PARA QUEM AMA GATOS

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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

É uma arte não ser "barraqueiro"!


Conte de 1 até 10, e veja no que isso vai dar: frustração!
É uma arte não ser "barraqueiro", arte que devo ter desenvolvido, pelo correr dos anos, pela insistência em acreditar na paz, pela força que emana do ser quando sente que vai explodir!...
Motivos para ser mal-educada? Oras, vá plantar batatas aquele que nunca perdeu o prumo!...
Estava cá com meus botões pensando no quanto somos maltratados no decorrer de nossa existência, por não querermos posar de maus ou "sem noção" em público, reclamando, aos berros, das insutilezas dos nossos amigos de jornada terrestre...
"Jeitinho brasileiro" uma ova, de gente que "fura" a fila e se finge de desentendida!
Se você posar de "bacana", educadinho de meia-tigela, naturalmente vai se identificar com os demagogos - eu já "furei" fila!- , mas até para a deseducação, existe freada!
Quieta, embora cálida para pulos em pescoço (meus 30 minutos estagnados perfuravam sensos!) , páro segundos, me encolho no "não-vexame". Arte nascida em mim, credo dos vangloriosos, assoberbados procuradores de evolução!...
Uma vez não me aprofundei no olhar e sorriso de um cidadão trabalhador num supermercado daqui de perto.
Peço para pesar as maçãs, e ele sugere falta de posses financeiras minhas:
- Essa é argentina, é das mais caras... - meu silêncio não o arrefeceu.
- Deu 11 reais! - conclui o subordinado, renitente em querer me humilhar.
Minha face de quem acordou e foi fazer compra, deve tê-lo feito tirar conclusões precipitadas: apesar do rosto "amassado", eu tinha dinheiro para pagar! (Talvez ele pensasse que o bolso diminui, quando leva susto com cara feia de sono!...)
O "barraco" não caiu, a face só se fechou ainda mais, buscando mais conta para pagar com hortifrutigranjeiros abarrotando o carrinho...
- Otário! - o ofendi em pensamentos - Eu vim prevenida! Vim com grana para fazer compra de um mês inteiro!...
Não havia exagero meu, porque era comida para durar muito tempo, aquelas de freezer, que esquecemos do que temos para oferecer ao estômago...
Alcancei a "Era Ficha Telefônica", aquele desperdício de tempo, rezadores de não cair na hora H dos altos papos!
Telefone público, eterno convite aos palavrões, todo mundo na espera do infeliz que cismou de perguntar sobre os membros esquecíveis da família do amigo distante!
Minha mãe não fez por menos quando numa dessas investidas, umas idiotas riam dela, no momento que tentava falar com parentes, debaixo da decepção do quanto estragamos nossos serviços! ( Um "ocupado" que não se findava...)
Bateu o aparelho, com a carranca mais perfurante para as duas, emitindo umas verdades sem impropérios:
-Suas debochadas! Agora engulam o telefone... (Como tive orgulho dela ali, por mostrar que o lado "barraco" pode ser imponente em dados momentos!)
Uma tímida adolescente em seus 12 anos, essa voz que aqui se abre, certa vez "barraqueou"!
Em jogo de queimada, que desconhecia as regras certas, eu rodopiava de um lado ao outro. Pouca força eu tinha para atingir os experts da equipe adversária!
Quem estava lá perto riu de mim, mas nenhuma de maneira tão aniquiladora de ânimos, como uma garota da outra turma!
Cansada de ser afrontada, larguei o jogo no meio da partida, soltando uns palavrões brandos para a menina zombeteira.
Continuei tímida por muitos anos ainda, mas o meu "barraco" de momento me deu mais segurança e um certo respeito por parte de quem assistiu minha coragem de "esportista".
Sempre acho que é perseguição comigo, quando sou espezinhada...
É colega que gargalha dos meus sucos com pouco açúcar, gerente de loja que se recusa a fazer troca no sábado ( e eu sei que ele poderia se quisesse!), é sujismunda que abre a janela do carro e não joga sua imundície na lixeira, é gente que finge que não me vê na rua e comércios que até hoje não sabem que o cliente sempre tem razão!...
No campo "atendimento", se eu fosse "barraquear", não teria garganta para evidenciar meus sons guturais!...
Serviços prestados por telefonia, mando ver; não me seguro em comportamento "mocinha educada". Sem baixar o nível, explicando "tintim por tintim" meu objetivo, mostrando que tenho poucos amigos!...
Outros atendimentos, me comporto. Um público à volta quase sempre me tolhe...
Comércio local se trumbica porque, se não sou bem tratada, não mais meus pés "limparão" seus estabelecimentos "sujos"!
Fulgurando na última, um filho de comerciante - deve trabalhar forçado- receberá de mim o tratamento futuro - e ele desconhece- que forneço aos que pensam que são melhores que os clientes: o DESPREZO!
Pergunto se vende luvas de borracha (lido com bactéria, zoonose altamente contagiosa, não posso facilitar!) e o sujeito me olha como se eu tivesse pedindo esmola.
- Luva de mão? ( E haveria outra? Sim, ele está certo: existe a luva de instalação hidráulica e elétrica...)
Um outro cliente ficou rindo da pergunta (o filho do dono ficou magoadinho, talvez...), indo ele buscar o produto.
Entrega de má vontade, eu querendo pagar ( acho que ele pensava que fosse eu mesmo uma pedinte...), pergunto o preço.
Responde baixinho, com sua cara "de região glútea":
- Quatro reais.
Quem me explicou tudo sobre luvas, foi o cliente risonho, que não havia debochado do atendente, apenas achou interessante a imaginada desinformação do outro.
Fiquei sabendo que aquele era um protetor muito forte e que eu poderia lavar diversas vezes pois tinha alta resistência.
Ainda me sugeriu a luva veterinária, adquirida em farmácias, que tem, como particularidade, ser descartável. Optei por aquela que se pode usar mais de uma vez...
Para o atendente da loja, resignei-me a esperar o troco, e sair vigorosamente idealista em não mais voltar...
Essa é uma passagem momentaneamente "última". Outras virão, e terei que ser firme em não "armar barracos"!
Se uma pessoa é "pavio curto", nem deve sair de casa. É andar uns minutos, e o sangue fervilhar a cabeça!...
Acredito que contar de 1 até 10, 100, 1000 e não estourar, pode entrar no rol das ciências de laboratório.
Questiono aos entendidos, se não haveria algum mecanismo diferenciador dentro do cérebro humano, que faz umas pessoas mais zen que outras.
Por tantas que já passei, sabendo por antecedência que não tenho como evitar, opto, por desconhecimento da fisiologia humana cerebral, a minha tese da arte.
É uma dessas artes que não se aprende em escola, e que faz de nós, buscadores internos.
Se o preço a se pagar é a vergonha de sermos tachados de "barraqueiros" injustamente, é mais do que correto apaziguarmos os ânimos exaltados.
Afinal, esses "maiorais" que nos ofendem, agem como folcloricamente Dom João VI (ninguém confirma se foi verdade!), que respondera ao povo saltitante quando o saudaram com o "Viva El-Rei!":
- "Viva El-Rei!"... Vós estais aí a pé e eu, cá de cocho!...
Não vamos oferecer espetáculo para os esnobes!
Nosso silêncio e desprezo são armas vitais para desmoronamento de qualquer ego inflado...



