PARA QUEM AMA GATOS

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sábado, 28 de maio de 2011

Na onda da Onda Verde





Ambientalistas, naturalistas, pessoas de bem, pessoas como eu, pessoas como você, devem integrar-se à onda, que não se trata de modismo, mas sim de proteção ao nosso espaço verde.
Dias 26 e 27 de maio de 2011 ocorreu em Tinguá, Nova Iguaçu (RJ), a VI Jornada de Educação Ambiental, da qual tive o privilégio, juntamente com amigos, de ter assistido a palestras interativas.
Estive navegando por lá, na onda da Onda Verde, ONG que existe há 10 anos e faz um trabalho belíssimo contra o desmatamento de florestas, tendo como meta, o cumprimento da Agenda 21, tratado decidido na Eco 92, que visa a plena integração do cidadão e seus deveres com o meio ambiente.
Apreciei a objetividade do mestre-de-cerimônias Hélio Coelho, um cara consciente, de inteligência arrebatadora.
Dentre tantas coisas que nos informara, expusera que há 20 anos era visto como oportunista ou vagabunda, qualquer pessoa que falava do verde, "natureba" caretão, que não tinha consistência no que explanava.
Agora, após esses tantos anos, é comum jovens terem tal consciência!
Sem floresta, n
ão há água, sem água, não há vida...
Paremos de "varrer" calçadas com o precioso líquido H2O pois; para isso, existem as vassouras!(Só após o término da varreção é que se usa água.)
Ao lavar-se louças, nada de deixar a torneira aberta entre uma ensaboada e outra.
Banhos devem ter duração máxima de 15 minutos, com pausas no chuveiro para o sabonete entrar em ação!
Recordemos que os lençóis d'água levam muito tempo para reporem o que "sugam" das chuvas, o que discorre às avessas que a necessidade de gasto supérfluo possui a sociedade...
A Onda Verde, antes de qualquer conluio político, congrega aos cidadãos, o direito de ser correto com o nosso querido Planeta!...
Meus profundos agradecimentos à minha amiga de longa data Francis, por ter me informado sobre essa Jornada, ela que é profissional da área da saúde, e ao Fábio, um doce amigo, que além de químico, é um defensor imensurável da proteção ambiental.
Quem quiser conhecer melhor o trabalho sério desenvolvido pela Onda Verde, basta acessar:
www.ondaverde.org.com.br
Há um projeto simbólico de incentivo ao reflorestamento com o nome Adote uma Árvore onde a pessoa, querendo ser solidária à causa, fornece o seu nome e endereço de e-mail, permitindo a veiculação para o plantio nas áreas de reserva vegetal. (Vi uma pequenina e tenra muda da histórica pau-brasil. Tão miúda e frágil quando menina; forte e imponente quando moça feita!)
No post espalhei algumas fotos do local onde ocorrera o evento, na Fazenda Atlântica, uma reserva ecológica, dentre as tantas existentes em Tinguá. ( As fazendas são disputadas por milionários, e uma foi tombada há pouco tempo, sendo agora Patrimônio Nacional.)
Essa parte de minha cidade enobrece o lugar, já que é vista como se fosse por olhos divinos.
Se o Paraíso tem uma representação, Tinguá seria uma delas!
Quem não conhece, deve vir aqui e conferir, ainda mais em épocas de festejos, como o Festival do Aipim , Festas Juninas e eventos ambientalistas, não esquecendo, naturalmente, as cachoeiras, de uma limpeza e lindeza esplêndidas!
É essa a proposta principal da Onda Verde: fazer com que a natureza prossiga no seu curso normal, sem interferências da ganância humana...

(Imagens:
http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com - Arquivo pessoal)

sábado, 21 de maio de 2011

P.S.

"Amigas para sempre é o que nós iremos ser..."

