PARA QUEM AMA GATOS

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sábado, 24 de março de 2012

Ninguém ama ninguém além de si mesmo


Esse, talvez, seja o meu post mais curto!
É que não quero conduzir resposta, por isso, optei em lançar o pensamento, e a análise, fica por conta de cada um...
Leia e reflita sobre o que disse um debatedor de um programa de rádio que, em outras palavras, afirmou o seguinte:
"Ninguém ama ninguém além de si mesmo. Até mesmo os pais não amam seus filhos de verdade. Quando falam que têm orgulho deles, no fundo, mesmo inconfessadamente, estão pensando: "Eu fiz um bom trabalho, por isso meu filho é um campeão!". O amor pelo outro é a medida certa do bem que, direta ou indiretamente, esse outro pode fazer a você..."


(Dr. Carlos Bacelar, médico cardiologista, no debate do Programa Haroldo de Andrade, na década de 80).

Obs.: Ambos, o doutor e o radialista Haroldo de Andrade, já são falecidos.

(Imagem:
Fonte desconhecida)

34 comentários:

pcjanuaria disse...

Bom dia Amiga Mery.
Como esse radialista não é o dono da razão e mesmo eu o respeitando em sua opinião , como pai e amigo , marido e filho só tenho de descordar pois quem se ama a si mesmo e narcisita e isso e um terrivel mal, kkk olha tenho meus quatro filhos que amo e ama cada etapa conguistada por meritos e escolhas pessoais deles dai eu me achar o merecedor de glorias alcançadas por eles jamais , porem cada cabeça uma sentença e nesse casso mesmo em meu humilde casso não concordando respeito aos que por ventura acharem isso correto abraços e um otimo domingo acmpanhado de uma linda semana repleta de realizações amiga.

Cecilia sfalsin disse...

Ei Belíssima,

Bom dia,

Rsrsrs, acredito que o autor desta obra estava em um dia mal, rsr, não sei mas discordo da afirmação dele, embora cada um tenha a sua forma de pensar.Confesso a você que eu amo mais a mim do que aos outros e seria uma hipocrisia eu dizer o contrário, mas não quer dizer que sou amante de mim mesma, superior e poderosa, o que tenho por mim é o que vou doar, portanto eu amo os outros também, talvez o homem seja egoísta no fato de amar mas ao mesmo tempo de auto elevar, querer méritos, ser mais que os outros por fraqueza, mas minha amiga fico com uma afirmação bíblica que diz aquele que não ama não conhece a Deus, e se eu o conheço em mim posso afirmar que amo, embora eu seja totalmente conduzida a errar as vezes pelo egoísmo que por vezes impera no ser humano quando este não se arma contra ele. Agora imagine se meu pai não me amasse, o que eu seria? imagine o mundo desta forma? sem amor, o que seria? como explicaríamos a família, o casamento, a solidariedade, a amizade, embora haja os sentimentos mais sórdidos o amor prevalece...o ser humano ama sim..este ninguém bateu forte...rsrs...me tiro da lista...rsrsrs....

Beijos minha amiga que admiro

joselito bortolotto disse...

Po! Ja faleceram ... eu queria saber se mudaram de opinião ou não ...

Bia Hain disse...

Oi, Mary! Então, vejo essa afirmação como um pouco radical. É certo que uma pessoa é o reflexo da outra. Um filho que produz orgulho no pai indiretamente está massageando seu ego. Mas será que, se não houvesse amor, o pai se preocuparia em ensinar seu filho? Acho que quem não ama ninguém é tão auto-suficiente que não se preocupa em agradar ao outro, nem à sociedade. Um abraço, minha amiga, boa semana!

Paty Michele disse...

Preciso discordar do autor da frase. Acredito que as mães amam mais seus filhos do que a si mesmas, prova disso é como algumas delas reagem qdo suas crias correm risco de morte. E mesmo aquelas cujos filhos estão presos ou envolvidos com drogas, ainda assim os amam e tentam resgatá-los do fundo do poço.

