PARA QUEM AMA GATOS

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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

10 Celebridades que Já Foram Atletas



Vemos artistas diversos, praticamente todos os dias, de diversas nacionalidades, de variados âmbitos dentro da arte.
Mas antes de serem famosos, eram pessoas que tinham, muitos deles, outras atividades.
No vídeo abaixo, trouxe apenas aqueles que já foram atletas, em algum momento de sua trajetória de vida.
No canal Mary Difatto.
Confira!

           10 Celebridades que Já Foram Atletas
       





(Imagem:
https://www.facebook.com/MaryDifattoOficial)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

30 anos de Tootsie

(Dustin Hoffman,perfeito no papel de uma mulher em Tootsie)

"Um homem que vira mulher"... É o que insistem em definir o majestoso filme Tootsie com o esbanjadamente talentoso ator Dustin Hoffman.
Mais que uma obra de "mudança de gênero situacional", Tootsie é uma das mais importantes da história do cinema!
É considerado gênero comédia, embora entre um riso e uma mordiscada no lanche que se esteja devorando, enxerga-se a profundidade dos atos de desespero.
O personagem de Dustin, um ator fracassado que precisa pagar as contas, se aventura em travestir-se de mulher para abocanhar o papel em uma telenovela. Sucesso tão estrondoso acontece, que ele tem que agir dessa maneira também na vida real.
Maquiando-se a rigor, convence. Convence pelo poder que temos, pela necessidade de sermos o que precisamos ser, o que o estômago, que fornece não só a fome física, mas de alimento de alma, exige, e saímos "rasgando" padrões, pedindo licença porque queremos passar...
Hoffman é um desses artistas que fazem o que querem: absurdamente bom em seu talento natural, a dramaturgia agradece por ele não ter ido para outras vértices de arte!...
Na minha leiga opinião, é disparadamente a melhor performance do ator, ainda que destaque Perdidos na noite como quase igualmente notório (também gostei de sua atuação em Kramer X Kramer, mas não o curti muito em Rain Man. Infelizmente, me soou como caricato demais...).
Não por acaso, é considerado uma das melhores comédias já encenadas na sétima arte, e - devo repetir-, Hoffman estando em uma das suas melhores atuações, tendo o premiado Sidney Pollack, como o diretor. (Vale o destaque para as 9 indicações para o Oscar e as 6 horas de maquiagem para que o ator se tornasse uma mulher convincente. Sim, e que o nome Tootsie foi uma sugestão de Dustin, um apelido de infância dado por sua mãe).
30 anos de Tootsie... Incrível que ainda seja tão real, as adequações que fazemos para nos virarmos para a existência! Mentimos, escondemos, disfarçamos, encostando em algum canto, a tendência natural de querermos fazer o que é certo... O personagem dá a impressão de que, se não fosse vestir-se de mulher, seria QUALQUER outra coisa por um papel que lhe garantisse comida na mesa e o reconhecimento do público.
Eu era adolescente quando o assistira na Sessão da Tarde e a despeito da já bem percorrida estrada, o filme mostrou-se encantador! Quando avistei Dustin naqueles trajes femininos, juro que pensei que fosse um dublê: eu vi uma mulher e não um homem trajado qual uma!...
Para o lado de Michael (seu personagem na ficção) andaria tudo às mil maravilhas, se não fosse o amor ( ai, o amor, sempre ele!). Como não demonstrar sua afeição profunda pela companheira de elenco (que não sabia que Michael se tratava de um homem), que buscava nele um suporte psicológico para se sentir uma grande atriz e que o convidara a passar um fim-de-semana em sua casa, sem interesse, apenas por que adorava a sua companhia? Era pedir demais não amar a quem nos quer tão bem...
Ele não era o que chama de uma pessoa doce. Seu temperamento rabugento já fizera com que vários diretores não o contratassem. Só que a personagem vivida por Jessica Lange (sua magnitude em cena lhe rendeu o Oscar de melhor atriz coadjuvante) despertou naquele homem soberbo o bastante para se sentir o maior, uma ternura desconhecida. Influenciado pela colega de trabalho, pelo próprio travestimento que lhe exigiam horas de composição em sexo feminino e pelo filhinho da colega que tivera o prazer de conhecer no fim-de-semana mágico, aquele homem começou a despertar para o humano perdido que lhe escapara em tempos idos.
Aconselho, por fim, aos amantes de trabalhos de qualidade, a dar uma olhada com muita atenção nesse filme. E se quem o assistir não esteja com vontade alguma de rir, nem de refletir, assista apenas a uma cena.
Há uma passagem triunfal onde a obra poderia começar e terminar ali onde, vestido como a personagem da novela, Hoffman pela janela assiste a amada e seu filho correndo pelo quintal coberto de sonhos. A lágrima e o amor, a vontade e o desmantelo, a liberdade e a perda, a inocência e a sagacidade... Ali, tudo reunido numa única transmissão de que vale a pena existir!
E se quem assistir quiser chorar, se deixe lavar pelas "cascatas" dos olhos! A música It might be you, de Stephen Bishop é, sem precisar de contexto, por si só uma lembrança de que ainda temos um coração. A humanidade para aqueles que se esquecem de apenas serem...

A passagem inesquecível de Tootsie, para a nossa apreciação!!!!





(Imagem:
http://cinemaepipoca.blogspot.com )

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Os 4 filmes esquecidos







Tenho comigo 4 filmes esquecidos na estante, em DVD, que ainda não assisti...
Até agora não entendi bem porque não os assisti já que foram filmes recomendados por todo mundo e que eu gostaria muito de conhecê-los há uns dois meses, e agora... me causam uma certa "rejeição" só em ver as capas!
Sei que vocês devem estar rolando de curiosidade ( eu estaria!) para saberem quais ficções seriam essas, afinal.
Sem rodeios, aí segue a lista:

1) Alice no País das Maravilhas
2) Sonhos roubados
3) As melhores coisas do mundo
4) Avatar
Os de número 2 e 3 são brasileiros e com artistas que adoro, enredos atraentes, tudo o que poderia me interessar a "degustá-los" com toda a vontade; os de número 1 e 4 são estrangeiros e só os adquiri pelo excesso de recomendação que todo mundo que eu esbarro na rua faz , com ar de soberba: "Oh, ainda não viu Avatar? Oh, ainda não viu Alice?" Como se eu estivesse cometendo um crime...
Nem sei quando eu vou quebrar o gelo com as citadas obras e terei coragem de "encará-las".
Espero que seja em breve para poder não parecer uma alienígena quando alguém comentar alguma passagem comigo!...
Qual vocês acham que eu deveria começar a assistir primeiro?
Ajudem a fazer uma ordem do "pior para o melhor" para eu fechar o quarteto com chave de ouro... (haha)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Calígula: filme pornô ?

Aproveitei que saí mais cedo do trabalho e terminei hoje de assistir ao filme Calígula, com Malcolm McDowell, produção de 1979.
No Carnaval, mais precisamente na terça última, tirei 1 hora mais ou menos do meu dia para assisti-lo, um longa de 2 horas e meia de duração.
Só que já era bem tarde, e o sono atrapalhou o bom entendimento da parte que vi, portanto, desliguei o DVD e me permiti uma análise mais profícua numa outra oportunidade, que foi por acaso, hoje mesmo.
Como é difícil "rotular" qualquer coisa que exista no mundo!
Sempre ouvi falar horrores do filme, que continha perversões tanto sexuais quanto as relacionadas à dignidade humana, que tem que tomar cuidado ao assisti-lo porque você pode tomar nojo de sexo, que aparece muita baixaria, violência, incesto, imundície (vide cena de Calígula urinando nas cortinas do quarto!), traições, orgias, etc, etc, e etc.
E todo mundo que falou isso está CERTO!
(Minha amiga chegou a me ligar - ela que me emprestou o DVD - para ver se eu tinha "aguentado" assistir...)
Inclusive por causa de tanto que o povo me recomendou, que o vi sozinha, por medo de sentir vergonha de alguém por perto!...
Ok, o filme é um "dedo na ferida" de nossa sociedade, ou melhor, na própria composição humana.
A sujeira dos atos daquele imperador romano devasso, soa como paralelismo à toada infame que nós todos entoamos, mas que creditamos ao "Ave César Calígula" como se apenas imperadores( e devassos!) pensassem em libertinagem...
Não gostei muito do filme, confesso, muito embora o meu desgostar nada aluda a conceitos de moralidade e choques "não me toque" de representante decente da classe feminina.
O meu desgostar vem da qualidade da fotografia (muito fosca), da confusão do enredo ( o aspecto linear da obra vira uma muvuca de imagens) e do maneirismo que imprimem à nudez e sexualidade dispensáveis que poderiam poupar ao expectador ( apelativo demais e igualmente ficcioso, não sendo à toa a saída de três diretores da direção).
Alô!!!! O filme é biográfico; será que a tara sexual de Calígula o levava a estar 24 horas por dia "no esquema"?
Usando-se só um pouquinho a lógica vemos que havia um desespero no diretor, produtor, sei lá quem, em transgredir, em mostrar que poderia fazer um filme bom, bonito e não barato, que não fosse DE sexo, mas COM sexo, o que corrobora para desmistificar a dúvida ( um uso de preposição adequadamente faz toda a diferença, não é mesmo?).
Já vi alguns filmes pornográficos muito interessantes, em que até traziam um fiapo de enredo, em que eu torcia para alguns "heróis" ficarem juntos no final.
Todavia, eu tinha consciência que a obrigatoriedade era explorar a sexualidade com os seus tons lascivos e fantasiosos, e não esmerar-se nas motivações dos personagens para chegarem àquela situação de "pecado".
Pelo excesso de cenas picantes, talvez essa fórmula mal usada no contexto, tenha causado a confusão de Calígula-épico com Calígula-pornográfico.
Vendo as cenas mais fortes em todos os sentidos, percebo que não dá mesmo para acompanhá-lo mastigando qualquer que seja o alimento ( uma moça na internet havia dito isso!): dá náusea!
Certas cenas não têm nem conotação pornográfica, e sim, de esvaziamento de alma; aquelas pessoas parecem bichos comendo, dormindo, "cruzando"( transando é que não é!...).
Bem, aprendi que jamais deve-se acompanhar uma obra com um conceito passado por terceiros, portanto, assisti ao filme com toda a liberdade de espírito, sem moralismo e puritanismo bobos.
Encontrei elementos que favorecem ao meu recordar futuro, como o fato da "nudez" da alma estar ali presente, isto é, não houve hipocrisia.
Se deixarmos as cenas de sexo explícito de lado ( esse filme já foi tão cortado, censurado, adiado, e cancelado por conta delas!) vamos conseguir ter um retrato um tanto fiel da Era Romana, e por que não até dos nossos dias atuais se pudéssemos invadir os lares e seus segredos?!
Será que a pergunta-título "Calígula: filme pornô?" faz sentido?
Será que o meu entendimento discorre às avessas do que acha a maioria?
Eu, com toda a honestidade, gostaria muito de saber...

(Imagem:

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Trilhas sonoras inesquecíveis


Todo mundo tem aquela música para cada cena de sua vida!
Às vezes estamos parados em algum lugar e vem um pensamento meio doido:
"Que música tocaria para esse cara, que vem com uma caixa de picolé na mão, se ele fosse personagem de filme?"
Eu sou bastante intrigada com isso...
"Ah, aquela moça com cabelos vermelhos pede a música X! E o garotinho de tênis branco já tem uma cara de música Y!..."
Independentemente de sermos personagens de filme, quando tomamos alguma atitude semelhante ao personagem que nos tocou fundo na alma, o que quer que seja o som usado para a cena, a trilha nos arremete lá, dentro do mundo fictício.
Será que há alguém neste Planeta que não recorde de "My heart will go on", de Titanic, quando brinca de abrir os braços quando está no alto?
Ou que não se aflija profunda e dolorosamente ao ouvir "Jaws " (Main Theme), de Tubarão, onde quer se esteja, acreditando que vai levar uma abocanhada a qualquer momento do voraz animal?
E o que dizer de "Psycho", do clássico do terror Psicose?
Algum indivíduo pode ficar impassível, sem imaginar o banho mais famoso do mundo, com direito à faca em silhueta e um senhor pra lá de esquisito que se vestia de "mãe" dele próprio?
Trilha sonora de filme vai no fundo, "pega legal"!!!!
Claro, como tudo na vida, as músicas usadas em produções cinematográficas, são bem particulares.
E o meu gosto por sons em cinema, difere muitas vezes do meu gosto pessoal, cujo contexto favoreceu aquela batida especial.
Um bom exemplo, é Tropa de Elite, com o seu funk "Rap das Armas " de abertura, que é magistralmente trabalhado e até requintado dentro da atmosfera de violência, drogas e sexo do filme em questão.
Eu jamais ouviria aquela música dentro de qualquer lugar que não fosse na cena!
Os estrondos , os festejos se embolam com o sonoridade das armas utilizadas , e fica uma sensação de que festa e bagunça moram juntinhas, lado a lado...
Contudo, é gostoso demais termos uma trilha que serve para nossa vida, anseios, que revitalize o dom maior que é o de viver!
Trago comigo no coração , trilhas fantásticas que em quase todos os momentos do meu dia, eu me arremeto na placidez dos acordes bonitos e vou mergulhando , mergulhando, até dispersar de qualquer aflição que possa existir ao meu redor.
Eu poderia formar uma extensão de nomes e autores com seus ideais mirabolantes de "Luzes-câmera- ação" regados a " zunidos " coerentes .
Entretanto, a minha praticidade me diz que não haveria um ser pensante que agüentaria ficar lendo até o fim, um monte de opiniões musicais que talvez não seja em acordo com seu gosto.
Decidi, então, apenas expor as que me tocam a lembrança, de tal maneira, que eu seria uma "criminosa" se não as expusesse.
Vamos lá!
Não riam, mas Meu primeiro amor, com o lindinho- e- docinho ( na época!) Macaulay Culkin, sempre me arranca do tempo e espaço quando os meus ouvidos detectam "My girl", cantada pelos Los Lobos.
Ai, aquilo me dá uma paz, uma alegria que não sei explicar!
Fico relembrando a cena da contagem da menininha que contracena com Macaulay , antes de aplicar-lhe uma beijoca bem inocente!
Que mel!
O clássico "Tara's Theme", do nada menos clássico ... E o vento levou, faz um furacão dentro de mim!
Lá fico eu revivendo o antológico "Jamais sentirei fome novamente!" da ambiciosa e ao mesmo tempo adorável Scarlet O' Hara.
Esse filme, quando foi feito, eu nem sonhava em nascer, mas não tem jeito: sucumbi , porque todo mundo fala tanto e sendo assim, acabei comprando o DVD , assistindo o referido.
Não é das produções que mais gosto ( prefiro o outro clássico e igualmente velho, Ben- Hur).
Só que é inegável a mágica da trilha sonora dela em minha vida.
Eu pego fogo quando capto "Slave to love " no ar !
Viro uma "escrava do amor" como sugere o título! Derreto inteira, sinto vontade de explodir de tanto "Ui!" , logo nos primeiros acordes de Bryan Ferry.
Essa volúpia toda se deve ao acabamento luxuriante que fizeram de 9 1/2 semanas de amor um dos filmes mais tesudos que eu já assisti!
Quando Mickey Rourke e Kim Basinger "mandam ver" perto de sinos, elevador, onde a imaginação permite, espertamente sapecam o tema principal!
Engraçado que os produtores não se utilizaram da canção para embalar os momentos "gastronômicos", vamos dizer assim do casal, no apartamento!
Resolveram pôr ao fundo uma musiquinha um tanto ou quanto cômica para o meu gosto...
Não tem conversa: o que mais me marcou foram os sinos e Bryan Ferry rolando solto!
Amo " I can't dream about you", de Ruas de Fogo!
Ah, me lembro que o Michael Paré , o ator principal , andava com uma mulher que tinha a cara da Renata Sorrah, então, toda vez que ouço a música, me vem a imagem dos dois desbaratando umas criminalidades nas redondezas, principalmente quando ele tenta salvar a amada.
Maravilhoso isso!
John Travolta, no meu coração nostálgico, jamais teria um espaço tão afetuoso, se não fosse por "Stayin' Alive" , oriunda do inesquecível Embalos de Sábado à Noite!
Fui apresentada ao sr. Travolta, aos Bee Gees, ao filme dançante, por conta dos meus doces manos mais velhos ( sou caçula e temporona, ainda por cima!), que vivenciaram a áurea época das discotecas.
Adivinhem o que eles fizeram logo quando um colega arrumou o VHS com o filme?
Pediram emprestado, óbvio, e eu tive o prazer de me deliciar com as peripécias ultra sedutoras de John "Topete Volta" nas pistas de dança!
Aquele caminhar na calçada iniciando a saga de Tony Manero, entrou para a história!
Não tenho palavras para definir o meu gozo e a minha delícia de ver alguém tão objetivo nos seus passos certeiros...
Parabéns ao Embalos!
É dele também outra canção que me prende o fôlego.
"How deep is your love", tocada só por instrumentos, quando Tony e sua amiga, sentados num banco de praça, conversam sobre a ponte do Bridge, em Nova Iorque.
Tony sabia tudo, literalmente, sobre aquela ponte...
Quem sabe quais são as cores do vento?
Eu não sabia até a índia Pocahontas me contar!
É desse desenho que o meu delírio se faz, através da belíssima canção "As cores do vento", quando a índia, correndo com o seu namorado, o John Smith pelas montanhas incomparáveis de sua terra natal, se mistura a mato e luzes , entoando os seus sentimentos de amor e ternura à sua virginal terra distante.
Pocahontas, um bom desenho, trilha sonora melhor ainda!
Os meus sentimentos musicais também trazem Orfeu, com os brasileiríssimos Tony Garrido e Patrícia França.
Meu Deus! Que cena estupenda que o ator ( eu não sabia que o era) Garrido nos proporciona, ao resgatar Patrícia do fundo de um precipício!
Minhas lágrimas escorreram ao colocarem ao fundo "Sou você" , cuja composição é de Caetano Veloso.
É de esmagar o coração, é para insensíveis se tornarem pessoas melhores, gente que vale a pena se ter por perto!
Como eu já avisara, não quero me estender!
Sei que há muitas músicas e seus filmes, talvez eu faça até um "Trilhas sonoras inesquecíveis II", só que pararei aqui, pois do contrário, me torno uma mulher sem palavra.
Se me permitem, vou encerrar com a que MAIS me balança, me deixa tonta de emoção e me faz esquecer que eu tenho lado esquecível como qualquer um, isto é, posso ser uma pessoa má, às vezes.
Quando eu penso que não sou mais romântica, que não gosto mais de flores , que não creio que o mundo tenha jeito e nem acredito em príncipes encantados nos seus já manjadíssimos cavalos brancos, lá vem Em Algum Lugar do Passado, com o meu eterno ídolo artístico Christopher Reeve ( para os mais esquecidos, Chris interpretou Superman como ninguém mais conseguiu e nem conseguirá!) me fazer suspirar "no teu quarto, na cozinha, na sala de estar...", como cantaria Ana Carolina.
A trilha deste romântico e lindo filme de amor é a sacada mais original , perfeita, equilibrada, decente, coerente ( quais adjetivos além que eu posso usar?) que eu guardo na lembrança!!!!
"Somewhere in Time" , de John Barry, praticamente fala com os expectadores, ainda que toda a carga fonográfica da produção seja instrumental.
Eu fico muda diante de todo o álbum, que traz ainda Rachmaninoff, conhecido por ser compositor erudito de desenhos animados e filmes.
Não tenho nenhuma cena que eu diga que é mais marcante por causa da música ao fundo!
Porque a linguagem usada pelo diretor contém elementos sonoros, que se tornam inseparáveis do contexto .
Há uma cena em que uma caixinha de corda tocando a música tema, já transmite por si a idéia que quer transmitir!
Casamento ímpar de som x ação.
O romantismo que mora em mim, traz muitas cenas deste cult movie e como eu devo destacar uma cena em particular, fico com o encontro dos personagens Richard Collier e Elise McKenna perto de uma árvore.
O ambiente é acolhedor, a interpretação dos atores é arrebatadora, a fotografia incomparável e "Somewhere in time" , a estrela-mor do espetáculo!
A história se passa no século XIX e Richard tirando o chapéu para cumprimentar a até então boquiaberta Elise, é de arrepiar!
O que eu escrevi é apenas uma amostra do que eu curto muito nesses sons de cinema!
Estou para ver adequação mais coesa que som x ação!
Se existir, quero ser apresentada!
Enquanto isso, continuarei vendo por aí uma cena e lembrando de alguma música de filme.
"O atendente da pizzaria fez um negócio igualzinho àquele personagem. Tocava bem uma música nessa hora. Era essa aqui..."
Vou permanecer fazendo minhas comparações diárias; não vai haver jeito! ...
Pelo menos, é o que me parece!


( Imagem: http://maisdomesmo.amatilha.com.br/page/4)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A dor nossa de cada dia

Passamos por algumas situações complicadas muitas vezes. Acredito que todos nós temos um histórico de vida ímpar, que por mais que se assemelhe ao do outro, nunca é igual. Coisa mais individual que existe é a dor...
Foi pensando nisso, que veio do nada em minha cabeça, o filme Perdas e Danos, com Jeremy Irons e Juliette Binoche, filme esse, diga-se de passagem, pouco divulgado pela mídia.
Não vou ficar contando a história. Só quero que entendam a mecânica de sentimento de nós, pessoas no geral.
Admito que quando vi a capa do até então VHS ( quando o assisti pela primeira vez , o DVD estava engatinhando), não tive grande motivação para assisti-lo, já que a imagem nos arremetia a um conceito pré-julgatório: se imagina tratar-se de filme pornográfico médio, de teor questionável. (Um casal inteiramente nu, de frente um para o outro, sem mostrar as partes íntimas, por isso o uso de "pornográfico médio")
Contudo, deixando o pré-julgamento de lado, descobrimos um universo de emoções pouco desbravado por enredos cinematográficos.
Mostra uma história pungente, nua, crua , de seres humanos ávidos em terem uma vida normal, primando em só amar.
Como a nossa vida é! Quem foi disse que é tão simples assim?
Um homem bem casado, com uma brilhante carreira política, que fora médico no passado e que se apaixona pela primeira vez na vida por uma mulher igualmente brilhante.
O problema já se instalou aí: ele é casado.Qualquer história comum pararia com esse enfoque , que daria pano para manga suficiente para ater os expectadores. Só que o enredo é baseado no livro homônimo de Josephine Hart e segundo dizem(eu não li, mas pretendo), a autora consegue tecer uma narrativa ainda mais perfurante do que vemos na tela.
Tanto no livro quanto no filme nos deparamos com essa audácia: a mulher brilhante é ninguém menos que a namorada do filho!
Querem mais? O filho é apaixonado de pedra por ela.
Mais um pouco? O filho admira o pai e quer ser igual a ele.
Mais? A mulher tem um passado bem "esquecível".
Mais ainda? Assistam o filme...
Gente, é forte demais a descoberta que o que aprendemos pela vida não corresponde ao que de fato acontece.
A imagem princepesca que fazemos, principalmente nós, as mulheres, do bastar amar e transpor barreiras, desmorona diante do que vemos na narrativa.
Quem somos nós para julgar? É essa a mensagem que parece nos transmitir Perdas e Danos.
Não posso deixar de destacar a interpretação irretocável do casal principal, sobretudo Jeremy Irons, ator inglês de formação teatral que, por motivo que desconheço, não se tornou um desses badalados hollywoodianos. Como não bastasse, o cara é um verdadeiro "achado" para o clube feminino: ele é um gato!!!! (Já está meio "coroa", mas não perde a pose ; um digno lorde inglês!)
Voltando às reflexões, eu gostei muito de assistir, porque a história não se perdeu em clichês bobos, o término é surpreendente, e até as cenas íntimas do casal são diferentes do que costumamos encontrar em filmes comuns. A história muitas vezes nos faz lembrar Nélson Rodrigues, por causa do drama-família e da "falta de respeito" com valores morais impostos por séculos e séculos em nossa sociedade.
Às vezes um tanto lento, com muitas imagens que valem mil palavras, Perdas e Danos vale a pena ser assistido por quem gosta de filme-cabeça e por aqueles com mente varrida de qualquer preconceito.
Preparem-se, portanto, para o que eu vou declarar: é duro saber que o que alguém vivenciou, não serve de exemplo para ninguém. Engulam a própria dor, meus queridos, e sejam felizes com ela...
E como diria a personagem de Juliette Binoche : "Gente sofrida é perigosa. Sabe que pode sobreviver".

P.S.: A produção é européia. Vai ver foi por isso que não ganhou destaque mundial...

Beijos, meus lindos!!!!