PARA QUEM AMA GATOS

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sábado, 28 de maio de 2011

Na onda da Onda Verde





Ambientalistas, naturalistas, pessoas de bem, pessoas como eu, pessoas como você, devem integrar-se à onda, que não se trata de modismo, mas sim de proteção ao nosso espaço verde.
Dias 26 e 27 de maio de 2011 ocorreu em Tinguá, Nova Iguaçu (RJ), a VI Jornada de Educação Ambiental, da qual tive o privilégio, juntamente com amigos, de ter assistido a palestras interativas.
Estive navegando por lá, na onda da Onda Verde, ONG que existe há 10 anos e faz um trabalho belíssimo contra o desmatamento de florestas, tendo como meta, o cumprimento da Agenda 21, tratado decidido na Eco 92, que visa a plena integração do cidadão e seus deveres com o meio ambiente.
Apreciei a objetividade do mestre-de-cerimônias Hélio Coelho, um cara consciente, de inteligência arrebatadora.
Dentre tantas coisas que nos informara, expusera que há 20 anos era visto como oportunista ou vagabunda, qualquer pessoa que falava do verde, "natureba" caretão, que não tinha consistência no que explanava.
Agora, após esses tantos anos, é comum jovens terem tal consciência!
Sem floresta, n
ão há água, sem água, não há vida...
Paremos de "varrer" calçadas com o precioso líquido H2O pois; para isso, existem as vassouras!(Só após o término da varreção é que se usa água.)
Ao lavar-se louças, nada de deixar a torneira aberta entre uma ensaboada e outra.
Banhos devem ter duração máxima de 15 minutos, com pausas no chuveiro para o sabonete entrar em ação!
Recordemos que os lençóis d'água levam muito tempo para reporem o que "sugam" das chuvas, o que discorre às avessas que a necessidade de gasto supérfluo possui a sociedade...
A Onda Verde, antes de qualquer conluio político, congrega aos cidadãos, o direito de ser correto com o nosso querido Planeta!...
Meus profundos agradecimentos à minha amiga de longa data Francis, por ter me informado sobre essa Jornada, ela que é profissional da área da saúde, e ao Fábio, um doce amigo, que além de químico, é um defensor imensurável da proteção ambiental.
Quem quiser conhecer melhor o trabalho sério desenvolvido pela Onda Verde, basta acessar:
www.ondaverde.org.com.br
Há um projeto simbólico de incentivo ao reflorestamento com o nome Adote uma Árvore onde a pessoa, querendo ser solidária à causa, fornece o seu nome e endereço de e-mail, permitindo a veiculação para o plantio nas áreas de reserva vegetal. (Vi uma pequenina e tenra muda da histórica pau-brasil. Tão miúda e frágil quando menina; forte e imponente quando moça feita!)
No post espalhei algumas fotos do local onde ocorrera o evento, na Fazenda Atlântica, uma reserva ecológica, dentre as tantas existentes em Tinguá. ( As fazendas são disputadas por milionários, e uma foi tombada há pouco tempo, sendo agora Patrimônio Nacional.)
Essa parte de minha cidade enobrece o lugar, já que é vista como se fosse por olhos divinos.
Se o Paraíso tem uma representação, Tinguá seria uma delas!
Quem não conhece, deve vir aqui e conferir, ainda mais em épocas de festejos, como o Festival do Aipim , Festas Juninas e eventos ambientalistas, não esquecendo, naturalmente, as cachoeiras, de uma limpeza e lindeza esplêndidas!
É essa a proposta principal da Onda Verde: fazer com que a natureza prossiga no seu curso normal, sem interferências da ganância humana...

(Imagens:
http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com - Arquivo pessoal)

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Saber ler é...

