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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Vá ao museu ( e me chame!)



Devo ser uma das poucas pessoas do mundo que encara como diversão, ida a museus.

Sempre gostei muito de história, mas não aquela de embromações qual Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil, Dom Pedro I fez a Independência e Princesa Isabel viabilizou a libertação dos escravos ( que eles fizeram isso, pode ser, o problema é a maneira principesca como são contadas as histórias).

O que eu toda a vida apreciei, é entender a história de maneira viável, prática, curtindo as muitas vertentes que ela pode conter, até aquelas que chegam ao cume de uma lenda.

Os museus, na minha opinião, permitem essa divagação própria porque possuem esse acúmulo de praticidades improváveis em quaisquer outros locais.

Aqui no Rio, nós possuímos um dos museus mais visitados, o Museu Nacional de Belas Artes, do qual já fui uma "rata", ou seja, não saía de lá.

Lembro-me da primeira vez que fui, com minha mãe junto, para ver ao vivo a exposição sobre o Auguste Rodin, um dos mais célebres escultores que se tem notícia.

Eu nem queria ir, achava como muitos, que museu fosse um monte de quinquilharias odiosas, que tivesse como o maior mérito, o acúmulo de poeiras.

Contudo, se mídia serve para alguma coisa, o marketing feito sobre este senhor foi tão grande, e eu vendo que minhas colegas todas estavam indo, que me senti na obrigação de participar dessa história também (pois é, Rodin tornou-se uma das sumidades cujas obras foram as mais visitadas desse precioso museu).

Eu, que volta e meia passava em frente, torcendo o nariz, sucumbi aos encantos daquela maravilha estrutura arquitetônica!

Como ele é bonito!

Limpo, organizado, belas obras, bem frequentado e com um anexo para uma praça de alimentação, onde há apresentações de música ao vivo, quando alguém mais virtuoso cisma de ir visitá-lo e nos conceder uns momentos de prazer de ouvir boa música.

Já cansei de esbarrar em sumidades por lá. De todos as áreas, de todos os lugares, de todos e de tudo...

Rodin me marcou muito porque nunca saiu da memória o deleite de ver o que eu só conhecia de livros e/ou revistas; eu vi a história de frente!

Qualquer um diria que a escultura que mais me marcou foi a representativa de O Pensador, mas a que me recorre sempre é a de O Beijo, que não é muito grande, nem espalhafatosa, só contando com uma delicadeza digna de um beijo apaixonado na vida real.

Existem certas lendas que surgem em torno de quadros, museus que se arrastam por anos!

Meu ex- professor contou-nos uma vez que é muito melhor ter a Monalisa falsa do que a real.

Sim. Parece loucura, mas não é!

Ele, um homem viajado, perscrutador de 5.a Avenida, visitante de templo gospel de Brooklyn (só para conferir a música em inglês em forma de show!) , conhecedor de vários idiomas (embora sua fluência maior seja o inglês), com doutorado em Literatura Brasileira, acabou se iludindo com "invencionices" de mídia.

Pagou um pacote de viagem e se mandou para a França, para conhecer o Museu do Louvre, idéia fixa que o prendeu por anos.

Meta principal: ver Monalisa e seus mistérios.

Tá bom! Horas na fila para quê? Para ver um trocinho minúsculo, um tanto restrito, pequeno o suficiente para decepcionar! Lindo, o quadro é, misterioso, continua sendo. A mágica? Perdeu-se...

Por que fica todo mundo espalhando que A Gioconda (o seu outro nome) é enorme, é diferente de tudo que já se viu?

Estava no Louvre, o meu professor, para provar que histórias são desbaratadas ou sublimadas, quando se vai a um museu.

Eu mesma já desmascarei certos "parangolés" .

Quando fui ao MAM (Museu de Artes Modernas) fiquei revoltada quando conheci a vestimenta típica do Movimento da Tropicália em final da década de 60.

Vendo em TV, jornais e outras mídias, as roupas pareciam esplêndidas, um misto de colorido hippie com cultura baiana, tudo muito místico e atraente.

Dentro de um reservado de plástico que os visitantes poderiam tocar e sentir a textura dos tecidos das roupas tão alardeadas até hoje, desculpem os Doces Bárbaros ( o megastar brasileiro Caetano Veloso e a turma de talento da Bahia), mas para mim, não passavam de trapos velhos, encardidos, longe da imagem deliciosa das cores de Bethânia no auge do seu repertório incandescente.

Pergunto se eles não "mediram por baixo" e só colocaram as piores vestimentas para representar um movimento tão rico. Tomara que tenha acontecido apenas isso...

No CCBB ( Centro Cultural Banco do Brasil) confirmei também o que eu já imaginava. Andy Warhol merecia o título que recebeu de Rei do Pop Art.

Como um cara pode ficar conhecido mundialmente fazendo pinturas em massa, quando toda cultura impõe a "originalidade" em cada obra que se produz?

O famosíssimo retrato de Marilyn Monroe, acompanhado por Elvis Presley e a inigualável Coca- Cola são exemplos que a cultura pop pode ser manipulada e tem conotação autofágica, já que ela mesma se devora.

Se eu não visse com meus próprios olhos, não iria acreditar que aquele amontoado de gravuras repetidas, poderia ser chamado de "arte".

Andy Warhol, mais que ninguém, você sabia o que estava dizendo que "No futuro, todas as pessoas serão famosas por 15 minutos" . Você é a prova de que isso é possível mesmo, já que pegou para si, bem mais que os 15 minutos que previra!

Tenho vontade de formar público de museu.

Ano passado, por motivos diversos, não pude levar meus alunos de 6.o ao 9.o ano para visitarem o CBMERJ( Museu dos Bombeiros) .

Os olhinhos deles brilharam tanto quando eu falei, de farra, que os levaria por aqueles dias!

Como se tratam de pré- adolescentes e adolescentes, achei que a euforia seria pelo fato de poderem estar fora de sala de aula , não terem que escrever, poderem "zoar" uns aos outros, fazer aquele piquenique após a visita, paquerar com liberdade mas, não.

Ainda que tudo que enumerei tivesse relevância, a resposta principal em que todos foram unânimes em concordar quando indagados por mim o porquê de quererem ir tanto, veio da boca mais inocente e objetiva, o mesmo motivo que me levou a adorar os museus:

- Ah, professora, é porque a gente vê tudo de perto!...

Traduzindo: porque nós comprovamos a história, isso que o meu aluninho quis dizer e a pureza de idéias , não o permitira.

Para finalizar, Rio de Janeiro é um lugar que adora deboche, e o pobre do teatro não passou ileso, durante o tempo que usava como slogan , o seguinte: Vá ao teatro!, um incentivo à apreciação de tão nobre arte.

Algum engraçadinho tinha que vir com alguma palhaçadinha, fazendo o gênero: "Perco o amigo, mas não perco a piada" , parafraseando assim: Vá ao teatro ( mas não me chame!)

Eu, como adoro teatro, sempre usei de outra maneira o escárnio idiota, o que por extensão, adequo ao museu:

Vá ao museu ( e me chame!)



Para informações adicionais, colocarei abaixo o site oficial do Museu Nacional de Belas Artes, que é o meu preferido.

O MNBA funciona de terça a domingo, sendo que a entrada custa R$ 5,00 todos os dias, exceto aos domingos, que é GRATUITA.

Endereço:

Av. Rio Branco, 199 - Centro (Cinelândia) - Tel.: (21) 2240- 0068 - Rio de Janeiro - RJ

No dia que puder, visite-o, ou confira as relíquias históricas que a sua cidade naturalmente proporciona aos moradores através de um museu.

(Imagem:

http://909noitesinsones.wordpress.com/)

10 comentários:

Rodrigo Piva disse...

Adoro museus, mas confesso que nos últimos anos não fui a muitos. No MASP por exemplo nem lembro da última visita.
Seu artigo me fez refletir e ver o absurdo de não aproveitar tantas ótimas opções de museus que tenho aqui pertinho e nem conheço. Fuego....

Beijo

Guilherme Freitas disse...

Não é só você que adora Museus Eu também curto vistá-los. Ano passado fui duas vezes no Museu do Futebol e esse mês vou no Museu da Lingua Portugesa. Ano passado estive no México e na Inglaterra e visitei muitos museus por lá. Eu sou assim, quando chego em um país procuro sempre um museu para visitar e saber mais da cultura e história. Belo post. Beijos.

Mary Miranda disse...

Olá, Rodrigo!
O q ocorre é q durante a vida da gente, vão surgindo outras situações, prioridades, onde coisas q fazíamos antes, acabam ficando p/ trás e quando vamos ver, já passaram.
Tomara q vc consiga arrumar um tempinho p/ os museus!
Eles merecem e são muito legais mesmo!
Bjs,
Mary

Mary Miranda disse...

Olá, Guilherme!
Vc é um sortudo, hein, rapaz? rsrsrs
Ai, quem me era ser tão viajada e conhecer tantos museus e cultura de outros povos!...
Eu sou apaixonada por cultura e arte!
Acho q nos tornamos melhores qd conhecemos o q se passa de verdade c/ as pessoas, suas tradições, sua história!
Sinto-me satisfeita por ter gostado do post!
Bjs,
Mary.

Francisco Castro disse...

Eu também gosto muito de Museus. Esses lugares nos contam a História Viva. Neles encontramos os mais diversos tipos de objetos que eram usados ou foram produzidos há muitos e muitos anos. Assim, eles tornam-se a presença viva da história. Devemos sempre ir aos Museus para aprimorarmos mais na história e ver como viviam os nossos antepassados.

Abraços

Francisco Castro

jotabe disse...

Oi Mary

"In sendu du interiô", aqui num temo museu não. Então, não tenho este costume, nem lembro se ja fui num museu mesmo. Devo tá perdendo muita coisa, ou não.

jorge fortunato disse...

Mary
Visitar um museu é sempre um ótimo programa. Estou cercado deles, só aqui no Bairro onde moro tem pelo menos 3. Sempre gostei de visitar e ver exposições. Porém, não é programa que goste de fazer acompanhado, prefiro ir só, visitar de acordo com o meu tempo. Não me agrada a idéia de estar em grupo num museu, tem sempre alguém com pressa, ou senão começa um bate-papo e o olhar se perde.
Quanto ao quadro da Monalisa, tenho que discordar do seu professor, não é tão minúsculo, nem enorme, é de tamanho normal. é que foi feita tanta propaganda em cima disso e , como vc disse, "melhor ver a falsa", ou seja, uma cópia enorme, q ue as pessoas ficam decepcionadas. O problema é que estão preocupados com o ícone e não percebem a beleza e a magia daquele "quase sorriso". Eu gostei muito, e além do mais, o Louvre não pode ser reduzido apenas a um quadro, pois é o maior museu do mundo e tem um acervo fantástico.
Espero que vc continue visitando os museus, inclusive o Museu Histórico Nacional na Praça XV, entre outros. Como disse, prefiro ir sozinho, mas posso abrir uma exceção para você (pretensioso né?? ...rs), se quiser pode chamar que eu vou?
Bjs

Estar Bem corpo & Alma disse...

Oi Minha amiga?
Olha passei para avisar que tenho um selo para você em meu blog se poder aceitar ficarei muito feliz ok?
Beijos e até sempre!

Mary Miranda disse...

Francisco,
É essa a sensação q tenho, ao visitar um museu: a de ser a História viva!
Tudo ali comprovado na prática, tudo bem objetivo!
Adoro museus e não imaginava q tanta gente compartilhasse desse meu gosto!
Um abração,
Mary.


Joselito,
Ainda está em tempo de conhecer um, rapaz!
Vá à uma cidade vizinha; de repente tem exposições de artesanato, pinturas, sei lá!
Quando conhecer um, garanto q vai adorar!
Um abraço,
Mary.

Mary Miranda disse...

Oi, Jorge!
Talvez a visão do meu professor tenha sido de fã, q tinha uma outra conotação p/ o quadro de "Monalisa"!
Foi bom vc ter comentado porque daí temos uma outra opção de crédito ao quadro, até um dia eu mesma ir lá, ao vivo, e tirar minhas próprias conclusões!
Adoraria conhecer o Louvre!!!!
Bjs,
Mary.


Olá, Absair!
Já fui lá e busquei o selinho!
E até o postei, como vc pôde ter notado!
Muito obrigada, querido amigo!
Espero fazer jus à sua amizade e carinho!
Bjs,
Mary.

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