Rádio Mary Difatto

sábado, 18 de outubro de 2014

Reconheça as 10 maiores gafes em vida social



"Viver é mais que colocar ar nos pulmões", frase que adoro repetir quando me vejo em situações difíceis.
Viver em sociedade então, é pior, já  que descobrimos que o "ar nos pulmões" é tremendamente não-fácil, esse ar que pode ser metafórico - não temos paz de ordem alguma, desde a violência quase inata de alguns cidadãos, aos desmandos do imprevisto, gente abusada, sem educação, etc - e também meramente denotativo - como anda complicado respirar-se em centros urbanos, com um ar que se faz cada vez mais poluído...
"Eu ando pelas ruas", me auto-fraseando,  e vejo, vivencio coisas absurdas! E nem por isso paro de estar em vida social. Sou a mistura da urbana-rural e TENHO que me adaptar aos costumes!
Sem querer me ater a aprofundamentos antropológicos, apenas querendo "catalogar" as ondulações sociais em forma de gafes, resolvi montar alguns dos muitos vexames que passamos durante a nossa existência enquanto seres "on the road".
Assisti ao Encontro com a Fátima Bernardes (em dia que não sei precisar), e algumas pessoas desfilaram suas gafes. Fiquei pensando se daria um post falar desse assunto. Acredito que muita gente se identificará...
A escolha das gafes é por minha conta e risco. Nem sei se são as dez mais avexatórias. No entanto, como  vi e/ou vivenciei as listadas, achei que eu poderia reproduzi-las aqui, paradoxalmente, sem vergonha alguma!...


AS 10 MAIORES GAFES EM VIDA SOCIAL


10.o lugar:  Dar parabéns a uma pessoa que já fez aniversário há muito tempo

Neste caso, é melhor nem dar parabéns. Se na ocasião do aniversário você esqueceu, deixe estar, que seu complexo de culpa pode ser bem recompensado com um bom presente ou um almoço maneiro, sem tocar no assunto aniversário. Existe um ditado que diz que "Fica pior a emenda que o soneto"...


9.o lugar:  Esquecer datas importantes

É parecido com o anterior, sendo que ainda consegue ser pior, quando se trata de pessoas de sua grande estima ou alto grau de parentesco. Já houve casos de casamentos chegarem ao fim,  por um dos cônjuges não lembrar da data do matrimônio. Acredito que só uma boa desculpa pode consertar o estrago. Ou talvez um bom presente, como na situação mencionada anteriormente!...


8.o lugar: Ficar em uma fila por tempo esquecido para descobrir que a sua não era aquela

Essa é uma das clássicas gafes! Seja em banco, ônibus, shows, supermercados, quase todo mundo já ficou em fila, e só se tocando que esteja errado(a), tempos e tempos depois. E o pior: ainda indicando-a a outros desavisados. Para evitar esse tipo de situação, só mesmo perguntando, de cara, onde pode resolver o assunto de seu interesse. Resolvido esse impasse, é deixar, literalmente, a fila andar...


7.o lugar: Falar alto em lugares públicos imaginando que ninguém esteja ouvindo

Uma das minhas gafes recorrentes... Falo muito alto e costumo rir no mesmo tom! Tenho que me policiar para isso não acontecer. Começo a falar e daqui a pouco algumas carinhas se viram para ver de onde vem a voz. Só me dou conta que extrapolei na sonoridade, quando vejo um número maior que o aceitável , olhando em minha direção. Tem um jeito de conseguir moderar essa minha gafe: perguntando ao meu interlocutor se a minha voz está baixa. Com a resposta afirmativa, posso conversar à vontade!


6.o lugar:  Usar roupa ao avesso

A pessoa está na rua e sente olhares curiosos - ou mesmo zombadores -  sobre o seu "seguir em frente".
Claro que ela se auto-indaga: "Estou de verde?", reparando na sua roupa. Descobre que não é a tonalidade da vestimenta que chama a atenção, e sim, que a blusa - ou calça - está do lado avesso! Só tem um jeito de evitar esse constrangimento: reparar bem reparado na roupa que veste, nas próximas vezes que sair de casa...


5.o lugar: Escrever palavra de maneira incorreta em placas muito visualizadas

"A propaganda é a alma do negócio", já diriam os antigos profissionais do marketing. Só que existem certas propagandas que oferecem verdadeiros desserviços à empresa contratante. Apesar de "filho feio não ter pai", é bem fácil descobrir o autor do erro. Não podemos jogar para o pintor de letras, no entanto, basta recorrermos a quem escreveu o texto.  Se ele disser que "Não fui eu!", não vai colar porque o pintor apenas repetiu o que estava escrito... Para evitar esse tipo de gafe, mostre o texto a três, quatro pessoas diferentes, que tenham certo conhecimento de língua portuguesa. Não se satisfaça assim mesmo: recorra ao dicionário! Creio que desta maneira, é um tanto mais fácil evitar-se esse constrangimento social.


4.o lugar:  Trocar nome de pessoa

Não há quem não se aborreça quando alguém troca o seu nome. É horrível e inconveniente, uma sensação de que você não tem importância para o seu interlocutor.  Ainda mais quando a conversa está agradabilíssima, ambas até trocaram confidências. Isso acontece muito e, infelizmente, quase nunca pode ser evitado. É involuntário! Porque não há dúvidas entre um nome e outro. Quem erra, fala com uma certeza "absoluta", só percebendo o vexame depois, quando a "vítima" reclama. Uma forma que pode amenizar é você dizer que estava conversando por horas com alguém com o nome que proferiu erroneamente, por isso confundiu-o como sendo o daquela pessoa. Quebra um galhinho essa desculpa...


3.o lugar:  Falar coisas inconvenientes sobre alguém, sem saber que a pessoa está perto

Às vezes, nem é fofoca, é só um comentário mais - digamos- inadequado, que nos causa um desconforto daqueles! Como, por exemplo, numa roda de amigos, alguém dispara que viu um carro "caidinho" estacionado e o tal automóvel pertence a uma das pessoas presentes. Nunca sabemos onde enfiar a cara...
O melhor é evitar algum comentário desse porte. Na dúvida, cala-te boca!...


2.o lugar:  Perguntar de quantos meses está grávida, a uma mulher que apenas está gordinha


Horrível... E eu já fiz isso! Uma vizinha nossa estava com uma barriga um tanto saliente e eu, querendo ser gentil, perguntei-lhe para quando era o bebê. Ela, bem simpática - ainda bem! - disse que não estava grávida, que até era ligada. Pedi-lhe desculpas, no que ela aceitou,  dizendo que estava fora de forma mesmo e que outras pessoas já comentaram isso.  Claro que ela foi legal comigo e a indelicada tinha sido eu. Para evitar esse tipo de vexame, é esperar a própria pessoa falar da gravidez. Se ela não fizer isso, é porque não está grávida...


1.o lugar:  Dizer que alguém é filho(a),  quando vê casal de idade bem diferente

Dei o primeiro lugar ao auge das gafes,  na minha opinião!  Como é triste uma pessoa indagar: "É sua filha?", a um homem que está ao lado de sua esposa bem mais jovem!... E mais triste ainda, é saber que 99,9% das pessoas já fizeram isso (eu me incluo)... O constrangimento é tão grande, mas tanto, que geralmente a conversa termina ali. Com um pedido de desculpas a cada meio segundo, não há papo que sobreviva! O mais correto é não comentar sobre parentesco de alguém. Só que a curiosidade às vezes é grande, e por isso, um "Quem é a sua acompanhante?" ou "O que ela é sua?", com um sorriso amigável em ambas as perguntas, é mais aceitável. O ideal, porém, é esperar a pessoa apresentar quem esteja com ela. E isso serve  para mulheres também, com seus maridos mais jovens.


E você, qual é a sua gafe mais inesquecível?


(Imagem:
Fonte desconhecida)

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Festa no Fatos de Fato: 6 anos de atividade!

https://www.facebook.com/MaryDifattoOficial

Neste sexto aniversário do blog Fatos de Fato, tenho muito o que comemorar! Esse "menino" só me trouxe sorte...
Todos os dias agradeço a Deus por ter tido a ideia de criá-lo, e a despeito de não ter o mesmo tempo que antes para me dedicar às postagens, é a ele, ao Fatos de Fato, que recorro sempre, por ser um canal tão esplêndido de comunicação com o público!
Quase 1 milhão de visualizações - isso mesmo! - quase 1 milhão de visitantes que vêm aqui conhecer o espaço e -  por que não? - pesquisar algo que lhes interessem (assim como muitas vezes faço com outros espaços). Por média , são 500 visitantes diários (nuns dias, um pouco menos; noutros, um pouco mais).
Agradeço a todos que direta ou indiretamente ,  fazem do  Fatos de Fato um lugar cibernético que ainda me dá imenso prazer em ficar por bons momentos!...

Um abração do tamanho do mundo a todos!!!!

E por falar em "mundo", que tal curtirmos uma composição do meu mano Henrique Difatto, cantada por mim, Mary Difatto,  e por ele, de nome Um Mundo de Paz ?
De "quebra", além do niver do Fatos de Fato, também comemoramos o Dia das Crianças, que já está se aproximando!...
                                   

  UM MUNDO DE PAZ - Mary & Henrique Difatto

 

(Imagem:
Fonte desconhecida)

sábado, 27 de setembro de 2014

Reconheça os sintomas do aneurisma cerebral


Sábado passado, mais precisamente 20 de setembro, Henrique e eu meio que trabalhamos, meio que passeamos na Barra da Tijuca. Queríamos ver um modo de divulgar nosso trabalho por lá. Até que conseguimos alguma coisa; espero que se complete como desejamos...
Na volta, tínhamos que passar no Estúdio Som Mil, de nosso amigo Paulinho Paul, na Tijuca,  e vivemos aquela aventura de subidas e descidas pelo Alto da Boa Vista, com suas estradas cheias de curva, que mais parecem cobras enrodilhadas, prontas para darem "o bote".
Passado o susto -  costumeiro para quem mora nas redondezas - , chegamos finalmente ao Estúdio, e vimos o Mr. Paul (como muitas vezes o chamo) de papo aberto com uns amigos na porta do sobrado.
É bom ver alguém que já passou por tantas, que foi roadie, que viu e vivenciou tantas histórias - boas e más, - dentro da música e na vida pessoal -, sempre de humor agradável a nos esperar!
Papo veio, papo foi, e Paulinho falou da irmã, o quão generosa é com ele, das muitas vezes que o retirara de situações difíceis.
Jamais, porém, imaginei que uma dessas "situações difíceis" se tratasse de uma operação delicada no cérebro, feita de urgência para livrá-lo de um aneurisma cerebral!

Segundo a definição do Dr. Dráuzio Varella, "aneurisma cerebral, ou aneurisma sacular, é uma dilatação que se forma na parede enfraquecida de uma artéria do cérebro. A pressão normal do sangue dentro da artéria força essa região menos resistente e dá origem a uma espécie de bexiga que pode ir crescendo lenta e progressivamente. Os maiores riscos desse afrouxamento do tecido vascular são ruptura da artéria e hemorragia ou compressão de outras áreas do cérebro.
São raros os aneurismas congênitos, mas a pessoa pode nascer com tendência à fragilidade dos vasos e à formação de aneurismas.
Em geral, os episódios de ruptura e sangramento ocorrem a partir da 5ª década de vida, afetam mais as mulheres e tornam-se mais comuns à medida que a pessoa envelhece.
Aneurisma cerebral é uma doença grave. Apenas 2/3 dos pacientes sobrevivem, mas cerca da metade permanece com seqüelas importantes que comprometem a qualidade de vida."


Causas:

  • Predisposição familiar (15% dos portadores de aneurisma pertencem a uma família em que a incidência da enfermidade é maior);
  •  Hipertensão arterial (pressão alta facilita o desenvolvimento e a ruptura dos aneurismas);
  •  Dislipidemia (aumento dos níveis de colesterol e triglicérides);
  • Diabetes;
  • Fumo;
  • Hipertensão;
  • Arterosclerose;
  • Uso de drogas, especialmente cocaína;
  • Ferimento na cabeça;
  • Consumo excessivo de álcool;
  • Infecções sanguíneas específicas;
  • Em mulheres, níveis inferiores de estrogênio após a menopausa