Eu sempre gostei de escrever; isso é fato consumado. E sempre digo que ninguém nasce escritor; alguém tem que nomeá-lo assim. Por força de um destino promissor, tive a proeza de conhecer, no meu início de idade adulta (18 anos), uma amiga daquelas que, no auge de seu arroubo de emoção, se referiu assim a mim: "Mary, isso é lindo! Você escreve muito bem!" ao ler um dos meus tímidos poemas.
Imodestamente passei, a partir daquele momento, a me intitular escritora, embora modestamente, admita que isso só foi possível devido à premissa dessa minha querida amiga normalista.
Então, tá...
Uma ainda adolescente ( 15 anos) mudando o rumo de outro ser (mais velho 3), dando a direção necessária para esse outro ser ter nas letras o seu entendimento de mundo!...
Minha inesquecível amiga, na época teen, jamais me abandonou, uma vez que foi responsável pelo meu "parto" literário!Era um tal de pegar endereço para registros, ver nome de editora, acompanhar concursos de poesia, mostrar poemas para os professores, recitar versos para a turma, fazer propagandas de meu talento para amigos e parentes!...
Nossa amizade se consolidou mesmo quando ela tinha seus 16 e eu 19, ao fornecermos material prático para textos.
Ríamos muito em todas as aulas, paquerávamos os gatinhos do Calçadão ( e os gatões também; não deixávamos de fora os "coroas" descolados! haha), "arruinávamos" as músicas dos grandes artistas, assistíamos filmes pornôs na casa de uma amiga dela ( achávamos mais graça que apreciávamos o "enredo"!), comentávamos sobre todas as bandas de rock (Quem ficou com a orelha vermelha? Ah, Scorpions, Aerosmith, Guns N'Roses, Poison ( o vocalista tinha saído nu na época! Uau!!!!), Ugly Kid Joe, Nirvana, 4 Non Blondes, e lógico, Bon Jovi, a maior fissura dela na época, até Barry Manilow, que já tinha sumido da mídia fazia tempo, e nem de rock era, entrou na "dança"...), contávamos piadas doidas, imitávamos celebridades, "gastávamos" inglês, evitávamos assuntos de família...
Ela é uma sagitariana dupla (sagitário com ascendente em sagitário), portanto, criatividade não lhe faltava!
Sempre inventava moda, mas eu a cortava, com o lado capricorniano bem definido.
Levava em conta tudo o que eu dizia porque, se a racional Mary não acha correto, é claro que não se devia fazer...
Dentre as suas muitas "invenções", estavam a arte de desenhar, costurar, pintar, interpretar, cantar e cozinhar.
Só não se arriscava a escrever pois euzinha já tinha "patenteado" o dom...
Impulsiva, não era à toa que quase todas suas elucidações tivessem um post scriptum (o insubstituível P.S., que causava-lhe frissom).
Muitas vezes, já longe, me chamava para contar algo que acabara de se lembrar: "Ah, não deixa de assistir...", "Vê se traz...", " Antes que eu esqueça...", o que evidentemente, levava a mania para cartas, com o literal P.S. no final das poucas que me enviou.
Adorava entoar meu nome com pronúncia em francês, e dizia que meu sobrenome era de rico, só porque conhecia uma única família abastada que, por acaso, era Miranda...
Azucrinava meu senso intelectual com aquelas porcarias de coleção Sabrina, Júlia, Bianca e afins, me arrastando para sebos e bancas de jornal para comprar e/ ou trocar aquelas amarrotadas folhas.
Não satisfeita, meus ouvidos eram obrigados a escutar suas dublagens (perfeitas!), das novelas mexicanas, seu estilo de novela favorito.
Senso da minha intelectualidade resgatava por ser leitora voraz e eclética, ao ler desde O silêncio dos inocentes a romances medievais de Barbara Cartland, não ignorando os açucarados -mas inteligentes - de sua favorita Danielle Steel.
"Colirizava" meus olhos com fotos dos irmãos Baldwin - em número de 5- liderados pelo até então delicioso Alec.
(Porém, Brad Pitt andava balançando geral para o meu lado, após Entrevista com o vampiro...)
Minha maior amiga do Ensino Médio; uma das maiores amigas de todo o sempre...
Enquanto viver, meu coração estará habitado por essas eternas lembranças de amizade verdadeira, de lealdade, carinho e tudo o mais que podemos sentir por outro ser humano.
Perdemos o contato; mania nojenta a de todos nós, de deixarmos passar dias, meses, anos, no eterno :"Amanhã ligo pra ela!", um amanhã infindável...
Não poderia, enquanto nos pulmões entrar combustível de viver, esquecer da soberba que minha querida amiga sem querer me causou.
Quando já adulta, ao nos reencontrarmos, ao dizer com doçura e humildade a mim:
"Nunca gostei de poemas, Mary. Até comprei um livro desses famosos, mas quer saber? Só gosto dos seus..."
Que me perdoem Fernando Pessoa, Carlos Drummond, Cecília Meireles ou Vinícius de Moraes, meus idolatrados poetas, porque naquele momento, o mar era meu, e não seriam vocês quem cortariam a minha onda...
Surfei na "rainha", voltando serena e envolta para as areias que me recepcionaram com rapapés honoráveis!

