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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Vou de bike!

Pegando uma carona (sem trocadilho) no excelente post do amigo diHITTiano Sérgio Soares que falava sobre a importância do uso de bicicletas, venho aqui expor também a respeito desse meio de transporte tão útil, mas tão pouco reverenciado.
Desde que aprendi a andar, nunca fui lá uma grande ciclista, e no início era tão "barbeira", que pensava seriamente em não usá-la com constância, só de farra pelo bairro.
Algum tempo de minha vida passei sem sequer olhar para uma na rua, com aquele temor da "barbeiragem" do começo.
Conversa vai, conversa vem, um amigo nosso, sabendo que eu trabalho num colégio particular durante a semana, e que aos sábados dou aulas de reforço escolar em colégio público, e que para todos eles eu ía A PÉ (são próximos à minha casa, é bom explicar!), sugeriu ele que eu tivesse uma bicicleta.
Como bom negociante, ele já tinha em mente seus fins "malévolos": queria que eu comprasse dele sua bike velhinha, coitada, mas que funciona bem à beça!
Então a trouxe para eu dar uma olhada, e após um "test-drive", resolvi adquiri-la.
Eu estou apaixonada!!!!
Agora é minha companheira de todas as horas!
Nem péssima ciclista sou mais ( embora não seja nenhuma atleta!) e percorro ruas, estradas, resolvo quase que tudo com ela!
Vou parar em cada "buraco" que só Jesus, e a "magrela" tira de letra! (haha)
Bonita não é, e às vezes me dá uma certa vergonha, só que pretendo dar uma ajeitada na pobrezinha para ficar "no esquema"!
Achei o maior barato o Jared Leto acabar incentivando o uso de bicicletas em ruas civilizadas quais as de Los Angeles (vide clip Kings and Queens, do 30 Seconds To Mars).
Quando assisti pela primeira vez, me identifiquei completamente.
Eu gritei: "Ah, lá, ah, lá! Sou eu ali andando de bicicleta!"
Metidez minha pois nem de longe chego aos pés daqueles ciclistas (pois é, foram contratados ciclistas profissionais para o clip e até o próprio Jared é INFINITAMENTE melhor que eu!...)
Adoro bicicletas!!!!
Elas são rápidas, eficientes, fáceis de "estacionar", ocupam pouco espaço, são baratas para consertar, dão a sensação de companheirismo e cumplicidade, pode mudar a cor quando se cisma, dá para carregar um monte de bugingangas, servem para um ótimo exercício físico, e são bonitas, quando você cuida bem dela!
Outra vantagem: quase nunca saem de moda como os carros.
A não ser as jurássicas demais, aí você corre o risco de ser chamado(a) de "Jurassic Park"!
Isso aqui não é uma campanha contra os carros, pois eles também têm seu valor.
O que não vale é a pessoa apenas se sentir "gente" quando se tem um automóvel, como bem dissera o Sérgio no comentário para mim.
Ouço muito isso: "Agora eu comprei um CARRO!" , com a boca cheia, traduzindo a mensagem:
"Agora eu sou IMPORTANTE!"
Tem gente que parece que nem tem perna (que Deus me perdoe falar isso!) mas é que dá nos nervos uma simples ida à padaria tem que ser de carro!
Acho que há muitas pessoas querendo "tirar onda" de bacana e não usam o seu veículo motorizado para o que ele foi feito, que é para facilitar o transporte de pessoas quando se faz necessário ( exemplos: idas a lugares muito longínquos , quando tem que carregar muitas compras ou que a pessoa vai voltar tarde).
Infelizmente pessoas com mentalidade pequena encaram automóveis como símbolo de status e humilham o seu semelhante...
Pouca gente faz como minha ex-patroa, que era dona de um colégio, cujo marido ganhava (e ganha) dinheiro para caramba e levava os funcionários em casa, muitas vezes, em seu carro particular de passeio, sem frescura, de achar que os empregados poderiam "sujar" o veículo!...
Galera, usem a "magrela" sem preconceito, sabendo que de alguma forma estamos ajudando para a saúde do meio-ambiente.
Menos CO2 para a atmosfera, não é mesmo?
E ao invés de cantarolar aquela antiguinha da Angélica, a tal Vou de táxi, opto pelo meu bordão particular:

"Vou de bike!"...

(Imagem:

http://mariliavaiviajar.blogspot.com/)

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Haiti , por Caetano Veloso e Gilberto Gil


Haiti, pequeno país da América Central, de uma hora para outra veio à baila em rodas de conversa de diversos níveis sociais, culturais, emocionais...
Por conta de uma tragédia (100 mil seres humanos morreram até agora, devido ao terremoto que arrastou casas e vidas), o citado país não está passando desapercebido porque é sempre tão humanamente inconcebível que vidas sejam ceifadas e achemos que isso é normal...
Ufa! Contradição da grossa essa que irei cometer, mas me rendo: como é bom saber que ainda nos abalamos com a desgraça alheia!
Ufa! Ainda há muito de humano em nós, eu que ardentemente defendo a humanização dos animais!
Bem longe desse Haiti da tristeza atual, havia um outro Haiti, o da tristeza social crônica , cantada vigorosamente por um Caetano Veloso e um Gilberto Gil muitíssimos inspirados, e que servia de comparação com a balbúrdia à brasileira, a de sempre: racismo, mortalidade infantil, favela, violência...
Em letra amarga, conquanto verossivelmente crítica, a dupla de compositores baianos mandava a mensagem em meados de 90, com seu "Haiti", já nos colocando para refletir constantemente, ferindo o nosso conceito de dor ( nós sempre achamos que o nosso dissabor é maior que o do outro!).
Analisem os versos viscerais e percebam que o Haiti é aqui, seja lá por que prisma esteja se vendo...


HAITI - Caetano Veloso e Gilberto Gil

Quando você for convidado pra subir no adroda Fundação Casa de Jorge Amado pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos(Que são quase todos pretos)
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos, quase pretos de tão pobres são tratados.
E não importa se olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque, um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula.
Não importa nada: nem o traço do sobrado
Nem a lente do Fantástico, nem o disco de Paul Simon.
Ninguém, ninguém é cidadão.
Se você for ver a festa do Pelô,e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui.
E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo,qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça da democratização
Do ensino de primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto e nenhum no marginal.
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco de lixo brilhante do Leblon
E ao ouvir o silencio sorridente de São Paulo
Diante da chacina de 111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos,quase pretos de tão pobres.
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti.
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui.



(Imagem:

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Síndrome do ninho vazio


Tudo na vida tem seu lado bom e o seu lado ruim; não importa qual seja o assunto.
Uma casa cheia de filhos, colegas dos filhos, marido, fins-de-semana agitados e tudo o mais, pode virar uma arma contra a mulher no tocante à sua estabilidade emocional futura.
O tema que abordo hoje é a chamada síndrome do ninho vazio e atinge mais mulheres do que se possa imaginar.
Até pode atingir homens, só que é mais comum em mulheres.
Não se trata propriamente de doença, mas é deteriorante para o psíquico da pessoa que esteja vivenciando esse mal.
A síndrome do ninho vazio acomete àquelas mulheres que se dedicaram toda a vida aos filhos, marido e afazeres domésticos e descobrem, por volta dos seus 60 anos mais ou menos, que não se pode vivenciar o histórico de ninguém, que devemos ter nossa própria meta.
Muitas mulheres, sobretudo as do século passado, costumavam, ao se casarem, abandonarem tudo que fosse relacionado a trabalho, festas, amigos para ficarem submissas tão-somente às coisas do lar.
Só que o tempo passa, os filhos crescem e um a um vai deixando o lar para construírem os ninhos deles e de quebra, alguns maridos também cismam de se "reciclarem", abandonando, já idosos , a esposa, para começarem vida nova...
E o que sobra para aquela pobre criatura que se abdicou dos sonhos e profissão para elevar o ego dos seus familiares?
Há casos dramáticos de senhoras que ficaram tão isoladas da vida social que não sabiam nem ir a um simples cinema por viverem trancafiadas praticamente ao dia-a-dia doméstico!
Os piores casos, porém, não são esses.
São situações muito tristes em que mulheres pensam em suicídio por acharem que não têm utilidade para a família, nem para ninguém...
É extremamente perfurante no ego feminino relembrar o passado, da casa cheia, do churrasquinho, dos papinhos furados entre uma cerveja e outra, das risadas ruidosas dos filhos, dos tempos que os levava para a escola e participava de reunião de pais e professores, do marido que nunca esquecia a data de aniversário nem a do casamento!
Aquele ninho, construído com tanto esmero, está friamente vazio e sem chances de novos hóspedes...
A que foi uma grande advogada, professora, engenheira, cozinheira, e tantas coisas mais, resumida a chorar o passado, um passado que não lhe trouxe honrarias!
É salutar a todo ser humano dedicar-se a outro ser; ele só não deve se anular!
Os psicólogos costumam argumentar que essa síndrome surge muito por causa da baixa auto-estima, de achar que a profissão do marido ou a escola dos filhos, por exemplo, são superiores aos anseios daquela mulher em questão.
Então, erroneamente, ela faz uma escolha, que favorece somente aos outros, não à ela!
O conselho que os especialistas dão é que se faça um meio-termo.
A mulher que optou em casar-se e ter filhos deve ter consciência de que há pessoas que dependem dela de alguma forma, mas que o seu eu não pode ser ignorado.
Cuidar dos filhos e marido, claro, sem esquecer que ela também precisa de cuidados!
Não se abandona uma carreira, meio social, vivência, por causa de ninguém!
Manter os laços de amizade e comunicação é, no mínimo, salutar para a saúde mental...
Mulheres, abram suas asas e abriguem o dom de ser feliz!
Construam os ninhos, sem nunca esquecerem de que, um dia, os filhotes quererão dar os seus vôos e que vocês estejam perto, voando ao lado, e JAMAIS atrás deles!...

(Imagem:

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Eu te devoro!


Nesse começo de ano, fiz questão de fazer um post totalmente light para dar aquela descontraída que eu andava precisando!
Como não sou egoísta, resolvi dividir com as minhas amigas, um vídeo que eu fiz colocando fotos de uns colírios de homens M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O-S que estão no mundo das celebridades!
Foi difícil escolher dentre tantos deuses da beleza!...
Uns são lindos, outros extremamente sexies, alguns outros elegantes e outros... bem, simplesmente PERFEITOS!
Contudo, todos eles têm uma característica em comum: são TALENTOSOS!
Do que adianta terem aparência bonita, se o conteúdo da embalagem for vazio?
Homem inteligente e/ou talentoso já é 50% de acerto para mim!
A música escolhida foi Eu te devoro, composição do Djavan que eu cismei de cantarolar no karaokê ( claro, "cantar" é um termo muito forte! haha)
Os homens costumam usar termo chulo quando querem dizer que nos "pegaram" (preciso dizer qual é?) quando, na verdade, a maneater (devoradora de homem) somos nós, mulheres!
Dêem uma olhadinha no vídeo e digam se aqueles cavalheiros que lá estão não são motivo para querermos "devorá-los"?
"Devorem" sem moderação! (haha)

Eu Te Devoro - Mary Miranda
(Composição: Djavan)

Teus sinais
Me confundem
Da cabeça aos pés
Mas por dentro
Eu te devoro,
Teu olhar
Não me diz exato
Quem tu és
Mesmo assim
Eu te devoro...
Te devoraria
A qualquer preço,
Porque te ignoro,
Te conheço,
Quando chove ou
Quando faz frio,
Noutro plano
Te devoraria
Tal Caetano
A Leonardo DiCaprio...
É um milagre,
Tudo que Deus criou
Pensando em você,
Fez a via-láctea
Fez os Dinossauros,
Sem pensar em nada
Fez a minha vida
E te deu,
Sem contar os dias
Que me faz morrer,
Sem saber de ti
Jogado à Solidão,
Mas se quer saber
Se eu quero outra vida
Não! Não!
(Repetir a letra)
Eu quero mesmo é viver
Pra esperar, esperar
Devorar você...(2x)
Viver, viver
Pra esperar você,
Quero viver
Pra esperar você,
Quero esperar você...



(Imagem:

http://diegofloreio.wordpress.com/2009/08/)

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