  Sintomas:

  • Visão dupla;
  • Perda da visão;
  • Dor de cabeça;
  • Dor nos olhos;
  • Dor no pescoço;
  • Pescoço rígido;
  • Náuseas e vômitos;
  • Perda de consciência;
  • Confusão mental;
  • Fotofobia;
  • Convulsões



 Uma dor de cabeça forte e súbita pode ser um sintoma de que um aneurisma se rompeu. Outros sintomas de rompimento de um aneurisma são:

  • Confusão mental, letargia, sonolência ou estupor;
  • Queda da pálpebra;
  •  Dor de cabeça acompanhada de náusea e vômito;
  • Fraqueza muscular ou dificuldade de mobilidade de qualquer parte do corpo;
  • Dormência ou diminuição da sensibilidade de qualquer parte do corpo;
  • Fala prejudicada;
  • Rigidez no pescoço (ocasionalmente)


Recomendações:

  • Mantenha em níveis adequados a pressão arterial;
  • Exerça controle efetivo sobre as taxas de colesterol e triglicérides;
  • Não fume;
  •  Esteja atento: dor forte de cabeça, que surge repentinamente, como se você tivesse levado uma pancada, seguida de enjôos e vômitos, indica a necessidade urgente de atendimento médico-hospitalar;
  •  Informe seu médico sobre a ocorrência de casos de aneurisma em sua família. Isso ajuda a evitar surpresas desagradáveis.

Paulinho, coisa de 16 anos atrás, desenvolveu o aneurisma, sem ter a mínima noção do que lhe ocorria.
Após  ida ao sítio de uns  amigos, rumou para casa, e deitou-se razoavelmente cedo, mais ou menos às 23 horas, sexta-feira (deveria acordar às 8h, pois tinha marcado cachoeira no outro dia).
No ato de deitar-se, sentiu fortíssima dor de cabeça, mas não deu muita atenção, pensava ser passageira. Depois vomitou, e simplesmente desmaiou.
Conforme relato de uma amiga, no outro dia, as pessoas marcadas para a citada cachoeira, chamaram-no várias vezes no portão. Só que Mr. Paul não escutara. Seu desmaio perdurou até segunda-feira, à tarde!
Ao acordar, ligou para a irmã, que prontamente o levara para um hospital de emergência, e logo transferido para um outro,  para exames profundos. Rapidamente descobriu-se  a doença, sendo marcada uma operação.
Em sua fronte, é exibida uma cicatriz imensa, que não compromete o aspecto físico de Paul, já que imaginamos se tratar de apenas uma queda dentro de casa, não algo tão grave quanto um aneurisma.
No caso dele, é quase certo de que o tabaco foi o causador: Paulinho é fumante compulsivo!
Sabendo desse mal que o acometeu, estou expandindo a informação onde quer que eu possa.
Prestar atenção na saúde nunca - nunca mesmo!- é demais!...


(Fontes de pesquisa:
Imagem:
Fonte desconhecida)

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

The Voice Brasil: o melhor reality musical!

Quando se trata de música, dá-se a impressão que já foi feito de tudo: desde gêneros, até programas, passando por estratégias de marketing e outros blá-blá-blá.
A cada nova onda que surge, pensamos: "Mais uma bobeira para vender a rodo... Eu que não embarco nessa!" Mas embarcamos, sim. Quem não se pega cantando involuntariamente ou mencionando algo que esteja nas paradas de sucesso? É da vida. Faz parte...
Sobre programas musicais em particular, sempre achei muito difícil alguém ter muita criatividade para inventar algo diferente, que não fosse apenas um desfile de músicas. Eis que uma TV holandesa consegue: traz ao mundo o The Voice que, em cada país, recebe um nome mais específico.
"Para a nossa alegria" (aí onda que veio e tem ficado por mais tempo que eu esperava!), a nossa terra brasilis captou a mensagem e o adaptou para cá, há dois anos, mais precisamente no dia 23 de setembro de 2012. 
Temos assim com orgulho,  o The Voice Brasil, transmitido pela Globo por temporadas (a terceira começa nesta quinta-feira), tendo como técnicos Lulu Santos (meu ídolo artístico desde sempre), Carlinhos Brown (que curto muito por suas aparições inteligentes e divertidas), Daniel e Cláudia Leite (que aprendi a respeitar).
Seria "Apenas mais um de música" (parafraseando o supracitado Lulu) se o enfoque principal do programa não fosse a emoção. Não podemos disfarçar: gostamos de sentir aquele frio na barriga juntamente com os participantes quando a cadeira gira ( ou não)!
E é voz, gente, e é candidato que conta a sua história, e é público que chora, e são técnicos - eu disse TÉCNICOS! -  que choram...
Aquele anonimato causado por uma cadeira "mal educada" (ela dá as costas para o participante),  poderia tirar o brilho do programa. Não o faz, porém. Pois é exatamente  o não ver a face,  que faz a graça da escolha. Sem opção, os técnicos só têm que se deixar levar pelo o que ouvem, e essa de "apenas" ouvir, explode na alma o que as vistas não capturam. Ela, a emoção, chama a todos à realidade, nos relembrando (esquecemos, às vezes) de que os órgãos do sentido para se apreciar música são os ouvidos, e não os olhos...
The Voice Brasil é o melhor reality musical, na minha opinião, sem desprezar os outros programas de foco semelhante. É melhor em muitos aspectos, a começar, como já disse,  por causa da emoção; por pessoas comuns e de diversas partes do país, poderem participar; por causa dos técnicos (que são sensíveis aos muitos talentos que ali aparecem) e também - como não lembrar? - do alto nível das músicas em si.
Incluo na lista dos ítens inesquecíveis, a oportunidade que se abre para os novos compositores. Muita gente que ali cantou, não passou da primeira fase, mas pôde mostrar trabalho próprio. É mais um tijolinho para a construção de sua carreira, mais uma experiência para se respaldar em seu release.
Só quem tenta algo dentro do mundo musical sabe o quão DIFÍCIL é ultrapassar a barreira do simples cantor anônimo, para o estrelato absoluto. Eu tenho tentado e posso dizer: É MUITO DIFÍCIL! (Em tempo: quem quiser conhecer melhor meus trabalhos musicais, visite o site Mary Difatto).
Toda chance que se tem para exposição de talento, deve ser muito bem aproveitada. No The Voice Brasil vemos que isso é possível.
Aqui estou na expectativa de uma nova grande temporada.
Já pensando na emoção. Sendo feliz por antecipação!...


(Imagem:
Fonte desconhecida)

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Império e Boogie Oogie: novelas com cara de novela!



