PARA QUEM AMA GATOS

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sábado, 3 de dezembro de 2011

Curral religioso



Antes que comecemos a dar nome aos bois, sem distinção pouco elucidativa, me congestiona o espírito imaginar a promiscuidade que virou nosso mundinho de penas, "perdões" e "papagaiada" falaciosa.
Se alguém não me entendeu, me refiro ao curral religioso!
Mas o que temos aqui? Humanos seres "encurralados" em jaulas, recebendo farinha ou ração "verbal", onde bichos são mais produtivos que gente?
Um monte de humanos seres vejo, suando, "ralando", trotando feito jumentos atrás da "palavra", que pode ser recebida de graça, em casa...
Senhores, nós não somos vacas, carneiros, nosso mundo não é a extensão do presépio cristão e como diria o outro, nem cachorros somos, não!
Será que a tomada religiosa para o "aprisionamento pastoril" veio da metáfora do nascimento de Jesus, que viera à luz numa manjedoura e, mal interpretada, tomada ao pé-da-letra, considera-se carneiro subserviente qualquer humano que queira seguir o Mestre?
Os animais são de Deus, mas a significação de "tratado feito cão" encerra conotações bem diferentes de "divino"...
Não adoto o que certos seguimentos fazem, o manuseio da "palavra" feito machado ao cortar árvores!
A balbúrdia já vem de longe, ao retirar-se do Primeiro Testamento, alguns livros importantíssimos, num dos quais, Jesus comprovava, na belíssima passagem com Elias, sobre o "nascer de novo" (e não é só sobre o limitado processo do Planeta Terra que Ele se refiria...).
Trocada uma vírgula, e o poder do "perdão" firmou-se em outras "traduções".
Jesus dissera, com seu aramaico compreensível:
"Em verdade, em verdade vos digo hoje, estarás comigo no Paraíso". (Noção de que Ele está dizendo no dia de hoje, o que ocorrerá um dia. Entenda-se bem : UM DIA!)
E o que nos chega, na manipulação típica dos usufruidores?
"Em verdade, em verdade vos digo, hoje estarás comigo no Paraíso". (Noção de que Jesus levará para o Paraíso hoje, alguém que bastou apenas falar que se arrependia...)
Então é fácil!... Não há transformação, peço perdão, e HOJE MESMO ESTAREI NO PARAÍSO?!
A indústria do "perdoar" é rentosa, porque não há mudança na alma, e ninguém precisa entender o erro que cometeu: é só se arrepender da falta...
Não acho compatível a seres pensantes, a "chantagem" que se faz, colocando na boca de Deus, palavras criadas pelo homem, como: progresso (financeiro), prosperidade (financeira), trabalho (que traga mais status financeiro) e perdão (que se obtém com troca financeira)!
Tratar feito tolos aqueles que sabem ler nas entrelinhas, é o mesmo que chamar alguém de moleque!
Na inocência, a criança se vende por um bolo de fubá que seja, assim os que buscam conforto na palavra, se "entregam" rendidos, de mãos atadas, àquele "doce" após a janta... É justo investir na "palavra"...
Seria eu, de uma demagogia absurda, incentivar o uso de vocábulos consoladores, ao ver barrigas que roncam!
Diga àqueles que têm fome, fome mesmo, uma África de USA We are the world, àqueles jogados na terra árida improdutiva, de arroz iguaria de luxo, que Deus usa a "palavra" para salvar vidas?
"Deus", para quem sente seu estômago inexistente da seiva de pulsar, é aquele camarada maciço de carne, nem temperada é, que se come e nasce a cada prato, que ressuscita nas águas e aplaca a sede, que se veste de verde de comida, mas não de esperança.
"Deus", para quem tem fome, É TER O QUE COMER...
Com toda a sinceridade que meu coração de gente pede nesse momento, digo que a palavra é abençoada, se não for usada para frear feito coleiras ou limitar o olhar qual viseiras de pasto!
Somos seres com alto poder evolutivo; pena não termos noção do quanto...
Deem-nos o ABC, e ele vira uma gramática; deem-nos o 1,2,3, e nos tornamos infinitos!...
É isso o que as religiões devem ter como meta em seus âmbitos sacramentados: doutrinar o irmão para que ele saiba que pode caminhar, pelo bem ou pelo mal, sendo a escolha toda dele!
Fazer o bem pelo "temor" do castigo divino, acaba se tornando uma trava para a longa jornada rumo ao progresso.
Viramos uma criancinha medrosa, que se apavora só em pensar que papai vai bater porque pegou biscoito do pote...
Caridade, o amor fraternal, é virtude de quem sentiu a existência da maldade, e optou por consciência, pela prática da filantropia.
Palavra por palavra, não serve...
Naturalmente que não darei nome aos bois porque nós não somos animais, nem mesmo aqueles que assim nos tratam!
Só peço aos que ainda se submetem à falácia de certos tipos, que Deus não nos fez irracionais!
Usando nossas mentes um pouco mais, perceberemos que todo curral é fétido, por mais bem tratado que seja.
E tome cuidado com o curral religioso que, se não é sujo no espaço, é imundo nas almas daqueles que nos veem como simples, parvas, extorquíveis "vaquinhas de presépio"...


(Imagem:
Fonte desconhecida

Edição de imagem:

http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com)

sábado, 19 de novembro de 2011

Felicidade: o estado natural das coisas


Que ninguém se iluda, mas felicidade é o estado natural das coisas.
Das coisas da vida de nós todos, nessa torrente de fé e sonho, que se faça luz onde houver escuridão!...
Seja cético, e não insano, em pensar que nascemos para o desamor e a obscuridade, sofrimento dos que ficam após os que se foram!
Se me entrego à indigência dos atos, serei aquela mesquinha vã que vê maldade onde não existe, o povo e a sabedoria: "Achar chifre em cabeça de coelho!"...
O que é ficar deprimido? O que é sofrer? O que é não ver lógica na andorinha - não única- que faz verão?
Entenda que o sol de todos os minuciosos dias de esperteza do tempo - quando quer aparecer entre as nuvens que obscurecem céus - não foi feito para ser reverenciado!
"Bom dia, sol!" é coisa de "abestado" e "Boa noite, lua!" persegue o desmantelo mental do "bom dia" solar...
A falta de felicidade é que forma a infelicidade; o negativo é que é lembrado!
A rotina do dia-a-dia é felicidade porque cumpre-se o mérito da questão: um fio solto da roupa é que será motivo de comentários, e não a costura que entrou no entalhe libertado pela agulha costureira!...
Sejamos mais coesos e permissivos com o cumprimento das "profecias" da vida, e não nos escondamos naquele sofisma que inventamos na correria do quão duro é viver!
A rotina do ar em pulmões ninguém fala; se o gás carbônico abarrota o organismo é que seguimos ao médico para "desembuste" do trem fora do trilho!
Saúde é algo, na sabedoria da "massa" - Droga, coisa que encharca o ser de conhecimento! - que só nos apercebemos se a perdermos!
A corrida pelo prejuízo: "Conheço um remédio caseiro que é tiro e queda!". Se é "tiro" ou "queda" quase nunca sabemos, embora tenha sido ele o "milagroso" de urgência que refez nossa paz alardeante de "Saúde é o que interessa!"
Meus braços e pernas, sem ferimentos, não me recordam amarguras, até abuso, abusada que sou, de comida gordurosa ou chocolate engordante.
Um trisco de dor surpreendeu o polegar quando cortava couve... E o mundo acaba, a vida não presta, e Deus... Será que existe mesmo?
Sarei a ferida que me importunava, olho a couve e até gracejo: "Couve, o que é que houve?", e novos cortes, mais ou menos profundos, figuram nas mãos, que esquecem de imediato qualquer alusão a infortúnio!...
Felicidade é acerto, e tem caminho único, qual o "dois mais dois".
Qualquer coisa que não seja o resultado esperado, é erro, por isso nos decepcionamos com tanta facilidade!
Conte dois objetos e depois conte mais dois. O resultado tem que ser quatro!
O que diferir disso - cinco, três, mil, um milhão- cairá em erro, e seremos o "marginal", aquele que não sabe contar!...
Felicidade é detalhista, e não tolera desvio!
Esteja você são, de mente e corpo, e vá um simples resfriado quebrar sua rotina?...
-Você está bem?
- Estou, MAS peguei um resfriado!...