(Imagem:
http://mundodeaquarela.blogspot.com
Edição de imagem:
http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com )

domingo, 27 de novembro de 2011

Minhas manias


Em público, chamo de mania, no recesso do meu lar, a palavra aplicada é "frescura".
Não há ninguém que não venha com seus "não-me-toques", suas besteiras de intimidade, seus ataques de permissividade por ter direito, em momentos de repouso...
Eu sou a rainha dessas manias "de casa", porque sei que posso! (haha)
A grande verdade, apesar de saber dessas minhas "palhaçadinhas" familiares, que não faço o mínimo esforço por extingui-las de mim, e as cultivo há tanto tempo, que se eu empregasse esse espaço para plantar tomates, eles já estariam na centésima geração de "legume" que é fruta...
Eu queria expor facilmente minhas frescuras na "cara-dura", mas um fingido acanhamento me pescou.
Para justificar a minha exposição pública, armo um jeito de bisbilhotar as manias de outros também ( e eu entrego o jogo assim, sem recompensa? ha), transformando simples revelação, em meme.
Criei a brincadeira com esse tema porque sei que isso TODO MUNDO TEM - manias- e nem se esconda, passando-se por perfeito, pois ninguém vai acreditar...
Sem ordem, nem número exato, o que veio, joguei aqui!
Expie abaixo - agora estou sem-vergonha!- minhas manias (ou seriam frescuras????)!
Devo recordar algo: eu geralmente tenho essas "frescurites" em casa porque, como afirmei lá em cima, pelo excesso de liberdade, uma casa nos transfere para o foro íntimo do poder totalitário...


LIGO O VENTILADOR PARA DORMIR, SEJA CALOR OU FRIO

Gente, não há "frescura" maior! Se está calor, bem, mas... no frio???? Adoro aquele barulhinho girando da hélice e, só para contrariar, o ar condicionado me faz mal... Não posso ficar muito tempo em espaço "condicionado"! Logo, ventilador é meu parente em primeiro grau! (haha)

COMO PIMENTÃO APENAS EM MOLHO DE CACHORRO-QUENTE

Nunca fui chegada a pimentão (minha mãe sofria comigo quando eu era criança, pois no arroz, não me entrava nem por um decreto!), mas no cachorro-quente, me amarro! O verdinho inescrupuloso do pimentão me faz um bem danado! Até exijo, se alguém porventura não o colocar num molho digno do fast food americano!...


SÓ BEBO REFRIGERANTE DE MARCA

"Refrigereco", é assim que chamo, pejorativamente, qualquer refrigerante sem marca conhecida! Liderando minha "frescura" se encontra a Coca-Cola, e se não houver a dita-cuja, me proporcione Fanta (de uva ou laranja, nessa ordem), guaraná Antárctica, Sprite ou Pepsi! Outra marca? Não me ofenda com "marquinhas" emergentes! (Juro que é minha única palhaçada com marca! Não ligo para "etiquetas"...)


ADORO ROER UNHA



É uma das minhas manias "frescas" mais praticadas! É tão besteira minha, que se a unha estiver pintada (como é o costume), nem chego perto com o olhar para roê-las! Espertamente, sempre estou mantendo-as bem pintadas, porque a vaidade fala mais alto...

NÃO USO ROUPA TOTALMENTE PRETA ÀS SEXTAS-FEIRAS

Se é superstição, não sei, o caso é que não uso roupa preta totalmente NUNCA às sextas-feiras! Uma blusa preta e uma saia clara, tranquilo, mas kit de saia e camiseta preta ou vestido, nem pensar! Não há espírito rocker que vença isso!...

PARA SAIR, TENHO QUE USAR BATOM

Agora, me diz? Para quê usar batom para comprar papel higiênico ou ração de gatos no supermercado? Seria a ideia de encontrar algum príncipe na seção de verduras? Não, se trata de mais uma "frescura", pode crer nisso... Usar batom é como usar roupa para sair: sem ele, me sinto nua!!!!


ABOBRINHA TEM QUE SER PICADA, NÃO EM RODELAS

Parece que o gosto fica diferente se a abobrinha for em rodelas! Só gosto dela picada, formando um guizado com carne! Ninguém entende isso (nem eu!), pois se vejo em formato divergente ao meu gosto, nem como...


INHAME SÓ COMO EM SOPA E BEM AMASSADO

Se eu disser que gosto de inhame, estarei mentindo, mas se afirmar que ADORO sopa onde ele se encontra, a verdade brotará nesse momento. Com ressalvas: APENAS se estiver muito bem amassado. Se eu vir a "cara" dele na comida líquida, empurro o prato e vou fritar ovo para acompanhar o arroz!...