Sou uma noveleira típica, daquelas que quando se aproxima o horário dos folhetins favoritos, agilizo o que estou fazendo para dar tempo de assisti-los sem interrupção. Para tal, se eu estiver na rua (algo costumeiro em minha vida ultimamente), apelo para celular ou GPS com TV.
Embora me descrevendo como a criatura acima - "noveleira típica" -, creio que as globais (as únicas que assisto), andam meio "aleatórias", como numa roleta russa, onde nunca sabemos em quais apostar para ver até o final.
É que de uns tempos para cá, quase sempre um personagem ou outro que salva a novela e não o enredo em si. E uma vez escolhido o personagem "salvador", os outros ficam esmagados com diálogos patéticos ou, puramente, somem de circulação.
No entanto, como uma eclipse ou cometa que aparecem de tantos em tantos tempos, com as novelas ocorre o mesmo. Num acesso de criatividade ou outro, surgem magnificências como Cordel Encantado, Cheias de Charme, Avenida Brasil ou, indo mais longe um pouco, A Favorita. Haja espera para conseguirmos ficções elaboradas assim! Nesse ínterim, ficamos com que eu costumo chamar de "entre safras".
Mesmo no começo, mesmo que ocorram falhas aqui e ali (mas qual obra não contém erros?!), aposto em Império e Boogie Oogie  como a safra das grandes ficções da vez. A Globo matou a pau, como dizemos popularmente, ao permitir  humanizar todos os personagens destas duas obras.  A primeira passa às 21h e é escrita por Aguinaldo Silva; a segunda, às 18h, escrita por Ruy Vilhena.
Sim, temos as boazinhas típicas, porém, boazinhas rebeldes, que não aceitam os desmandos dos metidos a superior, como a Sandra (Ísis Valverde em Boogie Oogie) e a Cristina (Leandra Leal em Império). Lutam, gritam, dão a volta por cima, falam o que pensam e continuam as mocinhas adoráveis que tanto apreciamos.
Elas não ficam em casa esperando. Sandra perdeu o noivo; Cristina perdeu a mãe.  Passado o choro da tristeza, que tanto abate o físico e o emocional, já estão elas no trabalho,  no conflito amoroso (ambas envolvidas sentimentalmente por outros sujeitos após tragédias);  parecem feitas de ferro. Nem por isso moças calculistas que não têm seus momentos de reflexão e dor.
Dá-lhe vilões com alto grau de vilania e com ataque de humanidade! Temos em Império os representantes em forma de Cora (Drica Moraes), Téo Pereira (Paulo Betti) e Maria Marta (Lília Cabral). São mauzinhos toda vida, mas sabem ter tristeza, lembranças, "paixonites". Boogie Oogie já traz Carlota (Giulia Gam), Vitória (Bianca Bin) e Fernando (Marco Ricca) com essas características. De quebra nesta novela, colocaram uma pestinha na pré- adolescência, a tal Cláudia (não sei o nome da atriz-mirim), que não temos coragem de ter raiva. Nesta idade encontra-se certas crianças sendo bem egoístas... (Ainda bem que só algumas!)
O que dizer da nova era dos mocinhos com cara de bandidos? Olhemos para Zé Alfredo (Alexandre Nero) em Império e o que levantamos de seu perfil do passado/presente? De um aprendiz de calhorda tradicional! Um mocinho que construiu seu império do ramo das joias na base do contrabando, que namora uma quase criança ( por pouco não seria pedófilo: sua Maria Ísis tinha completado 18 anos há apenas um mês na época  do começo do romance!), ignora a existência da filha mais velha, despreza o filho João Pedro (Caio Blat) e ainda sapateia na autoridade de sua mulher. Em Boogie Oogie o bom moço Rafael (Marco Pigossi) é menos mau, só que uma queda para a vilania também está lá. Namorado de uma garota, paquera outra, quando esta  vestida de noiva, no dia de seu próprio noivado sai correndo atrás da atual amada, bota no prego um brilhante da tia sem esta saber e o pior: poderia ter salvado a vida do noivo da amada, mas não o fez. Ele tem crise de consciência, é claro, como todo bonzinho. Só que não. Desfila com a atual amada como se nada lhe importasse. Poderíamos perdoá-lo pela quase morte sua num acidente aéreo. E perdoamos, tudo bem. No entanto, mais um pouco só, sr. Rafael seria um vilão de primeira, não?
Sobre os  segredos, ah, como os ADORO!!!!  Ambas têm, dos mais sórdidos. É um tal de personagem jogar com o outro, perguntar, pesquisar na surdina pormenores não abertos a ninguém,  um tal de "Eu tenho algo para contar mas não posso...".  ADORO, simplesmente, A- D-O-R-O!
Outra coisa que voltou às duas novelas são aquelas mesas enormes com brigas memoráveis entre personagens que não se bicam. Um podre surge de repente, e alguém sai falando miséria! Nós, telespectadores, temos a nítida impressão que alguma fruta ou salada vai voar até o nosso sofá depois da querela mal resolvida. Também ADORO!!!! (Essa prática nos folhetins retornou com força após Avenida Brasil).
Tudo isso que aqui mencionei faz parte do que chamamos de novela. Esse tipo de obra cabe - e deve ter mesmo - muitos elementos de humanização, com o toque de surrealismo. Ninguém é bobo de achar que a vida real deve aparecer plenamente numa tela, seja ela pequena ou grande de um cinema. Contudo, a identificação do humano em nós, deve  ocorrer nos folhetins. É isso que faz a diferença das obras que ficam para sempre,  para as comuns facilmente esquecidas.
Aguardo os próximos capítulos com ansiedade, numa expectativa de que as obras citadas se confirmem na história da dramaturgia televisiva.
Por ora, é repetir com alegria que Império e Boogie Oogie são novelas com cara de novela!


(Imagens:
Fontes desconhecidas)