Quando nos formamos em algo, nossa cabeça fica repleta de sonhos, algo como acreditar que vai "revolucionar" sua profissão e colocar seu nome "na historia".
Por que todas as pessoas querem ser "únicas"?
Por que cada um de nós não se esmera em fazer um bom trabalho, o que já é bem profícuo?
Eu tenho duas formações paupáveis no Magistério: a de Professora I e II.
Professor I é aquele que tem formação acadêmica, e Professor II, é aquele formado apenas no Ensino Médio.
Para escolher na faculdade qual disciplina me formaria, foi relativamente fácil, já que sempre gostei demais de idiomas ( sem falsa modestia, sempre tive grande facilidade para tal), o que me levou diretamente para Letras, me habilitando para dar aulas a alunos de 5.a série até o 3.o ano do Ensino Médio.
Ser professora II , ou seja, dar aulas para discentes de 1.a à 4.a série, é que foi aquele problema!
Decisão difícil me entregar à uma profissão onde eu estaria alfabetizando mentes ainda bem tenras, com pouca maturidade para entender que estudo, saber ler, escrever, contar, etc., é de suma importância em sua vida como pessoas e cidadãs.
Esta tarefa de mediar o conhecimento( tenho que usar esse termo, se não os pedagogos que lerem isso, podem colocar minha cabeça a prêmio! ) até que foi bem acessível, já que há alguns anos trabalhava apenas em colégios particulares, cuja clientela parecia sempre "pronta" para a aprendizagem.
Até o dia...
... que fui convidada para fazer parte de um projeto de Reforço Escolar aos sábados em um colégio municipal ( naturalmente, público), recebendo como benefício do FNDE , apenas os custos de passagem e alimentação, o que sabemos ser o nosso "salário" em realidade.
Evidentemente que aceitei me integrar à equipe não pelo dinheiro ( seria louca se fosse por isso!), mas para entender a mecânica da mentalidade de uma criança com parcos recursos, que tivesse estudado a sua ainda breve vida em escolas para "pobre" (infelizmente a acepção da palavra, na prática, é essa mesma, por mais duro que seja aceitá-la...) e ver que sua realidade não é bem comercial de margarinas que se assiste na TV.
Eu fiz o meu Ensino Fundamental e Médio em colégios públicos e nunca achei esse "terror" que tanto falavam!
Aprendia quem se esforçasse, os professores estavam "lá", ou seja, eram o que poderíamos chamar de docentes, ensinavam e transmitiam valores.
Realidade de professor é diferente de realidade de aluno?
Estou sentindo uma barreira muito grande para "alcançar" meus alunos nesse reforço de sábado...
Quem são eles, meu Deus, que não reconhecem, em plena 3.a e 4.a séries, quando se trata de uma letra c ou t?
A maioria deles me foi indicada por problemas sérios de leitura.
Eles não sabem "ler"!
E agora????
Então mostro desenhos xerocopiados sequenciais de uma historia com transmissão de valores éticos e morais ( A historia de um menino que ganhara uma medalha e fica exibindo-a para a empregada da casa, que não sabia ler).
Peço para que façam breve análise de cada quadro e que surpresa: eles entenderam a historia!
Leram?
Não!
Simplesmente entenderam aquela "leitura" silenciosa, fizeram o que se chama de "leitura de mundo"!
E agora, que a vida escolar de uma criança não se limita a entender sentimentos ?
A minha formação docente, seja nível I ou II, não me permite "alcançar" aquelas crianças...
Sei que tenho que "revolucionar" no Magistério: ensinar aos alunos a "lerem".
Mas, primeiramente, eu mesma terei que descobrir o que para todo mundo é óbvio: o que é saber " ler"!
Continuo "jogando" um monte de letras "indecifráveis" no quadro e algumas eles estão conseguindo conciliar!
Quando faço o famoso ditado, eles até escrevem algo, e no entanto, o meu júbilo professoral vem em larga escala, quando fazemos nossas reflexões de cenas de TV, revistas que levo, assuntos do dia-a-dia e quando conto historinhas em papéis coloridos, sem nenhuma letra escrita, apenas com a "leitura", aquela escondidinha e tão transparente aos olhos deles!
A formalidade é de evidente importância, saber juntar letras e interpretar o que está escrito, é primordial na sobrevivência como ser pensante social.
Entretanto, temos que ter consciência que a melhor leitura é aquela feita pelo coração porque, passando por ele, sendo "galgado" pelos sentimentos, até a leitura formal, aquela de junção de letras e formação de palavras, virá mais facil e suavemente!
Professores, paremos de "torturar" nossos alunos!
Eles já sabem ler!
E aquele monte de caracteres ocidentais que servem para transmitir mensagens escritas, é melhor dar uma relaxada mental ...
Com o passar do tempo - sem querer fazer trocadilho e já fazendo - eles tiram de letra!

( Imagem: