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Mary Difatto

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Calígula: filme pornô ?

Aproveitei que saí mais cedo do trabalho e terminei hoje de assistir ao filme Calígula, com Malcolm McDowell, produção de 1979.
No Carnaval, mais precisamente na terça última, tirei 1 hora mais ou menos do meu dia para assisti-lo, um longa de 2 horas e meia de duração.
Só que já era bem tarde, e o sono atrapalhou o bom entendimento da parte que vi, portanto, desliguei o DVD e me permiti uma análise mais profícua numa outra oportunidade, que foi por acaso, hoje mesmo.
Como é difícil "rotular" qualquer coisa que exista no mundo!
Sempre ouvi falar horrores do filme, que continha perversões tanto sexuais quanto as relacionadas à dignidade humana, que tem que tomar cuidado ao assisti-lo porque você pode tomar nojo de sexo, que aparece muita baixaria, violência, incesto, imundície (vide cena de Calígula urinando nas cortinas do quarto!), traições, orgias, etc, etc, e etc.
E todo mundo que falou isso está CERTO!
(Minha amiga chegou a me ligar - ela que me emprestou o DVD - para ver se eu tinha "aguentado" assistir...)
Inclusive por causa de tanto que o povo me recomendou, que o vi sozinha, por medo de sentir vergonha de alguém por perto!...
Ok, o filme é um "dedo na ferida" de nossa sociedade, ou melhor, na própria composição humana.
A sujeira dos atos daquele imperador romano devasso, soa como paralelismo à toada infame que nós todos entoamos, mas que creditamos ao "Ave César Calígula" como se apenas imperadores( e devassos!) pensassem em libertinagem...
Não gostei muito do filme, confesso, muito embora o meu desgostar nada aluda a conceitos de moralidade e choques "não me toque" de representante decente da classe feminina.
O meu desgostar vem da qualidade da fotografia (muito fosca), da confusão do enredo ( o aspecto linear da obra vira uma muvuca de imagens) e do maneirismo que imprimem à nudez e sexualidade dispensáveis que poderiam poupar ao expectador ( apelativo demais e igualmente ficcioso, não sendo à toa a saída de três diretores da direção).
Alô!!!! O filme é biográfico; será que a tara sexual de Calígula o levava a estar 24 horas por dia "no esquema"?
Usando-se só um pouquinho a lógica vemos que havia um desespero no diretor, produtor, sei lá quem, em transgredir, em mostrar que poderia fazer um filme bom, bonito e não barato, que não fosse DE sexo, mas COM sexo, o que corrobora para desmistificar a dúvida ( um uso de preposição adequadamente faz toda a diferença, não é mesmo?).
Já vi alguns filmes pornográficos muito interessantes, em que até traziam um fiapo de enredo, em que eu torcia para alguns "heróis" ficarem juntos no final.
Todavia, eu tinha consciência que a obrigatoriedade era explorar a sexualidade com os seus tons lascivos e fantasiosos, e não esmerar-se nas motivações dos personagens para chegarem àquela situação de "pecado".
Pelo excesso de cenas picantes, talvez essa fórmula mal usada no contexto, tenha causado a confusão de Calígula-épico com Calígula-pornográfico.
Vendo as cenas mais fortes em todos os sentidos, percebo que não dá mesmo para acompanhá-lo mastigando qualquer que seja o alimento ( uma moça na internet havia dito isso!): dá náusea!
Certas cenas não têm nem conotação pornográfica, e sim, de esvaziamento de alma; aquelas pessoas parecem bichos comendo, dormindo, "cruzando"( transando é que não é!...).
Bem, aprendi que jamais deve-se acompanhar uma obra com um conceito passado por terceiros, portanto, assisti ao filme com toda a liberdade de espírito, sem moralismo e puritanismo bobos.
Encontrei elementos que favorecem ao meu recordar futuro, como o fato da "nudez" da alma estar ali presente, isto é, não houve hipocrisia.
Se deixarmos as cenas de sexo explícito de lado ( esse filme já foi tão cortado, censurado, adiado, e cancelado por conta delas!) vamos conseguir ter um retrato um tanto fiel da Era Romana, e por que não até dos nossos dias atuais se pudéssemos invadir os lares e seus segredos?!
Será que a pergunta-título "Calígula: filme pornô?" faz sentido?
Será que o meu entendimento discorre às avessas do que acha a maioria?
Eu, com toda a honestidade, gostaria muito de saber...

(Imagem:

22 comentários:

Antonio Regly disse...

Mary

Seu entendimento não entendimento foi às avessas do que acha a maioria. Apenas colocaria alguns "lares" entre aspas, por não se configurarem como tal, ainda que tenha endentido bem o seu questionamento e concordo plenamente com o que escreveu.
Assisti o filme há muitos anos atrás e, se o seu apresenta cortes, o que assisti era uma colcha de retalhos.

Abraço do amigo,

Antonio

Dymonte disse...

Não assisti ao filme e não tenho a intenção de vê-lo, mas levando emconta os pormenores descritos por você, penso ser este realmente o retrato do que ainda existe por aí, inclusive envolvendo gente importante de nossa sociedade.

João Poeta disse...

OI, Mary, acho que você tem razão no que disse, porque eu já assisti a este filme e senti nojo também.
Um abraço
João

Mary Miranda disse...

Olá, Antônio!
Com extrema satisfação q leio um comentário seu e c/ essa clareza de ideias e lucidez de enfoque.
Sim, amigo, estamos num mundinho bem perverso quanto à dignidade, amor ao próximo, senso de valores, e tudo o mais!
Só q me incomoda essa farsa nossa, de escondermos a podridão por baixo do tapete, coisa q, pelo menos isso, o sr. Calígula retratado no filme não fazia.
Acho q vc está certo quando invalidei o uso de aspas no termo "lares" pois dá a impressão de q todas as casas vivem em "bagunça moral", algo q sabemos não ser bem assim.
Na hora me veio a ideia tão-somente de q todo mundo tem algo q esconde, embora não seja da proporção de peso qual a devassidão do personagem-título.
Esses "segredinhos" correm em nossa sociedade e vão proliferando por séculos e séculos, e que no final viram preconceito.
Espero q assim como vc, outros também entendam o que eu quis dizer.
Amigo, a minha versão em DVD é tão completa q chega a dar raiva... rsrsrs
De quebra ainda tem aqueles "extras", já q se trata de lançamento comemorativo de 25 anos da produção...
É muita cena forte mesmo, não tem como correr!...
Aquele abraço e mais uma vez falo da minha satisfação de vê-lo aqui!
Mary.

Mary Miranda disse...

É o que penso, Dymonte!
Um retrato do que anda acontecendo ( e muito!) em nossa sociedade.
Sobre assisti-lo, acho que você deveria para até mesmo tirar suas próprias conclusões.
Mas faça isso com a mente aberta, se não você esbarra no preconceito, não ajudando em nada na compreensão da obra.
Um abração da Mary p/ vc!

Mary Miranda disse...

É, João, isso mesmo!
"Nojo" é a palavra q melhor define certas passagens do filme...
Se eu não o assistisse c/ liberdade de espírito, ficaria extremamente enojada até mesmo c/ a própria humanidade, já q se trata de um retrato da sociedade.
Um abração da Mary p/ vc!

Valdeir Almeida disse...

Mary,

Imagine a situação: sempre ouvi falar desse filme durante toda minha adolescência.

Mas sabe quando e onde assisti? Na universidade, no curso de graduação, foi tema de uma aula.

As pessoas uma a uma (principalmente as garotas) foram saindo da sala.

A professora concluiu a exibição do filme, mas suspendeu o trabalho que pediria baseado no filme.

Eu compartilho da sua opinião. Creio que as cenas gratuita de sexo (além de gratuita estavam fora de lugar) era apenas para ganhar bilheteria. Foi, digamos, uma pornografia quase elitizada.

Abraços.

Gostei do seu blog.

Mary Miranda disse...

Olá, Valdeir!
É essa a sensação q tenho: a de pornografia elitizada.
Como se só porque haviam atores de renome e diretores igualmente idôneos, acreditavam q a marca pornográfica e gratuita sairia do resultado final.
"Muito barulho por nada", o que diria o esplendoroso Shakespeare.
Esse filme peca pelo excesso, o que é uma pena...
Olha, isso não é obra para se assistir em grupo, principalmente em instituição educativa!
Embora todos adultos, as cenas são muito chocantes, o que causa certo constrangimento em quem assiste sozinho, o que dirá no meio dos outros?!
Mas professores também erram e a sua da época de graduação errou feio, coitada!...
Muito bom comentário!
Obrigada por gostar do blog!
Aquele abraço da Mary para você! :-)

A propósito, você conseguiu assisti-lo todo?

Joselito disse...

Cara, assisti ao filme na época do lançamento ... realmente tinha muito comentário ... na verdade quando assisti vi realmente muitos ingredientes presentes na raça humana, perversões nem sempre aceitas mas que existem ... no fundo achei mais um filme educativo do que pervetido ou pornográfico, mais ou menos.

Mary Miranda disse...

Oi, Joselito!
Eu acho que sendo na época (1979), deve ter sido mais impactante que agora, pois a demagogia era ainda maior que a de hoje.
Mas mesmo em pleno séc.XXI, não é um filme que dê para nós assistirmos com tranquilidade como algo extremamente normal.
Concordo com você na parte que diz que ele é mais educativo do que pornográfico, já que mostra o ser humano com suas lascívias mais escondidas (inclusive o filme choca mais por isso, por sabermos que, no fundo, não somos muito diferentes do pervertido Calígula...).
Só que creio que há um excesso de cenas dispensáveis, que parando para refletir são mais para "fazer barulho" do que mostrar a época da Roma pagã, concorda?
Um grande abraço e achei o seu comentário muito objetivo que só acrescentou ao post!
Mary :-)

Over Lounge disse...

OLÁ, QUE BOM SABER QUE ESTA OBRA AINDA CAUSA TANTA POLÊMICA! GOSTO MUITO DO FILME, ACHO COERENTE O QUE É EXPOSTO, POIS CASO NÃO SAIBAM , ELE MOSTRA NÍTIDAMENTE A EVOLUÇÃO DA SÍFILIS, QUE ERA O MAL DA ÉPOCA, E SUAS CONSEQUÊNCIAS EM SEU TERCEIRO ESTÁGIO, OU SEJA A NEUROSÍFILIS. ATORES DE GRANDE PORTE COMO SIR JOHN GUILGUD, PETER O´TOOLE E O PROPRIO MACDOWELL, ESTÃO NO ELENCO, RARA OPORTUNIDADE DE VER ESSES MONTROS DO TEATRO E CINEMA ATUANDO JUNTOS. QUANTO AO CALIGULA, TUDO EXPOSTO NO FILME É A PURA VERDADE. ELE COMETEU SIM TODOS AQUELES ABUSOS. QUANTO A CENA MAIS PESADA, QUE É A ORGIA, QUASE NO FINAL DO FILME, CALÍGULA ESTAVA COM RAIVA DE SEUS GOVERNANTES E EXPOEM AS ESPOSAS DELES PARA FAZEREM SEXO ATÉ OM A POPULAÇÃO, E O PIOR DE TODOS OS IMPROPERIOS DELE, NOMEAR SEU CAVALO A CONSUL. REPITO, GOSTO DO FILME, E ACHO COERENTE A DIREÇÃO. QUANTO A FOTOGRAFIA, O FILME FOI FEITO NOS ESTUDIOS DA CINECITÁ EM ROMA, E COM CERTEZA USARAM O QUE TINHAM A DISPOSIÇÃO, SENDO QUE INGLATERRA E USA, NÃO QUISERAM DAR APOIO AO FILME, OS ITALIANOS ACEITARAM DE BOM GRADO MOSTRAR O QUE SEU IMPERADOR FVEZ. AINDA ESPERO QUE FAÇAM UM FILME SOBRE NERO, QUE ERA TÃO LOUCO QUANTO CALIGULA, NERO CHEGOU A ABRIR A BARRIGA DA PROPRIA MAE PARA VER SE ELA HAVIA SAIDO DE UM VENTRE DE OURO, DAÍ A PALAVRA CESARIANA.
MAS GOSTOS SÃO DIFERENTES E GOSTO DE TODOS OS COMENTARIOS QUE LI, POIS SÃO COERENTES. BOM SABER QUE EXISTEM PESSOAS COMO VCS QUE ASSISTEM BONS FILMES E TRAZEM SUAS IMPRESSÕES SEM MEDO E COM BOM EMBASAMENTO, CONTINUEM ASSIM! UM PRAZER LER ESTE BLOG!

MILTON FERREIRA VERDERI

Mary Miranda disse...

Oi, Milton!
Acho maravilhoso esse feedback com os leitores do blog, pois era (e é)esse o objetivo do Fatos de Fato ( os fatos como são de verdade).
Você trouxe uma outra luz à discussão, primando em explicar a questão da sífilis que, sinceramente, desconhecia ser da "era caliguliana".
Concordo com você quando expõe sem pudor o seu gostar pela obra, usando critérios convincentes, como o uso de "papas" da dramaturgia, veracidade do pensamento do personagem-título, a orgia que realmente existiu, etc.
Mas na minha singela opinião, é um trabalho desconfortante para eu assistir porque ainda insisto no critério "excesso" nas cenas de sexo.
Creio ter sido mais para "fazer barulho" do que propriamente para serem fiéis às ideias do personagem.
Adorei seu comentário e espero vê-lo por aqui em outros enfoques!
Um abraço,
Mary.

Roberto Santos disse...

Mary e queridos companheiros de discussão.

Eu comprei o filme esta semana e fiquei surpreso porque o filme parecia ser realmente com cenas de nudez e talz eu mesmo não acreditava haver cenas de sexo até por ser complicado fazer um filme pornográfico com tanta gente!Principalmente fazendo sexo.Eu estava observando os comentários de uma das mascotes da então penthouse da época. Ela dizia que não sabia ao certo o que ia fazer e coisa e tal, mas que tinha vontade de fazer sexo em um filme, mas, que nunca se imaginou numa orgia! Mas que ficou olhando as outras garotas que estavam transando pelo set e via que elas "se divertiam" (ficou latente isso)...Mas eu não consegui entender como foi a escalação de pessoas pra esse fim... De uma forma ou de outra se percebe que o sexo no set foi banalizado que pareciam incorporar mesmo uma orgia da época e o mais espantoso que não eram atores de verdade...Seriam o que? Figurantes? Eram pagos pra isso? Não é possível que as moças que faziam sexo oral com um dos rapazes numa das cenas (e com ênfase) no final da cena do bordel, será que até a ejaculação na boca de uma delas estava no script? Ou ela fez por prazer e por diversão e por vontade própria? (como a moça do documentário dizia)? Ele parece ser meio confuso no aspecto de mostrar pornografia (porque ora era ora não), história de um povo vidrado em sexo?
Mas porque fazer uma produção dita séria com atores conclamados, se a idéia era mais mostrar sexo?

Então era ou seria mais fácil fazer um filme pornô totalmente que até se gastaria bem menos...

Esse filme me deu um monte de pontos de interrogação na cabeça?
No documentário me pareceu que as pessoas ali estavam dispostas a fazer aquilo (o sexo principalmente oral) e o engraçado que com naturalidade!!!!! Eu vi e revi e às vezes penso que é um filme pornô sem o título de pornô...Isso foi um recorde usar uma quantidade imensa de figurantes mantendo relações sexuais com pessoas que nem se conheciam???? Eu via as cenas e achei isso estranho!!!!

Nem uma produtora profissional de pornô até hoje conseguiu tal façanha.

Eu acho que esse filme só pode ser visto pra um público: o de filmes pornográficos.Mas mesmo assim aqueles de pornô com história que foi o caso...

Abraços e espero não ter confundido com mais pontos de interrogações pra um filme tão controverso.

Roberto Santos disse...

Olá Mary tudo bem

esse é o endereço do meu blog

http://imperial-bus.blogspot.com/

eu estou começando agora a postar minhas idéias em um blog eu espero sua presença lá!!!!

o nome do blog é Vida que eu sigo procurando

Mary Miranda disse...

Oi, Roberto!

Na minha humilde visão de mera participante de público cinematográfico, vejo o filme 'Calígula' como aquela obra de ficção que quis entrar para a História 'pela porta da frente', mas através de motivações escusas. E conseguiu!...
Já antigo (produção de 1979), até hoje nos causa constrangimento e interrogações, seja pelo uso exacerbado de cenas de sexo, seja pela fotografia ruim, seja pela apelação de nomes consagrados em obra duvidosa...
Honestamente, as suas perguntas também se estendem a mim.
Por que atores de nome topariam participar de algo que não teria uma classificação aberta, ou seja, que não se soubesse se é pornográfico ou apenas sensual demais?
Boa pergunta também essa, se seriam atores de verdade nas cenas de sexo explícito...
Acredito eu que não, e sim, profissionais do sexo, já que a maioria nem tinha texto!
E um dos 'pecados' do filme - o que a sua opinião nos trouxe sabiamente - é que a obra resignou a história a sexo apenas, o que sabemos ser a incitação básica de todo ser humano, mas que não traduz completamente o cerne do eu de ninguém...
Se quisessem falar da vida de Calígula de maneira mais eficaz, deveriam mostrar também seus estremecimentos de pessoa comum, das amarguras, das questões internas, do medo, etc.
Eu até escrevi, de maneira jocosa, que não acredito que um ser humano, por mais que adore sexo, consiga ficar 'pronto' ( se é que você me entende!) o dia inteiro, em suas 24 horas!
A mascote da Penthouse talvez tenha se assustado pelo fato de que os atores eram 'profissionais' demais para cenas tão exibicionistas, o que reforça, novamente, minha sensação inicial de que eram pessoas da indústria do sexo, seja de cinema pornô ou prostituição.
Esse filme acabou virando um amontoado de imagens desconexas, descontextualizadas e muito pouco aproveitável para sabermos dos pensamentos do imperador Calígula de maneira mais plena!
Uma vez li que a ficção se classifica em obra para adultos que, apesar de excessiva mostra de pornografia, não pode estar na mesma lista que a da produtora Brasileirinhas, por exemplo.
Então, vamos dizer que Calígula é um filme COM sexo, mas que não é DE sexo...
Concordo plenamente com você que apenas o público apreciador de pornôs se agrada com a obra em questão, e claro, aquele que gosta quando tem alguma história, como pano de fundo!...
Se há valor neste filme, é a desmascaração da alma humana!
Não há hipocrisia, nem disfarce; os pensamentos mais lascivos dançando aos nossos olhos...

Um abração pra você, te dizendo que adorei voltar a esse saboroso debate reflexivo!
Muito obrigada!!!!

Mary:)

Mary Miranda disse...

Roberto,

Em relação ao blog, estou indo agora mesmo visitá-lo!
Estou a sua disposição para no que eu puder te ajudar, viu?

Abração!
Sucesso sempre!

Mary:)

bi disse...

Assisti este filme a pouco tempo, para ser mais precisa dia 24(o último domingo). Sou uma pessoa super "cabeça aberta", mas este filme realmente teve muitos excessos.
Como ja disseram tudo aqui, não repetirei palavras desnecessariamente(concordo e senti o mesmo que muitos rs). Vou compartilhar com vcs algumas pesquisas que fiz sobre o filme.
Um dos ultimos comentarios questionam como atores renomados aceitaram tal filme, eles sabiam que o filme teria cenas de nu, mas não tiveram contato com as imagens e nem a produção. Os atores que interpretaram Macro, o avo e o Gemelos (primo mais novo)surpreenderam-se com o resultado final.
O diretor pensou em fazer um filme que chocasse o público, então contratou alguem da Penthouse(não lembro quem ou o cargo)para ajuda-lo a alcançar este objetivo. Tal pessoa contratou as garotas que saiam na revista para fazer cenas de nu e de sexo.
Lembram-se de uma cena em que duas garotas estão espiando o Caligula através de um burado em uma obra de arte e logo após transam? Aquela foi uma cena totalmente gratuita de sexo lesbico que não tinha nenhuma relação com Calígula ou até mesmo com o filme. Pois bem, aquela cena foi necessária somente para brilhar mais a carreira daquelas duas moças que eram famosissimas capas da penthouse e record de vendas. Com isso eu penso, que o público que o contratado da Penthouse queria atingir era o publico que comprava sua revista. Logo podemos classificar o filme também como pornô, mas classificá-lo somente com um título seria um erro.
Por fim minhas pesquisas mostram que o própio diretor não gostou do resultado final e renega-o.

Mary Miranda disse...

Seja bem-vinda, Bi!


Que ótimo comentário seu ao post, trazendo mais alguns dados relevantes que eu desconhecia!
Conforme suas pesquisas, houve um manuseio errôneo do diretor do filme que queria causar impacto, e de um poderoso da Penthouse, que queria "empurrar" as vendas de sua revista através de suas modelos...
Lamentável isso, bem lamentável!
Então não é por acaso que o diretor o renegue, e nem que outros diretores não quisessem assinar a obra!
Qualquer pessoa ligada às artes cênicas sabe que filmes e peças de teatro devem ser ideializados e construídos feito uma pintura: cada "tinta" que se coloca contém o tom e o acabamento certo para o realce aparecer no "gran finale"!...
Quando um diretor não visualiza mais as "cores" de sua ficção, é sinal de que deveria parar por ali o seu projeto.
"Calígula", infelizmente, não passou de mistura grotesca de "tons" sem brilho...


Um forte abraço e obrigada pelo brilhnatismo do comentário!

Mary:)

Tiozão das Batidas disse...

Orgulhosamente PUBLIQUEI uma 'chamada' para este ótimo artigo no site agregador de conteúdo dos Blogueiros do Brasil (( http://omelhordos.blogueirosdobrasil.com/ )).


IMPORTANTE : As visitas aparecerão no
Google Analytics e em outras ferramentas
similares como originadas na URL
http://ads.tt/ .

Abraços cordiais.

BEM VELHO disse...

Interessante mesmo este filme ainda render tanto assunto. Assisti ainda no colégio no começo dos anos 80(através de uma cópia VHS conseguida por um colega) e na época o nosso intuito era realmente ver as cenas fortes, especialmente as envolvendo sexo. Não existia internet e era difícil ter acesso a este tipo de "material", digamos assim. Depois de adulto e com o lançamento em DVD, sem cortes, voltei a assistir o filme e gostei ainda mais. Verdade nua e crua, toda loucura e crueldade humana exposta sem rodeios. Evidente que é forte, mas a proposta era esta e não tenho nenhuma dúvida de que o filme atingiu plenamente seu objetivo. Embora com algumas cenas desnecessárias de sexo, muitas são bem interessantes e instigantes. A cena lésbica relatada num dos comentários acima, por exemplo, é muito real e com certeza excitante para muita gente, o mesmo servindo para a orgia final, que nitidamente é feita com naturalidade e muita entrega dos "atores". Considero um filme muito interessante ainda hoje, mas admito que não é algo fácil de assimilar. Era isso e parabéns pelo blog. Felipe

Mary Miranda disse...

Olá, amigo!

Obrigada por indicar essa postagem!
Mesmo após tanto tempo após o lançamente do filme e dos quase 3 anos que lancei esse psot, a obra ainda causa "barulho"! rs

Novamente obrigada!

Abraços,
Mary:)

Mary Miranda disse...

Felipe, tudo bem?

Antes de mais nada, muito obrigada por gostar do blog e pelo comentário lúcido.
"Calígula", sem dúvida, é um clássico, e tão clássico, que nem tem mais idade! rs (As grandes obras ficam atemporais...)
Confesso que suas cenas me chocam, apesar de tê-lo assistido com a mente aberta.
O que mais chateia no filme são as cenas gratuitas de sexo que, me dá a impressão de que os produtores só queriam aparecer.
Só que, como virou um clássico, certos preceitos até são perdoáveis; é como se hoje em dia nossos olhares não se voltassem mais para as cenas, mas para o contexto histórico.
Enfim, tenho orgulho de ter escrito esse post para uma obra tão controversa e ao mesmo tempo, fascinante!

Mais uma vez obrigada por vir!

Abraços da Mary :)