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domingo, 25 de outubro de 2015

A Capacidade de Sermos Fênix


         (Post escrito por Mary Miranda especialmente  para  Fênix - Vidas Que Renascem,
blog de Jackie Freitas)

Num tratado de sobrevivência insofismável, no derradeiro senso de  conquista tendo o céu como limite, nós, insondáveis como seres pensantes, abrimos asas e voamos para onde quer que as elas alcancem!
A linha que corta o horizonte não é aquela do imaginário Equador, pois se há alguma benevolência em se pensar,  é que a estrutura mental do ser não embota a mente para o infinito!
Reduzidos a pó, pá de cal tremente em cima dos corpos pulverizados, lá adiante, fortalecidos, nos pomos de pé, prontos para a luta subsequente!
Inglórias lembranças ainda no presente, passados que torturam e um futuro incerto talvez propulsores de dor, não resistem à força que emana da lógica  de que acasos não existem, fazendo-nos crer numa
improvável, conquanto agradável, sensação de retorno e garra, vitória e sucesso meritórios!
O que chamam de 'tirar leite de pedra' é a caraterística principal de qualquer Fênix!
Saber-se combalido, restrito, extinto, e assim mesmo levantar a bandeira dos imortais, retirar de um chão inexistente, um céu de estrelas que fulguram o olhar do meu irmão, do meu semelhante, é ter
nas asas de ave castigada, um arsenal  ilimitado para uma guerra de paz...
O olhar de uma benevolente ave Fênix é sempre à direita. Via única, não tem opção...
Escorreguemos uma vez só a visão para a esquerda e o ato segrega dimensões nefastas, incongruentes!
Ave Fênix, no sentido de amor e ressurgimento, é para a direita o seu alvo! O lado da Justiça, da Certeza e do Pai!
Injustiçada, a mitológica ave confundida com o Mal, agora não tem como refazer-se desses valores ímpios construídos numa Grécia longínqua!
Como ave redentora, construidora de sonhos, assim mesmo, com opções mínimas, conduz a orquestra do florescer!
Essas cinzas surgidas após a sua destruição na fogueira, têm função única em sua nova vida: saber que tantas tragédias surgirem, tantas tragédias vencidas...
Nascendo e renascendo, nascendo e renascendo, voltem cinzas para o seu lugar, porque Fênix não desiste nunca, imortal e sobrenatural, acalentando  no seu ninho seus rebentos, seus descendentes, não como filhos de carne, mas filhos de luta eterna e etérea!
O poder que há nesse estigma em se olhar para a direita, simbólica de bem, é reduzido? Não cabe ao homem entender sobre Céus...
Pois se o olhar é para a Direita, o Amor de uma Ave Fênix continua cabendo no lado Esquerdo do peito!...
E se essa luta armada para vencer obstáculos imaginários ou reais, sendo feita de  linha  de Equador, Greenwich, numa Via Sacra, Láctea, Via Crucis, se isso tudo corresponde, transmuta, absorve, corrobora para favorecer um néscio de ser, um espirro de vivência, se trouxer bondade, vamos à ela, então, ressurgindo e ressurgindo, vindo as cinzas para lembrar-nos que podemos sobreviver!
Captação de recursos que somente a dor pode liberar! Alguém aprende a ser bom, quando se está bem? É na dor, somente na dor, que reconstituímos nossos pedaços soltos...
A Fênix, sem contrariar essa verdade, se torna melhor à cada destruição de sua existência!
Como que dizendo a que veio, peça por peça encaixada no seu quebra-cabeça para o estímulo!
"Se eu retirei desse solo o que não me permitiram, você pode retirar desse solo, o que eu te forneço agora!", esse é o jeito de uma Fênix nos convencer que podemos mudar destinos...
Não nos conduzamos à mistificação, não louvemos como impossível aquilo que os olhos não veem!
Se uma Fênix só pode olhar para a direita e enxerga por todos os ângulos, por que nós, os illimitados, infinitos, cíclicos, nos restringiríamos ao comodismo?
Todos nós temos a obrigação de sermos a Ave Redentora!
Porque o que nos faz Fênix é exatamente nossa capacidade de nos reinventarmos, superarmos as cinzas que povoam muitas vezes nossos corações, e aparecermos logo adiante, radiantes, formosos, fortes para a próxima batalha para o bem!
Que cinza seja sempre a cor que tonaliza vestuários.
Não deixemos o dia cinza, não façamos dos nossos dias, cinzas!
Libertemos a nossa Fênix mais primorosa, aquela que voa longe, atravessa mares, e que encontra sempre um lugar prazenteiro no coração daqueles que trazem a pureza de alma, sabendo que a esperança é como uma flor, que nem sempre nasce num jardim, mas jamais perde o seu
encanto...

(Imagem:
Fonte desconhecida
Edição de imagem:
http://www.facebook.com/FRASESMARYMIRANDA)

2 comentários:

Jackie Freitas disse...

Ando um pouco ausente, mas não desatenta, minha querida! E como é bom reler textos como os seus! Como é bom saber que num mundo de incertezas e desilusões, temos pessoas como você para nos enriquecer com sabedoria, inteligência e, acima de tudo, com essa sensibilidade!
De Fênix para Fênix... Um grande beijo em sua alma e em seu coração!

Mary Miranda disse...

Olá, Jackie! Como estamos?

Também não tenho mais aquele tempo de antes, o que lamento por um lado mas, por outro, fico contente...
Suas palavras me envaidecem; obrigada por estar aqui!
É bom saber que você, a despeito do tempo menos disponível, ainda está na blogosfera. Como já conversamos algumas vezes, "blogar" é viciante! rs

Beijos pra ti, querida Fênix!

Mary