O que sai da normalidade é produtor de conectivos adversativos!
Tenho em meu poder lindos copos em formato de taça, gênero rubro-negro identificando o time da Gávea - "Uma vez Flamengo, sempre Flamengo..." - que conta-se oito, se o indicador apontar para o que ainda tem extrato. "Sólidos e certos", se não fosse um deles aflorar uma quebrada invisível para olhos desatentos, numa das bordas.
Já me esquivo em servir visitas com esse, esse mesmo que causa transtornos...
Seria inadmissível ouvir que sou descuidada com meus utensílios de cozinha por um único, parco, simples e humilhante pedaço ínfimo de vidro que se desligou, sem deixar rastro!
A felicidade não emociona, ela é normal demais, cumprimento de tarefas que se absorve mecanicamente intransponível!...
O que emociona são os extremos - sofrimento demais ou alegria demais - porque teimosia me arruina, repetindo e repetindo que felicidade é o estado natural das coisas, num ciclo, círculo interminável, já que saúde será sempre saúde, vitória sempre vitória e amor, sempre, inexoravelmente amor...
Talvez, num desespero por "emoções", estragamos o que já está correto, ou seja, o que é naturalmente feliz, para consertar o mal feito depois, e assim voltarmos ao ciclo da felicidade "normal demais", para estragarmos tudo de novo!
Por que tanta gente corre quando é correspondida amorosamente?
Aquela paquera de anos, que retribuiu seu intento, em suas mãos mitológicas oníricas, e você joga fora; felicidade é assustadoramente boa e simples!...
Caia fora da neura de que viemos para sofrer!
O que ocorre é que tendemos a destruir o que nos mostra satisfatório...
Você tem um corpo igual ao dos outros : "Saco! Eu sou igual a todo mundo!..."
Todos nós temos uma imagem distorcida do destaque, e é nisso que mora nossa infelicidade-mor!
Vista-se de vermelho-bombeiro e saia às ruas para que alguém te perceba, elaborando cartazes de "Viva fulano!"
Ter uma vida na caminhada prevista por qualquer um, é motivo de agonia; os espelhos devem ser quebrados...
Muitos se perdem nas drogas, outros na rebeldia, e a maioria na infelicidade: é emocionante dizer a si mesmo: "Sou infeliz e devo procurar O Pássaro Azul!"
A nuvem carregada de chuva alavanca um céu tenebroso de dúvidas objetivas: "NÃO sairei hoje!"
O sol brilhante das manhãs comuns arrasta um mar de dúvidas indecorosas: "Que calor! ACHO que não sairei hoje..."
Estar de acordo com a previsão não satisfaz.
Se é alto, joga-se basquete.
Se é baixo, não se joga basquete... nem vôlei!
O estado tão seguido limita, e consagra os ilimitados!
Vá ter opções, viva a vida com a faca e o queijo nas mãos!
Forneça a sua história, aquele limão atento em virar limonada...
Se a felicidade é um estado normal, seja "anormal" por um tempo mínimo, o suficiente para sentir o quanto você era feliz...
... E não sabia!...


(Obs.: Leia a "Prece da Felicidade", da imagem, onde o incentivo é o agradecimento às coisas simples da vida, mas que tanta alegria nos retorna. É tocante!...)


(Imagem:

http://www.pilarmartins.com)

domingo, 16 de outubro de 2011

Incomodados: não se mudem!


Se há um ditado popular que eu não aceito, é esse: Os incomodados que se mudem.
Eu o adapto, sem pudor, para esse: Incomodados: não se mudem!
Se somos responsáveis por erros cometidos para a sociedade - virtual ou real- temos que nos ater na legitimidade dos direitos que terminam, quando começam os dos outros!
Quem transgride, deve aperceber-se que ninguém libera leis de incômodo alheio, e passe a se conter em seus púlpitos subversivos, perseverando em concluir-se em procedimentos permitidos, pois não há absolvição para aqueles que não respeitam seus semelhantes!
É necessário mexer no bolso para que aprendamos a nos comportar civilizadamente?
O nosso cérebro situa-se na parte lateral ou frontal da calça, em formato de notas indicadoras de sistema monetário, por isso nossa aprendizagem é feita a partir da perda dessas "mora-dia" incluídas nas multas?
Um caso recente ocorrido nesse Brasil dos "brasis", conta-nos uma história íntima nossa.
Na atitude inescrupulosa de liberdade de expressão, encontrava-se um sujeito típico que adorava expor em altos volumes, o seu gosto musical.
No condomínio onde morava, escutava-se ao longe suas prediletas canções, explodindo em ódio quem morasse perto.
Ativada a justiça, recebeu ele o ultimato de que só poderia retornar ao apartamento, se modificasse sua postura abusiva. Tentou alegar que era o proprietário ( no que a justiça não o redarguiu), mas sua improcedência nos atos arbitrários o "congelou" por meses.
Assim aferem certas religiões, com seus ritos questionáveis, se valendo da máxima que o País tem liberdade de credo!
A Rádio CBN ( RJ) uma vez trouxe a temática "Sons Urbanos", aqueles que perturbam o bem- viver da sociedade proximal ao barulho.
Deram vários exemplos de incômodos, incluindo até, a barulheira que o então prefeito César Maia figurava, pela insatisfação dos comunitários, ao ouvirem os ajustes das máquinas para a reconstrução das ruas da cidade carioca. (Maia quase ficou conhecido como o "Prefeito Buraqueiro"! Mas de usar casaco, em pleno verão, não escapou!...)
Uma ouvinte enviou um e-mail perguntando aos âncoras, como proceder em casos de igrejas que tocam com alto e "mau" som, suas "divinas" exposições, estourando, assim, os ouvidos dos vizinhos, sem data, nem horário marcados.
Os diletos locutores explicaram, sem clara sustentação, que em questões religiosas, nenhuma lei poderia interferir.
Como não, digo eu, se Jesus afirmara que não viera para desobedecer as leis, mas para cumpri-las?
Peço aos incomodados que não se mudem, mas, sim, lutem por seus direitos até o fim!
Se houver qualquer artigo entremeante de possibilidade de batalha, vão em frente, mas não deixem os "incomodadores" prosseguirem no intuito devassador sonoro ou moral!
Alguns não nos aniquilam por barulhos: alteram o bem-estar da lógica!
Uma chantagem indigente se estabelece em olhares que, se traduzíssemos, diriam: " Se me denunciar, saberei quem é, e te pego!"
Caso de um senhor vizinho nosso...
Jogava o lixo sempre em frente à casa de uma outra comunitária dos bens citadinos, sem esperar pelos serviços da prefeitura, que cumpre à risca suas coletas de terças, quintas e sábados.
O que leva pessoas escolarizadas ( o moço lá tem 2 períodos de Universidade) a situar-se "acima" , cometendo falhas socialmente intransigentes?
A vizinha-vítima pôs placa "malcriada". Explicou nitidamente:
QUEM JOGAR LIXO AQUI, VOU COLOCAR DE VOLTA EM SUAS CASAS!
Engraçado que uma simples "ameaça" (que poderia render em multa), surtiu um efeito invejável: o lixo parou de ser "desopilado" em seu muro!...
Exemplo que não devemos desistir da luta branca, aquela que é para o bem comum.
Saber procurar cumprir o que é nosso, não é motivo de desestímulo!
Num momento dirão que a busca está em campo não-legal, num outro afirmarão que você está errado(a) porque deve-se deixar o direito do cidadão prosseguir. E você, a sua essência, como fica?
Melhor rever certos fatores...
Se o ditado popular Os incomodados que se mudem não oferece abrangência para o bom- senso, figure-se, portanto, no outro ditado, bem mais justo e retilíneo:
MEU DIREITO ACABA , QUANDO COMEÇA O DO OUTRO!
Ditado esse, recordemos, que tem via dupla. PENSE NISSO!

P.S.: Esse artigo foi baseado num clima muito desconfortante que surgiu no diHITT, meu site virtual-social favorito. É duro ver pessoas que adoro, optando em sair, porque levaram a ferro e fogo o ditado popular.
MEUS AMIGOS, TODOS OS MEUS AMIGOS, SEM DISTINÇÃO: NÃO SE MUDEM...


(Imagem:

Fonte desconhecida

Edição de imagem:

http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com)

sábado, 10 de setembro de 2011

Aids: você namoraria alguém soropositivo?


Não tenho dado a ouvir rádio ultimamente, o que admito ser uma falha minha pois é um meio comunicativo diversificado e integrador.
No entanto, há um público grande a minha volta, que investe seu tempo no horário do almoço ou cochilada de descanso, para ouvir estações radiofônicas que fazem o estilo "povão", sobretudo pessoas de certa idade, que alcançaram praticamente todas as suas fases de progresso, do impensável "galena", até o mais moderno formato, com a pompa de ser chamado de MP3 player que toca rádio FM...
Uma dessas criaturas "de rádio", o meu vizinho de quase em frente, entre um Roberto (Carlos) e outro (adora sintonizar numa estação que toca o cantor em intermináveis duas horas!), escutou a leitura de uma carta emocionante de um rapaz de 28 anos, que pedia um conselho para o comunicador do horário.
Abaixo transcreverei o conteúdo dela, conforme me relatara o senhor meu vizinho de frente, pedindo tolerância, naturalmente, pela adulteração de costume que fazemos ao recontarmos alguma história:

Boa tarde!
Estou aos prantos ao escrever essa carta; nem sei se conseguirei ir até o fim...
Meu nome é (meu vizinho não se lembra do nome), tenho 28 anos, estou namorando uma moça de 24 anos há quase três anos.
Somos muito felizes juntos, temos tudo a ver um com o outro!
Começamos como amizade, mas ficou maior que nós e quando nos demos conta, já estávamos apaixonados.

Parecemos um só: para todo lugar que um vai, o outro vai também!

Todos que nos conhecem, quando nos veem, dizem que somos o casal perfeito e, é claro, perguntam quando iremos nos casar, no que respondemos que será logo tivermos condições de termos nosso próprio lar.

Seria tudo certo se não fosse um pesadelo que me atormenta há mais ou menos seis anos, algo que eu não consigo desabafar com ninguém, nem mesmo com meus familiares...
Descobri que sou soropositivo aos 22 anos, e desde então tenho evitado me relacionar com qualquer pessoa, até conhecer minha atual namorada.
Ela me encantou de tal maneira que, para não perder sua amizade, resolvi não falar sobre minha doença.

E depois que nos apaixonamos, aí que não tive coragem de contar-lhe mesmo... Sempre usamos camisinha em todas as relações, e um dia desses, minhas lágrimas rolaram pelo rosto, quando ela me pediu para que transássemos sem o preservativo dizendo que confiava totalmente em mim, no que não aceitei (não quero que pegue a doença de jeito algum!). Eu sou mesmo confiável, e nunca a traí, ela está certa.
O problema é que eu peguei AIDS antes de conhecê-la, e eu nem ligava para usar camisinha, o que foi o meu erro.

Tomo o coquetel e sigo à risca todas as indicações médicas.

