PARA QUEM AMA GATOS

PARA QUEM AMA GATOS
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quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Bruxa/Madrasta de Branca de Neve


Dentre as muitas bruxas da ficção, das quais costumo ser fã, mesmo perversas ao extremo, há uma que nunca engoli, pela maldade múltipla que seu espírito mesquinho possui e pelo alvo que escolheu para as suas atrocidades: a Bruxa/Madrasta da Branca de Neve.
Tipinho indecorosamente repugnante é aquele... Tenho repúdio por seus motivos desprezíveis!...
Já li a história no livro da escola, assisti filmes, porém, só nos desenhos Disney, com seus efeitos especiais muito bem produzidos, é que desenvolvi esse meu lado crítico/questionador contra essa cidadã (quem foi que disse que não aprendemos com os desenhos animados?). Lá percebi com totalidade o jogo real da maldade da fútil rainha, o quão sequiosa era sua busca da beleza eterna e única...
Sob os cuidados dela ficara a pequena enteada Branca de Neve,  órfã de mãe e de pai que, por uma ordem que desconhecemos (não sabemos o biótipo de seus progenitores), cresceu a criatura mais linda do reino!
E daí, a maldade que já habitava o coração daquela Madrasta, fora exacerbada, alavancada pela "concorrência" , por causa de uma juventude e beleza que já davam sinais de esmaecimento...
Tudo junto ali, uma  inveja, fruto da vaidade, desencadeadora de tentativas de homicídio, dissimulação, ódio, revolta e... bruxaria!... Nos tempos atuais, chamamos o que fizera a Madrasta, de magia negra.
Vemos em várias ocasiões desbravamentos quais esse na ficção e vida real, mas não aceitamos com muita desenvoltura, não entra em nossas mentes, que alguém possa fazer mal a uma criança caminhante para a adolescência. Ainda mais quando essa criatura é a mais indicada para cuidar desse pequeno ser, ou seja, a madrasta, quando lhe faltam os pais e tios.
Se fosse julgada num tribunal, aquela mulher seria considerada culpada por tentativa de assassinato em segundo e primeiro graus  - primeiro mandou matar, depois fora ao vivo arriscar "terminar o serviço" - devido à parcialidade de suas explicações: queria Branca de Neve morta porque era linda! Não há outro nome senão crime por motivos fúteis.
É a vaidade dando as cartas no jogo!... Quantas e quantas Madrastas ainda veremos em nosso dia-a-dia, aquelas que não matam enteadas e que, no entanto, matam a si mesmas, aobuscarem a perfeição de uma beleza, essa tal abstrata, iniciante no físico, mas que está nos olhos de quem vê? (O que é bonito para um pode não ser para o outro...)
Se a Bruxa de Branca de Neve tivesse algum filete de mágoa por ter sido a enteada malcriada na infância, ainda haveria lá uma parca razão para a prática de seus desatinos. Ódio porque a outra tem atributos físicos além do normal?  Essa não posso "deixar barato"! As madrastas devem ser substitutas das mães, e mães não se chateiam com as filhas nesse quesito: "É mais bela que eu e merece castigo por isso!..."
Gosto das bruxas mesmo porque elas foram perseguidas e maltratadas desde os tempos mais cruciais de nossa História! Aprecio as com método e meta definidos. Até as bem más  trazem critérios nos atos. Quase nunca tenho chateação com elas. Porque todas, de algum modo, representam a alma da mulher, do mistério, feitiço, sedução...
Só essa mesmo da Branca de Neve que fugiu do intento generoso de nossa personalidade, aquele do segredo/vaidade. Secretos pensamentos que ninguém palmilha e a beleza no olhar daquela que nasceu feminina.
Não, Dona Bruxa/Madrasta, não está certo: adoramos ser belas, mas faz parte do mistério não admitirmos essa particularidade. Levar a ferro e fogo a conquista do que já nos é inerente, é fazer desandar toda a magia, é  simplesmente refutar a feiticeira tão amada que mora em todas nós, esse ser que sabiamente puseram o nome de MULHER...


(Imagem:
http://ppsiquiatria.blogspot.com.br/)

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Tios que parecem pais!