Para você, minha amiga, dedico o poema que evidenciei aqui!
Minha felicidade plena é ter te entregue ao vivo o mesmo, há alguns anos (Sua emoção foi explosiva, como eu já esperava, que me contagiou).
Qualquer dia ainda nos reencontraremos, com a permissão do Pai, e se possível, escreveremos mais páginas para a nossa história de vida.
E se não houverem mais delas em comum, sorriremos daquelas que jamais poderão nos arrancar...
Porque o que vivemos, é passado, mas não ultrapassado!...

Beijos, P.S.!



P.S.


Aqui vamos nós, amiga,
Na corrente que se chama "lembrar".
Venha cá, se achegue,
Não se acanhe!
A idade adulta serve pra tudo,
Menos para se "adultar"!


Um dia, quando fomos normalistas,
Costumávamos rir de tudo e todos,
E tudo era motivo para uma grande festa,
Numa alegria que ninguém contesta!

Sim, já tivemos 16 e 19 anos...
Alguém poderia dizer que tínhamos atos insanos?

Cabelos presos ou soltos,
Era gostoso "azarar" os meninos!
Belos ou não,
Que poderiam passar desapercebidos,
Com seus olhares fingidos,
E "floresta" em exibição.
Mas, nós nunca os esquecíamos,
E fazíamos do fato, uma celebração...
Por acaso se esqueceu do Belo Anônimo do Calçadão?

"Recordar é viver", diz uma frase antiga,
Mas você a considera "velha", amiga?
Uma frase que nos impulsona os pulmões para um próximo respirar?
Frase que traz canções para nos acalentar
Em forma de Bon Jovi, Roupa Nova, Barry Manilow e Lulu Santos,
E tantos outros que nos façam suspirar?

Por falar nisso, não esqueço nossa desafinação,
Em alguma pobre vítima canção,
Fosse ela Ready to take..., Miracle ou Good-bye,
E algumas mais,
Que a memória não me traz,
Em dias que a aula poderia ser matada!
Sim, Sapato Velho e Dona também embarcaram,
Com muitas outras mergulharam,
E em nossa voz se afundaram,
Junto com a doce Sereia, nessa canoa furada!...

Você, a mais chegada,
Que fazia de mim, integrante,
Daquela turma falante,
Transformava a minha voz calada,
Num som tão ressonante!

E o "claustro", quem poderia se esquecer?
Eu descobri que ele tem até "catre",
Conforme há pouco me informara você,
Nessa sua fuga da realidade...
Como me arrependo, que maldade!
Ter apelidado de "Te amo, te odeio",
Os seus romances água-com-açúcar

Que são qualquer coisa, menos futilidade!...


É, eu nunca consegui te expressar o meu carinho...
Dizer que te sou grata, é inferiorizar e resumir a nossa amizade!
Não, não me venha dizer que já te fiz homenagem,
Com aquele "Um dia de liberdade"!
Não, um poema para borboletas em agenda,
Não bastam para expor todo o orgulho por tê-la como amiga!
Agora tomo vergonha, deixo de lado a fadiga,
E te falo, sem professores pra nos darem uma reprimenda...

O que quero dizer é que, agora, é pra VOCÊ!
E quero que reconheça cada linha como sua;
Escrevo pra VOCÊ,
Não para algo que possua!...

Perdoe-me se as lembranças me falham
E se VOCÊ é muito mais que isso que essas letras te levam,
Mas te peço compreensão.
Afinal, não é todo dia que se "nasce" com inspiração!

Sim, acredite, dia após outro, eu só faço "nascer" pra me lembrar,
E sempre, sempre me envolve a recordação
Que eu só nasci pra me expressar,
Com palavras escritas,
Em letras impressas ou manuscritas,
Naquele belo dia em que,
Sem nenhuma pretensão,
Dei para você ler um poema meu
E que com ar de nobreza todo seu,

Vibrou a minha audição
Com a singela frase: VOCÊ É POETISA!
Quando eu ainda assinava o pseudônimo Marisa...


Depois disso, o que fazer?
É só continuar "poetisando"...
E para VOCÊ te falo ainda:
"Segure a barra te ter envaidecido a escritora!"


E te envaideço também,
Para ir mais além,
Minha querida, ávida leitora:

A poetisa, sem VOCÊ, não existiria;
A poetisa, sem VOCÊ, não surgiria;
A poetisa, sem VOCÊ, não "nasceria"!

E como chegar à idade adulta, amiga,
Uma escritora que não "nasceu" pra escrever?
Ou uma escritora que não que se lembrasse,
Que quem lhe deu a luz literária foi alguém especial...

Preciso dizer?
VOCÊ!

É, minha amiga, segure a barra de ter me incentivado neste mundo,
No único mundo que realmente me conheço,
No único mundo em que nunca padeço,
No mundo em que cresço e apareço,
A cada dia,
Me perpetuando na recordação e fantasia!

Venha cá, minha amiga querida,
Não se acanhe!
A idade adulta é muito boa:
Serve para nos dar uma saudade danada!
E para colcoarmos em prática tudo aquilo que você me incentivara:
Transformar pedras em escalada;
Ficar na onda de tudo e saber nada de nada;
E escrever sempre quando a boca estiver fechada...

...Sabe de uma coisa?
Por tudo que lembro ou não,
(Não quero ficar errada!)
Deixo a "responsa" para o meu simplista coração -
Chega de esticada!...
Termino dizendo a tão pura e simples,
Embora, neste momento, para mim, seja a palavra mais rebuscada:
OBRIGADA!!!!

(Imagem:

www.recadosonline.com)

sábado, 14 de maio de 2011

Parei contigo...


Na margem vivo à espera de Godot, sensata, diversificada, andarilha de luz infinda...
A paciência requer paciência e não sou absoluta para questões resolutas!
Vão trabalhar, parasitas!
Estão querendo o quê? Céus inexistentes?
Falácia obscura um repente de sinceridade, páro e penso se não estou reformulada sobriamente demais, para abastecer meu tanque térreo...
Péricles é nome esquisito de Mar Morto ou tenho sonhado com campos inférteis de valões inabitáveis?
Quer me jogar pra baixo? Atire a primeira pedra!
Não tenho pecados! Hahaha Conta outra, que essa foi pouca...
Páro e reflito se não sou obtusa...
Campeiros peregrinos em passagens ondulantes, querendo um passo de dança onde jaz o desamor!
Parei contigo, mon amour! Ne me quitte pas...
Tons aureolares entranham A Rosa Púrpura do Cairo, arrancando dos imortais um apelo de sentimentos mundanos...
Ah, se eu soubesse a língua dos que não me entendem, e aprendesse a ensinar sobre sobrevivência de tortura psicológica...
Pêssegos servem para tortas, torturas ou tonturas?...
Para elevações oblíquas, existem as retas definidoras!
Serpentinas nas escadas, serpenteando, serpentes, traições de valores...
Faça ciúme! ( Faça não, chérie!...)
Há outra opção do ser-não-ser!
É pesada L'insoutenable légèretè de l'être...
E minha decadence vem sempre avec elegance...
Se confiasses em mim, como confio em ti mesmo nas horas altas de desmantelo, um cérebro racional que não permite, não, não permite, seria tudo tão naturalmente aceitável, as viés do desatino, meu descontrolar de emoções que seguem...
Confia em mim te peço, confia!...
A única prova de sentimento perfeito para dar-te: o meu confiar em ti, provando que confias em mim...
Porque se não confias em mim, não posso confiar em mim!
Preciso de tua segurança soberana guardada em meus ouvidos, minha mente, uma porta que se abre, um feito de respaldo, te entregues a mim num bailado bizarro; confia em mim...
Páro de frente com a verdade de não ser-te, apenas rascunho de ensaio arrefecido...
Parei contigo, por quê?
Porque o amor c'est un ouvrage illisible...
Paraste comigo, por quê?
Porque nem eu, nem tu, nenhum de nós sabemos por que...
Não, eu sei, não parei de ser-me.
Parei contigo no desvelo de ser-te somente minha!
'Ser eu' dá um trabalho danado...
Se a estrada é longa, a vida é curta , desespero de não ser Highlander!...
Páro, stop, ou seria o automóvel?
Referências de um Drummond tenebroso...
Parar também revela o que passei para sofrer-me em vão!
Pensamentos de brinquedo quebrado assolam minha virada de ano particular; onde está eu que não me respondo?
Singelas partes de mim singram mares altos, navegação em busca de um ouro perdido sem sentido, impávida e liberta...
É duro ser livre, quando a libertação do quebra-mar mental me absorve de uma culpa que não quero me eximir: meus pecados pagos, financiados ou à vista...
Queria eu ser presa eterna, de sentimento piegas consagrado, de tardes preenchidas de obrigação, choros de pequenos, risos de grandes!...
Assim vou enredando o meu existir, de solta-viva-à-vida, soltura de apegos, embutida em passos lentos sem-pressa: onde está o chaveiro? Não sei...
É preciso 'parar contigo' para poder 'parar comigo'...
Enquanto eu for eu, jamais serei 'eu', porque só o sou de verdade, se existe um contigo!
Paro contigo para parar comigo...
Unindo essas obliquidades, serei eu, um fogo-fáctuo de sabedoria repentina!
Eu me descubro em mim, alojada em ti, deveras profanações dessas retas tortuosas, que se enchem em si!
Minhas ruas - que são tuas- não formam becos sem saída porque é glorioso- insensata sou!- não ter opção e somente amar-te...
O amor, esse apanhado de fragmentos revolutos, dilacera o que a filosofia sonha, vã, em solucionar sob livretos científicos!
É bom não ter-te, mon chérie, mas como é bom sentir-te em mim!
Lateja em cada célula minha o teu viver, em meados de substância ignara, sapiência indecorosa que me lembra que eu não sou tua, mas totalmente tua!
Entregue estou ao pecado de me substantivar, aplico um artigo à frente e me defino classe gramatical saída dos adjetivos: A amada!
Não paro contigo enquanto comigo houver um eu, aceito por mim, reverenciado por ti!
Faço-me em luta em sentenças verdejantes, o verde do ouro maior, as matas sem 'amarelar'!
E se me abrigarem num casulo pétrido do que chamam corpo, revelo-me insana e plena, à procura de ser-te!
Parei contigo, mon amour... Para ser eu!
E o que é ser eu, sem vestígios de ti, por onde eu ande ou cante?
Há uma música de nós dois em todas aquelas não ouvidas, um adágio em silêncio, que só os dois de nós captam, sem que ninguém possa reconhecer o som...
Eu não me entendo não te existindo...
Persistente em sonoridade abstrata, eu te amo mesmo não te amando, ou amando de novo, para depois esquecer de amar-te, descobrindo que sempre te amei, ainda que eu não me saiba te amando eternamente!
Se eu digo: 'Parei contigo', é porque me preocupo em não parar contigo!
Não parei contigo, mon grand amour, não acredite se eu te disser isso...
E estranhando a polícia que sirena minha razão, vou trazendo-te livre em mim: intransigente, despudorado, infame, valente, sereno, são, amante, amado...
A concessão dos que amam para quem amam!...
É meu apanhado de viver que clama por ser, para um dia ter-te: parei contigo para nunca, nunca mais ter que parar contigo...