Tenho a aparência saudável. Ninguém diz, pela minha fisionomia, que sofro de qualquer mal.

Estou desesperado, não sei o que fazer!

Eu a amo demais e nem quero pensar em perdê-la!... Ela é tudo pra mim...

Mas não quero enganá-la a vida toda porque não merece isso.

O que devo fazer?

Devo contar a verdade, mesmo correndo o risco dela me deixar?

Ou espero mais um pouco, para prepará-la melhor quando eu revelar meu doloroso segredo?

Você namoraria alguém com AIDS?
Por favor, me ajudem!

Sei que vocês, ouvintes do programa, são pessoas boas e estão entendendo a minha situação.

Obrigado, meus amigos!
É alguém que está sofrendo muito que está pedindo ajuda.


Assinado: (nome do rapaz)


Argumento com qualquer um que o preconceito ainda ronda nossa sociedade, e o conselho a se dar para o rapaz, geralmente, cai no "politicamente correto".
Para se ter uma ideia, bem perto de nossas casas, há um caso de um homem de seus quase 50 anos que tem a doença há muito tempo, e que todo mundo convive muito bem com ele... porque não sabe da verdade!
Apenas uma ou outra pessoa (eu descobri pois sou muito amiga de alguns integrantes da família) tem noção do seu mal!
Ele é bem tranquilo, anda de moto, trabalha, não desistiu de viver, uma felicidade para os entes queridos!
Vamos deixar as amarras do moralismo de lado e nos fundamentemos no princípio da caridade -"Colocar-se no lugar de seu semelhante" - para ajudar ao rapaz da carta.
Se fosse você o ouvinte aconselhador, como lhe responderia em suas indagações?
E uma das perguntas que lançou mais intrigante:

"Você namoraria alguém soropositivo?"

É um assunto que nos deixa muitas vezes sem voz...



(Imagem:

http://www.jm1.com.br)

sábado, 3 de setembro de 2011

Aprendendo a me perdoar




Muito se fala do perdão ao próximo; é bíblico e sagrado.
No entanto o perdão a si mesmo se estagna em alguma parte da consciência mostrando bem pouco a face!
Por que carregamos tanto o masoquismo do "Eu não mereço ser perdoado"?
Por que a cada erro cometido, um vazio nos toma inteiros, arrastando-nos por tempos infinitos por aquela torpeza de sensação, extraindo nossa vivacidade, nos prendendo a um passado que deveria ter passado?...
Há muita gente que diz:
- Eu magoei pessoas, e pessoas que eu gostava!
Quando nos posicionamos como "magoadores", estamos nos colocando na altura de um "deus", com seus fricotes de "soberano", distribuindo castigos e temores.
Naturalmente que só magoamos quem gostamos!
Porque quando são pessoas pelas quais não nutrimos qualquer afeição, ocorreu uma ofensa; mágoa é dor destrutiva ligada a sentimentos.
Esse status de "deus" que arrumamos para estabelecermos no patamar de "providência maléfica", não nos deixa enxergar que além de um céu físico que as vistas alcançam, há um "deus" (que denominemos Alá, Jeová, Big Bang e até mesmo, Acaso), onde "maus" e "bons" são aprendizes da vida, cuja conotação se faz restrita quando nos rebaixamos diante da depressão, onde desesperança não é parelha de crescimento a ninguém...
Lembremo-nos que "magoador" e "magoado" vieram desse "deus", e acreditemos na justiça que lhe é peculiar: o "magoador" sofrerá mais que a "vítima"!
Mais cedo ou mais tarde, as pedras rolarão para os seus eixos; o causador da dor continuará com a responsabilidade, se tomou para si, a função de "todo-poderoso da maldade", e o "magoado" pousará em seu recôndito de ultrajado, pondo-se em continuidade de vida, brotando em si o perdão - é de lei perdoar!- e é divino.
Por isso não devemos nos postar como "meliantes", porque só erramos por sermos humanos!
Mágoa, todo mundo causa a alguém; apenas deve-se evitar novas tristezas que venham por nossa "conta e risco".
Paremos com o gênero mea culpa e paremos de persistir nos mesmos erros!
Ao invés de chorarmos "pelo leite derramado", aprendamos a nos aperfeiçoar como pessoas!
Agredi com palavras, magoei muita gente, fui maldoso (a) em dadas situações? Fui errado(a), admito, mas quero melhorar para não cometer os mesmos desatinos!
Já é meio caminho andado reconhecermos o quão falhos somos; agora é aprendermos a evitar, através do aperfeiçoamento, a não mais prosseguir com os mesmos enganos.
Interessante que aprender a se perdoar é um gesto de amor que temos com nosso semelhante!
Quem perdoa verdadeiramente o seu próximo, é aquele que admitiu que as suas próprias falhas são humanas, por isso entende que os erros alheios são iguais aos seus, ou seja, passíveis de perdão.
É como dizer que só quem levou um grande tombo, entende quando alguém lhe diz que caiu da bicicleta: sabe o quanto são dolorosas as feridas que se formaram após a queda...
Aqueles que choram a vida toda por um mal que provocou, no fundo querem uma desculpa para não buscar melhoria. Acomodaram-se em seus escuros caos internos, achando mais fácil se auto destruírem, do que tentar achar a luz!
Trazem também a tristeza nas mãos e a trancam dentro delas; é como se o mundo fosse um reservatório de lágrimas e o riso, prestígio para os "escolhidos" para serem eternos contentes...
Não há "escolha" alguma: todos nós estamos aqui, sem favorecimento, na batalha para acharmos a tão buscada felicidade!
"Eu sofro porque sou mau!", é o pensamento desses, sem se darem conta de que podem virar o jogo, transformando em bondade, a maldade que habite a consciência.
Muito tempo passei me lamentando por erros que cometi, pelo rastro de dor que muitas vezes deixei, percebendo que em nada ajudei as pessoas a minha volta.
Muito pelo contrário: semelhantes falhas vieram e semelhantes dores também!
Aprendi que o lamurioso "mantra" entoado pelo mea culpa, não me fazia uma pessoa melhor.
Pedir perdão era apenas o começo do caminho, tendo noção que o percurso estava longe de estar completo.
Só quando compreendi que "A palavra dita não volta atrás", é que pude finalmente achar a via de acesso para me encontrar: evitar cometer os mesmos erros e aprender a me perdoar, faz de mim um ser mais útil aos meus iguais!
Novos erros virão, são inevitáveis, mas posso dizer que ao menos os velhos erros, não os repetirei!
Acaso numa insanidade de momento me desabe novamente em falhas parecidas, que eu redobre vigilância sobre meus atos, para que cause a menor dor possível a outrem.
Estou nessa luta contínua, aprendendo a me perdoar a cada gesto de injúria que provoco ao meu redor.
Não sou um "deus da maldade", não vim ao mundo para propagar a dor!
Um ser incompleto e imperfeito está aqui, em plena atividade, em plena sede de aprendizagem.
Ao dizer "Estou aprendendo a me perdoar", quero expressar a mais pura bondade e solidariedade que posso ter para com alguém.
Estou, na verdade, informando:
-Sou igual a você, e não tenho "poder" algum, nem de fazer o mal.
Indo mais longe, algo bombeia, qual o sangue no organismo, eclodindo em amor:
-Vida, estou de volta! Permita que eu prossiga e possa espalhar mais flores que espinhos!
E ela, a generosa e linda vida, me responde, com a mansidão dos sapientes:
- Meu(a) filho(a), seja bem-vindo(a)! Nunca esqueça que há sempre uma luz no fim do túnel, por mais escuro e interminável que ele se apresente!
Um dia de auto-perdão, é sempre o dia mais iluminado que todos os outros...



Coloquei abaixo o vídeo da belíssima expoente do rock nacional Primeiros erros, com o talentosíssimo Kiko Zambianchi.
A letra fala do sentimento de culpa que carregamos às vezes pela vida toda, ao cometermos nossos "primeiros erros" lá na adolescência ou mais cedo, e não nos perdoamos.
Parece que uma chuva nos molha o tempo inteiro e o sol, se mostra bem inalcançável...
Linda e tocante, é escutar, refletir e se emocionar!


Primeiros erros - Kiko Zambianchi

(Composição: Kiko Zambianchi)

Meu caminho é cada manhã
Não procure saber onde vou
Meu destino não é de ninguém
Eu não deixo os meus passos no chão
Se você não entende, não vê
Se não me vê, não entende
Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende
Se o meu corpo virasse sol
Minha mente virasse sol
Mas só chove e chove
Chove e chove
Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar chover
Nos primeiros erros
O meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas só chove e chove
Chove e chove






(Imagem:
http://recriarcomvoce.com.br

Edição de imagem:

http://marymirandafatosdefato.blogspot.com)

sábado, 20 de agosto de 2011

Não solte os cachorros!


Quem diria, em alguma vez na minha vida, concordar com título de música funk?!
Hoje meus aplausos vão para Who let the dogs out? que, em tradução livre, significa: "Quem deixou os cães saírem?" ou, se preferir: "Quem soltou os cachorros?"...
A cultura é mesmo infinita, por isso, preconceitos musicais ou de qualquer ordem, bote na conta da ignorância!
Adaptando para o sentido que cabe aqui, transformo a pergunta em imperativa negativa:
Não solte os cachorros!
Trabalhador, sobretudo brasileiro, está à sorte do que aprouver o destino, saiu à rua, é para dizer: "Faço-me liberto para o que me espera!" e, como numa roleta russa de mistérios, hoje foi quase "aquele dia" para marcar minha história...
Voltava eu da minha labuta de sábado matutino e me encaminhava para um supermercado aqui do bairro para comprar umas ninharias, quando avistei, numa distância mínima, um desses que "não se deve soltar".
Era enorme!
Não sei a raça, mas o reconheci de filmes.
Com pelugem clara, e cara de poucos amigos, sentado se fazia atento aos seus afazeres de cão, como espantar moscas ou coçar a virilha com os dentes.
Algo em mim gritava para fazer o retorno, mas a protetora de animais que vos fala, pensou que ele sabia dessa nobre façanha e o "encarou", isto é, passou por ele.
Não prestou...
O enorme cão avançou na velocidade de um raio e o estalo da experiência com cães bravios estourou no meu cérebro ( nessas horas que agradeço por ter boa memória!), paralisando todo o corpo, emitindo apenas um grito de susto.
Deu certo!...
Devo, porém, transmitir a celebração do ato não consumado, a uns trabalhadores de construção civil, pedreiro e seus ajudantes da casa em frente( eu disse que quem labuta está para o que der e vier!) , que bradaram com furor o nome do inescrupuloso cachorro, pois sabiam do que ele era capaz!
Se eu fosse escrever minha autobiografia, teria que narrar que minha relação com os canídeos é de encontros e desencontros.
Já fui atacada três vezes por cachorros e, em todas elas, correndo sério risco de ser morta!
Na primeira vez eu tinha apenas 5 anos, o animal me conhecia, e me estranhou assim mesmo, quando estava de "maus bofes". Lembro-me até hoje dele; seu nome era Sheik.
A segunda vez se fez assim: eu ía para o colégio (cursava o Ensino Médio) e um desses grandalhões, armados de unhas e dentes, quase me mastigara no corpo e alma! ( Minha sorte? Ah, nessa época eu já conhecia aquela tática de ficar parada, para que o animal saiba que você está " em missão de paz".)
E a terceira vez, como estou contando, ocorreu há poucas horas, novamente funcionando a minha paralisação, com a ajuda prestimosa dos empregados locais que conheciam o "algoz".
Não é "batata", como poderiam alguns pensarem, que quem ama gatos, odeia cachorros!
Engano tão redondo, que até merece um, dois ou mais parágrafos para esclarecer esse erro!
Amo gatos - isso é claro feito água!- mas também aprecio cachorros, embora não com tanto ardor, é verdade.
Dentre as comprovações de minha sinceridade, estão três cadelinhas que eram minha paixão, e as lembro com todo o aparato típico dos que amam: Morena, Latiffa e Lunita.
Morena era uma vira-lata sem-vergonha, que roubava comida de Latiffa e só atendia a mim!
Era brincalhona e absurdamente amorosa, não era boa vigia, compensava por ser receptiva a carinhos a qualquer momento (chorei barbaridade quando a pobrezinha nos deixou...).
Latiffa tinha a mesma raça que o cãozinho Rufflos do desenho Dennis, o pimentinha (nunca guardo que raça é aquela...) , era linda, pequenina, mansa, totalmente dependente de carinho, ótima tomadora de conta de quintal.
Achava engraçado o seu jeito tão subserviente de ser acariciada na cabeça, gostava tanto, que se urinava toda pela alegria que sentia!
Lunita ficou pouco tempo conosco, e fez história assim mesmo!
Era labradora, belíssima cadela com cor café com leite, e tinha uma energia!!!!
Eu não aguentava com ela... Suas brincadeiras às vezes varavam noites!...
Curtia mais o público masculino da família e os atendia com maior eficácia.
Uma vez até disse a ela: - Lunita, você é das minhas: gosta de homens!"
Morreu de cinomose com apenas 8 meses...
Como dá para notar, nunca usamos os cães para exibição característica de donos irresponsáveis!
Há uns tipos que sentem gozo na boca ( mais do que suas camas lhes proporcionam...) ao dizerem:
-Meu cachorro é brabo! Se alguém entrar aqui, 'tá morto!
Naturalmente se usam de seus animais para fortalecimento de egos, enquanto um dos seus "brabos" não mexem em bolsos...
Hoje mesmo eu poderia ter denunciado a dona do "cachorro que mata", se eu estivesse com muita sede de justiça (ou de dinheiro)!
Estava o animal solto na rua, sem focinheira, e eu estava do lado contrário da calçada, ou seja, não "ultrajava" a casa que o cão tão automaticamente guardava em sua inocência instintiva!
A "digníssima" senhora limitou-se a um "Pra dentro, vai!", sem mover uma palha para saber se eu estava bem!...
Como há pessoas sortudas, não?
Ela contou com uma vantagem nem sempre linear, dos trabalhadores de sábado que só querem tirar um soninho gostoso com o retorno ao lar.
No meu caso em particular, eu requeria a tríplice de ouro: compra, sono e blogagem. (Cara, essa mulher deve arriscar um palpite em alguma "acumulada"!...)
Argumento com os exibicionistas de cães bravos que os guardem em seus canis mais seguros.
Querem proteção para seus lares?
Solte-os no quintal!
Mas ainda opto pelo conselho do quase título do funk americano.
Para evitar divergência com vizinhos mais esquentados, para não contarem com sorte (não esqueça que o contrário de "sorte" é "azar") ou não ferirem de fato quem não conhece nada de regra de quase aprendiz de escoteiro (quem leva a sério a história de ficar parado quando é ameaçado por cães?), não há dica melhor!
Deixe a exibição de lado e mire-se nessa mensagem que, para seu uso próprio, merece todo o nosso respeito:

NÃO SOLTE OS CACHORROS!


(Imagem:

http://who-let-the-dogs-out.net)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Byafra e o Bradesco Seguros: constrangedor!


Nem sempre criticar quer dizer que não gostemos de uma pessoa.
Críticas podem ser construtivas e as aceito, sempre, quando vêm a sua proposição: criticar, de fato, construtivamente.
E é isso que faço aqui agora para alguém que mora em meu coração.
Tenho consciência que muitas pessoas sabem do meu infinito carinho e admiração pelo cantor Byafra (ele está presente na minha vida há tanto tempo, vindo da infância até minha idade adulta, que me perdi na contagem...) e muitos sabem também que, apesar de uma vidrada em rock, abro espaço para os outros tantos estilos musicais onde a arte com emoção esteja presente. (Byafra sempre cumpriu com essa particularidade com louvor!).
No dia 14 de julho desse ano tive a emoção de vê-lo novamente se apresentando, junto ao Pop Camerata da UFRJ, mas dessa vez não consegui tirar fotos com ele, apenas com o baterista Ayres D'Athayde e de alguns instrumentistas que ainda permaneceram após a apresentação.
Quero consagrar que mais uma vez o cantor me trouxe o sorriso, a alegria, a paz...
Ele, no palco, é único e avassalador, um artista nato, completo, pleno!
Mas o que foi aquilo, me responda, vai, quem souber, o achincalhe tão constrangedor que o próprio Byafra se submeteu no novo comercial da Bradesco Seguros?
Recuso-me vigorosamente a acreditar em meus ouvidos e olhos... Devo estar sonhando!
Não, o mesmo Byafra nos ensinou que Ícaros sonham com a mente da esperança, e aquele comercial foi um pesadelo!
Belisque-me, Ícaro-Mor ( é o jeito carinhoso como o chamo), e faça que eu acorde dessa tortura!
Meu querido amigo-artista, você já foi tantas vezes azucrinado pela mídia no desmerecimento de sua fantástica voz e belíssimas canções, tanta dor em seu coração, eu sei, por saber-se grande, mas tendo que encarar o infortúnio da troca de valores nesse nosso Brasil sem memória...
E agora, meu anjo, é você quem se auto-despreza, assina embaixo que é mesmo "torturante" a quem venha ouvir sua performance vocal?
Na dita propaganda, em momento algum o motorista te chama de "brega": não, você é sugerido como INAUDÍVEL!
Meu lindo, te rebaixaram tanto que nem o epíteto "brega" , que já seria péssimo, teve lugar: abriu-se um espaço infeliz para o questionamento de sua arte.
Foi o que se chama vergonha alheia!
Eu não sabia onde esconder meu rosto - por que não as lágrimas?- ao me dar conta que artistas que amamos são maltratados tantas vezes e, em algumas delas, por eles mesmos...
Quando o vi naquele comercial, só veio isso em minha mente:
BYAFRA E O BRADESCO SEGUROS: CONSTRANGEDOR!
Porque foi mesmo constrangedor, massacrarem logo a minha favorita dentre as muitas canções maravilhosas, a encantadora Sonho de Ícaro, o hino dos sonhadores, o hino da vida de muita gente...
Porém, mesmo que pareça rudeza a forma do meu pensar, aceite-a como uma opinião simples de quem não gostou do que viu, em relação a alguém que tanto adora!
Fique em paz, amigo Ícaro dos Ícaros, porque jamais te abandonarei!
É só uma crítica construtiva!
Sei que talvez você vá ficar magoado com minhas palavras e nem queira saber desse tipo de "crítica".
Contudo te digo, meu querido, conforme aprendi com um outro grande amigo que construí nessa gigantesca blogosfera, o Valdeir Almeida, sobre as amizades. Ele disse, em outras palavras, que amigo verdadeiro é aquele que reconhece o erro do outro, o critica, e mesmo assim continua aceitando-o como ele é!
E eu sempre te admirarei por tudo que você sempre foi e será para mim!

Um grande beijo!!!!


P.S.: Eis abaixo o vídeo que tanta tristeza me causa toda vez que o assisto!





(Imagem:

http://exame.abril.com.br)

sábado, 25 de junho de 2011

Sou contra a vagabundagem!


Se há uma coisa que me embota o cérebro, e leva embora a minha conjuntura moral de jamais julgar alguém, são os procedimentos arbitrários, ordinários, tacanhos, comodistas, parasitórios de certos seres sociais, se é que assim posso chamá-los!
Desculpe, mas estou revoltada!!!!
Se eu fosse fazer uma campanha, fazer um piquete para sair pelos bairros e adjacências, para acabar de vez com algo, minha placa de luta incansável viria escrito:
SOU CONTRA A VAGABUNDAGEM!
Não aceito preconceito contra gênero, opção sexual, raça, nação, classe social, religião.
No entanto tenho ojeriza, pavor, nojo, ódio, abomino, sou totalmente contra gente que tem prazer no ócio!
Por ser uma pessoa honrada que SEMPRE trabalhou (desde os sete anos já lavava a louça da casa!), não admito por perto, pessoas cuja maior tarefa seja dormir!
Aquele pai ou mãe que expõe o filho à miséria, de ossos surgindo por baixo do peito, com a camada básica de cobertura tênue por cima feita com a pele, deveria ser preso!
Alguns torpes vão dizer que falta trabalho...
Não, parasitas, falta emprego, não TRABALHO!
Juntem uns vinténs e vão às ruas vender balas, sejam acometidos pelos martírios do dia, se gripem na chuva, torrem no sol, mas não permitam crianças suas espreitando comida na casa alheia!...
Alguns bem parasitas vão dizer que é fácil a mim falar a verdade deles, tendo eu um emprego "limpo", onde não há o sofrimento da exposição imprevista.
Não sou demagoga, minha bandeira não é hasteada para a hipocrisia, logo explicando que não preciso me "matar" de trabalhar.
Tenho ao meu favor a falta (por enquanto) de herdeiros!
Se eu os tivesse, não admitiria vê-los passando necessidade alimentar por vagabundagem minha ( faço coro à personagem Scarlet O'Hara: Jamais sentirei fome novamente!...).
Párem, vagabundos, de colocar a culpa só no Governo!
Para a bebida com a turminha, o dinheiro não sempre aparece?
Desgastem os sapatos, andem a pé, e vão à luta!
Sem hipocrisia alguma (como eu já falei, JAMAIS hastearei bandeira para ela!), afirmo que trabalhar não dignifica o homem coisa alguma!
Ter que acordar cedo, pegar transporte coletivo lotado, comer comida muitas vezes fria, levar horas para o retorno ao lar, suar em bicas esperando em filas, quase não ver os filhos durante a semana, não são dignos de lembrança sadia quando chega a aposentadoria...
A dignidade do trabalho constitui-se no que se pode conseguir com ele!
É infinitamente recompensador ver o suor do rosto escorrendo para a compra da casa própria, os filhos ou dependentes estudando despreocupados, o alimento adequado na mesa para a saciação devida da fome cotidiana, do agrado que se dá em datas comemorativas, da aprumação estável que se tem enquanto gente...
Meu desespero verbal não é à toa!
Vejo diariamente em forma de alunos, crianças atrás de pipas, crianças soltas pelas calçadas ao "Deus-dará", menores não delinquentes mas já "marginais", largadas à rudeza do mundo para a aprendizagem infeliz, maltrapilhas, mal alimentadas...
É triste perceber... mas não são órfãs: elas têm pais!
Mau exemplo vemos por todos os lados, de políticos sevandijas a sub-celebridades ocas (esses "relâmpagos", que fincam na mente dos tontos que é melhor vagabundear na mídia do que trabalhar...) e "por fora" personagens quais o Tuco, de A Grande Família, que só arrumou um emprego fixo com mais de TRINTA ANOS, tendo o "moralista" Lineu, o pai, dizendo que ele poderia escolher entre estudar ou trabalhar, como se um fosse atrapalhar o outro! (Eu paguei a minha faculdade com o meu dinheiro, ou seja, TRABALHAVA e ESTUDAVA, e sempre fui ótima aluna!!!!)
Párem, chupins, de justificar o que não conseguem, por falta de oportunidade!
Chances de se lançar no mercado não vêm fácil, admito!
Mas cavemos com as mãos o que a terra não fornece!
Não se lancem à mendicância dos corpos em luxúria para a execução do que chamam a "profissão mais antiga do mundo"!
Se alguém disser que se enveredou na prostituição por ter sido iniciado desde a infância, ou para trazer sustento para os filhos, sei que isso se figura na lista de sobrevivência de um ser, devendo ser relevado, e reconheço que se instala nas jurisdições de uma sociedade injusta, ao trazer profissionais dispensáveis ganhando 1 milhão por mês, e bombeiros tratados feito indigentes e "vândalos" ou... -me recuso a enfocar tamanha iniquidade!- "vagabundos"!
Vamos estabelecer, mentacaptos emergentes, que vagabundo é todo aquele que ergue estátua para o ostracismo, que se limita à subexistência ou ganha dinheiro "fácil"!
Alguém que, mesmo à paisana, lança o corpo num Tietê podre e salva a vida de um ser frágil se abstendo da própria vida, eu AFIRMO que JAMAIS, J-A-M-A-I-S pode ser chamado de vagabundo, e sim, de HERÓI!(Eu preciso soletrar de novo?)
A inversão do que é TRABALHO e do que é GANHAR DINHEIRO MOLE, faz com que uma geração de vadios se estabeleça em colégios abstratos ("Estudar pra quê, se o "Fulano" tem um renda de 40 milhões ao ano, e fala mal pacas?").
Inafiançável é o crime que deveria ser, do estímulo ao esmorecimento do poder que um trabalho tem...
É usual uma mocinha colocar seu legging ou microssaia em busca de estádios para o enlace com os "da onda".
Um Roma, Manchester United ou Santos mesmo, vale uma noite que não se lembre de rostos... Filhinho no "bucho; garantia para o resto da vida!
Com o aval dos amigos? NÃO!
Com o aval dos pais, os vagabundos geradores de novos vagabundos!...
Se alguém quiser ler amenidades, procure a primeira Sabrina que joguei na minha lixeira!
Em contrapartida, se quiser reter as informações de uma realidade suja, abra as manchetes dos pasquins ordinários!
Por saber do quão espúria é a convivência com degustantes de valores invertidos posso dizer, com firmeza, que não há recompensa sem luta.
Aos alardes da Gênese, não da maneira catastrófica de punição divina, e sim, da lição em metáfora, do Deus impecável, aos iniciantes Adão e Eva.
O Pai não perdoou ao dizer:
- Tirarás do próprio suor do rosto, o pão, até o retorno à terra .

E eu digo:
- Graças a Deus!...

(Imagem:

Fonte desconhecida

Edição de imagem:

http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com)

sábado, 18 de junho de 2011

Todo mundo é... puxa-saco!


A arte de engrupir, quando se quer conseguir algo, pode ser classificada como dom inerente do ser humano, que nunca se permite ser passado "para trás", almejando o que momentaneamente não esteja ao seu alcance.
Para ser reconhecido, melhorar o cargo ou ganhar mais dinheiro, vale mesmo até a ridícula, embora bem difundida, artimanha chamada "puxa-saquismo"!
É com tamanha infelicidade que constato que todo mundo é puxa-saco...
Saltitantes de cadeira virarão e jurarão de pés juntos que jamais bajularam alguém para obter vantagens que favoreceriam somente a si!
E alguns engraçadinhos de fim-de-tarde outonal falarão que são puxas-sacos de plásticos, aqueles que penduramos na cozinha para gurdar as sacolas que recebemos de lojas diversas, do bairro ou de lugares retirados do mapa...
Só que um passado talvez remoto nos remete aos pedidos à mãe (negados) para ir a um passeio sonhado ao Jardim Zoológico.
De repente, não mais que de repente, a mãe é a criatura mais linda do Universo!
Gisele Bündchen? Coitada, não passa de magricela enfeitada...
-Ah, mãe, eu te amo! Você é linda! Eu te adoro, mãe!...
Vendo-a tocada, com um sorrisinho inocente mencionado num repuxar de lábios, já se sabe: o passeio "tá no papo"...
O passeio "rolou", e a mãe volta a ser aquela criatura-escrava-de-filho-que-não-é-bonita-nem-feia-e-nem-profissão-tem-é-simplesmente-MÃE...
A manjadíssima "babação" em cima do chefe(a) para aumentar o salário ou enrolá-lo no sentido "atraso gritante", que foi cometido há poucos dias, é tão ardilosamente irrefutável, que passarei rapidamente por tal questionamento: todo mundo já disse que seu "superior" era "o cara" para atingir fins sordidamente vantajosos a si mesmo...
Desculpa mental, todo mundo arruma para bajular o chefe!
Uns vão dizer que precisam do emprego, por isso precisam ficar "bem" com o sujeito que paga suas contas.
Outros optam por "Preciso dar conforto a minha família!"
Ou alguns mais dramáticos dirão: "Tenho que aumentar meu ordenado porque preciso fazer um tratamento sério de saúde!..."
Mas ninguém admite a única coisa verdadeira: que só paparicou o patrão(a), para se dar bem de alguma forma!...
Ok, para todo "Todo mundo" há uma ressalva porque os pensamentos nascem iguais de uma única fonte, só que se diferenciam-ainda bem! - quando chegam aos seus recipientes correspondentes...
Uma verdade inegável é que o puxa-saco apenas encontra abrigo certo, quando seu alvo possui um dos pecados capitais: a vaidade!
Pessoas de cargo avantajado, devem tomar cuidado com o tal do "ego inflado", aquele que acha que é o dono do pedaço!
Esses "maiorais" costumam atrair bajuladores...
Frases como : "Ninguém é mais inteligente que o(a) senhor(a)!", "O senhor tem o melhor carro!" ou "Meu sonho é ser como o senhor!" são altamente funcionais quando egos são maiores que almas...
Por que não citar a "bajulação romântica", diretamente de cônjuge para cônjuge?
O tal do "Eu te amo" em momento inusitado, pode ser um sinal de puxa-saquismo conjugal!
Que sina a nossa -para arrematar um presente do agrado - ter que fazer "charminho" e mudar a personalidade!
Beijos em lugares "impróprios" dados apenas para abocanhar os objetos de desejo...
Não importando o gênero ( homem ou mulher pode ser bajulador!), a arma é usada para o engrupimento e, muitas vezes, a "vítima" nem percebeu que serviu apenas de "servidor financeiro" para objetivos não explícitos do(a) parceiro(a)!...
Lambanças de político (eles tinham que se superar até nisso!) já "democratizam" o puxa-saquismo!
Para receberem o famigerado voto salvador de salários nababescos eles, "altos", "descem" à "gentalha ignara"!
Aquele desdentado necessitado de dentadura, é tratado feito rei, e um prefeito-candidato o eleva às alturas: " O senhor terá sua nova dentição e seu filho mais velho vai ser meu braço-direito se eu ganhar as eleições! Vocês merecem tudo! São gente digna, trabalhadora, lutadora por seus direitos..."
Muita bajulação e promessas vazias, são mecanismos de ataque-defesa desses profissionais da mentira!
Eleições ocorrem e o dente postiço surgiu porque foi dado antes, mas um certo rapaz com cargo de elite...
Rapidamente me traz à memória uma passagem onde um colega elogiava demais nosso professor de teatro (até hoje não sei se era para descolar um bom personagem na peça que montávamos...) em que, sacanamente um outro, cantarolou em alto e bom som:
-E o cordão dos puxa-saco cada vez aumenta mais!...
Desnecessariamente acrescento que todos riram sem omissão do escárnio...
Eu mesma já tenho minhas desculpinhas para meu puxa-saquismo, sabendo que todo mundo vai me perdoar porque tinha motivo notável: foi em nome da cultura!
Minha querida ex-patroa iria doar uns livros e jogar fora alguns, quando o colégio faliu.
Para arrebatar todos para minha coleção (tenho uma humilde biblioteca pessoal de rodízio, isto é, quando os leio e me enjôo, troco em sebos), falei que ela tinha sido a minha melhor chefe!
Ficou toda boba e nem titubeou: trouxe-me de carro até minha casa, arrastando conosco uns bons 100 livros de gêneros diversos...
Não se engane, amigo(a)!
Mesmo os mais brandos, justos, conscientes e retos traz a poção "babação" dentro de si.
Em maior ou menor proporção, é claro. Tudo depende do "recipiente"...
Que não sejamos, porém, "acadêmicos" em falsos paparicos!...
Se for graduado em "baba-ovo oficial", meu(a) camarada, tenho uma confissão a fazer: se junte à horda "puxa-saquista" porque sua cota de embromação, já passou dos limites normais...


(Imagem:

http://www.artesanato.com/expo/artesanato-2424.html)

sábado, 16 de abril de 2011

Todo mundo é... fofoqueiro!

Vamos que vamos em mais uma temática da série Todo mundo é..., que causa sempre um burburinho; alguns concordam, outros não...
Mas essa série é para trazer à tona certas 'obscuridades' travadas dentro do ser, impedindo o assumir do que se é na verdade...
Toda vez que falamos de fofoca, o congestionamento mental arrefece o significado, trazendo a ideia de desajuste social, causando tremores familiares, invenções infundadas, disse-me-disse carregado de mal-entendidos, e todos aqueles 'trâmites' de desfavorecimento:
-Xi, menina, é mesmo???? Não esperava isso deles...
Primeiramente, é bom se entender o que é fofoca.
Toda vez que expomos algo sobre alguém que não esteja presente, sendo verdade ou não, é conotado como fofoca.
A associação da mulher a essa prática milenar, mostra-se injusta pois a realidade diz que, se compararmos os gêneros, os homens são os mais fofoqueiros!
Calma, calma, não haverá aqui a guerra dos sexos!
O clube masculino tem por hábito vasculhar a vida alheia de maneira diferente do feminino, apenas isso, e jamais admite que o que ele diz é boato!
Enfoques adversos:
Enquanto mulheres adoram falar sobre outras mulheres, homens adoram falar de... mulheres!
Muito escutamos de bocas varonis:
- 'Peguei' fulana!
Uma forma de auto-afirmação, que talvez não corresponda à realidade; jamais vão admitir que falaram de alguém não presente, ou seja, fofocaram...
As mulheres, por terem fama de faladeiras, admitem que quando repararam na roupa da colega de trabalho, foi um ato de 'falar por trás'...
Cultura que vai passando de pai para filho, a mística não cai!
Até eu já fiz uso da frase:
- Cruzes! Fofoca já é feio pra mulher, o que dirá pra homem...
Muita gente pensa que fofocar é apenas coisa de 'quem não tem o que fazer'.
Ledo engano!
Se num ato comunicativo, mesmo estando em ambiente de trabalho, suando a camisa, com o cansaço característico do trabalhador explorado, alguém se referir a terceiros, haverá a ocorrência do chamado 'à boca pequena'.
Pode não ser calúnia, mas é algo escondido...
Embora os números digam que muitos por cento traduzem em maledicências, não podemos generalizá-las.
Há fofocas saudáveis, como quando alguém relata a felicidade do vizinho que conseguiu passar no Vestibular, se alguém voltou do hospital são e salvo, tendo isso se 'espalhado' de forma rápida, quando toma força o relato de uma pessoa que ajudou outra num acidente...
Há aquelas fofocas duvidosas, que não sabemos se são para o bem ou para o mal.
Você sabe que seu melhor amigo está sendo traído.
Contar ou não para ele? Algo a se refletir...
A indústria da vida alheia (teve até um seriado com esse nome) é basicamente a que sustenta o mercado jornalístico!
Perscrutação sobre celebridades ou algo semelhante a isso, vende horrores e parece uma fonte inesgotável de dinheiro para os donos dessas indústrias!
Cientes disso, há alguns artistas que plantam notícias inverossímeis (e combinadas) para o fim a se alcançar.
Namoros longos não vendem revistas, por isso é comum o ator X 'terminar' com a modelo Y e ir direto para a atriz Z, para anos mais tarde vir a público que ele nunca largou da Y!
Todo mundo é fofoqueiro porque todo mundo em algum momento já comentou algo 'por trás'.
Os mais moralistas vão gritar de imediato:
- Mas eu nunca estraguei a vida de ninguém!
Sim, já sabemos que há as 'fofocas do bem'...
Posso garantir que nunca me fiz valer de 'noticiário informal' (essa explicação ficou engraçada...) para atrapalhar nenhuma pessoa, só que já me peguei sabendo de fatos antes dos outros, o que não livra a minha cara!
'Passar adiante' uma informação ocorre quase que sem querer, numa rede de conversa que temos que ficar atentos!
Conversou alguns minutos com alguém, já era!
Escapole o que talvez não fosse devido dizer...
Antes de nos acusarmos de maledicentes, apenas nos indaguemos sobre a intenção!
Nem sempre fofocamos por gosto!...
Entretanto, se houver inveja ou ódio pelo alvo do bochicho, não tem desculpa:
A fofoca, nesse caso, é aquele bichinho ruim e voraz, primo-irmão do outro chamado mentira...


(Imagem:
http://jornalpequeno.com.br)

sábado, 19 de março de 2011

Mens sana in corpore sano


Esse post foi inspirado num comentário que fiz em um texto visceralmente fantástico da querida e amiga Jackie Freitas, a Fênix do Bem, intitulado O tóxico que nos alimenta . É uma honra ser incentivada pela mesma Jackie a transcrevê-lo em forma de post, ela que, além de uma grandiosa escritora, é igualmente um ser humano do mais alto calão! O meu Salve! Salve! hoje vai pra você, querida Fênix, junto a todas as minhas reverências mais sinceras! Obrigada pela inspiração e incentivo!


Honrado é o fardo de levarmos na consciência, a sujeira de nossas indiferenças!
Ironia para definir o quanto de lixo ingerimos todos os dias, através de nossas bocas, palatais ou mentais, para impormos nossas iniquidades!
O alimento físico ou de alma, não pode ser digerido como coisa qualquer!
Intuitivamente, percebemos a origem de nosso idioma, o latim, que trazia na significação do verbo saber , de 'sapere', uma alusão a 'sabor' (os antigos habitantes do Lácio só achavam que alguém 'sabia' algo, se tivesse provado pelo paladar; outros idiomas creditam o saber, àquilo que já foi previamente escutado ou visto...).
O que quero dizer com minhas palavras talvez indignas?
É que o inconsciente coletivo, seja de latinos ou não, sente uma necessidade de 'saborear', 'degustar' o que a vida traz, e costumamos achar que 'sabemos' aquilo que sentimos e nos faz bem.
Se o seu alimento é veneno para outros, dane-se, porque você provou antes e era gostoso!
Inveja nunca foi boa comida, mas é uma iguaria deliciosa para aqueles que a tem em seus 'organismos' perniciosos!
Relembrando novamente o fundamento linguístico, o que é gostar? É tudo aquilo que se provou pelo gosto e era agradável!
Os mesquinhos se entopem do que não presta, porque há a necessidade crucial, necessidade básica, de sentirem seus estômagos cheios, fartos!
Fartos de quê?
De saciamento egoístico...
Para eles não há importância de alimentar quem está perto, mas saciar seus desejos pútridos, nem que esse alimento seja encontrado em lixos fedorentos!
Há sentido em ver-se semelhantes nossos esparramados em latrinas sociais, chafurdando feito porcos, indigentes, revirando latas velhas, imundas e a nossa mesa preenchida de nossos 'assassinos' alimentares?
Comida é para quem tem fome orgânica; cordialidade é para quem tem fome de respeito!
É impactante versejarmos misérias alheias, enquanto as nossas próprias estão arquitetadas em tapetes internos, não batendo para tirar o pó nunca, chorando pitangas porque não compramos aquele móvel-descarte que estava na promoção...
Removendo o alimento-momento de nosso corpo, nos vemos sós e livres!
Um menear de mãos para a despedida das sobras do nosso jantar lamentoso...
É ensurdecedor o grito da alma que pede por alimento!
Nutramos essa perisperitual clamante por justiça!
Como e bebo "do melhor", engordo sonhos de fazendeiros carnívoros em adquirir a pickup 4x4 de 0 km...
Como e bebo "do pior" e me auto-engordo, alimentando sonhos de donos de academia de ginástica para trazerem as esteiras nauseantes estilo "States" de engana-trouxa, as famosas 'ET'...
Levemos pela cara essa imundície que emporcalha valores!
Saiamos renegados pelo senso comum da imparcialidade ao se ajudar alguém, sem olhar a quem!
Fardos, arrobas de arroz estragando em dispensas; joguemos fora, é fácil e óbvio não atinarmos para as bocas desdentadas de fome...
E o alimento de espírito?
É dificultoso ter caridade, virtude dos fracos e tolos, candidatos à sublimação, caretas arcaicos, bobos que gastam seu tempo precioso para estar em algum lugar, fazendo o bem...
Alimentar o corpo de outrem, é alimentação substancial da própria alma, nascida ignorante e pura, pedinte de paz, límpida de toxidez inferior!...
A alma humana é insípida, e graças a essa característica é que ainda encontramos seres que não aceitam migalhas de alimento, e não intoxicam seus ensejos de existência!
Saber é saborear, gostar é provar pelo gosto, mas por que será que só 'sabemos' e 'gostamos' logo do que nos faz mal, do que intoxica nossas mentes e atrapalha nossos semelhantes?
O conceito de certo e errado foi inventado por quem?
É sempre uma boa pergunta essa...
Talvez se trocássemos os pratos de vez em quando, engolindo o fel alheio, entendêssemos o quanto é abominável uma alimentação inadequada!
Aprender a nos colocar no lugar dos outros, ainda é um maravilhoso caminho para SABERMOS como é a vida de verdade.
Novos sabores, novos temperos podem trazer satisfações alimentares, de alma e de corpo, que jamais pensaríamos existir, enquanto continuarmos com nossa monocultura de egoísmo...

(Imagem:
www.blogs.estadao.com.br)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Ser ou ter, eis a questão!


Ou isto ou aquilo?, dúvida lançada por Cecília Meireles.
Ser ou não ser?, dúvida de Hamlet, personagem de Shakespeare.
Ser ou ter?, dúvida de quem ainda está procurando uma 'agulha no palheiro'...
A maioria de nós quebrando as cucas para ser isso ou aquilo, e sendo o que não podemos ser...
Verbo ser, é aquele verbo pirado, que transita para estar, para ter, para não-ser...
Descartes disse que Penso, logo existo, portanto logo sou, e a loucura continua com Parmênides, que disse que Ser é igual a não-ser porque só os que são têm a opção de não-serem...
Oh, vida! Oh, Céus! Que raios é ser, então?
Talvez ser goste de brincar de pique-esconde...
Ou cisme de ser o próprio Deus, com a sua capacidade invejável da ubiquidade!...
Agora digo que sou professora; verbo sincero pra quem?
Pra quem viu meu diploma e observou-me em sala de aula.
E se eu, numa dessas filas imensas, estressantes, diga para o meu imediato da frente que sou médica esteticista?
Começo a dar dicas de melhor plástica e distribuo até panfletos de qualquer amiga minha que é, verdadeiramente, aquilo que eu 'afirmo' exercer?
- Oh, ela sabe tudo de medicina, logo ela é médica...
Verbo ser é um verbo bem volúvel, frágil porque sou há um segundo o que no próximo posso desistir de dar prosseguimento!
Uma colega minha era pobre e morava num dos bairros adjacentes.
Agora ela é melhor de vida e se mandou daqui; será que ainda mete o malho nos políticos?
Verbo tão desvairado, que o melhor seria a pessoa dizer: Estou!
Nesse ponto concordo com a língua inglesa, que comete seus desfalques com a riqueza que deveria ter gramaticalmente falando, mas que contribui de maneira não confusa com a inconstância do verbo ser ou estar: para ambos recorre-se ao famigerado To be.
I'm a teacher= Eu sou ou estou professora...
Se o fatídico verbo ser, ele que está em 99% do que se é escrito no mundo, se resumisse a apenas a essa palhaçadinha de pular para estar de vez em quando, até que eu poderia 'engoli-lo'.
Só que sabemos, por prática maledicente e cruel, que o verbo ser é mais ardiloso do que se pode imaginar...
Verbo ser é o mesmo que o verbo ter!
Mais um - Oh!- vigoroso lanço no ar...
É, gente, não basta ser remédio, tem que curar.
Não basta ser, tem que ter...
Uma pessoa diz:
- Sou a moradora daquela casa ali!
- Qual casa? - a outra pergunta.
- Aquela amarela, de esquina...
Entretanto, a 'casa amarela, de esquina', é velha, com a tinta descascando, não tem sinal de fausto, muito menos de dinheiro investido...
E se a casa é, mas não tem, logo você também é, e não tem, causando sua eliminação de ser por não ter!
Quando alguém esbarra comigo na rua, depois de anos sem me ver, após aqueles cumprimentos e trocas de rapapés quase sempre falsos, a primeira pergunta é:
- Está trabalhando onde agora?
Respondo que é num colégio, ambiente de labuta minha de toda a vida...
-Ainda???? - me responde, com ar de indignação o meu interlocutor.
Ser ou estar num colégio subentende-se aquele sofrimento tradicional do magistério, da falta de grana típica, 'que já vem malhada antes de eu nascer'. Falta de dinheiro significa não-ter, e não ter é não-ser...
Se alguma colega minha se casa, sempre (S-E-M-P-R-E!!!!) alguém quer saber se o escolhido para o casório é bem colocado (tradução para os avoados: se tem grana!).
Raramente (R-A-R-A-M-E-N-T-E!!!!) alguém indaga se o cara é bom caráter, se é uma pessoa justa, se é um sujeito trabalhador...
E se alguma criatura, com um insight, defende o lado valoroso do eleito, alguém rebate:
- Ele é legal, sim,vai ser um ótimo marido! Pena que não tem dinheiro...
O injustiçado Hamlet, aquele texto teatral, o clássico dos clássicos de William Shakespeare, que levou a fama de obra intrínseca, de difícil entendimento, é mais compreensível do que a política do ser-ter.
Jovem e ingênuo, o príncipe Hamlet só queria entender o que é ser!
Na mesma proporção que o príncipe se auto martirizava com o crânio de seu empregado em uma de suas mãos, o antigo bobo da corte que antes o preenchia de júbilo e risadas fáceis, aquele mesmo bobo da corte, lhe enchia naquele momento os olhos e o coração de lágrimas fartas, porque é duro, forte demais saber que a mesma criatura que traz o calor dos dias de glória, é a mesma que traz o frio da eternidade cinzenta...
Sendo ou estando, seja, não se importe tanto em ter!
Porque ter não explica quem você é ou está.
Ter toma partido da frivolidade do ser, um casamento feito 'por interesse', às pressas, por aqueles que querem ser o que não podem ser...
Seja, esteja, mas não tenha!
Quando o verbo ser não acompanha o verbo ter, repare que há mais valorização do ser.
É satisfatório conversar com uma pessoa durante horas e não saber o que ela tem!
Fabuloso pra mim saber que alguém é bem educado(a), que é meu(a) amigo(a), que é tão GENTE que não se importa com o que eu tenha...
Por isso que certas amizades não funcionam!
Descobrimos que a pessoa tem e não é, preocupada que está em vender o produto chamado Eu mesmo(a)...
Droga! Se ela, ele, o(a ) Eu mesmo(a) soubesse que a qualificação do verbo ser-ter pouco importa quando não-somos mais, a pessoa em questão (Eis a questão!), sendo ou não sendo, iria gostar de continuar com a brincadeira inicial.
Verbo ser pode ser generoso quando o encaramos como transitividade divertida.
Ser? Estar?
Tranquilo pra mim!
Uma dubiedade aceitável entendendo que tudo muda , tudo passa, "Nada se cria, tudo se transforma".
Ser ou estar é bom presságio, dá noção de um futuro mais grandioso.
Porque ninguém deve querer sair de um estado de coisa para se tornar inferior.
Seja, esteja, repito a você!
Desde que esse ser, estar, traduza automaticamente em Ser...
... humano!


(Imagem:

Fonte desconhecida

Edição de imagem:

http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Invenções intransferíveis


No limite do limiar de minha própria solidão, desfaço em caldos de amor pungente, que a quietude do meu olhar não mais apraz o subserviente.
Escrava da passividade, eis-me aqui absorta em busca, passeando em vagas de vagalhões ordinários, sabendo-me introspectiva na obscuridade do ser.
Tropeçando em experiências, vãs, atrozes cadeias alimentares dos porquês, da retidão da face que dói, do destempero daqueles que não estão...
Pessimista sobre o caos de intempéries seletivas, envidar mais apaziguação para o sereno, ser mais contundente e ciosa da longitude do Buraco Negro ininterrupto...
Perfídia de homens trabalhando em Hino Nacional...
'Ordem e Progresso' sobrevivente à sapiência dos que se enquadram em jogos de azar, em Esperanto, 'sapiens solos'...
A quimera da benevolência se desfazendo nos ventos que vão intermitentes, e um respirar vermelho, quão sofrido é ver o lapso de ar que perscruta!...
Ah, pacientes de plantão médico, suportem a envergadura dos uniformes brancos e saiam do casulo-borboleta da emergência, ganhem a rua, se esmerem em voar!
Porque o todo de uma investida inesperada insensata do imbróglio da imensidão invertida, se dá na inexperiência idiota dos inadequados incapacitados...
Não assemelho a cheiro inventado.
Não me aproprio dos helênicos ancestrais.
Não faço de uma redoma de vidro imaginária a sustança para o que vier.
Afeiçoando-me ao que importa, farei da festança ortomolecular meu 'passeio público', e serei a 'última romântica'.
Dos Dionísios nababescos, jogados em arabescos nacionais, constrói-se impérios impensados.
Se a incongruência se estende ao fator inteligência, e ser idôneo é fazer-se inalcançável, eis-me mais uma nobreza da intolerância: o "i" não é de "escola" e sim, de "igreja", senhora Carla Perez do Tchan, que 'É', com "e"...
Antônimo de "invencível" é "vencível", com "V"...
Laurear opções incandescentes no risco de estrada empoeirada, familiarizando-me com incertezas infundadas, expectra em senso descomunal um sei-quê de intranquilidade; um monte de sentidos perdidos porque não sei ler "História"!
Aperto o passo das insatisfações reduzidas; um homem que nasceu com H maiúsculo, morrerá com H maiúsculo... Nem que seja de Homossexual!
Esperanto louco que não une idiomas...
Rascunho de letra é rabisco, rabisco de sonho é não-realização...
Morfos ou mofos de viver...
A impaciência onírica que se apreende em objetivo!
Saindo salutar de uma posição intempestuosa, infalivelmente envergo em in...
Estou dentro do quê para quê e a sutileza sucinta da sobriedade silencia o que as bocas falantes induziram ao intolerável!
Parcimônia de quem surgiu.
Pré-histórica retórica do prurido de predadores da previdência política...
Precavida da falácia impostura do sortimento de sacrilégio que a saga não-crepuscular oferece aos simplórios...
Indulgência com os ricos de imensidão!
Indigência para os pobres de inversão!
A solução está na simples troca de letras que, oferecendo opções, faz do meu relato a renascença de um rio revigorante de reinos ricos em requerer retidões...


(Imagem:
http://servicosocialescolar.blogspot.com/)

domingo, 16 de janeiro de 2011

Atemporal


Pedaço de sonho no meu breu de imagens.
A esperança vestida de paz entardecida no meu olhar.
Esperar o que me vem, não parece tão louvável, quando se quer muito o que traz o infinito, a imensidão de estrelas vivas que me fazem surtir algum efeito...
Vou em frente porque é certo não sabermos querer!
Se o passo que dou é para me arrepender, outro turno eu tomo!
Falar de disparate quando se é falho?
Opto pela ignorância dos que ainda não vieram...
Peco porque sou gente, erro porque sou incapaz de reconhecer os meus erros, descaso dos meus impropérios abomináveis, mais que aquele Homem das Neves!
Ser um caminhante humano não é mais que isso, indução ao desacerto porque não há exemplo anterior!
Droga de ensaio eterno e 'ao vivo', ensaio aberto, numa peça, peça de teatro, palco-sobrevivência, desmérito de quem ainda não entendeu o jogo...
Meu desconserto é não me colocar na pele alheia, é não entender o que passa em mentes inóspitas, é não prosseguir na lei bastarda de que me faço 'melhor', se eu ignoro o semelhante...
Droga! Mantenho minha dignidade, mas perco!
Não sou ignorante, mas perco!
Sou inteligente, mas perco...
Meu tempo-espaço-tempo me força à uma humildade que não disponho, tola parca gargalhante porque venci!
Nesse palco vida-tempo não tem bis, não tem retorno, já que dispomos de um só momento, ÚNICO para reagirmos contra o erro...
Ah, bilionésimo de segundo ridículo que não calou minha boca faladeira e não me impediu blasfemar!
Por que, joça de boca faladeira, não resignou-se ao silêncio, aquele do "Em boca fechada, não entra mosca?"
O ato comunicativo, mesmo estilhaçado em mínimos pedaços, pode causar estrago...
Se digo o que não quero, aquele bilionésimo de segundo me trai, me destrói, me corrompe, na miserabilidade hipócrita de 'Palavra de rei, não volta atrás!"
Sua Majestade, troque de opinião, seja humilde o suficiente para dizer que não soube se conduzir verbalmente!...
Eu minto, ah, minto, toda vez que mantenho a palavra!
Ah, me engane e diga que o que eu achava há dez anos, ainda percurte na mente como algo verossímel!
Ah, me engane e diga que o que eu sentia diante da idade adulta era o mesmo de quando eu tinha 5 anos de idade!...
Se mantivermos nossa palavra -Palavra de rei, não volta atrás- somos tão mesquinhos que qualquer chance de evolução se faz impossibilitada de acontecer!
Manchetes nos jornais mudam, taxa de glicose alta muda, tecnologia muda, até o conceito do que é prosperar muda!
Por que não as palavras????
Que manuseio, hein, que faz você do acerto em dizer sempre a VERDADE?!
A minha verdade é a sua, é a minha mesma ou será que eu não sei como conduzir os meus méritos?
Jogo no chão minha "realeza" e me abstenho de votar!
Admito:
'SÓ SEI QUE NADA SEI!', o recorrente Sócrates nos seus momentos de não-celebridade...
Não sei o que pensar!
Não sei o que dizer...
SÓ SEI QUE NADA SEI!
Realezas das patavinas, esses 'Reis' da Inglaterra, de Voz, de Música e de Futebol...
Haha, façam-me rir!
Duvido que as suas palavrinhas 'reais' já não tomaram outro curso várias e várias vezes...
Sou imperiosa quando tenho certeza!
Ou calada para 'não entrarem as moscas'.
Aqueles que não me tomam por mentirosa, também não me gostam!
Minha sinceridade é mal recebida...
(Esses 'ataques' de majestade ainda vão me arruinar, Reino caído, espatifado em terras desconhecidas!)
Ô, Vaquinha de Presépio, ainda tem um lugarzinho aí pra mim?
Desisti de ser Rainha, e aceito o balançar monótono e 'concordino' de cabeça incansável!
'Tudo muda o tempo todo no mundo', sr. Lulu Santos, que não é santo, graças a Deus, é aquele contraditório delicioso que vira o time, a casaca, as ideias, as palavras, 'na boa'!
Se tudo muda, por que não podemos mudar de opinião?
Disse que gostava de pimenta calabresa e agora não a degusto porque me faz mal, então sou contraditória?
Gente, arremessem as flexões verbais do pretérito no saco de lixo!
Ninguém pode mudar de opinião, logo, a vivência será uma eternidade de 'hojes'...
Não se pode reclamar da monotonia; enfadonho que a folha caiu do mesmo jeito antes da meia-noite?
Piadinha sem graça, não se troca de ideia nunca! Deixemos as folhas curtirem a embriaguez de tortura contínua também!
Não quero ministrar aula de etiqueta urbana prosaica!
É sublime oferecer a face a quem nos feriu anteriormente!
Aqueles que feriram esquecem; os que receberam o tapa, amargam o infortúnio...
A dimensão de dor que alguém causa a outrem nunca deve ser medida pelo algoz causador!
Ele nunca acha que doeu tanto assim...
Todo mundo considera 'mágoa branca' aquela desferida ao seu próximo!
Não indiquei um amigo para um concurso que lhe proporcionaria vantagens?
O que que tem?
Ai, esqueci, ele vai entender!...
Não lembrei que um amigo tem uma data em seu calendário que o deixa contente?
Não tem problema, invento desculpinha insossa e idiotinha e o doce amigo irá entender!...
'Palavra de rei, não volta atrás', nem mesmo quando se é para se fazer meritório aos olhos do ofendido!
Mantenho minha realeza, e continuo na demagogia amigável!
Minha lista cheia de números, de conceituações parvas, de amigos-não-amigos, que formam fila 'num crepúsculo cinzento, não conhecendo nem a vitória nem a derrota...'(Theodore Roosevelt)
Eu estou aqui para isso?
Para me tornar número quando sou letra????
Para não pôr palavra unida à outra e formar divagações?
Para ser embuste de lista, estatística, estilística, calculista de podridão de mares ondulantes de pústulas sociais que me arrefecem o bem-viver????
NÃÃÃÃÃÃÃAO!!!!
Eu volto atrás no que idealizo!
Oh, venham imperfeições humanas!
Oi, Mundo, eu sou humana...
Cálidas mãos minhas me enchem de júbilo transitório apertando-se acima da cabeça quando meu time faz gol!
Frias mãos minhas caem desoladas quando meu time recebe o gol...
Mudo de ideia quando o momento surge; palidez de mistério, o grande mistério das noites turbulentas onde o mote é assistir filme sobre andorinhas...
O ato da comunicação deve servir apenas para o que foi concedido através dos cinco sentidos que se fazem funcionais: transmitir ideias.
E se as ideias mudam, as palavras devem acompanhar!
Não permitamos deixar no campo imaginário o que pensamos...
Existem tantos termos eufêmicos (tá, podemos aliviar os ouvidos alheios) para endignarmos sem ofender!
Que façamos o uso da comunicação como indutora de ideias!
Comunicação para sermos notados, sermos nós mesmos.
E que a palavra, sendo de PESSOA, que volte atrás toda vez que se fizer necessário...

(Imagem:
http://ciaatemporal.blogspot.com/2009/04/o-teatro-na-cia.html)