! Pra quê que eu fui me meter com esse assunto?!
"Mas ela não é brasileira; onde já se viu não gostar de Carnaval????"
Brasileira, com muito orgulho, peito verde e amarelo, que usa camisa escrito "Brasil" várias vezes por mês, que sabe o Hino Nacional de cabo a rabo desde os 9 anos de idade, que não quebra telefones públicos, o lixo vai para a lixeira, e jamais fura fila, a não ser se magoar um amigo ou amiga que guardou lugar para mim.
Nunca faz tramóia para ocupar cargo público ( tanto é que até hoje trabalha em rede privada) e ainda acredita que o Brasil tem saída, afinal, ainda não roubaram o Aeroporto Tom Jobim...
Carnaval, é que não dá!
Não me ligo na folia que abocanha muitos dos brasileiros , quando vai se aproximando essa época.
Há uma paralisia geral, uma letargia de ideias, pensamentos e iniciativas.
Vou tentar resolver algum assunto pendente:
"Aqui só funciona quando passar a semana do Carnaval!"
Quando quero fazer uma visita a uma pessoa de minhas relações:
"Olha, passa aqui até quinta que vem! Na sexta, vou viajar para Cabo Frio! Estou a fim de aproveitar o Carnaval de lá!"
Vou aplicar as minhas aulas e não posso lançar matéria nova.
Por que será?
Porque a maioria dos alunos deixa para "depois do Carnaval" para comparecerem, e como por lei tem que haver em sala 50% da frequencia dos discentes, logo, tenho que me submeter à política do "após Carnaval"...
Sem blasfêmia, entendam que é apenas uma comparação ainda que fuleira, Carnaval aqui no Brasil é igual a Cristo:
a.C. - antes do Carnaval
d.C. - depois do Carnaval
A coisa é tão séria, que um amigo meu fez até piada com essa história:
-Este ano vou fugir da batucada, passar bem longe da folia!
-Ah, é? Pra onde você vai? - perguntei inocentemente.
-Vou pra Bahia, ficar pertinho do Pelô...
Não sou tapada ao ponto de desconhecer o aspecto histórico dessa festa popular cultuada desde o século XVII, mais precisamente em 1641 ( o primeiro surgiu porque o governador Salvador Correia de Sá e Benevides quis homenagear o rei Dom João IV) , que atrai turistas, dá emprego para muita gente, faz com que brasileiros - ou turistas - se divirtam.
E não sou demagoga de não admitir que há sambas-enredos sublimes, que contam a história de nosso povo, de não dizer que já me emocionei com certos desfiles de Escolas de Samba, verdadeiras obras-primas. Nem dizer que nunca mais assistirei essa festa pela TV.
Acrescentando que até já usei trechos de um samba da Mangueira, cantado pelo lendário Jamelão, para enobrecer uma aula sobre a pobreza que acarreta muitos de nossos negros:
"Livre do açoite da senzala/ preso na miséria da favela"( 100 anos de liberdade: realidade ou ilusão?- 1988)
Entretanto, não gosto.
Já ouvi falar que quem curte rock, não tolera samba, tampouco Carnaval.
Deve ser o meu caso.
Sem mentira alguma, já passei os três dias de festejo, trancada no meu quarto ( ou no dos fundos) , só curtindo rock!
Já pensei seriamente em participar do "Retiro de Rock" que ocorre anualmente nesse período, mas como não conheço os participantes, prefiro ficar na minha.
Deve ser muito legal a galera se reunindo na praia, com violão ao luar, cantando desde BRock a clássicos de Elvis, em pleno batucar das baterias e tamborins carnavalescos...
Em toda tese, há uma contradição.
Que o diga Lobão, que saiu na ala das baterias da já citada Mangueira! ( Lobão é uma eterna exceção, nunca regra! Hahaha).
Talvez eu seja uma rebelde.
Não suporto imposições!
Existe uma corrente de "brasileirismo" sufocante no que concerne a mexer com "verdades nacionais".
Brasileiro tem que gostar de Carnaval e futebol.
Brasileiro tem que gostar "do que é nosso"( às vezes uma porcaria, mas é "nosso").
Brasileiro não pode criticar Fernanda Montenegro e Chico Buarque, sob pena de ser expulso do país.
Brasileiro tem que acompanhar novela das 21h da Globo.
Brasileiro tem que dar um "jeitinho" para tudo.
Brasileiro tem que ser "liberal".
Brasileiro tem que beber cerveja.
Brasileiro tem que falar mal do Governo.
Brasileiro tem que falar palavrão.
Brasileiro tem que dizer que "Só no Brasil mesmo!", quando algo sai de modo não satisfatório.
Brasileiro tem que adorar música em língua inglesa( contradição: nós não temos que gostar do que é "nosso"? dããããã!).
Brasileiro tem que enfeitar a rua com bandeirinhas e outros bichos, em época de Copa do Mundo (Engraçado! Só se "aprende" o Hino e se coloca camisa verde-e-amarela em certos momentos de nossa história!...)
Brasileiro tem que rir de si mesmo.
Brasileiro é aquele que tem que estar feliz, seja lá por qual motivo for.
Ufa! Ainda bem que curto as minhas novelas sem grilo, e acho Fernanda Montenegro o máximo!
Mesmo sendo uma apreciadora incondicional de um certo estilo chamado rock-and-roll, tenho o meu peito verde e amarelo para abrigar Chico Buarque.
Ai de mim se não gostasse dessas "brasilidades", hein?
Teria que fazer minhas malas correndo para ir para outro país!
Ah, mas teria que esperar.
Porque aqui, sem exagero algum, tudo funciona...
"Só depois do Carnaval"!...