Um abraço, gostei da polêmica! rsrs

Felipe disse...

Moça Bonita,
Exageros a parte, como o narrado no post, acho que é importantíssimo gostarmos de nós mesmos.
Se não soubermos gostar de nós quem vai gostar e de quem vamos gostar?
Quem não gosta de sí tem uma autoestima mais baixa que rodapé.
Definindo a autoestima como: "a avaliação que o indivíduo faz de suas experiências interpessoais, atribuindo juízo de valor a si mesmo. As crianças formam sua autoestima a partir da maneira como são tratadas por pessoas importantes para ela, tais como pais, amigos e professores".
Ora, uma pessoa só vai poder dar amor a partir do momento em que souber o que é isso.
Nada, portanto, melhor do que gostarmos de nós mesmos para gostarmos de familiares, amigos, colegas e termos paciência para compreendermos aqueles com os quais nos é difícil conviver.
Beijão minha querida sumida.

Mary Miranda disse...

Querido Paulo!

Adoro a sua sinceridade e respeito pela opinião dos outros, o que faz de você uma pessoa digna, o qual muito admiro.
Creio, meu amigo, que esse tal amor por si mesmo, ele estivesse falando de algo que esteja no subconsciente, não que nós, seres humanos, sejamos pessoas ruins, mas sempre pensamos em nós, depois nos outos.
É um assunto polêmico que, a despeito de tê-lo ouvido nos meus 9 anos mais ou menos, até hoje me lembro, de tão marcante que foi! rs

Abração, meu querido!

Amei a sua participação!!!!

Mary:)

Mary Miranda disse...

Cecizinha, a doce e linda do Alencar! (Adorei o "Belíssima"; já está me acostumando mal!... rs)

Minha querida, como é bom lidar com pessoas sensatas e inteligentes como você, que numa visão transparente, expôs a sua verdade, com educação e respeito; já te agradeço antecipadamente por isso, amiga!!!!
Sim, também penso assim, não dá pra ser diferente: amo mais a mim mesma do que a qualquer outro ser no mundo!
Essa história de "Não vivo sem você!" só vem depois que digo a mim mesma: "Não vivo sem mim!".
Porém, isso não quer dizer que SOMENTE ame a mim...
Quando um dos meus familiares ou amigos passam por percalços, a dor é como se fosse na minha própria alma, e tento desesperadamente ajudar, mesmo que eu não saiba como...
Também acredito no amor verdadeiro dos pais! Às vezes eles desconheçam a maneira melhor de criar um filho ou não tenham paciência para certos problemas que seus rebentos lhes tragam, mas mesmo quando muito tristes com alguma atitude, eles querem ser bons pais, querem dar o melhor de si! Claro que há pais horríveis, só que considero esses casos, fazedores do clube das exceções!...
Eu lembro, amiga, que era criança e o debate nem era sobre amor, mas quando o doutor veio com a polêmica, todo o resto do tema do dia se perdeu e os outros participantes ficaram bastante alterados com o cardiologista!...
Agora você vê, a ironia da vida: um médico que cuida do coração, tão racional ao ponto de não usar muito a emoção! rsrs

Beijos!!!!
Obrigaaaaaaaaaaaaada pela vinda inestimável!!!

Mary:)

Mary Miranda disse...

É mesmo, Joselito!

Acho que o doutor já teria mudado de opinião, se estivesse vivo!... rsrs

Abração,
Mary:)

Mary Miranda disse...

Bia, minha querida amiga!

Às vezes as pessoas não são felizes nas colocações das palavras e o doutor Bacelar, creio, tenha sido o caso.
Lembro que o que ele disse causou uma polêmica incrível porque, vigorosamente repetiu, que todos nós, ao nos rejubilarmos com o resultado benéfico até mesmo de um filho, no fundo, algo que está no inconsciente, nos sentimos recompensados, não porque sentimos amor pela pessoa, mas porque fizemos algo por aquele ser, a tal da "massagem do ego", a qual você se referiu. (Bom lembrar que é sobre o inconsciente que ele se referiu, o que a mente não confessa.)
Em parte concordo com ele; não totalmente.
No tocante de que as pessoas amam mais a si, estou de pleno acordo, mas não que o amor páre aí.
Nós, seres humanos, temos a capacidade da multiplicação e divisão dos sentimentos; é inerente em nossa essência, acredito.
Que eu me amo mais do que aos outros, é verdade, só que seres que fazem parte da minha vida - familiares, amigos e até os meus animaizinhos- também estão guardados no coração.
Há momentos que um relato de dor de qualquer um dos meus, me causa quase que a mesma tristeza como se acontecesse a mim; não há egoísmo que resista ao ver criaturas que amo sofrendo por esse ou aquele motivo...

Abração, querida!

Mary Miranda disse...

Paty, tudo bem?

Ele foi bem radical, mas não de todo!
Se formos pensar bem, talvez ele quisesse dizer que amamos mais a nós mesmos do que ao outro ser, não que SOMENTE nos amemos.
Depois do amor que uma pessoa tem por si própria, o mais verdadeiro é o de uma mãe pelos seus filhos.
Mas é necessário saber que a mãe só ama seus filhos de maneira incondicional, porque dói nela mesma vê-los sofrendo. Viu? Primeiro ela precisou se amar ( não quer sentir dor) para depois não querer ver o filho sofrer (não quer ele a faça sentir dor).
O amor começa em nós mesmos, para depois se expandir para os outros.

Um abração! (Volta e meia trago posts polêmicos; aguarde! rsrs)

Obrigada!!!!

Mary:)

Mary Miranda disse...

Meu Canceriano Favorito,


Também concordo e nem tenho como discordar de suas tão sábias palavras!!!!
Ninguém pode amar alguém, se não gostar de si próprio!
Encaro o amor como corrente e seus muitos elos, onde, o elo inicial começa sempre em nós mesmos.
Se eu tenho amor, posso doá-lo; ninguém passa adiante aquilo que não tem.
Você disse certo sobre o fator "exagero" da opinião do cardiologista.
De fato, ele exagerou. Acho que ele deveria dizer que o amor verdadeiro começa em nós, sendo que, uma vez que ocorra de si para si, pode o sentimento seguir adiante, pois é algo que se multiplica e se divide, de maneira tão profunda, que não há machado que arrebente a corrente!

Beijos da fã-presidenta-não-sumida! (rs)
E saiba que AMEI o comentário, como sempre!!!!

Mary:)

Luísa L. disse...

Olá Mary, boa noite!

Penso que o Dr. Carlos Bacelar de algum modo está certo. Quer queiramos quer não, somos animais, racionais há pouco mais de 200 mil anos, pouco tempo para deixarmos a "animalidade" do instinto de sobrevivência. Tudo ainda gira à nossa volta e à volta do nosso bem estar interior, pois o exterior já aprendemos a dividir (a grande maioria de nós).

Choca-me, no entanto compreendo, a sua afirmação de que os pais não amam verdadeiramente os filhos. Mas, na sequência da afirmação, ele não deixa de estar certo. Penso que, o que procuramos verdadeiramente é um afago para o nosso ego.

Ele também pode estar a definir amor, pois essa palavra, que tendemos a endeusar, não vale tanto assim, não tem um sentido tão incondicional, já que nem com "o sangue do nosso sangue" lhe conseguimos dar esse sentido.

Um dia chegamos lá! rs

Beijos.

Massoterapeuta no rio de janeiro disse...

É uma afirmativa muito radical .
Eu lembro bem desse Dr. Carlos Bacelar , uma figura bem polêmica .
Vou parar por aí em respeito a sua memória ( uma vez que já é falecido )

É claro que o amor humano é muito limitado . Mas dentro da limitação de cada um , nós amamos sim nossa família , amigos , parentes .

Abs
Francisco

Valéria Braz disse...

Oi minha Flor, discordo totalmente da frase como foi construída. Se não somos capazes de amar ninguém além de nós mesmos, como então explicar as pessoas que largam toda vaidade e/ou necessidades próprias em prol de algo ou alguém?
Como explicar que uma mãe, mesmo sendo expurgada pelo filho viciado se mantém forte, acredita e luta por este filho?
O que eu diria é que para sermos capazes de amar seja nosso companheiro, nossos pais, filhos,amigos, primeiro temos que amar a nós mesmos, porque só sabe dar amor quem tem amor em si, e este amor não significa narcisismo, significa saber se olhar, se conhecer, se aceitar e principalmente se renovar. Só quem é capaz disto, é capaz de dar este amor que conhece o outro, aceita o outro e busca renovar sempre sem nunca desistir.
Não sei quais as razões de um ser acreditar que não exista amor além de seu próprio nariz, mas sei que o amor é muito maior que a razão para amar.
Olhar o outro, tentando olhar a si mesmo é o mesmo que querer que o outro não exista.... isto não é amor é a negação de si mesmo, é a incapacidade de amar...
Beijo no coração

Mary Miranda disse...

Lu, estou aqui pensando no que vou dizer...

Você falou coisas bem profundas que me levaram a refletir, e sinto que houve acerto seu no que quis dizer o doutor.
Inicialmente, soa como frieza do médico ao proferir tal opinião, mas é que se faz necessário um "mergulho interno", daqueles que não conseguimos ver a superfície; uma busca sem fim das motivações mais primitivas...
Amiga, é verdade mesmo o que disse sobre o sentimento "animalesco" que ainda possuímos, devido à "juventude" que é a nossa capacidade de pensar.
O que é ser humano, afinal? Um ser que pensa, e isso fazemos há bem pouco tempo. Há 200 mil anos começamos a ser humanos no sentido real da palavra, mas um gato, cachorro, elefante, etc. eles já são o que são há milhões de anos, ou seja, eles estão melhor "formatados" em suas posições de animais que nós, como pessoas.
Estamos caminhando para atingirmos o status total de gente, e enquanto isso, não por maldade, ainda temos a propensão, por instinto, da sobrevivência e isso inclui, naturalmente, o egocentrismo: sempre partimos de nós mesmos para os outros!
Pais amam seus filhos, naturalmente, só que antes de amá-los, eles amam mais a si mesmos.
A vitória do filho é a vitória deles próprios, que deram boa educação, alimentos saudáveis, bem-estar físico, metal e emocional.
Até mesmo a abnegação que uma mãe faz pelo seu rebento, passa antes por uma ideia inconsciente: "Meu filho é do meu sangue, e se é do meu sangue, eu tenho que proteger os herdeiros do meu sangue!...", isto é, no fundo, bem no fundo, só queremos esatr seguros de que manteremos a nossa continuidade genética intacta, e indo mais além, é o sentido de sobrevivência estando em sua plena demosntração prática!

Sei que falei demais!
Mas é porque você nos trouxe um lado magistral que valeu - e muito!- uma parada para o pensamento mais longínquo!...
Obrigada!!!!
Ainda seremos humanos o bastante para amarmos sem nenhum interesse. Pelo menos, estamos caminhando para tal! rs

Beijos,
Mary:)

Mary Miranda disse...

