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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ideologia dos desenhos animados - Caverna do Dragão

Quem pensa que desenho animado é só um bando de asneira, onde uns bonecos correm para lá e para cá, soltando seus raios mirabolantes ou surpreendendo a todos com o poder da transmutação, está muito enganado.
Sempre fui uma apreciadora de desenhos animados e continuo sendo, ainda agora, adulta e observadora, com a inocência abalada pela "maldade" da rotina e do convívio com pessoas "aquém" nesses meus tão corridos dias .
Parando para olhar "de perto" os meus personagens favoritos, vejo quanta coisa nos é mostrada através daqueles bonecos e seus sorrisinhos sapecas, com frases feitas e repetidas por nós, por gerações!
Eu lembrei de alguns desenhos que me marcaram muito, e suas mensagens me acompanharam com o crescimento.
Embora todo o amadurecimento seja subjetivo, creio que o que vou destacar abaixo seja um aspecto geral da personalidade humana, onde o meio-ambiente, junto a tradições e conceitos ético-morais-sociais, nos ajudam a " sermos como somos".
Como o post ficaria muito longo e enfadonho, vou separar por partes já que cada desenho que eu for destacar, levará muito tempo para uma explicação a contento. ( Não esqueçam que escrevo no gênero crônica, portanto, gosto sempre de contar minhas historinhas pessoais, como já perceberam! hahaha).
Para começar a " festa", escolhi um desenho que me marcou pela ideologia magnânima que me trouxe logo quando o conheci.
Embora muito pequena na época, já notava que havia lições a serem aprendidas ali, como vão notar no meu relato:
(Escreverei sobre outros desenhos, mas por ora, me restringirei à Caverna, ok?)
CAVERNA DO DRAGÃO
Esse é o meu desenho favorito! Sou fanzaça incondicional e tenho é história para contar sobre ele!
Por exemplo, meu primeiro conceito de "homem bonito" teve a ver com um certo rapazinho e seu arco de fogo, o Hank, líder de sua turma, a saber: Hank, Sheila, Diana, Prestos, Bob , Erick, e uma unicórnio de nome Uni, mais o mago Mestre dos Magos, os vilões Vingador e Tiamat( detalhe: era um dragão de 5 cabeças do sexo feminino! Descobri há pouco tempo), perdidos em outro mundo.
Gostava de vê-lo e ficava pensando: "Será que ele existe por aí? Tão bonito!..."
Claro que cresci e continuei achando-o bonito, mas agora sei que esse personagem me marcou de verdade por causa de suas atitudes, seus critérios de bondade, decência, e NUNCA esqueci dos ensinamentos que este fantástico desenho me apresentou.
Tenho comigo o DVD com todos os episódios, e dia desses os revi pela vigésima vez ( ou mais!) e ficou martelando o quão sou um ser humano bem passível de apreciação no tocante ao caráter por causa dele!
Gente, só quem assistiu é quem sabe!
Em nenhuma vez os personagens espancaram outros personagens gratuitamente!(Eles só se defendiam, o que era justo).
Jamais desistiram de uma luta.
Nunca desistiram de retornar aos seus lares.
Sempre foram leais uns com os outros.
Eram adultos quando necessitavam ser, e adolescentes ( o que de fato eram) nos momentos adequados.
Sabiam se divertir sem perderem o foco.
Eram bons, sem exagero, nem pedância.