(Imagem:






segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Droga é uma droga!!!!


Quantas vezes você já leu essa frase em algum lugar: "Droga é uma droga!"?
Quantas vezes você se perguntou : "Será que as drogas fazem mal mesmo?"
Quantas vezes já não saiu no noticiário : "O artista X morreu ontem de overdose, por causa de uma mistura de ácido lisérgico com uísque"?
Quantas vezes não ouvimos Cazuza cantando: "Meus heróis morreram de overdose"?
E quantas vezes já não ouvimos falar que o próprio Cazuza era um consumidor de drogas ilícitas?
Antes que alguém me interrompa, já vou logo dizendo: NÃO VIREI COM DISCURSO MORALISTA!!!!!
Não sou guardiã de bons costumes e nem quero ser.
Exemplo? Deixo para quem tem estômago para tal.
Quem é bom o bastante para "jogar pedra" no telhado do vizinho, esquecendo que o seu "teto" é de "vidro", como diria Pitty?
Apelo, apenas, para a prática.
Sou céptica o suficiente para acreditar somente no que vejo, comprovo, verifico, averiguo.
Olhemos à volta, nos exemplos. Ninguém sofre ou é feliz por acaso.
Os malefícios são para alertar-nos.
Os benefícios, incentivos para continuarmos naquele caminho.
Todo esse papo não está vindo do acaso.
Fiquei consternada e passada com a atitude de Michael Phelps, o nadador ímpar que entrou para a história como o vencedor de oito medalhas de ouro numa única competição olímpica.
"Qual é, cara, o que você está fazendo com a sua vida?", dá vontade de perguntar a ele, com dedinho apontado em riste, como uma amiga com muita intimidade poderia fazer ou com ataque de moralismo.
Estragou a carreira.
Pego fumando maconha, teve sua participação em competições de natação suspensa por três meses, perdeu uma fortuna pelo cancelamento de campanha publicitária e ainda por cima, há quem diga que terá medalhas olímpicas tomadas de sua galeria de honra ( o que eu acho improvável) .
Phelps é um símbolo, embora nunca tenha dito: "Sou um símbolo!"
Quem mandou alertar os jovens do perigo das drogas, ahn, Sr.Phelps?
Quem mandou ser um esportista?
Hipócrita você, não, meu caro?
Se fosse "queimar um" longe das câmeras, ninguém saberia que o mundo é formado por "mentiras sinceras", mas foi cair no conto do " eu-posso-tudo-porque-sou-famoso", aí, danou-se!...
Que triste saber que os nossos heróis morreram de overdose e ainda morrem...
Kurt Cobain( overdose de insanidade, não de heroína, no que era usuário compulsivo), Jimmy Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison...
Malefícios das drogas? Você quer exemplos? Mais????
Poxa, o bolso, pessoa!
É muito caro!!!!
Também, é risco de vida!
Subir morro ou receber a "galera do tráfico" na sua casa é um tanto ou quanto desconfortante...
As pessoas que te amam( e que você ama, lembre-se de Amy Winehouse), não confiam mais em você.
Nunca se sabe se você está sóbrio ou não...
Cobain ficava deprimido, e muito, por em poucos anos que conviveu com a filha Frances ( 6 anos), ter estado "sóbrio" para precisar-lhe as necessidades de criança.
E "picava" mais a veia para esquecer que era usuário de heroína! ( Ó vida nossa, tão controversa!)
O que é droga, afinal?
Beber com moderação, não é droga, embora haja pessoas cuja moderação é de dois litros de cerveja.
Tá.
Se ela se garante fazendo o famoso "quatro" com as pernas, quando desafiada para tal comprovação de sobriedade...
Vinho, o que eu gosto muito, garanto a minha identidade real até a terceira taça.
Mais que isso, continuo consciente (Nunca perdi a consciência! Acredite se quiser...), só que "alegrinha" demais para o meu gosto ( e dos outros)!
Cigarro, já acho uma droguinha e tanto!!!
Ô troço para fazer mal: para o pulmão, para quem está perto e para o bolso!!!!
Engraçado que a bebida tem aquela conotação de "personalidade" ou "estado de espírito".
Nunca fui de beber; demorei um bocado para ver alguma graça em cerveja.
