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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Sentindo o sentido da palavra

O que é palavra?
Não sei.
Junção de fonemas e letras para formar um vocábulo?
Talvez.
Idiossincrasia de sentido para cada um de nós?
Aí eu tenho certeza que é...
Se a beleza está no olhos de quem vê, a palavra está na mente de quem ouve ou lê...
Derreto-me, nostálgica, com a buzina...
Buzina não é aquele som enjoado do trânsito agitado na Avenida Brasil!
Buzina não é símbolo de chateação e dedos do meio levantados, junto a impropérios impublicáveis! ("Pi", para cada palavra escrita, não rola...)
Buzina é aquela de um certo Fusca velhinho, de um tio igualmente idoso, que não pôde cumprir o seu papel e calou-se, quando ela era mais necessária.
"Buzina por buzina eu também tenho a minha!", e a pobrezinha, tímida, em meio a tantos termos que não eram da sua 'época', encolheu-se e não "falou" mais nada!
Galinha não é a vadia.
Frangão, Cinzinha, Dolada, Favo, Carijó, os que cacarejam no quintal, os que fazem a festa com os grãos perdidos, e o mato que não se atreve a crescer mais: todos galinhas!
Frangão fala palavrão e puxou ao pai, o 'ido' Vanderlei:
Será que há alguma palavra digna terminada com "u" cantada por um galo?
Gato é aquele felino em miniatura que, cansado de lutar pelo sustento na selva, resolveu reduzir o tamanho para ficar junto dos humanos.
Não, não me falem em ladrão.
Não me falem em achaque de luz na "mão grande"!
Não misturem acepções sem sentido com algo tão amado!
Gato é o animal! Gato é o homem bonito!
Gato é um felídeo sapiente, que caça à noite e não incomoda ninguém...
Granfino não é aquele cara prosa, que tem tanta grana, que nem precisa estudar...
O cara é tão granfino, que nem precisa ser!
Granfino, para mim, é a fábrica da minha cidade.
Granfino aplaca a fome de fubá e farinha da minha população.
Granfino também é gato e é galo...
É para ela que os mamíferos ronronadores correm, é para ela que as aves cantantes cacarejantes correm, é por causa dela que os comedouros são abastecidos de ração e milho picado.
-Vem, Bileca! Vem, Tigrinha! Vem, Frangão! Vem, Arrepiado!
Cadê o rango que estava aqui?
Os gatos e os galos comeram...
E Granfino o que é?
'Ladra' de fome animal!
Paz é amor.
Paz é música de Zizi Possi.
Paz é tranquilidade ( Ou seria o Mar da Tranquilidade?).
Mas não é passeata da paz.
Nada mais conturbado, demagogicamente espúrio, imbecilmente preconceituoso, maniqueísta e defasado, que uma campanha de camisetas brancas de marcas famosas em praia de Copacabana, slogan ridículo impulsionador de vendas, troca de abraço 'amigo Puff' entre os convivas de ponta, para alardear uma paz maldita porque não vem do coração...
Que paz é essa que alguém pergunta?
- Essa camiseta é daquela nova loja que inaugurou ontem?
- Não, a minha comprei em Paris, na última visita que fiz à minha prima. Acho que vou visitar mais a minha prima...
Beijo é carinho.
Beijo é o do beija-flor.
Beijo é tesão.
Mas não é traição...
Minha mente não me alude à passagem bíblica de Judas e o seu beijo pecaminoso.
E o próprio Judas tem outra conotação pra mim:
Judas é Joana D'Arc...
Por que você judia de mim?
Uau! Você é uma pessoa muito decente! Parabéns, você é, 'no barato', um ser humano!!!!
Dicionário sujo, nesse mundo imundo, ao aferir judeu com maldade!...
E tantos cristãos ( Alô! Cristão é qualquer um que acredita em Cristo!) separando seus semelhantes com a sua 'bondade':
- Aquela ali saiu com uma saia curtinha ontem, tinha que ver!
- Foi para a gandaia; ela não presta...
A maior racista que conheci na minha vida real era alguém que acreditava em Jesus.
Separava por cor de pele os colegas de sala que manteria contato!
E por mais absurdo que pareça, ela não fazia nada que pregava o Mestre; parecia não ter lido nenhum dos Evangelhos.
João, Mateus, Marcos e Lucas devem ser nomes de vizinhos que ela andou "pegando"...
Até que são nomes bem bacaninhas... Ela teve gosto!...
Esqueçam os sórdidos políticos!
Corrupto é pássaro da gaiola do Jô Soares!
Ele adorava dólar, e era bem divertido, mesmo que eu nunca o tenha visto...
Zorro é o moço da máscara, defensor dos indefesos, mas é muito mais o doce de palito.
O meu Z sempre foi o do Zorro-doce...
Que me tragam a vitória, com ou sem letra maiúscula!
A vitória minúscula, aquela bem pequena, me consagra os domingos de um não-ídolo Ayrton Senna, mas que agora me esmaga de saudade porque ele sabia assoberbar o ganhar de um povo, que andava tão sem esperança...
Se me trouxerem com o V maiúsculo, viajo para Vitória, terra de minha mãe, capital de Espírito Santo, um dos estados de nossa região Sudeste. (Eu não sei por que insistem em por nomes divinos em lugares! A Cidade de Deus é a "coisa mais linda, mais cheia de graça" que o mundo já viu...)
Z também pode ser de Zico.
Não existe galinho, o raquítico animal filho do galo.
Existe o fabuloso.
Com honra.
Com glória.
Com o manto rubro-negro da Toca do Urubu.
Um certo cidadão que atende pela alcunha de Galinho de Quintino.
Quando fui conhecer a Toca, tirei algumas fotos agarradas no pescoço do urubu-estátua e não senti mau-cheiro algum...
Todo urubu come carniça?
É claro que não!...
Minha comida é feita na panela.
Gosto desse tipo de comida.
Na brasa é bom, só que é sempre frita e não tolero alimentação de todos os dias com gosto de "pressa".
Mas a panela dos separatistas, dispenso!
A panela dos convencidos que sua turma é melhor, desprezo!
A panela dos que querem convencer que há coerência em seu clube-fechado, detetizo! (Pena que não há aerosol inseticida que acabe com essa "galera"!)
Camisa masculina mesclada de preto e branco, calça branca e chapéu amassado, é o malandro, o tradicional malandro carioca.
Ah, o cara que rouba milhões e milhões num rombo homérico no cofre do INSS também é malandro?
Ah, o sujeito que dá o jeitinho brasileiro de levar vantagem em tudo e surrupia uma dona-de-casa na compra que ela fez com os "vendedores de porta" de uma colcha de casal que custava R$ 560, 00, quando na verdade o tecido era tão ordinário que não passaria de R$ 100, 00 também é malandro?
Que tal o golpe de certos canalhas nas pobres meninas iludidas com a carreira de modelo internacional, cuja "carreira internacional" que atingem é a mais famosa e antigas das profissões, a mulher-dama, massacrada e violentada na alma, no corpo, na dignidade?
Ahn, isso é ser malandro????
"Malandragem, dá um tempo!", como diria o maior ícone do malandro carioca, mestre Bezerra da Silva.
E se viver é morar em algum treco com paredes frias, dentro de um espaço, conjugado, perto da orla marítima com espoucos random, um disse-me-disse de vozerio em jornais, uma virada de ano com o indefectível 'Feliz Ano Novo' perto do Hotel Meridien, derretendo mais que chopp em dias de calor Rio 40 Graus, meu dicionário conotativo pessoal não detectou essa aferição.
Viver não é 'tiração de onda', no descartável jogo do "Eu tenho, você não tem!".
Viver é mais que surfar, corpo aberto ao espaço.
Viver é mais que o espasmo orgástico que provoca o vai e vem dos pulmões com o ar, embora seja o principal critério para nos enterdermos como viventes.
Viver traz a imaginação de dias melhores para mim.
Tão certa quanto aguardar o próximo giro da roldana terrestre.
Viver é ser tão feliz, que nem lembremos que somos felizes!
Já pararam para pensar que da saúde só nos lembramos quando a perdemos? Quando temos que entulhar o organismo com os fármacos que às vezes intoxicam mais do que curam?
Então, que seja assim nossa resplandecência do conceito do que é viver, um frêmito tal que não nos preocupemos mais com ele.
Distraio-me imaginando que viver melhor é sempre a espera eterna dos mundanos!
Viver é saber que tudo isso irá desencantar, um dia, mas que façamos a nossa parte em ao menos sonhar.
Um sonhar objetivo, com luta, com vontade, com ardor.
Sonho que é o doce, também é vontade de progredir.
Sonho que é o doce, também é viver.
Viver, que nem sempre é doce, pode ser também sonhar...
Viver é como o ditado antigo, que nos apregoa que "O melhor da festa, é esperar por ela".
Tento fazer o máximo que posso para que essa espera seja a melhor das esperas!
E esperança, nunca esqueçam, é a última que morre...

(Imagem:
http://franciscolibanio.blogspot.com)

4 comentários:

Principe Encantado disse...

Pois é Mary como seu próprio texto diz: Viver, que nem sempre é doce, pode ser também sonhar.
Palavras.
Abraços forte

rebloggando-requeri disse...

amo som, imagens e palavras. as palavras utilizadas com inteligência são belíssimas. com duplo sentido, com sabedoria para utilizar uma em lugar de outra, como instrumento de ironia ... de muitas formas, o uso da palavra demonstra, acima de tudo, inteligência. adoro escrever.

Mary Miranda disse...

É, amigo, viver nem sempre é doce, mas podemos transformar certas realidades amargas...
Sempre penso nisso, quase todos os dias, que se a vida só nos fornece limão, que façamos a limonada, então!


Um abraço,
Mary :)

Mary Miranda disse...

Sim, Rê, é o que penso...

O uso da palavra toma certas cores conforme a pessoa, suas experiências, seu jeito de encarar a vida!
Prefiro sempre ver o lado bom, tentando, no que é possível, ser otimista, não me deixando levar pelo mau manejo que se faz da palavra.
A ironia é uma maravilhosa figura da linguagem!
Aprendi que ironia é uma bronca feita de maneira inteligente.
Você "puxar a orelha" de alguém ou sobre algum aspecto de maneira sutil, usando o bom-tom, não é errado.
E o uso da palavra 'viver' ainda tem significado grandioso pra mim...

Beijos,
Mary:)

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