Francisco,

Não deixei de sorrir - desculpe- quando você falou que iria parar de falar sobre o doutor em respeito à memória de alguém já falecido! (Sorri pois senti que, se ele estivesse vivo, você iria falar coisas mais fortes, não? rs)
Voltando à seriedade, concordo contigo! Dr. Bacelar era muito polêmico e quase ninguém o compreendia (os debates onde ele estava, sempre rendiam...) e, por uma infelicidade das palavras, ele não soube se expressar de maneira abrangente.
Creio que estivesse o doutor se referindo à questão do alter-ego, o aprofundamento inconsciente que todos nós temos, mas que quase nunca chega ao consciente.
Uma vez li de uma psicanalista que, se o alter ego mostrasse na consciência tudo o que realmente somos no fundo da alma, nos sentiríamos monstros!
Há muita coisa que somos ( e que é de natureza grotesca), mas a sociedade, a educação que recebemos, a religião, etc., "forjam" essas "animalias", transformando-nos em socialmente aceitáveis.
Acredito no amor verdadeiro dos pais, só que acredito também que eles amem mais a si próprios do que a qualquer outro ser no mundo.
Salvar um filho é o instinto natural de todo ser, pensante ou irracional, então, é mais instinto que propriamente amor, que nos levam a querer proteger nossas "crias".
Concordo em parte com o doutor, mas acho que cometeu dois erros bem grandes: ele foi extremamente radical (nenhum assunto tem um lado só) e debater isso num quadro de programa de rádio com duração de quarenta minutos (isso não é algo que se possa falar tão rapidamente! rsrs)

Abraços, amigo!
Adorei sua participação!!!!

Mary:)

Mary Miranda disse...

Valzinha, Flor querida!!!!

Minha Flor, eu sabia que esse assunto teria tantas vértices porque, graças a Deus, somos pessoas coerentes com a lógica e nossos cérebros pensantes.
O doutor Carlos Bacelar não era uma figura fácil de se compreender pois adorava fazer aprofundamentos mentais, que muitas vezes, não cabiam num quadro de duração tão curta.
Acredito que sua opinião sobre o amor por si mesmo que todo ser humano possui, ocorra por causa do inconsciente humano, o chamado alter ego, e esse não nos revela tudo o que verdadeiramente somos.
Por questões sociais de ordens múltiplas vamos, no decorrer de nossa existência, "sepultando" certas ideias ou conclusões sobre certas sensações, e tudo o que de mais primitivo fica lá dentro do inconsciente guardado, pois sua exposição causa transtornos.
Obviamente que uma mãe ama seu filho (a não ser as desnaturadas, mas isso já é outra história), só que o doutor quis dizer - creio eu - que antes de amar o filho, ela ama mais a si mesma porque a criança é sangue de seu sangue, é a que vai dar continuidade a sua constituição genética ( o sentido da sobrevivência, que o ser humano tem em comum com os animais irracionais).
Até mesmo as mães que aguentam firmes filhos viciados e que as maltratam, no seu eu mais profundo, há um desespero dessa mãe em proteger algo que é DELA, ou seja, está pensando na questão da continuidade da sua linhagem hereditária, algo que ainda não separamos do nosso passado das cavernas, aquele das tempestades, que matavam os "filhotes" em tenra idade.
Naturalmente, Flor, que tudo isso é questão de aprofundamento da psiquê.
Ninguém pensa assim no dia-a-dia e parece-nos até monstruoso que isso possa haver em nosso inconsciente de herança animal.
O médico cometeu alguns erros bem sérios e um deles é de puxar um assunto tão polêmico, sem aludir o questionamento, às conclusões psicológicas.
Eu, por minha vez, digo que ele exagerou no discorrer de sua opinião, mas que tem grandes verdades ali inclusas!...

Valzinha, minha linda, desculpe, acho que me extendi... (É assunto bem prolixo mesmo; eu sabia qu causaria variação de opiniões!...)


Beijos, meu doce!
Adoro suas opiniões porque você nunca enxerga por um lado só e é isso que enriquece qualquer bom debate!
Muito obrigada, minha amiga!!!!

Mary:)

Frank Castle disse...

Oi Mary!
Eu me amo, eu me amo, não posso mais viver sem mim! kkk..é por ai mesmo?.
Uma mãe diz pro filho ficar bem arrumadinho,pro bem dele ou pra não faze-la passar vergonha frente aos seus amigos? Diz pra ele se alimentar bem pra ele não ficar doente e faze-la ficar horas na fila do INPS? Quando uma pessoa morre, ficamos tristes pela falta que ela nos faz ou por ela não poder mais usufruir de nossa adorável companhia e das coisas que temos na terra? Não sabemos se ela estará melhor que nós e em companhias melhores!
Mas não serei tão cruel, o amor ainda existe, mas nosso egoísmo as vezes não deixa ver!
beijos!