(Scooby- Doo é um grande exemplo de tio que parece pai em desenho animado!)



Que a família é a base de todo ser humano, ninguém contesta. Tudo o que se fala sobre ela de bom ainda é pouco, mesmo que haja tanto pervertismo em muitos lares e destruição de valores, tantas vezes repassada na TV...
Contudo, há um parentesco pouco comentado e que merece ser mais lembrado com reverências mais expressivas: o tio!
Na ficção ou vida real, os tios são sempre referidos como sujeitos irresponsáveis ou sacanas, que só aparecem na casa dos familiares para almoçar e estragar a educação dos sobrinhos, acobertando suas peraltices, ensinando a soltar pipa ou então, indo para um lado mais grotesco da situação, seviciar as crianças em atos deploráveis sexuais...
Sabemos que isso acontece - claro que sim! - não nascemos ontem, só que, garanto, há mais tios generosos que malfeitores!
Tenho magníficas recordações dos meus, em maioria, falecidos tios, onde foram fonte de aprendizagem, educação, luta e exemplo a serem seguidos por mim! Não convivi com nenhuma tia de sangue pois mulheres, em nossa família, é um pouco raro (até primas não tenho muitas!...), e isso serviu para que eu visse neles a única base de apoio fora meus parentes do lar.
Interessante que as tias são mais bem vistas, tanto que as professoras de primeiro ciclo assim são chamadas, devido à ligação que se faz àquela que poderá substituir a mãe por algumas horas. E os tios ficam parecendo apenas "personagens secundários", portanto, com "poucas falas"...
Só nos desenhos animados é que a palavra o"tio" é quase sinônimo de "pai"!
Não sei qual foi o primeiro idealizador dessa pecha nos cartoons, e seja quem tenha sido, foi de uma inteligência e sensibilidade impressionantes! Muitos ídolos de desenhos infantis têm sobrinhos e agem de maneira tão paternal, que ninguém sente falta dos progenitores!...
O mais interessante, no entanto, é que poucos personagens têm um lar tradicional, estilo pai, mãe e filhos. Mas estão lá o tio e seus sobrinhos, em mil aventuras, salvando-os do perigo, passando lições de amor e respeito, moral que finca em nossas almas para o resto de nossa existência...
Separei em imagens, alguns dos tios mais famosos da TV, dos desenhos animados que exercem função de educadores e pais dos sobrinhos.
Alguns personagens têm caráter duvidoso, como o Pica-Pau, só que, para seus pequenos protegidos, ele transmite valores bem éticos!...


PICA-PAU, TOQUINHO E LASQUITA

(Desenho: Pica-Pau)


SCOOBY-DOO E SCOOBY-LOO
(Desenho: Scooby-Doo)


POPEYE E OS QUADRIGÊMEOS PIPEYE, PUPEYE, POOPEYE & PEEPEYE

(Desenho: Popeye)


PATO DONALD E OS TRIGÊMEOS HUGUINHO, LUISINHO & ZEZINHO

(Desenho: Pato Donald)


SNARF E SNARFINHO

(Desenho: Thundercats)


FRAJOLA E SOBRINHO (Alguns episódios)

(Desenho: Piu-Piu e Frajola)



PERNA LONGA E SOBRINHO (Único episódio)


(Desenho: Perna Longa)



(Imagens:
Fontes diversas)

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Ideologia dos desenhos animados - Manda - Chuva e outros gatos

Neste último capítulo da série Ideologia dos desenhos animados ( uma das coisas que mais adorei escrever na vida!), que iniciei falando da Caverna do Dragão, a temática derradeira não é nada agradável para eu expor aqui.
Sim, tentei captar nos quatro capítulos, os grandes grupos representativos de cada estilo de desenho ( Exemplo: Caverna do Dragão representa os desenhos de valores internos, como amor, fraternidade, respeito ao próximo, etc. Subentende-se que He-Man, Thundercats, She-Ra, entre outros, estejam ali inseridos. Caverna do Dragão, é o que se chama no futebol, de "cabeça de chave").
Contudo, busquei em Manda-Chuva, meu desenho favorito da temática que tratarei hoje , a representação de tantos outros que trazem uma ideologia descartável para a formação de caráter de nossas crianças e adolescentes, o que é uma pena.
Leiam e depois me digam se eu estou certa ou equivocada no meu questionamento.

MANDA - CHUVA

Com dor no coração que reclamo de um dos desenhos que mais amo, tenho saudade e simplesmente adoro nessa minha vida!
Conheci-o pequetitinha e sempre gostei das tramóias de Manda-Chuva (Top Cat em inglês) e sua "gangue".
Essa gangue, lê-se assim : Manda-Chuva, Batatinha, Chuchu, Gênio, Bacana e Espeto.
De quebra o guarda Belo, que os botava para correr do beco onde moravam.
"Mas qual o mal nisso, Mary?" , alguém, impacientemente, poderia me perguntar, se eu não explicasse de imediato.
Explico:
Vocês já repararam na ideologia que aqueles felinos carregam em suas patinhas malandras?
A ideia que transmite, sorrateiramente ao subconsciente infantil, é que GATOS NÃO PRESTAM!
Isso mesmo!!!!
Alô! Vocês acham que eu iria facilitar com desenhos que esculhambam os animais que AMO de paixão e que SEMPRE trouxeram muita alegria para os meus dias?( Ou alguém ainda não percebeu que eu ADORO gatos????)
E mais ainda, cujos argumentos não correspondem à realidade?
Pode parecer mentira, mas por conta de obras quais essa, muita gente cresce com raiva, e até asco de felinos, por acreditarem nas sandices que esse tipo de coisa acaba infiltrando nas mentes!!!!
Já ouvi gente dizer que gatos eram animais enviados do inferno para atormentar a vida terrestre!
Socorro! Onde vamos parar com essa "teoria da conspiração", como diria meu amigo Alceu (Guizo Vermelho)?
Tudo por causa da joça da ideologia que obras, sejam para qual faixa etária for, nos enviam gradativamente, nos envolvendo nas teias precisas.
Frajola e Piu-Piu, outro exemplo do quanto o preconceito aos amigos gatinhos é arbitrário, cretino, para não usar termos de baixo calão!
Vocês já notaram que o pobre Frajola só faz o que a natureza na vida real o permite?
Ser caçador e cumprir com a cadeia alimentar, é crime desde quando?
Então nós, seres humanos, deveríamos ser mortos a pedradas em praça pública, sem julgamento, por caçarmos e comermos carne!
E aquele "lixo ideológico" chamado Tom e Jerry?
Meu Deus!!!!
Crescemos tendo que engolir que camundongos nojentos, que espesteiam nossas cozinhas, transmitem leptospirose, roem nossas comidas, são heróis em desenhos animados!
Sim, Jerry é um doce ratinho, muito bonzinho, que ajuda todo mundo, é um primor de animal...
Como ficam as cabecinhas infantis tendo que ver o que é o certo virar errado diante da TV?!
(É! Pela ideia desse famigerado desenho animado, é totalmente errado um gato caçar um rato! hahaha! Faça-me rir!)
Quem se lembra das "maldades" do personagem principal em Garfield, onde o gato é um preguiçoso, interesseiro, que só ajuda o dono, se souber que não vai perder a "boca", cuja idolatria às lasanhas o arremete a qualquer sorte de situação? (Parece que o único amor desse animal é mesmo a comida!)
O brilhante escritor Ruy Castro, famoso por suas biografias de celebridades, tais como a de Carmem Miranda, Garrincha e Nélson Rodrigues, ardoroso fã de gatos ( já disse uma vez que depois do ser humano, é o ser mais inteligente que existe!) expôs com muita propriedade sua indignação contra as mensagens veladas contra nossos "fofinhos ronronadores" no Estado de São Paulo.
Confiram neste link abaixo, a íntegra da crônica:
Ele esteve soberbo no texto revelador!
Voltando a Manda-Chuva, o que mais me magoa é saber que ele, o líder dos malandros, é muito carismático, engraçado, um tanto nonsense, mas um contraventor!
O que aquele sem-vergonha não faz para ganhar dinheiro fácil?!
Suas armações não têm limite!
Desde a descolar uns centavos de cegos, até a se passar por Sheik, indo se hospedar em hotel de luxo!
Aí fica aquela sensação que gatos são divertidos, espertos, bonitos, só que não têm "caráter".
Isso a longo prazo, transforma a mentalidade de quem ainda está em formação do "self", ou seja, criaturas que ainda não atingiram a idade adulta.
Bom frisar, pessoal, que eu gosto desses desenhos citados no post; os assisto quando posso.
Porém, a crítica que faço é porque é voltado para o público que ainda não entende que aquilo é uma visão errônea da realidade, e acaba crescendo imaginando que os nossos queridos gatos são vilões cruéis e dignos de serem maltratados (Aquela cantiga de roda que estraga gerações, com o seu "Atirei o pau-no-gato..." (Quantas crianças não acham "bonitinho" machucar os felinos?)
Encerro a minha retórica destacando o único desenho do meu conhecimento que é merecedor da minha total apreciação no tocante à vida dos "miaus".
É um belo desenho que se passa na China de nome Sagwa - A Gatinha Siamesa.
Mostra uma visão interessante sobre o mundo felino, sem exageros ou tolices.


SAGWA - A GATINHA SIAMESA
Esse sensível desenho animado nos remete ao extremo - oposto, tratando gatos como eles são, pequenas criaturas de carne e osso, e como tal, devem ser amados e respeitados por todos.
Lá vê-se uma gatinha muito linda, sensata e ronronante que ajuda a todos que precisam!
Tem irmãos e vive num castelo maravilhoso!
Sua regalia onde mora, é "paga" por ela através de dedicação e fidelidade aos donos , uma extrema demonstração de amizade e carinho .
O mais legal nisso é que mostra uma gata como outra qualquer, que caça, brinca, toma banho lambendo as patinhas, brinca com novelo de lã, gosta de tirar uma soneca, tudo bem normal.
A coisa que sai um pouco da realidade, é a amizade que ela tem com um morcego de óculos (?). (Mas nada é perfeito, né?)
As aventuras da linda Sagwa ocorre em diversos momentos de sua vida, onde muitas vezes seus sentimentos são colocados à prova e não tem quem não torça por ela, porque é um animal digno!
Passa no canal Futura ( não sei se mudaram o horário, mas era às 13h30 min, de segunda à sexta-feira); chato não ser veiculado por uma tv aberta...
E por aqui fecho a série sobre a ideologia (snif!) Já estou com saudades...
Espero que tenham gostado!


(Imagens:

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Ideologia dos desenhos animados - Os Simpsons

Aqueles "amarelinhos" são a própria imagem do escracho, o desbaratamento das terras de Tio Sam, o achincalhe do american way of life!
O que nos mostra aquela família, por trás de sua feiúra e modo de viver -ahn- estranho ao que nos acostumamos a ver?
Mostra que toda sociedade tem falhas e que deve-se ter uma visão autocrítica das ações nem sempre aprovadas pelos resto do globo terrestre!
Já deu para sacar que falarei sobre um dos maiores desenhos de todos os tempos, campeão de popularidade e tempo de duração ( já tem quase 20 anos): Os Simpsons.

OS SIMPSONS

Uma vez li em algum lugar que Os Simpsons surgiram para acabar com a imagem hipócrita que os americanos formaram através de seriados e desenhos daquela família "superior", onde o pai é sempre aquele que sabe tudo, a mãe a mulher típica housewife e seu eterno sorriso estampado nos lábios, os filhos um primor de obediência e solicitude nos gestos ( alguma reminiscência das propagandas de margarina?) e até os animais de estimação muito bem enquadrados no esquema ideológico.
No formato do pai Homer, da mãe Marge e dos filhos Bart, Lisa e Maggie, temos uma outra conotação de valores daquela sociedade que tentava forçar o que sabíamos, não corresponder à realidade.
O desenho destoa de qualquer alusão anterior, na história do entretenimento infantil, ao mostrar-nos um pai de família bem bobalhão, uma dona-de-casa com senso feminista arraigado e uns filhos que eu vou te contar, são dose para qualquer um!
Quem entende aquele Bart , que é inteligente só por interesse, explora os coleguinhas e que tem uma espécie de prazer em 'humilhar" o pai, o Homer, hein?
Lisa que é quase um gênio, uma saxofonista de primeira, mas tem problemas em se situar, às vezes, não conseguindo fazer as coisas mais simples?
E a pequena Maggie, que ainda não fala, nem anda, mas muito resolve em diversas situações, servindo de "mediadora" entre os familiares? ( Há quem diga que ela se configura no personagem mais enigmático do desenho. Também acho que sim!)
Quão histórico também esse desenho é!
Desde movimento hippie, até o terror de 11 de setembro, Os Simpsons estiveram presentes em quase todos os marcos da História mundial.
Não satisfeitos em abalar a estrutura yankee, correram o mundo, deixando sua marca de "ódio" entre outros povos!( Hahaha)
Exemplo disso foi o Brasil, que proibiu o episódio onde mostrava o nosso povo tupiniquim como selvagens e exploradores da sexualiadade. ( Ainda que muito do que apareceu seja real, quem são os americanos para falarem de nós? Eles que possuem um dos maiores índices de violência entre os adolescentes, que saem matando outros colegiais sem motivo aparente?!)
Celebridades já apareceram e foram caricaturados.
A maioria que deu o ar de sua graça, seja emprestando a voz, seja aparecendo em formato gráfico, gostou demais e sentiu honrada por ter sido lembrada!( Há quem diga que o desenho conseguiu alavancar carreira de artistas já "mortos" para o show business!)
Ah, o ex-presidente George W. Bush não gosta do desenho.
Claro! Mostra a realidade nua e crua até sobre os políticos, e políticos adoram um "sapatinho", né, não?
Lá não existe meias verdades, tudo é bem objetivo e claro.
Um dos desenhos que me ajudou a desmistificar a hipocrisia da sociedade, a parar com idolatria exacerbada ao que vem lá de "fora", a ver com um olhar mais penetrante as nuances da vida e história humanas, ...
Doa a quem doer, mas Os Simpsons não é fantasia, não é para quem espera o óbvio, não para discursos pré- idealizados, decididamente, não é um desenho "infantil".
Alguém ainda duvida disso?

Encontrei um site maneiríssimo onde conta muitas curiosidades sobre o desenho (inclusive foi de lá que retirei a "pérola" sobre o Bush. Só podia ser aquele paspalho mesmo, que fala um inglês tosco, assassino da língua e Economia mundial, para não apreciar algo de inteligente!)
O link é:


http://br.taringa.net/posts/tv-filmes-e-series/1668/Curiosidades-sobre-os-Simpsons.html

Agora, só voltarei na semana que vem, onde trarei o quarto e último capítulo da série Ideologia dos desenhos animados!

(Imagem:

http://thriller.blogs.sapo.pt/3115.html)

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Ideologia dos desenhos animados - As Meninas Super Poderosas e O Máskara