Vinda de família de "bebedores sociais", já ouvi muitas histórias de gente que bebia por diversos motivos: comemoração, porque era fim-de-semana, brigou com o cônjuge, o time perdeu (ou ganhou), saiu mais cedo do trabalho , porque estava calor ( ou porque estava frio), etc.
O que sempre me tocou a curiosidade, é a parte "romântica" da bebida ( oh, mulher romântica creio ser pior que homem romântico!...) , aquela em que o povo conta que "encheu a cara" porque levou um "passa -fora" do alvo de amor.
Sei que esse é discurso geralmente masculino, mas eu acreditava ser uma dádiva inexorável um ser humano dizer que ficou de porre porque amava muito alguém e não era correspondido.
E eu fiquei fora dessa? Não, imagine!!!!
Amarguei uma ressaca terrível de porre víneo por amor!!!!
Oh, que lindo!
Apaixonada de pedra por um carinha ( o meu fofo da época) que me esnobou, há dois anos, eu senti o "romantismo" de perto: bebi vinho além da conta, fiquei com uma baita de uma dor-de-cabeça e no outro dia, não conseguia comer até o anoitecer, sem arremeter o conteúdo para bem longe do organismo!
Garanto, pessoa, não há graça nenhuma em ressaca de amor!!!!
As drogas servem para quê, sejam lícitas ou ilícitas?
Nunca experimentei as ilícitas, e nem quero, por causa dos exemplos, os quais já comentei mais acima.
E voltando a Michael Phelps, o seu problema com a cannabis sativa, faz com que eu fique penalizada, porque a ele não é permitido "usar drogas".
Artistas aparecem na mídia, falando na maior cara-de-pau que usaram ou usam, e que vão largar, e que desintoxicaram, que agora estão "limpos" ou adotaram alguma religião.
Esportistas, ao contrário, tem uma obrigação da imagem de "saúde" e não importa a inclinação de moral, caráter que possuam.
Por que um artista X fica mais famoso e endinheirado, quando confessa o uso da maconha?
E o esportista todo mundo cobra atitudes e posturas "decentes"?
Como eu disse, não quero ser exemplo de nada. Tem que ter estômago...
Phelps, querido, se liga: vivemos em sociedade!
Se quer outra reação para a sua vida particular, não seja exemplo, te peço!
Você tem a alternativa de ser um ermitão...
Vá para as montanhas do Himalaia, faça o Caminho de Santiago, se meta com o budismo e seja um monge , morando em templo reservado lá nas Filipinas...
Não que nesses lugares aceitarão que use seu "baseado", mas você não será o Michael Phelps que exigem agora que seja!
Você será simplesmente Michael Phelps.
Drogas, tô fora, te falo!
Por quê?
Porque os "exemplos" provam que ninguém é melhor que ninguém!
Podemos correr o risco de querer fugir, de ser apenas um papel escrito pelo o que os outros escreveram em nós.
Uma pessoa começa a usar e talvez não consiga parar.
E talvez não seja mais ela, uma marca de sociedade apenas, um joguete social que a "tchurma" onde estamos inseridos escolheu para seguirmos.
Quero beijar meu filho ( quando o tiver) e saber que estou sóbria o suficiente para mostrar que vivemos numa instituição, onde temos que ser o que somos.
A vida tem seus tropeços, mas ainda vale a pena não sucumbir às tentações da "fuga".
Droga é mesmo uma droga!...
Seja ela qual for.
Não serão as leis que me permitem o uso da bebida que me convencerão ao contrário.
Nem as que permitem o tabagismo.
Nem as que me permitirem ( quem sabe um dia não liberam aqui no Brasil?), que eu use maconha.
Enquanto eu for uma não-exemplo, continuo com minha pequena demagogia.
Gosto de um vinhozinho tinto suave de mesa.
Não sou viciada, embora o aprecie bastante.
Vou arrumando minhas desculpas esfarrapadas para beber meu vinho , tipo: "Porque é Natal!", "Porque é meu aniversário!", "Ah, porque hoje estou querendo relaxar!", "Porque recebi um aumento!".
E Phelps, vê se presta atenção agora:
NÃO USE DROGAS!
O porquê, bem... Existem vários.
E perceba quais deles que mais te tiram da competição que se chama VIDA...
(Imagem:

http://ijulian.blogspot.com/2008/08/michael-phelpsblog-starts-stats-go-thru-roof.html)




quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Agradecimentos pelos selos recebidos VI

No post de hoje, resolvi colocar "em dia", selos que já recebi há algum tempo e que não tive oportunidade antes para "instalá-los" aqui no blog.
Amigos, muitíssimo obrigada por tudo!
Vocês são doces, amigos, dedicados e só tenho a agradecer!!!!
Mais uma vez obrigada, queridos!
Eis os maravilhosos presentinhos que ganhei:
Da Cybele e do Absair, veio o famosíssimo "Prêmio Dardos":
Da Sumy vieram dois selinhos, que são uma graça!









Da Luka, vieram váriooooooooooooooos selos, dos quais escolhi alguns para o post (foi difícil escolher dentre tantos significativos!):














Do Rodrigo Piva, também vieram várioooooos, só que optei por estes abaixo, muito lindos!
Da Emília, também veio um bonito , quais os outros:Do Nuzzi, váriooooooooooos selos chegaram, mas aproveitei apenas dois, que adorei!!!!Da Rosemary(Miguxa), vieram (adivinhem?) váriooooooooooos selos e eu postarei os que ainda não tenho. (Ô, Rose, você não sabe que eu estou ficando mimada demais, amiga? rsrsrs)

Da , veio o abaixo com aquele ar "rebloggante" de sempre, em forma de luz-câmera-ação:Todos esses selos, ofereço-os aos amigos que curto muito e que gostaria que os recebessem, como prova de muito carinho e respeito ao trabalho que desenvolvem! Abração para vocês, amigos!!!!

Sandra Bortolato

Albano

André Leite

Cris(Sincera)

Joyce


Levem o que quiserem, ok? Não vou ficar magoada se não aceitarem... Novamente, abraços a vocês!!!!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Vá ao museu ( e me chame!)



Devo ser uma das poucas pessoas do mundo que encara como diversão, ida a museus.

Sempre gostei muito de história, mas não aquela de embromações qual Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil, Dom Pedro I fez a Independência e Princesa Isabel viabilizou a libertação dos escravos ( que eles fizeram isso, pode ser, o problema é a maneira principesca como são contadas as histórias).

O que eu toda a vida apreciei, é entender a história de maneira viável, prática, curtindo as muitas vertentes que ela pode conter, até aquelas que chegam ao cume de uma lenda.

Os museus, na minha opinião, permitem essa divagação própria porque possuem esse acúmulo de praticidades improváveis em quaisquer outros locais.

Aqui no Rio, nós possuímos um dos museus mais visitados, o Museu Nacional de Belas Artes, do qual já fui uma "rata", ou seja, não saía de lá.

Lembro-me da primeira vez que fui, com minha mãe junto, para ver ao vivo a exposição sobre o Auguste Rodin, um dos mais célebres escultores que se tem notícia.

Eu nem queria ir, achava como muitos, que museu fosse um monte de quinquilharias odiosas, que tivesse como o maior mérito, o acúmulo de poeiras.

Contudo, se mídia serve para alguma coisa, o marketing feito sobre este senhor foi tão grande, e eu vendo que minhas colegas todas estavam indo, que me senti na obrigação de participar dessa história também (pois é, Rodin tornou-se uma das sumidades cujas obras foram as mais visitadas desse precioso museu).

Eu, que volta e meia passava em frente, torcendo o nariz, sucumbi aos encantos daquela maravilha estrutura arquitetônica!

Como ele é bonito!

Limpo, organizado, belas obras, bem frequentado e com um anexo para uma praça de alimentação, onde há apresentações de música ao vivo, quando alguém mais virtuoso cisma de ir visitá-lo e nos conceder uns momentos de prazer de ouvir boa música.

Já cansei de esbarrar em sumidades por lá. De todos as áreas, de todos os lugares, de todos e de tudo...

Rodin me marcou muito porque nunca saiu da memória o deleite de ver o que eu só conhecia de livros e/ou revistas; eu vi a história de frente!

Qualquer um diria que a escultura que mais me marcou foi a representativa de O Pensador, mas a que me recorre sempre é a de O Beijo, que não é muito grande, nem espalhafatosa, só contando com uma delicadeza digna de um beijo apaixonado na vida real.

Existem certas lendas que surgem em torno de quadros, museus que se arrastam por anos!

Meu ex- professor contou-nos uma vez que é muito melhor ter a Monalisa falsa do que a real.

Sim. Parece loucura, mas não é!

Ele, um homem viajado, perscrutador de 5.a Avenida, visitante de templo gospel de Brooklyn (só para conferir a música em inglês em forma de show!) , conhecedor de vários idiomas (embora sua fluência maior seja o inglês), com doutorado em Literatura Brasileira, acabou se iludindo com "invencionices" de mídia.

Pagou um pacote de viagem e se mandou para a França, para conhecer o Museu do Louvre, idéia fixa que o prendeu por anos.

Meta principal: ver Monalisa e seus mistérios.

Tá bom! Horas na fila para quê? Para ver um trocinho minúsculo, um tanto restrito, pequeno o suficiente para decepcionar! Lindo, o quadro é, misterioso, continua sendo. A mágica? Perdeu-se...

Por que fica todo mundo espalhando que A Gioconda (o seu outro nome) é enorme, é diferente de tudo que já se viu?

Estava no Louvre, o meu professor, para provar que histórias são desbaratadas ou sublimadas, quando se vai a um museu.

Eu mesma já desmascarei certos "parangolés" .

Quando fui ao MAM (Museu de Artes Modernas) fiquei revoltada quando conheci a vestimenta típica do Movimento da Tropicália em final da década de 60.

Vendo em TV, jornais e outras mídias, as roupas pareciam esplêndidas, um misto de colorido hippie com cultura baiana, tudo muito místico e atraente.

Dentro de um reservado de plástico que os visitantes poderiam tocar e sentir a textura dos tecidos das roupas tão alardeadas até hoje, desculpem os Doces Bárbaros ( o megastar brasileiro Caetano Veloso e a turma de talento da Bahia), mas para mim, não passavam de trapos velhos, encardidos, longe da imagem deliciosa das cores de Bethânia no auge do seu repertório incandescente.

Pergunto se eles não "mediram por baixo" e só colocaram as piores vestimentas para representar um movimento tão rico. Tomara que tenha acontecido apenas isso...

No CCBB ( Centro Cultural Banco do Brasil) confirmei também o que eu já imaginava. Andy Warhol merecia o título que recebeu de Rei do Pop Art.

Como um cara pode ficar conhecido mundialmente fazendo pinturas em massa, quando toda cultura impõe a "originalidade" em cada obra que se produz?

O famosíssimo retrato de Marilyn Monroe, acompanhado por Elvis Presley e a inigualável Coca- Cola são exemplos que a cultura pop pode ser manipulada e tem conotação autofágica, já que ela mesma se devora.

Se eu não visse com meus próprios olhos, não iria acreditar que aquele amontoado de gravuras repetidas, poderia ser chamado de "arte".

Andy Warhol, mais que ninguém, você sabia o que estava dizendo que "No futuro, todas as pessoas serão famosas por 15 minutos" . Você é a prova de que isso é possível mesmo, já que pegou para si, bem mais que os 15 minutos que previra!

Tenho vontade de formar público de museu.

Ano passado, por motivos diversos, não pude levar meus alunos de 6.o ao 9.o ano para visitarem o CBMERJ( Museu dos Bombeiros) .

Os olhinhos deles brilharam tanto quando eu falei, de farra, que os levaria por aqueles dias!

Como se tratam de pré- adolescentes e adolescentes, achei que a euforia seria pelo fato de poderem estar fora de sala de aula , não terem que escrever, poderem "zoar" uns aos outros, fazer aquele piquenique após a visita, paquerar com liberdade mas, não.

Ainda que tudo que enumerei tivesse relevância, a resposta principal em que todos foram unânimes em concordar quando indagados por mim o porquê de quererem ir tanto, veio da boca mais inocente e objetiva, o mesmo motivo que me levou a adorar os museus:

- Ah, professora, é porque a gente vê tudo de perto!...

Traduzindo: porque nós comprovamos a história, isso que o meu aluninho quis dizer e a pureza de idéias , não o permitira.

Para finalizar, Rio de Janeiro é um lugar que adora deboche, e o pobre do teatro não passou ileso, durante o tempo que usava como slogan , o seguinte: Vá ao teatro!, um incentivo à apreciação de tão nobre arte.

Algum engraçadinho tinha que vir com alguma palhaçadinha, fazendo o gênero: "Perco o amigo, mas não perco a piada" , parafraseando assim: Vá ao teatro ( mas não me chame!)

Eu, como adoro teatro, sempre usei de outra maneira o escárnio idiota, o que por extensão, adequo ao museu:

Vá ao museu ( e me chame!)



Para informações adicionais, colocarei abaixo o site oficial do Museu Nacional de Belas Artes, que é o meu preferido.

O MNBA funciona de terça a domingo, sendo que a entrada custa R$ 5,00 todos os dias, exceto aos domingos, que é GRATUITA.

Endereço:

Av. Rio Branco, 199 - Centro (Cinelândia) - Tel.: (21) 2240- 0068 - Rio de Janeiro - RJ

No dia que puder, visite-o, ou confira as relíquias históricas que a sua cidade naturalmente proporciona aos moradores através de um museu.

(Imagem:

http://909noitesinsones.wordpress.com/)
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