Exibiam defeitos comuns a todos nós, como medo, frustração, inveja, mágoa, sentimento de culpa, covardia, desprezo, etc.
Sentiam amor, sem "mel" demais.
Eram trabalhadores e honestos.
Mostravam-se sempre prudentes e observadores, o que muito lhes ajudava na sobrevivência.
Eram, acima de tudo, humanos.
Dentre os 27 episódios produzidos, eu poderia destacar TODOS como tendo uma aprendizagem contida neles.
Só para citar alguns ( os sei todos de cor): "O Filho do Astrólogo", "O Olho do Observador", " O Jardim de Zinn", "A Bela e a Fera do Pântano", "O Cavaleiro Celestial", "O Salão dos Ossos", "Prisão Sem Muros", "Servo do Mal", e tantos outros.
Destaco de maneira especial o episódio "O Cemitério dos Dragões" por ter deixado em mim, a lição mais linda que alguém pode aprender: o senso ético do que é ser gente.
Os personagens tinham a chance de eliminar (matar mesmo) o arquiinimigo deles, o Vingador, numa das cenas mais fortes que eu já vi em desenho animado.
Porém, quando o arco tinha sido direcionado para o peito do vilão Vingador, Hank, o sensato, abaixou-o e disse , mais ou menos assim: "Não vou matar você, Vingador porque, se eu fizesse isso, eu não seria melhor que você. Seria pior. Não é por você que não faço isso, é por mim, entende? Por mim!..."
Na hora fiquei muito revoltada, torcia para que os meninos detonassem com aquele feiticeiro calhordão, que tanto atrapalhava a volta deles para o Planeta Terra.
"Só podia ser bonzinho mesmo para não acabar com aquele Vingador! Se fosse ele, o Vingador que tivesse a chance, não iria pensar duas vezes!", foi o que raciocinei comigo mesma, na minha logicidade infantil.
Logo percebi, porém, que se o Hank eliminasse o inimigo principal, ele teria feito o que qualquer canalha faria; não haveria piedade, critério, dignidade, amor ao próximo ( E cá entre nós: como o desenho continuaria sem vilão? Até eu criança na época sabia que isso era inconcebível...)
Aprendi que seres humanos não devem deixar suas amarguras dominarem consciência; um erro não justifica o outro.
É em situações quais essas que o ser humano se mostra e que vemos que o que nos difere da selvageria, é saber se fazer GENTE, com toda a denotação que a palavra traga em seu conceito mais profundo.
Vejo amigos meus se preocupando e se chateando com o desenho porque os personagens nunca retornaram para casa.
Vire o disco, galera!
Prestem a atenção nos ensinamentos; o resto é o resto!
Ou será que não crescemos o suficiente para saber que produções custam dinheiro, que contratos são desfeitos e muita água rola por baixo dos nossos narizes?
Caverna do Dragão é muito bem feito, mas as pessoas por trás da cena tiveram seus problemas, sejam de ordem financeira, profissional, emocional, sei lá, já ouvi falar tanta coisa...
Vamos nos ater à ideologia de Caverna do Dragão, aquela que posso afirmar, que só vem a somar para o bem!
E para aqueles que estejam tão preocupados assim com o famoso final que nunca existiu, há um roteiro original, o mais provável para ser rodado ( quem sabe, um dia?) chamado "Requiem" ( algo como "descanso" em português), onde os personagens terão a opção do retorno, embora dê um gancho para a continuação da série.

Eis abaixo uma delícia de site que fala da Caverna do Dragão, personagens, curiosidades, etc.

Vale a pena dar uma espiada:

http://www.anos80.com.br/desenhos/caverna.html

Fofoquinha sobre um dos personagens ( que ninguém nos ouça, só entre nós! hahaha) : aquele Mestre dos Magos bem que poderia ajudar mais a garotada, não? Caraca, ele deixava os meninos passarem por cada uma!...


(Imagem:




segunda-feira, 20 de abril de 2009

Dom Casmurro - Um clássico


É assim.

Alguém pega um livro, lê, gosta ( ou não) , comenta com um outro alguém, falando de seus pontos marcantes, explicitando com minúcias (ou não) adendos lidos na tal obra.

O outro alguém discorda desse ponto, concorda com outro, e quando vai ver, esses dois "alguéns" estão falando há meia hora daquela história.

Eis que surge daí um clássico: livro que virou comentário!

Se é bom?

Ah, aí já é outra história!

É o que aconteceu a Dom Casmurro, livro de Machado de Assis do século XIX que até hoje causa "barulho"!

Ouço falar dele desde que me conheço por gente, e a maioria dos que o leram destacou que é a obra das obras de Machado, ou seja, sua obra - prima.

Parece piada de muito mal gosto, mas me arrastei infância e adolescência com verdadeira ojeriza ao sr. Assis por causa dessa "divinização" com o nosso primeiro presidente da ABL, o "Jesus" da Literatura Brasileira.

E o que ocorre com tudo que se tem pré-conceituação?

Não se vê lógica em nada relacionado ao alvo de desprezo e se acaba nutrindo ódio!

Ocorre que eu passei em frente ao portão de um moço vizinho nosso há anos ( eu já adolescente) e que me viu crescer, conversa daqui, conversa dali, ele me confessa que tinha a coleção completa de Machado.

Como ele sabe que adoro ler, me ofereceu para fazer uma leitura do clássico escritor.

Eu pensei cá comigo: "Ai, não, vou ter que encarar aquele chato?!"

Situação bem complicada...

Eu não tinha jeito para dizer-lhe que eu passava longe de livro "velho" e chamado de "clássico" !

Conclusão: levei a coleção completa para casa.

Adivinhem o que aconteceu?

Só dei uma olhada em Memórias Póstumas de Brás Cubas e parei por ali.

Ao devolver, para não magoar o moço, disse que lera todos eles e que gostara bastante! (Ô mentira mais cascuda, meu Deus!)

Apenas na faculdade é que fui gostar um tantinho de Machado.

Através do já citado Memórias Póstumas...

Li empurrada, mas acabei achando engraçada certas passagens e comecei a ver o escritor com outros olhos, uns olhos menos rudes e exigentes.

Comecei a ficar orgulhosa por uma professora do Ensino Médio ter dito uma vez que, eu usando a expressão "Caro leitor" numa introdução do trabalho escolar, usava a linha machadiana ( eu que detestava a comparação!).

Amor a Machado? Não.

Vieram Quincas Borba, O alienista, Helena, vários contos (incluindo A cartomante), mas Dom Casmurro, esse, eu largava para algum canto distante da minha memória esnobadora!

Tá.

Dia desses, coisa de duas semanas, uma amiga minha me faz o favor de emprestar Dom Casmurro.

"Agora sou adulta; tenho que criar coragem para "enfrentar" o monstro horripilante!", pensei.

Enfrentei, pessoal, e sobrevivi!

Mais que sobrevivi: adorei!

Mais que adorei: Dom Casmurro é a obra das obras de Machado de Assis!

Eu sei que é questão de opinião, mas existem coisas indubitáveis em nossas vidas: que todos nós vamos morrer um dia, que teremos que pagar impostos enquanto vivermos e que clássicos literários só se fazem quando pessoas os comentam por mais de meia hora!

Dom Casmurro já é comentado por quase dois séculos!

Para bem ou para mal, esse livro causa "bochicho", vontade de desbravarmos o mistério!

Já virou tese de academia, debates acalorados, explicações de todas as formas para se responder pergunta aparentemente tola: teria Capitu traído Bentinho?

Êta mistério bom!

Machado soube conduzir sua teia de intrigas de maneira estupenda, não deixando vestígios de confirmação da suposta traição de modo algum!

Eu tenho minha quase certeza do adultério, mas sr. Assis não confirmou, o ardiloso!

Isso é ser um clássico.

Clássico não tem que ser chato; tem que ultrapassar os limites do imaginário.

Muita gente detesta o livro, só que acaba debatendo as suspeitas sobre Capitu/Bentinho/Escobar.

Para bem ou para mal, Dom Casmurro deve ser lido.

Nem que seja para alguém dizer que nunca mais vai ler Machado, que detesta esse escritor, desde que a sua última obra( ou primeira) seja essa que nos deixa com o benefício da dúvida...

Há coisa melhor? Obra que tem vilão, mas que não conseguimos nutrir ódio por ele?

Que reverenciemos Bentinho e seu ciúme doentio, e Capitu, com os olhos de ressaca...

Uma perguntinha: Vocês também têm algum livro que "detestavam" só por ouvir falar, mas que depois que o leram, gostaram?


(Imagem:
http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com/ - Arquivo pessoal)



sexta-feira, 17 de abril de 2009

Agradecimentos pelos selos recebidos VIII

Que satisfação poder fazer a oitava edição dos "Agradecimentos pelos selos recebidos" onde, de uma certa forma, sou agraciada por homenagens delicadas e bem-vindas , no que tento retribuir também, da mesma maneira.
Aconteceu algo muito interessante nesta edição, que eu não poderia deixar de contar a vocês.
Recebi um mesmo selo que me foi presenteado por 5 pessoas diferentes, o que não tinha acontecido antes!
É sinal que o selo tem a minha cara e do Fatos de Fato... rsrsrs
O selo em questão é o "Olha que blog maneiro!", que é muito lindinho e eu já o tinha ganho em outras ocasiões, mas é sempre um prazer recebê-lo novamente!
Incrível que receber selos fraternais, é sempre uma emoção muito grande, por mais que já tenhamos ganhado ; todo blogueiro(a) deve se sentir importante, especial, nesse momento.
Por isso, o meu muitíssimo obrigada pelo carinho e docilidade dos meus queridos amigos que me honraram com mais essa prova de amizade!!!!
Então, vamos a ele, a estrela desse post:

Do Marcio, Mirna, Dani, Diego e Xênia recebi o já citado "Olha que blog maneiro!". Olhem ele aí,
abaixo, todo risonho para todo mundo ver!


Regras:

1. -Exiba a imagem do selo, que você acabou de ganhar

2. -Poste o link do blog que te indicou (muito importante)

3. -Indique 10 blogs de sua preferência. Avise seus indicados(não esquecer)

4. Publique as regras

5. Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras

6. Envie a sua foto ou de um amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com

Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá uma caricatura em P & B.

"...And the Oscar goes to...":

FRX

Valdemir Reis

Bia

Dalete

Pr. Carlos

Bom, espero que gostem! Um forte abraço a todos e muita alegria para este fim-de-semana! Juízo, hein, gente? rsrsrs

Mary.

terça-feira, 14 de abril de 2009

10 coisas que eu odeio em você

Heath Ledger deixou mesmo saudade!
Grande ator, promissor, que fez um Coringa - seu melhor personagem - quase que abstrato, único nos gestos e loucuras ( Batman - O Cavaleiro das Trevas).
Lembro de ter ficado com nojo, ao mesmo tempo extremamente atraída, por suas peripécias de louco fascinante, o que causa torpor em alguns, mas aquiescência em outros.
Pena o aspirante -a -ator - estilo- James - Dean - que - não - usava- casaco- de-couro ter nos deixado um pouco órfãos, ao falecer de maneira trágica ( seria suicídio ou mal uso de calmantes? ), nós que apostávamos nossas fichas nele pelo talento, carisma e até mesmo beleza, que não era muita, porém, o suficiente para causar suspiros.
Tudo bem.
Batman é o filme-base de Ledger, citado 11 vezes a cada 10 conversas sobre interpretações ímpares.
Mas não é dessa produção bem elaborada que tratarei aqui.
A tal saudade que sinto dele vem de um filme teen e despretensioso, que apesar de sua fama ter sido catapultada com o já citado Coringa, bem antes eu já o acompanhava - meio de longe, é verdade - através do filme 10 coisas que eu odeio em você.
Obra muito interessante essa!
Além de interpretação certeira, sr. Ledger ainda nos brinda com uma bela voz, entoando Can't take my eyes off of you, antigo sucesso de Frankie Valli. Cena imperdível e antológica.
Embora apelando para clichês tipo: "Sou adolescente, tenho que ser rebelde!", é uma narrativa eficiente, mostrando uma certa realidade nos romances não muito convencionais .
Um ponto a se pensar é o próprio Ledger, debochadão, cabelo desgrenhado, longe do príncipe certinho.
E o título não foge ao enredo, já que a batalha é duríssima para o personagem do "Coringa/ Ledger" que era exatamente fazer com que "A Megera Domada" do filme ( obra de William Shakespeare que inspirou a narrativa), se tornasse sua namorada, pois tinha sido "contratado" para o feito impensável.
É, uma espécie de "contrato", sim, e não paixão, as motivações do moço para cativar a "Megera"!
O enredo é bem construído, até a direção se perder naquelas tolices do politicamente correto, e ficar meio "Ah, poxa!", o que, ainda bem, não apagou o brilho das sacadas bem boladas de um personagem cativante.
Transcrevo na íntegra, um poema lindíssimo escrito pela personagem de Julia Styles ( a "Megera") usando sua opinião sobre o amado:

"Odeio seu jeito de falar
e seu cabelo sem corte
Odeio como dirige meu carro
e quando fica a me olhar

Odeio tuas botas de combate
e como lê minha mente
te odeio tanto que isso me abate
e até me leva a rimar

Odeio...

Odeio por sempre ter razão
Odeio quando mente
Odeio quando me faz rir
e mais ainda quando me faz chorar

Odeio quando não está por perto
e quando não me liga
mas mais que tudo,

Odeio o modo que não te odeio,
nem um pouco...
nem por um segundo, nem nada!"

Como pode, né?
Um filme aparentemente simplesinho, nos causar reflexões?
Fiquei pensando nisso que, por mais que amemos alguém, nós sabemos que há coisas nele(a) que odiamos!
Separei alguns tópicos gerais, não sobre uma pessoa específica.
E olhem bem; passou de 10:

*Às vezes um sorriso aberto ou fechado demais.
*Uma piada sem graça que conta.
*Quando chega e não ouve o que se fala.
*Quando acha que perder o jogo, é o fim-do-mundo, mas sair de roupa batida: "O que que tem?"
*O modo como anda.
*Não telefonar na hora combinada.
*Achar que tem sempre razão.
*Curtir música enjoada.
*Guardar coisa velha e jogar fora um tênis novinho.
*Marcar para sair para os mesmos passeios.
*Não levar a sério grandes desabafos, mas prestar muita atenção se é dito que a unha quebrou.
*Na hora que é necessário dar uma opinião, diz que não tem ideia, mas quando não tem relevância nenhuma o assunto, quer falar.
*Lembra da cor do carro do amigo que não vê há séculos, e não sabe o que comeu no café-da- manhã.
*Finge não lembrar de certas datas, só para não admitir que você é importante.
*Liga de meia em meia hora.
*Não pesquisa o que você quer ganhar de presente, te faz aquela "surpresa", dando aquilo que pouco se usa.
*Diz "Eu te amo" em público, e fala "Vamos embora daqui?" ao pé do ouvido...
Acho que há mais uns bons "tratados" do que se odeia no ser amado.
Vocês lembram de mais alguns?
Agora é hora de expormos o que sentimos, não nos esquecendo, é claro, que essas criaturas nos dão mais motivos de amá-las, do que de odiá-las...

(Imagem:

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Minha Páscoa é de chocolate!

Minha Páscoa é de chocolate!
Ah, existe uma tradição que diz que devemos respeitar a ocasião por conta de preceitos bíblicos cristãos, onde devemos propagar o amor, a fraternidade e a esperança? E que Jesus Cristo deve ser lembrado como o símbolo maior dos valores éticos e morais que o Planeta já teve notícia?
Sim, eu sei disso.
E tenho consciência do que é correto a se fazer , sendo eu a primeira a proferir tais argumentos para parentes, amigos, gente que conheço na rua, gente que nem conheço de modo algum, gente que gosto e que não gosto também e principalmente, para alunos.
Só que verdade seja dita:
SEM CHOCOLATE, NÃO DÁ!!!!
Discursos moralistas não me fazem galgar a Páscoa, se não houver, no domingo festivo pascoal, uma orgia de chocolates em forma de bombom, Ovo, barra, tudo facilitando o delírio da visão e sobretudo, o paladar.
Sempre foi assim, desde que me conheço por gente!
Quando eu era criança, meus pais, sempre tão rígidos, me induziam a acreditar que o Coelhinho não viria, fazendo a tradição parecer um amontoado de bobagem, e se esbaldavam em afirmar que não passava de "jogo de comércio" para faturar mais!
E eu lá, naquele domingo lindo ( já repararam que geralmente faz sol?), onde eu sabia que o Coelhinho iria passar longe da minha casa, mas iria habitar com seus "olhos vermelhos/ orelhas compridas" na casa do meu coleguinha, que sempre ria, comemorando com louvor os seus Ovos tamanho 22 que a madrinha , tia, tio, sei lá quem, teria dado a ele.
Muita fraternidade na minha casa... Mas a alegria na casa do vizinho!
Ao ficar adolescente, uma certa "rebeldia" me convidou a pensar:
"Saco! Por que é "errado" querer ganhar chocolate na Páscoa? Por que tenho que ser uma tola diferente dos outros? Por que não posso ser refém do "jogo comercial? Por que não?"
Aí, com a força do pensamento que quer a resposta para a pergunta que corrói, nosso tio nos trouxe, todo alegrinho, humilde, uma caixa em papel celofane, a nossa primeira (!) em relação à data em questão.
Isso mesmo! A primeira, gente! ( Claro que já tínhamos comido bombons antes , mas não na Páscoa!)
Como aquilo foi inebriante, satisfatório, amoroso para o aquecimento de nossas almas!
Até meus pais, que consideravam a data supérflua, "caíram dentro"!
Gente, chocolate neste tipo de festa, é um ato de amor!
As pessoas ficam contentes, há fraternidade quando um amiguinho reparte com o outro um pedaço da barra de chocolate ao leite, ou quando um(a) aluno(a) nosso separa, dentre tantos bombons que recebeu, alguns deliciosos que sabem que gostamos ( já aconteceu comigo!) e ainda diz que se lembrou de nós, no dia anterior!
Alguns vão dizer que sou suspeita porque adoro o produto oriundo do cacau.
Não "liguem no automático", por favor!
Chocolate ativa um hormônio no cérebro, o chamado popularmente de "hormônio da alegria", que somado ao aspecto de valores de afetividade que a data apela em nossos corações, faz com que ele acabe sendo primordial para situarmos Páscoa x Fraternidade.
Vamos parar de creditarmos à venda exagerada de chocolates nessa época, o problema da falta de amor entre as pessoas, da diminuição do sentido cristão verdadeiro, da queda da irmandade entre os homens.
Não querer o bem dos outros, independe de qualquer fator externo!
Temos que valorizar mais as datas comemorativas que são "impostas" pela sociedade.
Paremos para observar o "por trás" de cada gest, como aquela criança pequenininha, que quebra no dente um pedaço de bombom, para demonstrar que ela pode repartir e passar um pouquinho do seu amor para o amiguinho.
E aquele(a) seu(a) amigo(a) de longa data, que não se vê há anos, "aperta" na agenda a data e traz em papel de presente, uma caixa de bombons de sua preferência, satisfeito(a) por ver um sorriso largo no seu rosto?
Páscoa é chocolate; basta usar o símbolo decentemente!
É tão maravilhoso ver as bocas à minha volta com aquela marca de cacau que escorreu pelo canto, por terem ido com "muita sede ao pote" , rindo à toda, comentando que já estão fartas de digerir aquele"pecado marrom"!
Como é bom ver as pessoas que amamos sendo agraciadas pelo prazer de sua companhia, e como é melhor ainda fazer com que o Coelhinho da Páscoa chegue a casas onde era inconcebível ele aparecer...
FELIZ PÁSCOA A TODOS, COM MUITO CHOCOLATE E AMOR NO CORAÇÃO!...




Um pedido: meu gatinho Tuí está participando do Concurso Gatinho da Páscoa promovido pelo blog da Gata Lili. Quem quiser votar nele para ganhar o prêmio, clique no link a seguir : http://lili-gata.blogspot.com/2009/04/gatinho-da-pascoa-votacao.html e vote no nome dele, na enquete que fica do lado esquerdo.
Dêem essa forcinha a ele!
Claro, se vocês acharem que ele merece! rsrsrs
Olhem a fotinho dele aí embaixo. Não é um amor????
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