Ne Me Quitte Pas - Maysa
(Tradução)

Composição: Jacques Brel

Não me deixes
Não me deixes

É necessário esquecer
Tudo pode ser esquecido

O que já se foi

Esquecer o tempo

Dos mal-entendidos

E o tempo perdido

Em saber como

Esquecer estas horas

Que matavam às vezes

A golpes do porquê

O coração da felicidade

Não me deixes

Não me deixes

Não me deixes

Não me deixes

Eu te oferecerei

Das pérolas da chuva

Vindas de países

Onde não chove

Eu escavarei a terra

Até após minha morte

Para cobrir teu corpo

De ouro e de luz

Eu farei um domínio

Onde o amor será rei

Onde o amor será lei
Não me deixes

Não me deixes

Não me deixes

Não me deixes

Não me deixes
Vou te inventar

Palavras insensatas

Que tu as compreenderás

Eu te contarei

Daqueles amantes

Que viram por vezes

Seus corações se abraçarem

E vou te contar

A história de um rei
Morto por não ter
Podido te encontrar

Não me deixes

Não me deixes

Não me deixes

Não me deixes

Viu-se frequentemente

Jorrar o fogo

Do antigo vulcão

Que se acreditava ser velho demais

Ele parecia
Das terras queimadas

Dando mais trigo

Que o melhor abril

E quando vem a noite

Para um céu resplandecente

O vermelho e o preto
Não se casam?

Não me deixes

Não me deixes

Não me deixes
Não me deixes

Não me deixes

Não quero mais chorar

Não quero mais falar

Eu me esconderei

A te olhar

Dançar e sorrir

E te escutar

Cantar e depois rir

Deixa tornar-me
Sombra da tua sombra
Sombra da tua mão

Sombra do teu cão

Não me deixes

Não me deixes

Não me deixes

Não me deixes







(Imagem:
http://daynafternoon.blogspot.com)

terça-feira, 10 de maio de 2011

Ilhas Seychelles


As Ilhas Seychelles, consideradas um paraíso terrestre, estão na moda!
Terras inenarráveis de belas, paisagens deslumbrantes, ilhas em número de 115, resumidas à lua-de-mel...
Pois a nobreza chegou "bombando" lá: Príncipe William e Princesa Kate foram se esbaldar nas águas e viço florestal, em sua tagarelada honeymoon, que me parece vivenciada até por quem não teve o prazer de conhecer as luxuriantes terras em Oceano Índico!...
Tartarugas gigantescas notadas pelo mundo todo, plantas exóticas, renda per capita altíssima para o padrão do continente africano, "irmãs" das Ilhas Maurício, onde se cultivam as orquídeas vanilla (a que se extrai a essência da baunilha), é um arquipélago para o delírio, tocante nas vistas e alma.
Antes de aludirem tanto um lugar fabuloso como as Ilhas a um evento que sumirá na poeira do tempo, que tal saborearmos o primor que a natureza nos concedeu através de suas paisagens?
Ao assistir ao vídeo, nos damos conta que Seychelles merece muito mais que modismo: é para embalar nosso sonho de viagem futura!
Quando vemos sua beleza natural, dá vontade de nos atirarmos em seus braços!
Soam receptivas as espumosas águas brancas, delírio para refazer-nos de qualquer martírio de um cotidiano esquecível!...







(Imagem:
http://viagenslacoste.blogspot.com)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Agapornis, a ave do amor

Vejo que há felicidade, Senhora Inocência, nas controvérsias de sua ingenuidade...
Pássaros voando em polvorosa, livres, em gaiolas ou viveiros, enroscando seus pescocinhos, agasalhando os companheiros!
Um arrebitar dos bicos vegetarianos, voltando repentinos para o regaço do parceiro improvisado...
Assim se constrói um agapornis, "papagaio meia-sola", lindo, formoso, vivente e antenado com a "modernidade", serelepe, paciente, envolvente; a placidez do olhar cobiçoso por companhia!
Vasculhando gavetas de definição, temos uma ave carinhosa cujo dom é amar!
Um agapornis não sobrevive, JAMAIS, sozinho...
Seu semelhante é qualquer ser que lembre parcamente um psitacídeo, não importando o gênero!
O amor por seu par é arrebatador...
Não desgruda nunca mais, com afeto desinteressado: a preocupação com a comida a mais, caso a fragilidade do companheiro esteja notória!
Afaga o amor com o adunco bico, retirando penas estragadas, apodrecidas pelo tempo ou maldade humana.
Seria parcialidade resumir assunto sobre esse psitacídeo exemplar, em apenas desvelo fraterno.
Estira-se metáfora para a solicitude humana!
Responsável se faz o agapornis, a ave do amor, por seu patrimônio de sentimento, emendando aos frutos, sua parentesca retidão; não se expõe a torpezas perto de herdeiros...
Seu voar é delicado e atento, seu "falar" um convite à "conversa" despojada, seu descanso, um cântico aos anjos, que os representa sem sabê-lo...
O olhar - ah, o olhar! - quase humano, no sentido de magnitude que o vocábulo nos prestigia!...
Animal é somente para quem não o compreende na arte do amor farto!
Abundante e transbordante, um sentimento que toma o coração, reto e lúcido da fidelidade necessária por toda a vida; ninguém mais o ataca no peito emocional!
Em bando, aos pares, voam alto, vôos medidos em poucos 15 cm. de sua estrutura.
A melhor representação da eternidade, esbanjando pelos ares que a continuidade está na vivência do ambos, e que se tange o perene através da tranquilidade que há na extensão em seu igual.
Maneira interessante de se referir ao agapornis, é quando não se refere a ele!
"Papagaio come milho, periquito leva a fama", e a ave sentimental?
Nunca ouvira falar dela, até conhecer uma na indigência e liberdade que facilitam as redes globalizadas...
Ave que transmite sua sutil sensibilidade até mesmo no acaso!...
Todos nós pertencentes ao homens sapiens desengonçados, parecendo puladores da etapa erectus, achamos graça da dedicação dos não-pensantes!
Um "Que bonitinho!" é tudo o que proferimos, através de nossas bocas difamadoras, sobre as atitudes de sentimento real revelado por animais!
-Meu cachorro me espera no portão. Que bonitinho!...
-Minha gata faz carinho em mim antes de eu dormir. Que bonitinho!...
Sentimentos sinceros são apenas engraçadinhos quando vêm daqueles que não sabem falar sobre o que sentem...
Talvez eu nunca vá criar um agapornis; não quero problemas com defesas de animais.
E minha dúvida de efetivação corre também para a veracidade de minha personalidade: não me acostumo a barulhos farfalhantes!
Aquele escarcéu matutino, vespertino ou até noturno advindo do estreitamento "agapornístico", me enlouqueceria!
Porém, em nome dos valores mais preciosos para a sobrevivência de nossa raça, cuidemos do agapornis não só por serem simbólicos emplumados da mansidão, mas de detentores da ética e costumes às vezes esquecidos!
Embora pareça caretice, ter afeto por quem nos faz bem, é ainda uma forma de sermos mais lógicos para um legado verdadeiramente consistente!...



(Imagens:
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