Dando continuidade à série Ideologia dos desenhos animados iniciada na semana passada, o meu enfoque no post de hoje é relativo aos desenhos As Meninas Super Poderosas e O Máskara.
Esses desenhos são muito realísticos, e dão um tom totalmente oposto aos estereótipos e ideologias típicas de desenhos animados voltados para o público infantil.
AS MENINAS SUPER PODEROSAS
O que se pode dizer de três garotinhas com olhos enormes, com lacinhos na cabeça e que combinam com a cor dos cabelos e olhos?
Tudo!
Aquelas meninas são realmente poderosas!
Entre os seus poderes mais marcantes estão o de trazerem à tona temas controversos e ao mesmo tempo comuns de nossa sociedade.
Eu as descobri já adulta, mas não custei a ver a ideologia embutida no formato bem moderno!
Assisti a vários episódios ( talvez todos, não posso afirmar) e garanto a vocês que aquelas bonecas e irmãs Docinho, Florzinha e Lindinha nos ensinam e muito!
Vamos lá para os temas que já vi que podem passar desapercebidos a olhos não atentos:
a luta por igualdade da mulher,
a hipocrisia e a sacanagem de nossos políticos,
a preservação do meio-ambiente,
o amor aos animais,
o conceito idiota de "herói",
o incentivo à saúde do corpo e da mente,
o lado selvagem que um ser humano pode ter,
a falsa ideologia dos programas infantis querendo "idiotizar" nossas crianças,
as aparências que muitas vezes enganam,
e tantos e tantos outros temas!
Fico boba ao perceber o desbaratamento que fazem com a imagem do político em nossa sociedade "evoluída", mostrando uma cidade - a fictícia Townsville - com um prefeito imbecil e histriônico, cuja preocupação maior é comer picles(!), pouco esquentando se a cidade vai explodir, desde que sobre aquele potinho com a conserva!
O cara é tão "menor" que não puseram nem nome: é chamado de "Sr. Prefeito" por todos!
As Meninas Super Poderosas se dividem entre serem crianças, heroínas, "filhas" do Professor Utônio, dar bons exemplos para a cidade e ao mesmo tempo não ultrapassarem o próprio limite que a personalidade de cada uma lhes permite ( Exemplos: Docinho é muito briguenta, Lindinha, melosa demais e Florzinha, mandona).
Sem brincadeira nenhuma, até aula de filosofia um dos episódios nos mostrou!
Como se diz na gíria: "Irado!"
Um episódio de grande relevância dessas meninas é o que trata da igualdade da mulher, onde uma vilã enrolava as pequeninas por conta do seu gênero ser feminino qual o delas. Maravilhoso o desenrolar deste episódio!
Outro bem destacado em minha mente , trata-se dos perigos dos raios ultravioleta, em que até mesmo as garotas, que são poderosas, tiveram sua saúde da pele comprometida. Verdadeiro alerta para o problema da camada de ozônio que andamos detonando com a nossa mesquinhez e ambição!

O MÁSKARA
Anexei O Máskara a esse post porque os temas deste são bem semelhantes àquele, portanto, está aqui por afinidade.
Entre muitas caretas, língua de fora e puxação de cuecas do Tenente Kellaway, o personagem Máskara mostra toda a demagogia da sociedade em que estamos inseridos, infelizmente, mostrando o mundo dos "anormais", desbravando o "outro lado" de nossa psique.
Pois é.
Notem que Stanley Ipkiss é um cara tímido e espezinhado, mas quando usa a máscara de madeira, consegue fazer tudo o que queria e é visto como um "fora-da-lei".
Que paradoxo!
A máscara não esconde quem ele é de fato!
Já pararam para pensar no quanto nos exigem uma cortina de ideias para sermos o que os outros querem?
Clarice Lispector já escrevia sobre isso no seu Uma aprendizagem ou o Livro dos Prazeres ( tema do meu TCC), onde a personagem se mascarava com a pintura para ter coragem ( mas não vou aprofundar muito nisso aqui...)
Vejam bem a ideologia.
É visto como "errado" aquele que fala e faz o que pensa! Dá para entender isso?
Através do Máskara, Stanley revela segredos, faz balbúrdia estrepitosa na casa de show Coco Bongo, come muito, e ainda sobra tempo para dar uma salvada na população em perigo iminente.
O 'cara-verde' não é bonzinho.
Poderia ser chamado até de "anti-herói".
Mas eu gosto da veracidade que ele imprime nos gestos nobres, cujas motivações para o bem não têm apelo melodramático, embora real. ( Exemplo: ele pode salvar uma pessoa de ser arremessada de um prédio porque esta algum dia já lhe disse que dançava bem. Quem de nós não gosta de um elogio, ahn?)
Um dos episódios que ficou claro que o criador do desenho tem vínculo com a realidade, tratava do modo como o personagem-título chegou à presidência!
"Que demais!", como diria ele próprio.
Chegou lá porque sabia dar boas festas, animava os bastidores da política, e não manjava nada de plataforma , juízo de valores, como melhorar a Economia, nada disso, e o presidente eleito pelo povo (cujo nome era fictício) caía na farra , jogando golfe ou tênis.
Como ele perdeu o cargo, o nosso "verdinho"?
Porque simplesmente não soube esconder a propina gorda de US$ 1.000.000, 00 que recebeu!
Gente, o desenho mostrou isso mesmo! É sério! Um fato realíssimooooooooo do que acontece!
Tanto é real, que os diálogos são de deixar-nos boquiabertos:
PRESIDENTE: - Por que você aceitou o dinheiro?
MÁSKARA : - Mas não é o que vocês políticos todos fazem?
PRESIDENTE: - Sim, mas não é para todo mundo saber...
Quer dizer, com isso o nosso "herói" teve que renunciar já que o errado é a máxima do "jeitinho" que tanto conhecemos: "Errado não é roubar. É roubar e não poder carregar".
Pelo o que estamos percebendo, a ideologia dos desenhos arremata-nos à uma visão mais crítica e menos passiva diante das injustiças, tendo mais consciência que esses bonecos saltitantes têm muito a dizer!
Pararei por aqui pois não quero me estender muito.
No próximo post, falarei sobre o desenho...
Não vou falar! Quero que fiquem curiosos! hahahaha


Perguntinha: Do desenho de As Meninas Super Poderosas , eu gosto mais da Docinho, e de O Máskara, do cachorrinho Milo ( apesar de gostar muito também do Doyle, ajudante do Tenente Kellaway). E para vocês, quem são?
(Imagens:


segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ideologia dos desenhos animados - Caverna do Dragão

Quem pensa que desenho animado é só um bando de asneira, onde uns bonecos correm para lá e para cá, soltando seus raios mirabolantes ou surpreendendo a todos com o poder da transmutação, está muito enganado.
Sempre fui uma apreciadora de desenhos animados e continuo sendo, ainda agora, adulta e observadora, com a inocência abalada pela "maldade" da rotina e do convívio com pessoas "aquém" nesses meus tão corridos dias .
Parando para olhar "de perto" os meus personagens favoritos, vejo quanta coisa nos é mostrada através daqueles bonecos e seus sorrisinhos sapecas, com frases feitas e repetidas por nós, por gerações!
Eu lembrei de alguns desenhos que me marcaram muito, e suas mensagens me acompanharam com o crescimento.
Embora todo o amadurecimento seja subjetivo, creio que o que vou destacar abaixo seja um aspecto geral da personalidade humana, onde o meio-ambiente, junto a tradições e conceitos ético-morais-sociais, nos ajudam a " sermos como somos".
Como o post ficaria muito longo e enfadonho, vou separar por partes já que cada desenho que eu for destacar, levará muito tempo para uma explicação a contento. ( Não esqueçam que escrevo no gênero crônica, portanto, gosto sempre de contar minhas historinhas pessoais, como já perceberam! hahaha).
Para começar a " festa", escolhi um desenho que me marcou pela ideologia magnânima que me trouxe logo quando o conheci.
Embora muito pequena na época, já notava que havia lições a serem aprendidas ali, como vão notar no meu relato:
(Escreverei sobre outros desenhos, mas por ora, me restringirei à Caverna, ok?)
CAVERNA DO DRAGÃO
Esse é o meu desenho favorito! Sou fanzaça incondicional e tenho é história para contar sobre ele!
Por exemplo, meu primeiro conceito de "homem bonito" teve a ver com um certo rapazinho e seu arco de fogo, o Hank, líder de sua turma, a saber: Hank, Sheila, Diana, Prestos, Bob , Erick, e uma unicórnio de nome Uni, mais o mago Mestre dos Magos, os vilões Vingador e Tiamat( detalhe: era um dragão de 5 cabeças do sexo feminino! Descobri há pouco tempo), perdidos em outro mundo.
Gostava de vê-lo e ficava pensando: "Será que ele existe por aí? Tão bonito!..."
Claro que cresci e continuei achando-o bonito, mas agora sei que esse personagem me marcou de verdade por causa de suas atitudes, seus critérios de bondade, decência, e NUNCA esqueci dos ensinamentos que este fantástico desenho me apresentou.
Tenho comigo o DVD com todos os episódios, e dia desses os revi pela vigésima vez ( ou mais!) e ficou martelando o quão sou um ser humano bem passível de apreciação no tocante ao caráter por causa dele!
Gente, só quem assistiu é quem sabe!
Em nenhuma vez os personagens espancaram outros personagens gratuitamente!(Eles só se defendiam, o que era justo).
Jamais desistiram de uma luta.
Nunca desistiram de retornar aos seus lares.
Sempre foram leais uns com os outros.
Eram adultos quando necessitavam ser, e adolescentes ( o que de fato eram) nos momentos adequados.
Sabiam se divertir sem perderem o foco.
Eram bons, sem exagero, nem pedância.
Exibiam defeitos comuns a todos nós, como medo, frustração, inveja, mágoa, sentimento de culpa, covardia, desprezo, etc.
Sentiam amor, sem "mel" demais.
Eram trabalhadores e honestos.
Mostravam-se sempre prudentes e observadores, o que muito lhes ajudava na sobrevivência.
Eram, acima de tudo, humanos.
Dentre os 27 episódios produzidos, eu poderia destacar TODOS como tendo uma aprendizagem contida neles.
Só para citar alguns ( os sei todos de cor): "O Filho do Astrólogo", "O Olho do Observador", " O Jardim de Zinn", "A Bela e a Fera do Pântano", "O Cavaleiro Celestial", "O Salão dos Ossos", "Prisão Sem Muros", "Servo do Mal", e tantos outros.
Destaco de maneira especial o episódio "O Cemitério dos Dragões" por ter deixado em mim, a lição mais linda que alguém pode aprender: o senso ético do que é ser gente.
Os personagens tinham a chance de eliminar (matar mesmo) o arquiinimigo deles, o Vingador, numa das cenas mais fortes que eu já vi em desenho animado.
Porém, quando o arco tinha sido direcionado para o peito do vilão Vingador, Hank, o sensato, abaixou-o e disse , mais ou menos assim: "Não vou matar você, Vingador porque, se eu fizesse isso, eu não seria melhor que você. Seria pior. Não é por você que não faço isso, é por mim, entende? Por mim!..."
Na hora fiquei muito revoltada, torcia para que os meninos detonassem com aquele feiticeiro calhordão, que tanto atrapalhava a volta deles para o Planeta Terra.
"Só podia ser bonzinho mesmo para não acabar com aquele Vingador! Se fosse ele, o Vingador que tivesse a chance, não iria pensar duas vezes!", foi o que raciocinei comigo mesma, na minha logicidade infantil.
Logo percebi, porém, que se o Hank eliminasse o inimigo principal, ele teria feito o que qualquer canalha faria; não haveria piedade, critério, dignidade, amor ao próximo ( E cá entre nós: como o desenho continuaria sem vilão? Até eu criança na época sabia que isso era inconcebível...)
Aprendi que seres humanos não devem deixar suas amarguras dominarem consciência; um erro não justifica o outro.
É em situações quais essas que o ser humano se mostra e que vemos que o que nos difere da selvageria, é saber se fazer GENTE, com toda a denotação que a palavra traga em seu conceito mais profundo.
Vejo amigos meus se preocupando e se chateando com o desenho porque os personagens nunca retornaram para casa.
Vire o disco, galera!
Prestem a atenção nos ensinamentos; o resto é o resto!
Ou será que não crescemos o suficiente para saber que produções custam dinheiro, que contratos são desfeitos e muita água rola por baixo dos nossos narizes?
Caverna do Dragão é muito bem feito, mas as pessoas por trás da cena tiveram seus problemas, sejam de ordem financeira, profissional, emocional, sei lá, já ouvi falar tanta coisa...
Vamos nos ater à ideologia de Caverna do Dragão, aquela que posso afirmar, que só vem a somar para o bem!
E para aqueles que estejam tão preocupados assim com o famoso final que nunca existiu, há um roteiro original, o mais provável para ser rodado ( quem sabe, um dia?) chamado "Requiem" ( algo como "descanso" em português), onde os personagens terão a opção do retorno, embora dê um gancho para a continuação da série.

Eis abaixo uma delícia de site que fala da Caverna do Dragão, personagens, curiosidades, etc.

Vale a pena dar uma espiada:

http://www.anos80.com.br/desenhos/caverna.html

Fofoquinha sobre um dos personagens ( que ninguém nos ouça, só entre nós! hahaha) : aquele Mestre dos Magos bem que poderia ajudar mais a garotada, não? Caraca, ele deixava os meninos passarem por cada uma!...


(Imagem: