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Quando você era criança, já conseguia interpretar o que lia?

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Saber ler é...

Quando nos formamos em algo, nossa cabeça fica repleta de sonhos, algo como acreditar que vai "revolucionar" sua profissão e colocar seu nome "na historia".
Por que todas as pessoas querem ser "únicas"?
Por que cada um de nós não se esmera em fazer um bom trabalho, o que já é bem profícuo?
Eu tenho duas formações paupáveis no Magistério: a de Professora I e II.
Professor I é aquele que tem formação acadêmica, e Professor II, é aquele formado apenas no Ensino Médio.
Para escolher na faculdade qual disciplina me formaria, foi relativamente fácil, já que sempre gostei demais de idiomas ( sem falsa modestia, sempre tive grande facilidade para tal), o que me levou diretamente para Letras, me habilitando para dar aulas a alunos de 5.a série até o 3.o ano do Ensino Médio.
Ser professora II , ou seja, dar aulas para discentes de 1.a à 4.a série, é que foi aquele problema!
Decisão difícil me entregar à uma profissão onde eu estaria alfabetizando mentes ainda bem tenras, com pouca maturidade para entender que estudo, saber ler, escrever, contar, etc., é de suma importância em sua vida como pessoas e cidadãs.
Esta tarefa de mediar o conhecimento( tenho que usar esse termo, se não os pedagogos que lerem isso, podem colocar minha cabeça a prêmio! ) até que foi bem acessível, já que há alguns anos trabalhava apenas em colégios particulares, cuja clientela parecia sempre "pronta" para a aprendizagem.
Até o dia...
... que fui convidada para fazer parte de um projeto de Reforço Escolar aos sábados em um colégio municipal ( naturalmente, público), recebendo como benefício do FNDE , apenas os custos de passagem e alimentação, o que sabemos ser o nosso "salário" em realidade.
Evidentemente que aceitei me integrar à equipe não pelo dinheiro ( seria louca se fosse por isso!), mas para entender a mecânica da mentalidade de uma criança com parcos recursos, que tivesse estudado a sua ainda breve vida em escolas para "pobre" (infelizmente a acepção da palavra, na prática, é essa mesma, por mais duro que seja aceitá-la...) e ver que sua realidade não é bem comercial de margarinas que se assiste na TV.
Eu fiz o meu Ensino Fundamental e Médio em colégios públicos e nunca achei esse "terror" que tanto falavam!
Aprendia quem se esforçasse, os professores estavam "lá", ou seja, eram o que poderíamos chamar de docentes, ensinavam e transmitiam valores.
Realidade de professor é diferente de realidade de aluno?
Estou sentindo uma barreira muito grande para "alcançar" meus alunos nesse reforço de sábado...
Quem são eles, meu Deus, que não reconhecem, em plena 3.a e 4.a séries, quando se trata de uma letra c ou t?
A maioria deles me foi indicada por problemas sérios de leitura.
Eles não sabem "ler"!
E agora????
Então mostro desenhos xerocopiados sequenciais de uma historia com transmissão de valores éticos e morais ( A historia de um menino que ganhara uma medalha e fica exibindo-a para a empregada da casa, que não sabia ler).
Peço para que façam breve análise de cada quadro e que surpresa: eles entenderam a historia!
Leram?
Não!
Simplesmente entenderam aquela "leitura" silenciosa, fizeram o que se chama de "leitura de mundo"!
E agora, que a vida escolar de uma criança não se limita a entender sentimentos ?
A minha formação docente, seja nível I ou II, não me permite "alcançar" aquelas crianças...
Sei que tenho que "revolucionar" no Magistério: ensinar aos alunos a "lerem".
Mas, primeiramente, eu mesma terei que descobrir o que para todo mundo é óbvio: o que é saber " ler"!
Continuo "jogando" um monte de letras "indecifráveis" no quadro e algumas eles estão conseguindo conciliar!
Quando faço o famoso ditado, eles até escrevem algo, e no entanto, o meu júbilo professoral vem em larga escala, quando fazemos nossas reflexões de cenas de TV, revistas que levo, assuntos do dia-a-dia e quando conto historinhas em papéis coloridos, sem nenhuma letra escrita, apenas com a "leitura", aquela escondidinha e tão transparente aos olhos deles!
A formalidade é de evidente importância, saber juntar letras e interpretar o que está escrito, é primordial na sobrevivência como ser pensante social.
Entretanto, temos que ter consciência que a melhor leitura é aquela feita pelo coração porque, passando por ele, sendo "galgado" pelos sentimentos, até a leitura formal, aquela de junção de letras e formação de palavras, virá mais facil e suavemente!
Professores, paremos de "torturar" nossos alunos!
Eles já sabem ler!
E aquele monte de caracteres ocidentais que servem para transmitir mensagens escritas, é melhor dar uma relaxada mental ...
Com o passar do tempo - sem querer fazer trocadilho e já fazendo - eles tiram de letra!

( Imagem:

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Sorria, você está sendo filmado!

Todo mundo já leu por aí: "Sorria, você está sendo filmado!"
Legal! Nessa hora nos sentimos celebridades, não é mesmo?
Pois celebridades já descobriram espertamente que sorriso é cativante, atraente e rende muito dinheiro.
( Sílvio Santos que o diga, aquele que tem até o título de Homem Sorriso)
Você já parou para pensar que esse "sorria" tem uma conotação bem maior do que frase feita?
Sorrir faz bem, move vários músculos faciais, anima o espírito e alegra quem está por perto.
Uma vez ouvi falar que o riso é subversivo.
Concordo em parte.
Quando alguém está rindo sem uma explicação louvável, quem está vendo o acontecido logo pergunta, contrariado:
"'Tá rindo de quê, pô?"
Ou questiona mais contrariado ainda:
"'Tá rindo de mim ou para mim?"
Toda fotinho cheese ( quase o mesmo som de "giz" em português) - aquela que é para botar no álbum de família - exige um sorriso para você aparentar "felicidade".
Droga! Será que não é possível uma pessoa sorrir sozinha, sem ninguém chamá-la de louca?
Sabemos que o sorriso é social .
Nossos antepassados austeropitecos não usavam esse recurso para demonstrar familiaridade, e que ele é "imitado" pelos parentes ( é possível um filho adotivo ter o mesmíssimo jeito de sorrir que sua mãe de criação, por exemplo), mas não podemos nos esquecer que ficar alegre é estado de espírito e o sorriso simboliza esse regozijo da alma.
Não me importo nadinha em rir sozinha sem ninguém por perto para compartilhar.
Se ficar feliz é ser doido, então eu sou!
Adoro sorrir e rir ( aulinha rápida : "sorrir" é um "rir" sem barulho), embora muitas pessoas confundam com deboche.
Jamais rio de pessoas; gosto de rir com pessoas.
É gostoso compartilhar um sorriso aberto com gente legal, que sabe viver!
Não suporto gente "cricri", que vive reclamando dos outros e adora falar de doença...
Sorrir ou rir ( como queira) ainda é o melhor remédio!
Quantas vezes estamos falando coisas bem sérias, complicadas, que conseguimos amenizar ao deixar escapar um sorrisinho qualquer, mesmo tímido, mesmo aquele apenas labial, até sem graça?
Na rua, onde não conhecemos 99% das pessoas que lá transitam, não é muito saudável ficar com os dentes arreganhados para todo mundo porque pode parecer que estamos "dando confiança" ( com a violência que anda hoje em dia...).
Porém, encontrando alguém remotamente conhecido, acho aconselhável abrir um sorriso afável, mostrar que aquela pessoa é especial pelo fato simples de ser uma criatura passível de sorrir!( Os irracionais jamais sorriem; nem as hienas!)
Não parece, mas já foi constatado por cientistas que sorrir rejuvenesce!
Incrível!
Até mesmo os forçados , estilo " preguinhos no canto da boca" fazem bem.
Evite, no entanto, os sarcásticos , aqueles que sempre são abertos para contradizer ou humilhar alguém.
É que eles fortalecem os músculos errados do rosto e com o tempo, você fica parecendo que está usando uma "máscara", e com a "melhor idade", fica bem monstruoso o formato...
Então, você já sorriu hoje?
Ou está esperando ser "filmado" para exibir sua linda dentição, hein? (haha)
Uma perguntinha:
Quem você acha que tem o sorriso mais bonito do meio artístico?
(Imagem:

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Michael Jackson não morreu!

Juro que eu queria fugir da temática da semana - Michael Jackson - e juro mais ainda que eu não suporto "dançar em volta do caixão" de ninguém ( viva a alegria, pessoal!), mas é que eu achei de muito mau gosto o que sua morte me proporcionou...
Caramba!
Eu estava preparada para Michael Jackson- A Redenção, quando o megastar iria fazer sua turnê milionária na Inglaterra e poderia pagar suas dívidas ( em torno de meio bilhão de dólares) , voltando ao stuff artístico, de onde jamais deveria ter saído!
Michael era "o astro", só sendo comparado ao maravilhoso Elvis Presley em popularidade, carisma e sobretudo, talento.
Juro, gente, que iria acompanhar aos noticiários dos palcos ingleses, e iria fazer um mega post, à altura do Rei do Pop, verificando se o seu deslizar era ainda o mesmo que o consagrou, se faria dele o maior retorno aos palcos que já se vira, se ainda valia a pena torcer pelo menino/ homem Michael, aquele que se recusava a crescer (qual Peter Pan), por não ter tido infância , em suas terras de Neverland...
Ai, como é horrível existir essa pecha de "mentira" toda vez que juramos...
Então, não juro mais!
Afirmo: nunca fui fã ardorosa de Michael Jackson, mas sempre torci demais por aquela criatura!
Pedófilo? Não, gente!
Pelo amor de Deus!
Conheço pessoas ao vivo mais passíveis de serem monstros pedófilos do que o longínquo e excêntrico Michael!...
Cresci ouvindo o superastro nas rádios à exaustão!...
Era como se MJ fosse um amigo nosso de longa data, aquele cara que batemos um papo na esquina e que sempre, com suas doideiras, salvasse uma festinha meia-boca com o gingado que descolou num bailinho do " a noite é uma criança!"...
Naquele fatídico dia, 25 de junho de 2009, onde tivemos duas perdas irreparáveis no show business - Farrah Fawcett e Michael Jackson - descobrimos que um pouco de nós também se ía, a mágica sumia a olhos vistos!
Saber que o sr. Jackson estava em algum lugar em nosso Planeta, nos confortava!
Era interessante apostarmos, qual seria a próxima forma do genial artista estar na mídia: *casamento barulhento ( com quem seria dessa vez?);
*o sexo do filho que estivesse para nascer;
*comentários maledicentes sobre sua brancura;
*contagem das plásticas feitas até a década de 90;
*processos 1 e 2 por pedofilia (seria ele inocente ou não?) ;
*a quantia que teria ganhado num contrato de propaganda;
*a música "We are the world" para evitar desgaste da imagem;
*indagação do porquê do excêntrico cantor ter pendurado o caçula para fora da janela;
*quanto seria gasto no próximo clipe;
*a turnê que faria duraria quanto tempo;
*ah, Michael Jackson vai lançar um novo álbum... ( Incrível! Era o que menos interessava ultimamente até mesmo aos fãs mais fiéis!...)

O lado menino , mais aquele misto de androgenia que sustenta a tese que ele não tinha sexo definido, fez de Michael uma lenda, um homem que talvez nem sentisse dor...
Michael nos fazia crer que era um super herói, alguém que pode aguentar toda a sorte de miséria humana e sobrepujar a tudo, incólume, soberbo!
Sua mente de homem, nos liderava bem acima de nós, mas seu coração de menino, só fazia pedir colo, o que jamais nós pudemos lhe dar!...
É, não deu para segurar...
Como foi triste ver o menino que cantava Ben , indo embora na reportagem da manhã de 26 de junho! (Só no dia seguinte a minha "ficha" caiu que ele morrera!)
Minhas lágrimas escorreram sem pudor na matéria do Bom dia, Brasil, quando encerraram o programa.
Tocaram Ben e foram colocando várias imagens do ídolo, de criança a adulto, rindo, dançando, cantando, estrelando...
Foi difícil acreditar que alguém tão jovem pudesse ir embora assim!
Será que a exemplo de Elvis, também começaremos a pensar que "Michael Jackson não morreu?"
Penso que ele não morreu...
Sua obra foi maior que ele , e quando a obra de algum artista ultrapassa as fronteiras da polêmica, do "disse-me-disse", da pátria e da língua, sentimos que haverá a eternidade naquele nome.
Dançar bem é sinônimo de Michael Jackson.
Lançar clipes antológicos também.
Compor e cantar músicas bem arranjadas também fazem parte de sua singularidade.
Se ele pudesse captar meus sentimentos , em forma de mensagem, eu diria assim:
"Querido menino/homem,
Siga em frente!
Espero que possamos deixá-lo seguir, "moonwalkiando" onde quer que esteja!
Você sempre esteve brincando com os astros e tinha muita intimidade com o Sol (Rei do Pop ou Astro Rei), com todas as estrelas (MegaStar) e com a Lua ( Moonwalker)...
Como bem dizem os ingleses: "Life is like that!" ( A vida é assim mesmo!)
Então, só te peço que siga e seja feliz, algo que não conseguiu ser aqui, nesse astro que se chama planeta.
Planetas não têm luz própria; são obscuros e frios!
Planetas dependem de estrelas para terem brilho.
E você, Rei do Pop, nos fará tremenda falta.
Porque você era estrela e como tal, nasceu para brilhar..."
Escolhi dois momentos de MJ, que considero seus "divisores de água".
O primeiro vídeo é da música Ben, o sucesso de menino que o catapultou para a fama:



E o segundo é Thriller, o sucesso de homem que o sacramentou na galeria dos imortais:



(Imagem:

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

Agradecimentos pelos selos recebidos IX

Bem, há algum tempo não posto meus queridos selos que andei recebendo por esses últimos tempos ( acho até que quem me contemplou me considerou uma ingrata! rsrsrs)
Pois é, gente, hoje vou colocá-los em dia, pode deixar comigo!
Para começo de conversa, um selo do Diego, uma graça, devo salientar:


Outro igualmente belo, veio do Pr. Carlos:


Também recebi uma "montanha" de selos da Luka (como ela mesma bem definiu), mas como eu não tinha um "caminhão", resolvi pegar apenas alguns! (rsrsrs):




Da Sandra Bortolato recebi um selo de seu blog que muito me envaideceu, já que o Fatos de Fato fez parte do seu "Top 25 de Blogs" para recebê-lo! (Muita honra, né, gente?)


Da Larissa Bohnenberger recebi um selo bem monárquico, senti-me uma rainha:


O meu muitíssimo obrigada a vocês pelo carinho!

Vamos aos indicados?

Repasso os selos para:

Maria Souza

João (JB Poeta)

Pat (Patchula)

José Sidney

Jô Szargiki

Jânio

Sandra Franzoso

Pedro e Eninha

Sandreca

Edilene (aaamor)

Um beijo a todos e levem o que desejarem!

Mary.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Mani, a gatinha sapeca

Existem casos de amor de diversas maneiras, acho que não dá para explicar a ternura que nos envolve muitas vezes, que nos pegam de surpresa.
Apenas algumas pessoas sabem que perdi a minha gatinha Nandaia, por complicações na gravidez .
Ela era muito pequena, a minha "sialatinha" ( termo que se usa para gatos siameses misturados com outra raça), mesmo com seus três aninhos de existência e 'pegou' muita barriga, o que talvez tenha causado o falecimento dos filhotes, e por consequência o próprio falecimento dela.
Eu não sabia o que tinha ocorrido; achava que um líquido que saía dela fosse exagerado, mas dentro de uma certa normalidade.
Quando a levei à veterinária, a doutora informara que eu deveria operar a minha pequenina para fazer a retirada dos natimortos.
A operação seria no dia seguinte.
Minha fofinha ficou lá por umas horas internada e no final da tarde a veterinária disse eu deveria levá-la para casa já que lá não haveria condições para passar a noite ( lá não é um hospital, só uma clínica).
Mas meu coração de "mãe" sabia que ela não sobreviveria...
Durante a ida para a casa, ela jogou o pescocinho algumas vezes para trás, símbolo da agonia de tantos felinos que já perdi em minha vida!
Chegando em casa, coloquei-a sobre o colchãozinho dela, e saí rapidamente para resolver algo( não lembro o quê).
Ela apenas me esperou retornar.
Logo ela partiu, com o ar de quem apenas dorme, tão bondosa e digna que aquela criaturinha era!...
Durante muito tempo meu coração ficou amargurado só em ver pequenos animais à minha volta.
Chorava a falta de minha sapeca, levada da breca, que tanta alegria me proporcionou!
Como era bagunceira!!!!
Parecia que trabalhava num circo...
Fazia estripulias e brincava às tantas com qualquer objeto que visse pela frente ( mesmo já adulta!)
Adorava me animar!
Mexia nos meus cabelos, dava cambalhota, pulava no meu colo e depois no chão, não me permitia ficar triste de jeito nenhum!
Inclusive eu tinha feito uns versinhos para ela que dava a impressão de que entendia; sempre soltava um miado e ronronava alto quando eu recitava:
"Gosto de ser a boneca da mamãe,
Gosto de ser a 'neneca' da mamãe,
Gosto de ser a sapeca,
Levada da breca,
Da MAMÃE!!!!"

( Ao vivo, parece um 'cançãozinha': é porque eu imitava uma voz felina feita especialmente para Nandaia, a minha florzinha de laranjeira! haha)
Acho que Deus conta as lágrimas das mulheres como eu já ouvi dizer...
Depois de tanta dor, surgiu na minha vida, há pouco tempo, uma outra criatura, que simplesmente é IGUAL à Nandaia!
Na frente do portão se encontrava uma gatinha de seus três meses que eu não sabia de quem era.
Claro, carreguei-a para dentro na expectativa de a qualquer momento alguém reclamar que era dono(a).
Agora já descobri que é do meu vizinho, mas o amor incondicional foi à primeira vista, eu por ela e ela por mim!
Temos uma espécie de trato, o vizinho e eu: ela pode ficar aqui em casa quanto tempo quiser (somos vizinhos de muro, então, quando a gatinha cisma, pula o muro e vai para a casinha dela).
Mani é o nome que eu batizei ( O vizinho ainda não escolheu, mas aqui em casa vai ser sempre Mani!)
Não por coincidência, Mani é sobrinha de Nandaia: sua irmã teve uma bela ninhada , de onde veio a sobrinha, que puxou geneticamente à avó (mãe de Nandaia).
Não tem como não vê-la e não me emocionar!
É como se a minha 'neneca' nunca tivesse me deixado; Mani traz de volta todo o significado de sua existência para mim.
Palhacinha igual à tia, brincalhona, sapeca, carinhosa, doce, uma gatinha especial Mani também é!
Logo quando acordo, a primeira coisa que faço é chamar Mani pelo muro ( ela já fica até de olhinhos fixos ), bastando eu fazer um pequeno 'silvo' e ela pula na hora para os meus braços!
Aquela gatinha me faz uma pessoa melhor , eu me sinto responsável por aquele ser.
Sinto uma felicidade indescritível; ela não sabe o bem que me faz...
Só quem tem um animal de estimação é que sabe o quanto aqueles pequenos seres são dignos, trazem em seus gestos de carinho e amizade algo que nós, humanos, jamais poderemos retribuir a eles!
Desculpem se o post acabou em determinados momentos, sendo triste.
Não era a minha intenção!...
Eu estou muito feliz por ter conseguido superar a minha amargura que me arrastou por meses, só tendo o consolo por Tuí, o meu "filho" mais velho, estar por perto.
Mani invadiu...
Invadiu meu coração, minha alma, minha vida!
E eu a permiti!
Meu "filho" Tuí sabe que o espaço dele está garantido.
Ele nem "chia" muito... (Talvez se fosse gato macho, a coisa fosse diferente...)
Chega de tristeza!
Agora é só alegria!
Que tal darmos uma relaxada, ahn?
Ah, antes observem bem as fotos das duas meninas:
Acima, Nandaia; abaixo, Mani.
Não são iguais????

Deem uma olhadinha no vídeo curto de apenas dois minutos. Mostra Mani e seu debut diante da câmera ( MP5).




O clube gateiro vai gostar!

A voz que ouvirão ao fundo é do meu irmão no final do vídeo!

Aviso : Para quem quer emoções fortes, vai ficar decepcionado: é apenas uma gatinha aparecendo, só isso, pessoal! haha

video


(Imagens:

http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com/ - Arquivo pessoal)

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Ariano Suassuna, um brasileiro

Você conhece Ariano Suassuna? Não?
Não sabe o que está perdendo...
Suassuna é um daqueles senhores de cabeça branca, pacato, com um "causo" em algum lugar dos neurônios inteligentíssimos, o que nos faz parecer que o conhecemos há séculos...
Mas você conhece O Auto da Compadecida, não é mesmo?
Ah, agora clareou, tenho certeza!
Ariano Suassuna é um dos maiores dramaturgos de nosso país, muito conhecido através de suas obras , como O Auto da Compadecida, A Pedra do Reino, Uma Mulher Vestida de Sol, O Santo e a Porca, A Farsa da Boa Preguiça, A Pena e a Lei, O Casamento Suspeitoso, entre tantas outras obras de se "tirar o chapéu"!
Esse doce "veinho", com seu delicioso sotaque regional nordestino fará, amanhã, 16 de junho, 82 aninhos, muito bem vividos, como ele adora deixar bem claro!(Nascera na Paraíba, a 16 de junho de 1927, sendo batizado com o pomposo nome de Ariano Vilar Suassuna).
É um "bicho-do-mato"(definição dele); não suporta ficar nem um dia longe de seu quinhão (lê-se: uma casa no interior de Pernambuco).
Comemorou há poucos anos, 50 anos de casamento com Zélia, sua companheira e incentivadora.
Torce para o Sport, entretanto, há quem diga que tem uma queda pelo Palmeiras... (Será? Só perguntando ao "mestre"!)
Suassuna, se não fosse o fenomenal autor teatral que é, já teria um nome histórico em nosso Brasil varonil: é parente de João Pessoa, o político assassinado e homenageado através da capital do estado de origem (Paraíba).
Detesta viajar de avião: foi um custo convencê-lo
a desfilar no carro alegórico da Escola de Samba Império Serrano que o homenageara em 2002!
Não tolera Michael Jackson e Madonna. Abram aspas:
"Quem consegue escutar isso? (quando puseram um CD dos pop stars) Para mim, não passam de lixo cultural!"
Eu não compartilho com ele dessa opinião; aprecio muita coisa que os dois megastars produzem e produziram.
E deem um desconto, povo: deve ser difícil se adaptar a estilos "modernosos" nos seus 82 anos, concordam?
Sua obra-prima , O Auto da Compadecida, foi escrita basicamente num fôlego só.
Na sua velha máquina de escrever manual (nem elétrica era!), após vários escritos à mão.
Vocês sabiam que Suassuna olha com muita reserva a informática?
Diz que o teclado frio, e passível de correção imediata das palavras "mal usadas", podam a inspiração, coisa que no papel "rolariam" mais soltas...
Não é que ele está certo????
Muitas vezes iniciei algum texto e depois "rasguei" e "joguei na lixeira", achando que não prestava...
Se fosse no papel, iria até o fim, e apostaria no que daria aquele algo "o que será?" no final da ideia!...
Meu querido "veinho" é um imortal: ocupa a cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras.
Mas vamos retornar ao "Auto"?
Essa fabulosa peça teatral estreou em Pernambuco, logo veio para o Rio de Janeiro e nós, brasileiros, temos a honra de todos (sem exceção) conhecer a saga de João Grilo e Chicó, seja pela peça em si, pelo filme, pelo livro que traz as mais importantes obras do teatro nacional...
O que eu posso falar sobre ela sem delirar um bocado em sua mensagem social crítica em forma de comédia nonsense?
A primeira vez que tive contato, foi através de um livro de sétima série, jogado na estante, sem muita relevância, lá, enchendo de poeira, ocupando um espaço típico de livros.
Abri, li, gostei, e me apaixonei...
Quando fiz um curso de teatro, nosso professor nos pediu que pesquisássemos um autor teatral e sobre ele versasse através de esquete.
Nosso grupo optou por Suassuna, pois ele tinha O Auto em seu metiê bibliográfico.
A esquete (que virou uma pequena peça) chamou-se O Auto de Suassuna, brincando com as personagens da já muito bem citada obra (Fiz a Dorinha, a pervertida esposa do Padeiro).
Eu lembro muito bem que dentre as muitas curiosidades que descobrimos sobre ele, ficou uma martelando em nossos cérebros: Suassuna detesta estereótipos regionalistas!(Aquela vozinha de taquara-rachada que sempre imprimem nos personagens interioranos do nordeste, o deixa muito bravo, ele que é um homem tão calmo e solícito!)
Em nossas tentativas de fugir do lugar-comum dos sotaques, nosso grupo conseguiu absorver o que ele explanara . através de uma entrevista dele próprio.
Nós o ouvimos atentamente e percebemos que seu sotaque é de um perfeito nordestino, mas sem forçação de barra, tranquilo, objetivo, delicado, sonoro, um deleite aos ouvidos!
Não conseguimos a proeza dele nos assistir, mas tenho quase certeza de que ficaria satisfeito com o resultado. Caprichamos mesmo!
Para fechar com chave-de-ouro, vale frisar que O Auto da Compadecida ganhou tantos prêmios, que eu ficaria até amanhã escrevendo, em todos os veículos midiáticos pelos quais passou!
Feliz aniversário, meu fofíssimo Ariano Suassuna!
Será que um dia terei o prazer de conhecê-lo?
Se isso acontecer, nem vou conseguir dormir direito...

(Fontes de pesquisa:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ariano_Suassuna
www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/ariano-suassuna/ariano-suassuna.php)

(Imagens:
http://www.politicavitoriense.blogspot.com/
http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL104779-7084,00.html)