LIGO A TV MESMO QUE EU NÃO VÁ ASSISTIR

Muito divertida essa minha mania "fresca"! Chego em casa, sem som algum, não corro para tocar música, e sim, ligo a TV. Nem esquento com a programação: o objetivo é ouvir o barulho de TV!
Esse veículo de comunicação me embala o sono e as considerações (muitas vezes resolvo minhas questões pessoais com a "trilha sonora" televisiva "tocando" ao fundo...). Essa mania surgiu há pouco tempo.

ADORO USAR GARFO FURRECA NAS MINHAS REFEIÇÕES

"Que pobreza!", muita gente diria, se me visse pegando uns garfos caquéticos para realizar minhas refeições. Aqui em casa há um jogo novo de talheres, com cabo plástico, mas só curto os antigões inoxidáveis... Um deles é horroroso, com cabo torcido, grandalhão sem recursos, e eu grudunhada nele, me alimentando com uma felicidade intensa... Sinceramente, não entendo esse meu gosto. E se não entendo, jogo para o rol das "frescuras"!...

SE ESCOLHI UM LUGAR PARA SENTAR, NÃO GOSTO QUE "ROUBEM" A CADEIRA

Pode ser o lugar que for, não sente no lugar que escolhi! Sabe aquelas mudanças que fazemos quando vamos ao toillette? Não gosto de ver que um(a) amigo(a) sentou no "meu" espaço! Fico tão magoada... Sei que é bobeira, mas ainda não aprendi a lidar com essa situação!...

NUNCA COMPRO O PRIMEIRO PRODUTO QUE VEJO, AINDA QUE TENHA GOSTADO


Ai, devo admitir que essa é uma das minhas maiores "frescuras"! Se eu já me apaixonei por algo à primeira vista, por que continuar procurando? Porém, é o que eu faço... Lembro de ter ficado meio com sabor de decepção na boca, por ter comprado um edredon logo que o vi! Era a primeira loja que entrava, tendo esse protetor do frio, como meu ideal "de cara"! Ele me resguardou de invernos por anos. Mas, depois dele, comprado "às pressas", nunca mais fiz isso. Rodo a cidade inteira e volto àquele local que curti um produto. Acho que é por "desencargo de consciência" que tomo essa atitude!...


Convido agora alguns amigos para exporem suas manias. Penso se terão coragem para botarem para fora suas particularidades maníacas!... (haha)


Regras:

1) Publicar, no mínimo, 10 manias e/ou "frescuras";


2) Linkar o blog da pessoa que o (a) convidou para o meme;

3) Linkar os blogs dos amigos escolhidos;


4) Escolher 10 amigos blogueiros, colocando seus nomes em ordem alfabética.

Adriana Helena (
Vivendo a Vida Bem Feliz)

Aristides Monteiro (
Tide Monteiro Blogger)

Cecília (
Fases de Quem Ama)

Du Pirollo (
Doando Vida )

Expedito Gonçalves (
Blog de Poesias do Profex)

Isa Oliveira (
Páginas do Dia)

José Sidney (
A Vitrolinha do Zé)

Larissa Bohnenberger ( O Elemento Fogo )

Malu Silva (
Infinito Particular)

Paulinho Pinheiro (
Macho Sem Crise )


(Imagem:
Fonte desconhecida

Edição de imagem:
http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com )

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Se meu Fusca falasse...


Quem não tem histórias com Fusca? Só quem não vive em cidade...
Fusca é um tipo de carro "não-carro", onde ninguém se orgulha de possuir um, embora tenha pleno conhecimento que sua existência é valiosa para vivências divertidas!...
Só eu, tenho é passagens com e sobre ele, de olhos que viram ou ouvidos que captaram com a antena humana para a jocosidade!
Uma dessas situações me levam a uma tirada "de mestre" do meu tio, ao levar minha mãe e eu para o Jardim Botânico, saindo do Méier, seu bairro até então.
O "alemão popular" (Fusca vem de Volks) do irmão de mamãe era caidíssimo por dentro (volante instável, poltronas corroídas, porta-luvas sem fechamento, entre outras "subversões"), e por fora bem passível de aceitação por ser de um branco envernizado, limpo e estrondosamente elegante, como aqueles caras da boemia quando se vestem de branco e chapéu! (Alguém aí atinou para o ditado popular: "Por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento"? Pois é...)
Tenho ciência que o pequeno conto a seguir está longe de ser inédito - devo tê-lo espalhado por aí umas três ou quatro vezes - só que, pego o tema carro "não-carro", como não trazer esse caso engraçado?
Trânsito do Rio, quem conhece, é uma incógnita: sexta-feira pré-feriado pode você cruzar o "Oceano Atlântico dos Automóveis" em menos de 1 hora e, de repente, é sábado sem comércio, nada para se comemorar ou fazer, e o bendito "entulho" de carros prolifera de todos os lados, e o que era para ser encerrado em meia, leva as suas duas horas...
Um sujeito estava impaciente naquele "sábado sem comércio", meu tio tateando o volante, empurra para cá, esquiva de lá, e um "Paaaaaaaaaaaaaaaaaaam!" de trás o corta, desavisando o sinal que ainda estava fechado.
Um furor subiu na cabeça do tio que, magoado pela exibição sonora do outro, que estrondou o ouvido orgulhoso por ser bom motorista, berrou alto, com o corpo para o lado de fora:
- Buzina por buzina, eu também tenho a minha!
Apertou uma, nada; duas, nada; na terceira...
O jeito era acelerar porque a buzina não quis entrar naquela briga de egos: aquietou-se, calando e consentindo... (E dá-lhe risada dentro do carro!...)
Comparo esse meu tio ao seu próprio automóvel porque ele já nos rendeu diversas situações engraçadas! (Uma delas eu contei em Rua Barão de São Félix, 119.)
Até para "marcar presença", um Fusca já me serviu!
Alguém imagina um homem, para fazer as vontades automobilísticas de sua namorada, carregá-la no pequeno carro popular?
Quando eu conheci um certo rapaz judeu, ele tinha acabado de vender dois veículos: um carro novíssimo e uma moto meio ultrapassada.
Por isso, naturalmente, o ônibus entrou no mérito da questão para passeios...
Aquilo me aborrecia um bocado por causa da coincidência infeliz, logo quando chegou a minha vez, estava o cara a pé!... (Nunca fui "maria-gasolina", foi a falta de sorte que me intrigou.)
Em conversa com meu quase sogro "Seu" Joseph, um tcheco típico (um homem sofrido, que fugiu menino ainda da Segunda Guerra Mundial), se não fossem suas "brasileirices", como torcer para o Fluminense, beber cerveja e se amarrar em novelas (Se estiver lendo isso, um abraço para o senhor, "Seu" Joseph; eu ainda tenho umas polcas gravadas e lembro do seu quadro com o entardecer da República Tcheca!), ele me conta que iria viajar para sua terra natal durante uma semana.
No próximo encontro, o que o filho dele me apronta?
Vem me pegar com o "bichinho de estimação" do "coroa", aproveitando-se de sua ausência temporária!
Passeamos por toda a orla marítima do Leme, e rodeamos o MAM na volta.
Ao chegarmos ao apartamento, minha quase sogra grita de lá do quarto:
- Está tudo bem com o carro? Vocês não sabem da última: Joseph ligou!
Nem era preciso falar mais... Sabíamos que o querido viajante para o exterior queria informações sobre o veículo! Seu amor pelo Fusquinha azul era tanto, que onde quer que estivesse, sentia quando o estavam "bulinando"...
No seu retorno, soube de imediato que alguém o tocara: meu ex-namorado pensou em tudo, menos em repor a gasolina! (Eu não ouvi nada, mas soube que o filho escutou, e muito!...)
O mais divertido caso com o popular histórico, vem de ocorrido visto, não vivido, de uns sujeitos amontoados (uns 6), numa das agitadas estradas inter-municipais de Nova Iguaçu que eu, por acaso, estava perto.
Creio que a maioria das pessoas sabe que o carrinho não aguenta muito peso e, seis pessoas com volumosas proporções corporais vão, evidentemente, comprometer o andamento do pequeno automóvel.
Aqueles senhores deviam estar "mamados" até a alma, uma orgia de uísque, cachaça, vodca, tudo disso e um pouco mais, para proporcionarem aquele espetáculo patético!
Ao perceberem que o veículo arriava andando uns poucos metros, um saltava e caminhava ao lado. Depois outro saltava e o primeiro entrava, tomando a mesma atitude.
Eu não sei por quanto tempo sustentaram aquela "brincadeira", no entanto, notei nitidamente a gargalhada de quem estava assistindo. (Pra quê programa humorístico, com divertimento gratuito ao vivo como esse?)
O que narrarei agora faz parte da chamada tragicomédia pois, se faz rir, também comove...
Dia de casamento, creio, que só quem se diverte é o convidado, já que os noivos e familiares ficam uma "pilha" ou um tambor de pólvora: um risco e a coisa explode!
Umas cinco pessoas se dirigiam para a igreja, o Fusca era um daqueles de cor verde-clara bem gracioso, o fato acontecido num bairro adjacente do Centro da minha cidade.
Alguém me contou - estou na dúvida se um ex- colega da Facul ou uma ex-colega de trabalho- que lá para as tantas o pequeno "besouro" começou a dar sinais de empacamento.
Andou muito bem até a Dutra, depois disso, nem Cristo o retirava do lugar...
Dois homens bem vestidos, ternos e trajes (era casamento, era casamento!), abriram a porta com um salto para a infelicidade: tiveram que empurrar o carrinho até pegar, sabe-se Deus quando ou onde! (A pessoa que me contou não os conhecia...)
Pior que suar e sujar a roupa, a maior "sujeira" é para a vida.
Talvez um atraso a mais, multas e contas a saírem dos bolsos já vazios pela cerimônia ( as igrejas agora não perdoam!) e quem sabe o noivo, já doido para cair fora, não desistisse de se casar?
Já descobriu o que poderia ser o infortúnio além das roupas amarrotadas e imundas?
Uma das cinco pessoas de dentro do Fusca empacador era a NOIVA!!!!
(Lição número 1, meninas: NUNCA VÃO À IGREJA DE FUSCA, SE O CASAMENTO FOR O SEU!...)
Apesar de maluquinho, não bonito, pouco confortável e nada moderno, ainda pretendo ter um Volkswagen! Do meu jeito, obviamente...
O safadinho custa caro à beça se você puser gadgets que seriam impensáveis na Grande Guerra, quando ele foi criado.
Não faz muito tempo vi o meu sonho na rua, através de uma moça que o equipou de tal maneira, que o seu preço é dos populares novinhos em folha, melhor dizendo, compra-se dois Gol's com a mesma quantia, em torno de R$ 60.000, 00.
Quero um daqueles, a la Penélope Charmosa, rosinha, e se descuidar, até salpicando pó compacto com o botão frontal de perto do volante...
Se alguém vir algum dia um carrinho desse jeito, com um MM 26 dentro de uma roda pintado na porta lateral, já sabe que sou eu.
Nada de misticismo, minha gente: o 26 é apenas a data de meu aniversário!...

E você, também tem alguma história com Fusca? Se tiver, conte para nós! Não deixe de compartilhar uma risada!...

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sábado, 19 de novembro de 2011

Felicidade: o estado natural das coisas


Que ninguém se iluda, mas felicidade é o estado natural das coisas.
Das coisas da vida de nós todos, nessa torrente de fé e sonho, que se faça luz onde houver escuridão!...
Seja cético, e não insano, em pensar que nascemos para o desamor e a obscuridade, sofrimento dos que ficam após os que se foram!
Se me entrego à indigência dos atos, serei aquela mesquinha vã que vê maldade onde não existe, o povo e a sabedoria: "Achar chifre em cabeça de coelho!"...
O que é ficar deprimido? O que é sofrer? O que é não ver lógica na andorinha - não única- que faz verão?
Entenda que o sol de todos os minuciosos dias de esperteza do tempo - quando quer aparecer entre as nuvens que obscurecem céus - não foi feito para ser reverenciado!
"Bom dia, sol!" é coisa de "abestado" e "Boa noite, lua!" persegue o desmantelo mental do "bom dia" solar...
A falta de felicidade é que forma a infelicidade; o negativo é que é lembrado!
A rotina do dia-a-dia é felicidade porque cumpre-se o mérito da questão: um fio solto da roupa é que será motivo de comentários, e não a costura que entrou no entalhe libertado pela agulha costureira!...
Sejamos mais coesos e permissivos com o cumprimento das "profecias" da vida, e não nos escondamos naquele sofisma que inventamos na correria do quão duro é viver!
A rotina do ar em pulmões ninguém fala; se o gás carbônico abarrota o organismo é que seguimos ao médico para "desembuste" do trem fora do trilho!
Saúde é algo, na sabedoria da "massa" - Droga, coisa que encharca o ser de conhecimento! - que só nos apercebemos se a perdermos!
A corrida pelo prejuízo: "Conheço um remédio caseiro que é tiro e queda!". Se é "tiro" ou "queda" quase nunca sabemos, embora tenha sido ele o "milagroso" de urgência que refez nossa paz alardeante de "Saúde é o que interessa!"
Meus braços e pernas, sem ferimentos, não me recordam amarguras, até abuso, abusada que sou, de comida gordurosa ou chocolate engordante.
Um trisco de dor surpreendeu o polegar quando cortava couve... E o mundo acaba, a vida não presta, e Deus... Será que existe mesmo?
Sarei a ferida que me importunava, olho a couve e até gracejo: "Couve, o que é que houve?", e novos cortes, mais ou menos profundos, figuram nas mãos, que esquecem de imediato qualquer alusão a infortúnio!...
Felicidade é acerto, e tem caminho único, qual o "dois mais dois".
Qualquer coisa que não seja o resultado esperado, é erro, por isso nos decepcionamos com tanta facilidade!
Conte dois objetos e depois conte mais dois. O resultado tem que ser quatro!
O que diferir disso - cinco, três, mil, um milhão- cairá em erro, e seremos o "marginal", aquele que não sabe contar!...
Felicidade é detalhista, e não tolera desvio!
Esteja você são, de mente e corpo, e vá um simples resfriado quebrar sua rotina?...
-Você está bem?
- Estou, MAS peguei um resfriado!...

O que sai da normalidade é produtor de conectivos adversativos!
Tenho em meu poder lindos copos em formato de taça, gênero rubro-negro identificando o time da Gávea - "Uma vez Flamengo, sempre Flamengo..." - que conta-se oito, se o indicador apontar para o que ainda tem extrato. "Sólidos e certos", se não fosse um deles aflorar uma quebrada invisível para olhos desatentos, numa das bordas.
Já me esquivo em servir visitas com esse, esse mesmo que causa transtornos...
Seria inadmissível ouvir que sou descuidada com meus utensílios de cozinha por um único, parco, simples e humilhante pedaço ínfimo de vidro que se desligou, sem deixar rastro!
A felicidade não emociona, ela é normal demais, cumprimento de tarefas que se absorve mecanicamente intransponível!...
O que emociona são os extremos - sofrimento demais ou alegria demais - porque teimosia me arruina, repetindo e repetindo que felicidade é o estado natural das coisas, num ciclo, círculo interminável, já que saúde será sempre saúde, vitória sempre vitória e amor, sempre, inexoravelmente amor...
Talvez, num desespero por "emoções", estragamos o que já está correto, ou seja, o que é naturalmente feliz, para consertar o mal feito depois, e assim voltarmos ao ciclo da felicidade "normal demais", para estragarmos tudo de novo!
Por que tanta gente corre quando é correspondida amorosamente?
Aquela paquera de anos, que retribuiu seu intento, em suas mãos mitológicas oníricas, e você joga fora; felicidade é assustadoramente boa e simples!...
Caia fora da neura de que viemos para sofrer!
O que ocorre é que tendemos a destruir o que nos mostra satisfatório...
Você tem um corpo igual ao dos outros : "Saco! Eu sou igual a todo mundo!..."
Todos nós temos uma imagem distorcida do destaque, e é nisso que mora nossa infelicidade-mor!
Vista-se de vermelho-bombeiro e saia às ruas para que alguém te perceba, elaborando cartazes de "Viva fulano!"
Ter uma vida na caminhada prevista por qualquer um, é motivo de agonia; os espelhos devem ser quebrados...
Muitos se perdem nas drogas, outros na rebeldia, e a maioria na infelicidade: é emocionante dizer a si mesmo: "Sou infeliz e devo procurar O Pássaro Azul!"
A nuvem carregada de chuva alavanca um céu tenebroso de dúvidas objetivas: "NÃO sairei hoje!"
O sol brilhante das manhãs comuns arrasta um mar de dúvidas indecorosas: "Que calor! ACHO que não sairei hoje..."
Estar de acordo com a previsão não satisfaz.
Se é alto, joga-se basquete.
Se é baixo, não se joga basquete... nem vôlei!
O estado tão seguido limita, e consagra os ilimitados!
Vá ter opções, viva a vida com a faca e o queijo nas mãos!
Forneça a sua história, aquele limão atento em virar limonada...
Se a felicidade é um estado normal, seja "anormal" por um tempo mínimo, o suficiente para sentir o quanto você era feliz...
... E não sabia!...


(Obs.: Leia a "Prece da Felicidade", da imagem, onde o incentivo é o agradecimento às coisas simples da vida, mas que tanta alegria nos retorna. É tocante!...)


(Imagem:

http://www.pilarmartins.com)

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Mary Miranda Frases



Com muito prazer que aviso aos amigos, leitores, blogueiros, visitantes, enfim, a todos, que agora o Fatos de Fato disponibiliza um espaço onde eu, Mary Miranda, estarei publicando pensamentos meus, que não são o supra-sumo da sapiência e filosofia universais, mas são ideias, e como tais, quiseram vir à luz num parto feliz...
O nome do mesmo é "MM Frases" e se encontra abaixo do cabeçalho do blog.
Aos poucos irei expondo meus pensamentos por lá...
Aviso aos navegantes: podem levá-los para onde quiserem, mas temos um Acordo entre Cavalheiros e Damas: indiquem a fonte!
Garanto que não custará nada "Dai a César o que é de César"! (Frase de Jesus)
Faço sempre isso - reconhecer os verdadeiros autores de suas obras - e minhas mãos não se machucaram porque liguei o nome à pessoa!...


Alguns deles aí estão; espero que gostem!




“Ser humano é pouca coisa porque, se fosse muita, não seria ser humano: seria mais HUMANO...”



"A vida é para ser vivida e nunca (NUNCA!), comentada..."


"Nenhum ser humano é número, mas é letra. Letras que se juntam e formam algo indizível, o mistério até mesmo para ele!..."


“Primeiramente, toda pessoa tem que saber o que quer. Depois disso,o resto fica mais fácil.”


“Uma das melhores coisas da vida é a pessoa ter opção!”


"Um dia realmente perfeito, é aquele em que não nos lembramos depois, de que ele existiu..."


"Não sou hipócrita por ser contente eterna! A culpa de minha felicidade, é por ter nascido com o dom de disfarçar a tristeza..."


"Quer mesmo saber quem você é? Não se pergunte: você pode se surpreender! E pior: perceber que você não tem sido VOCÊ MESMO já há algum tempo!..."


"Amor é porta que se abre devagar. Mas quando o sol invade, o faz pela simples fresta, o deixamos nascer, e ela se abre inteira! Quem se lembra que a noite vem e escurece o dia? Descobrimos que foi bobagem abrirmos a porta com cautela... O amor nunca pede permissão: invade qual o sol das muitas manhãs, bastando apenas aquela simples fresta, libertadora de luz e emoções sem fim!..."

(Imagem:
http://www.sweetanixa.kit.net

Edição de imagem:
http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Tome cuidado com a esporotricose



Iniciarei, no sábado próximo, um tratamento longo e sofrido com o meu bichano Masso para curá-lo do seu mal chamado esporotricose.
Neguxão é "duro na queda"! Come bem, bebe água, dorme bastante e ainda separa um tempinho para ronronar baixinho aqui do meu lado. Mas me preocupo...
É que a esporotricose é doença; qual mal é encarado como algo naturalmente aceitável?
O nome de difícil assimilação, foi dado ao problema causado por uma bactéria moradora de vegetais, que se "amarra" em feridas pois, se o hospedeiro estiver infectado e machucar outro ser, aquele vai também ficar doente.
Começa com uma aparência normal aos olhos: uma ferida comum de briga de gatos.
Então donos quais eu, que nunca ouviram falar da doença, correm para colocar bactericidas, unguentos e sulfanilamida ( a popularmente conhecida sulfa), e nada resolve!
Após algum tempo, um amontoado de feridas feias e uns caroços com sangue surgem por toda parte, dando uma aparência horrível ao animal, que assemelha-se a alguém em estado adiantado de hanseníase.
Esporotricose tem como uma das características, ferimentos que não secam nunca, não importando o quão cuidadoso seja o responsável pelo animal. (Bem que eu percebia que os machucados não saravam e ainda surgiam novos (outra característica da doença), no que me levou ao desespero.)
Fui à net, buscando informações, que me vieram após muitas horas de pesquisa incansável.
Constatado o problema, pedi socorro a um conhecido nosso da família, cujo irmão veterinário preparará em farmácia de manipulação, os 90 comprimidos de 50 mg de itraconazol, o mais indicado medicamento a princípio (só quando o paciente não reage bem é que se opta por outros).
Achei mais adequada a farmácia de manipulação, por ser caro o tratamento de doenças desse nível.
Uma caixa de apenas 10 cápsulas, em drogarias comuns, custa 60 reais e o tratamento é por 3 meses. (Fiz os cálculos: a coisa iria longe no sentido financeiro...)
Fora os antibióticos que porventura se façam devidos, fora as visitas que, porventura, ao veterinário também se mostrem urgentes...
Pessoas pegam esporotricose, que é conhecida por "doença de roseira" já que os espinhos costumam furar os dedos, e se estiver infectada a planta, adquirimos o mal. (Lembre-se: a bactéria adora machucados...)
A esporotricose atinge muito mais o gato, levando-lhe à morte, se os órgãos internos forem alcançados.
Em seres humanos, há um sofrimento realmente, mas não passa da camada externa da pele, cujo tratamento ainda que longo, não se estabelece tão dramático quanto no felino.
Serve como alerta aos seres humanos porque a doença é contagiosa, seguindo o mesmo padrão do felino: através de mordidas ou arranhões a adquirimos.
Evitar que o animal arranhe e morda as pessoas ou outros animais, é o caminho mais certo, portanto, deve-se isolá-lo dos outros gatos.
Assim como a toxoplasmose, esporotricose não é "doença de gato", nem é transmitida por um simples toque no bichinho.
Não é necessário jogar seu pet fora ou sacrificá-lo. Basta que você tenha cuidado e amor, o combustível sempre ideal em qualquer situação.
Como se viu, nem uma doença nem a outra é transmitida de um único modo. Por exemplo, pessoas que lidam muito com terra, jogam futebol em campinhos sem sapatos ou andam descalça em lugares abertos de um modo geral, correm risco de se machucarem com gravetos, espinhos, madeiras, etc. A "querida" bactéria é "natureba", estabelecendo-se sempre em pontos estratégicos na natureza...
Sobre o Masso, quase certo de que pegou de algum gato infectado nessas querelas de cio, que quase nunca ninguém sai vencedor! (Aqui é um problema sério para se arrumar namorada: as fêmeas felinas do bairro são quase todas operadas ou tomam remédio anticoncepcional.)
Estou esperançosa que Massito vá se sair bem dessa.
Eu temo apenas que outros gatos também fiquem assim. (Princesinha parece que está meio esquisita... Coloquei dentro de casa para observação.)
Não é nada fácil ver meu bichano "conversador" sofrendo tanto!...
Ele não "diz", mas sinto no seu olhar que "argumenta": "O que foi que eu fiz de mais? Só briguei, só cumpri com minha tarefa de ser um macho de verdade!"
Eu, no entanto, penso seriamente em acabar com esse ciclo masculino: a castração é a saída.
Foi constatado que animais castrados vão muito menos às ruas, logo as brigas ocasionais ocorrem em bem menor escala.
Infelizmente não poderei deixar a correnteza desse rio, seguir o seu curso natural...

Se você quiser obter maiores informações, clique aqui. (Foi a matéria mais completa sobre o assunto que encontrei, artigo escrito por Rosely Bastos do SOS Felinos, para o site Greepet).
Ou então pode ir diretamente ao SOS Felinos, que fala muito sobre gatos e a doença propriamente dita. Clique aqui.
Algumas imagens abaixo para que você reconheça a doença e possa comunicar ao dono, se possível.
Também um vídeo mostrando as diferenças entre esporotricose e criptococose. 
É só clicar no link a seguir: 

https://www.youtube.com/watch?v=NCkSuDz6nQw


Você pode obter muitas informações, dicas, curiosidades, etc, no canal Ronrons e Gatices, que é voltado para o mundo dos gatos.
Basta clicar aqui e conhecer o espaço feito para quem ama esses pequenos felinos!

(Imagens: Fontes diversas)



sábado, 5 de novembro de 2011

Meu segundo lar



Não canso de "cantá-lo", seja em verso, seja em prosa.
Ele está nos meus pensamentos, todos os dias, todos os minutos do meu viver!
Assim como toda paixão, diHITT já foi constitucionalizado dentro do meu coração!
Desculpem-me a falta de resistência: eu me entrego a ele, todas as vezes, sem pudor, nem mácula!...
E me liberem para falar desse "cara" porque meu amor é dele e para ele, e o amor é assim: se apresenta sempre que a inspiração nos toma...

Ei-lo aí abaixo, em forma de versos:

Meu segundo lar

Jamais duvide da força que emana de um site irresistível,
Seu hálito sopra onde quer que nos levemos,
Uma quente soma dos valores ,
De hipotenusa , aquela do quadrado dos catetos,
Não passem por cima, não somos tratores,
Que arrebentam sem dó os abetos,
Matemática dos seus muitos irrequietos amores...

Ser dihittiano é marcha valente, pra frente,
De uma massa inteligente, que desconhece desistência.
Dos opróbrios, erguem-se obras;
Do diHITT, mais calor!...
Desconhecemos sobras!

Engana-se aquele que buscou em outros ninhos um pouso acolhedor,
Ninho feito de penas de obelisco, é firme feito a rocha;
E quem disse que rochas são frias?
João-de-barro faz da argila, uma casa de alegrias...

diHITT é camarada nas brincadeiras, nas brigas de família,
Das impávidas utopias...
Ser dihittiano acompanha o caldo da sopa derramada,
Lá se vão as intrigas... Brigas?
Não somos Ben-Hur "messálico" em suas castradoras bigas!...


De expectadora unusual, da informada, amante-amada, eu sobejo:
Dihittiana com fervor;
Façam o que quiserem,
Expliquem se puderem,
Esse acolhedor,
Corrente de calor, sem pudor!...
Ah, diHITT, é sempre meu amor!


Ser dihittiano de praias turísticas, não vale;
Vale "vestir a camisa", vale suar, vale inteirar...
Pesquise e descubra que não há!
Sites de relacionamento?
Faça-me o favor, modismo tem limite,
Eu sou sempre, SEMPRE meu querido diHITT!


Peço permissão para o desespero dos que amam;
Quem disse que amar é ser paciente?
Espero, embaço, embarco, espero, desfaço,
Um crescimento, desperto momento,
diHITT me apraz.
Eu, soberba das vias de regresso intenso em suas asas,
Alada, escorada, devassa...


diHITT é constituição, uma corporação de componentes,
Que só reconhecemos a valentia na primeira tempestade;
Lábaros erguem-se através do caos;
Bandeiras de bonança...
Não me integro em desesperança!

Ser dihittiano é amar, estar mesmo que não se esteja,
É o cantar de quem solfeja!
Lamentemos a ausência,
Acorrentemos a desistência, aquiescência por ser espúrio desertor;
Ser dihittiano é ambivalência,
Querer sem poder esconder,
Seu labor de bem-viver... Mágoas?
Pra quê...

Há os que querem soer,
Há os que almejam lançar,
Há os indubitáveis da família que querem alcançar,
Sua marca, a história.
Correndo feito loucos bravios da somatória matemática,
Eu me baseio em sentimento:
Se não quer, lamento.
Família também é feita de acovardamento...

Não somos todos um, mas formamos unidades,
Assim, em forma de poeira numérica,
Há qualidades!
Para quem perdeu, para quem suou, para quem sobreviveu:
diHITT está lá, expectro de sonhos, sonhados, admirados.
E nem precisa de céus estrelados...


Alguns vestem suas burcas da disfaçatez,
E se mostram amistosos,
Porque o homem é feito de ideias!
As faces inimagináveis se espelham ao longe,
Com o conhecimento da vida que levamos,
Onde o jogo é daqueles que foram lá
E perceberam que o céu nem sempre é cinzento no outono...

diHITT encoraja o todo, e tudo sabe, responde.
Se não quer saber, não saiba;
Se procura entender, entenda:
diHITT nunca arma reprimenda para seus laboriosos de prazer.
Pois é assim, sempre assim, que existe o conhecer!...


Esteira estendida para os cansados;
"Filho pródigo, à casa torna".
E faz-se festas, incrementa- se um guizado,
Passado...
Esse se estranha:
Não interfere, ficou parado!

Se em algum tormento, alguém se esqueceu,
Notícias diversas, cardápios estão à deriva!
Escolha a âncora, resgate a "comida", saboreie um prato que é todo seu!
Caixa de indicações,
Quem comanda é quem lê:
De informações
Menu dos que têm fome de ser!

diHITT é aquele que esbanja entretenimento
E não vence no "grito";
Jornaleiro sorridente, "vende" seu jornal do dia;
Clientes compram em bancas,
A busca da informação ou entreter,
dihittianos "compram" familiarizados,
Quietos, antenados no PC!


Para aqueles que o conhecem,
diHITT é segundo lar,
E como tal, interfere no primeiro.
O prato que alguém saliva, é da boca pra fora;
O primeiro não é tão perfeito assim...
diHITT altera os ordinais, fazendo do segundo, a dianteira colocação!
Não se renega o que é caridoso:
diHITT é aquele "cara" que,
Mesmo que números o deixem para trás,
Não se arrepende, NUNCA, do bem que a TODOS faz!...

(Imagem:

http://www.dihitt.com.br

Edição de imagem:

http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Agora ou jamais


Acredito que certas bandas nasçam para terminar, e os componentes, intrinsicamente, saibam disso.
Foi assim, imagino, o que sucedeu ao Tigres de Bengala, mega banda formada nos anos 90, cuja participação insofismável de um sexteto gigante, não poderia sequer dar lugar às elocubrações de fim!
Em conversa informal com Cláudio Zoli, Vinícius Cantuária, os meninos do A Cor do Som e Billie Forghieri (ex- Blitz) - alguém alcança a dimensão desse encontro?- , Ritchie teria tido a ideia de condensar em 1, o que era sabidamente ótimo em 6: nasceu, assim, o Tigres de Bengala!
Se você não percebeu ainda o trocadilho, transcrevo, com falhas na memória, naturalmente, a explicação dada pelo inglês mais brasileiro de nossa história tupiniquim, sobre o nome do grupo.
Ritchie explicou que, devido à maturidade caminhante para a "bengala" dos componentes, mas com a sagacidade do felino africano, esse registro nominal traria sucesso!
Um dos melhores álbuns já existentes em língua nacional, com o título homônimo ao do grupo, saíram dali sabores diversos, para degustadores disparatados!
O rock, o pop, o romântico. Assim poderíamos classificar Tigres de Bengala, essa união de pratos colossais, oferecidos em 93.
Fizeram poucos shows, emplacaram uma música em novela, venderam bastante...
Entraram para o corredor dos raros clássicos da MPB!
Após seu término, reza a "lenda" que, nutrindo certa decepção, Ritchie havia desistido do mundo artístico e teria se engajado em empresas nada musicais, essas de softwares, qualquer coisa que dispensasse saber tocar violão.
Muita conjectura, mas ninguém entende o fim!...
Não havia como acabar o que veio para ficar. Era sucesso, e era FATO!
A "Banda do Ritchie" (como ficou conhecida) nem veio a público se despedir. O seu primeiro e último álbum retirado da estante às pressas pelos "videntes" de futuro, sabedores do valor que adquire essas "obras filhas únicas"...
Quase terminando o parágrafo anterior, talvez a resposta tenha florescido no meu "jardim suspenso" da curiosidade.
Eu disse que a banda tomou a fama de "Banda do Ritchie" e eis que um assombro perpassou meu cérebro! Um grupo musical onde tem Cláudio Zoli, Vinícius Cantuária, Dadi e Mu do A Cor do Som, nunca poderia ser chamada por um nome só!
São tigres, são fortes, são imponentes, são importantes!...
Nunca se fere o ego de um felino, nem o menor dos gatinhos. Ele vira "fera", na pior acepção da palavra.
E como "feras feridas", acabou-se o trato: cada um foi caçar sozinho.
Se "Agora" não é possível um reencontro da grandeza desses felinos competentes, que não percamos "Jamais" a esperança de termos mais preciosidades como essas, que tanto rejubilam os nossos dias.
O SOL AINDA HÁ DE BRILHAR!, como diria a otimista passagem da minha música preferida deles.
Tudo que é bom, nunca acaba, apenas troca de lugar!
Com "bengala" ou sem ela, cada um deles tem seu caminho e sua luz, e nós que apreciamos o que é de qualidade, os aplaudimos.
Agradecemos "Agora", para não virar "Jamais"!...


Um singelo vídeo fiz com a música romântica e linda Agora ou jamais. Puro momento de sensibilidade. Adoro esse som!


AGORA OU JAMAIS - Tigres de Bengala

Um dia, amor, você vai notar
Existe alguma coisa no ar
Te amo, te quero e não me leve a mal
Não deixe isso tudo acabar
Sei que tudo que eu queria era não dar explicação
Nem ficar aqui pedindo por favor
Não há nada de mistério,é tão claro, tão claro

Como a chuva que vem te molhar
Tirar as tuas dúvidas do ar
Espero, sincero e acho tão normal
Que o sol ainda há de brilhar
Sei que tudo que eu queria era não dar explicação
Nem ficar aqui pedindo por favor
Não há nada de mistério,é tão claro, tão claro

O amor

É melhor tirar a tua dúvida,

Agora ou jamais, agora ou jamais

Bem melhor tirar a tua dúvida,

Agora ou jamais, agora ou jamais








(Imagem:
http://efeito-colateral.blogspot.com

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