Mary Miranda disse...

hehehehe Adorei a lembrança da canção da Blitz, Frank!

E tinha a do Ultraje a Rigor também, com refrão bemmm semelhante! rs
Amigo, acho que é mais ou menos isso mesmo, os pais cuidam muito bem dos filhos para que eles possam ter orgulho, mas não posso afirmar que seja SOMENTE isso a motivação.
Que o ser humano ama mais a si que a qualquer outro ser no Universo, é quase certo, mas não podemos pregar que não existe amor em nossos corações o suficiente para amar-nos, e doar um tanto desse sentimento a outrem.
Ainda somos muito egoístas, mas estamos caminhando e aprendendo; um dia chegaremos lá! rs

Forte abraço, meu amigo!
Comentário fantástico; obrigada!!!!

Mary:)

Sérgio Santos disse...

Acredito que ele tenha dado essa opinião na época para gerar repercussão. Não acredito que ele possa pensar assim. Claro que muitas vezes pensamos mais em nós, até por questão de sobrevivência, mas em se tratando de pai, filho, irmão, mãe, enfim, tudo muda de figura. Beijos, Mary!

Van disse...

Oi Mary,

Penso que o Dr Carlos Bacelar não soube expressar corretamente a sua ideia ou tenha alguma dificuldade em observar relações interpessoais, talvez ele tenha se baseado na sua própria experiência, caso tenha querido dizer exatamente o que estamos compreendendo, pois com esta afirmativa que ele faz, o que dizer dos pais que lutam pelos seus filhos, desviados, que não lhes dão nenhum prazer e não são um motivo de orgulho? Com certeza não é para se vangloriarem com o bom resultado do trabalho que fizeram pois o tal trabalho dá claras mostras de ter falhado, porque os pais se mantém firmes se sacrificando e amando estes filhos.

Concordo que gostamos de nos atribuir valor e bons filhos valorizam o trabalho dos pais, estes sentem sim lisonjeados com o resultado de seu empenho, mas não creio ser esta a única motivação para amar um filho. Auto estima, amor próprio e auto valorização, não suprime amar o outro.

Creio, Mary, que pessoas mais endurecidas possuem dificuldade em perceber o amor, por isto não o reconhecem às vezes, ou até desacreditam em sua existência. Enxergamos só o que a vista alcança, sentimos só o que o coração conhece.

Beijos

Mary Miranda disse...

É verdade, Sergio!

De fato, o doutor não estava se referindo ao aspecto consciente, mas ía mais longe, no mergulho do inconsciente.
Se fôssemos fazer esse mergulhos diariamente, nos sentiríamos muito mal porque nossos pensamentos intrínsecos não são muito compatíveis com o bem-viver em sociedade.
Sobre repercussão, doutor Bacelar era muito polêmico! Os debates onde aprticipava em via de regra causava bastante discussões entre os participantes.


Um abração!!!!

Obrigada pelo comment!

Mary:)

Mary Miranda disse...

Van, amiga querida!!!!

O assunto - eu já sabia - causaria a mesma polêmcia que na época, quando o mencionado doutor trouxe a público sua opinião.
Falei em alguns outros comentários, mas cabe aqui a repetição de certas colocações.
O grande caso, amiga, é que você está certa ao dizer que o médico não soube se expressar com totalidade e o principal erro dele foi tentar transmitir uma ideia tão subjetiva, em parca disponibilidade de tempo!
Creio, pelo o que eu conheci do debatedor Carlos Bacelar,que ele se referia ao aspecto psicológico, intrínseco e histórico da caminahda humana onde, para se entender o homem hoje, temos que dar um enorme pulo lá para os tempos da caverna, o sentido animal da sobrevivência.
Todo ser humano, amiga, infelizmente, é egocentrista, uns mais outros menos, e se isso já é demonstrado muitas vezes externamente, imagina o que ocorre internamente, na escuridão das ideias que não chegam à luz? (A teoria das cavernas de Platão, onde ele afirmava que o homem só sai do primitivismo, quando começa a alcançar a luz dos sentimentos e sabedoria, coisa que poucos de todos nós atinge de maneira plena).
O amor é sentimento relativamente "novo" ( o ser humano só passou a amar, coisa de milhares de anos, o que é mínimo diante da caminhada dos nossos milhões de anos), logo, o que temos em mãos é um sentimento ainda sendo descoberto, e indo mais fundo, medimos o amor que sentimos pelo semelhante, de acordo com a nossa própria visão de amor, isto é, algo que nos beneficiará.
Os pais que não têm motivo de orgulho dos filhos, lutam até o fim, para não se sentirem de todo derrotados, e isso é válido para o crescimento espiritual também (quando nos abnegamos pelo outro, estamos nos aperfeiçoando espiritualmente).
Acredito, Van, que o ser humano já deu um grande passo; não estamos tão "encavernados" assim!...
Quando dizemos "Eu te amo" para um namorado, marido, pais, filhos, amigos, etc., e não sentimos, ao menos no consciente, nenhum interesse de recebermos algo em troca e imediato, já considero um pequeno progresso.
O negócio é fazermos nossa parte para sermos mais e mais humanos, no sentido real da palavra!...

Beijos, minha linda!
Como sempre, eu me extendo um tanto; me perdoe, sinceramente!
Adorei seu comentário e fico feliz que um debate, já de tantos anos, esteja servindo para análises tão profundas de todos os participantes!
Obrigada!!!!

Mary:)

Atena disse...

Oi, lindinha, tô chegando tarde, mas querendo botar a mão nesta cumbuca.
Desconheço a figura em causa, mas suas palavras parecem refletir cinismo.
A frase dele está completamente equivocada porque se conta nos dedos seres humanos que se amem - realmente.
A maioria que diz se amar, está tapando os olhos com peneira ou carente de autoanálise. Quem só gosta de suas partes consideradas positivas não se ama por inteiro, e estes são a maioria. Isso não é verdadeira autoestima.
Se nos amássemos realmente nosso mundo já não seria o que é: violência, guerras, ódio, ganância, etc.
É muito mais fácil amar o outro do que a si próprio. As mães que o digam.
Salvo honrosas exceções,(amizades) só conheço amor incondicional por parte dos pais, os demais amores são sempre condicionais e assim o são porque cada um não se ama de verdade.
Há tempos atrás fiz uma enquete no meu blog: você moraria com um clone seu?
Somente 25% adorariam morar com seu clone como relato no post que fiz a respeito.
É isso aí, botei a m... na frente do ventilador. rsrs
beijos

Mary Miranda disse...

Atena, minha doce amiga!

Começo dizendo que o dr. Carlos Bacelar era um sujeito muito estranho a princípio, sempre trazendo polêmica, pensamentos de difícil compreensão.
Desculpe a repetição de algumas considerações em alguns comentários meus anteriores, mas é que certos aspectos valem uma nova revisitada.
Acredito, minha amiga, que o doutor, sendo a pessoa dos "mergulhos" internos e históricos, queria ele dizer que o ser humano, no âmbito do inconsciente, não ama ninguém além de si mesmo porque ainda mantém em si, a carga hereditária de nossos ancestrais, o da sobrevivência, o de dar continuidade à espécie.
Os pais amam seus filhos pois os veem como "crias" suas, sangue de seu sangue, que precisam de proteção. Por conseguinte, protegendo o "filhote", estará mantendo a linha genética a salvo, um lado animalesco que temos dentro de nós, inconscientemente.
Discordo de você, se me permite, querida, que o ser humano ama mais ao outro.
Talvez não saibamos nos amar (quando nos entregamos aos vícios, noitadas, comidas muito gordurosas, etc.), mas no ato de nossa demonstração de amor por nós mesmos, estamos intrinsecamente pensando: "EU faço isso para EU me dar bem!".
A pessoa que usa drogas não usa para ser infeliz. Ela tem a ilusão de que aquilo irá resolver a dor que traz dentro de si. É uma forma errada de pensar, porém, é o pensamento momentâneo daquela pessoa, ou seja, ela se ama tanto, que quer QUALQUER COISA que alivie a PRÓPRIA dor!
Na minha humilde opinião, Atena, todo ser humano ama muito a si mesmo, embora eu discorde do doutor Bacelar quando resumiu seu discurso a pouco tempo de debate. Era um assunto que merecia mais esmiuçamento...
Adorei essa enquete que promoveu, e eu iria contrariar a maioria formada por 75%: estaria no grupo dos 25% que amariam morar com seu clone!
Veja bem, se é meu clone, eu teria controle total sobre ele. Seria a "minha imagem e semelhança"! rsrs

Linda, desculpe a extensão do meu comentário e por qualquer outra coisa, viu?
Acho esses debates enriquecedores e você foi magnífica na firmeza de suas ideias!

Muito obrigada, de coração!!!!

Beijos,
Mary:)

Atena disse...

Querida Mary:
Sei porque discordou de mim. Nós humanos temos a tendência a julgar os demais por nós mesmos. Já observei que você tem boa autoestima porque parece-me que não é contaminada pela religião (maior produtora de baixa autoestima).
Tenho absoluta certeza do que eu disse. Sei que é uma constatação triste, mas isso está mudando e espero que no futuro aumente o número dos que se amam.
A maior parte das pessoas não se dá conta que não se ama realmente, pois a autoanálise não faz parte do café da manhã da maioria. rsrs
Existe um site chamado desabafoex.com, lá você irá encontrar carradas de postagens como: "eu me odeio", "quero me matar" e assim por diante.
Não é uma leitura agradável, dá muita tristeza na gente, mas é um bom exemplo de minha afirmação.
Sorry. rsrs
beijão

Mary Miranda disse...

Puxa, Atena, amiga minha!...

Somos meninas muito certas do que dizemos!
Eu também tenho certeza das minhas afirmações ( não as do doutor Carlos Bacelar, porque esse não dá para perscrutar de maneira mais ampla pois já faleceu! rsrs).
Bem, vou pôr uma pedra nisso e me agarrar com o milenar Sócrates, com o sábio pensamento: "Só sei que nada sei!" rs
E não me peça desculpa por discordar!
Estamos dando opiniões sucintas e coerentes com o tema!
Obrigada, MESMO, pela oportunidade de um debate conciso e profícuo!!!!
(Em comentários quais os seus, é que me lembro do quanto é bom eu ter um blog e poder receber uma gama tão grande de informações!!!!)

Beijos, minha amiga!

Mary:)

Atena disse...

Como diriam os gringos: be my guest. rsrs
Adoro você.
beijos

Larissa Bohnenberger disse...

Mary, querida! Com muito atraso, mas aqui estou eu!

É, sem dúvida uma afirmação um tanto forte. Eu acho todas as pessoas, para serem realmente felizes, devem amar a si mesmo mais e em primeiro lugar. É clichê, mas é verdade. Quem ama aos outros mais do que a si mesmo vive apenas para fazer os outros felizes, e isso não é saudável. Mas gostar de si antes de gostar dos outros não significa em absoluto não amar ninguém. Se isso fosse sequer possível, o sofrimento não existiria, concorda?

Mas, por outro lado, eu acho que nenhum amor é incondicional. Talvez o amor que os animais dão pros seus donos seja o mais próximo disso. Mas mesmo uma mãe, diante de determinadas escolhas do filho que, eventualmente, venham de encontro às suas vontades, se pega secretamente desejando que essas escolhas fossem diferentes.

Então, resumindo, eu posso amar, e amo, a muitas pessoas que fazem parte da minha vida. Mas o amor por mim mesma é maior. Eu posso amar alguém apesar de seus defeitos, mas isso não significa que eu não adoraria se esses defeitos não existissem.

Será que deu pra entender alguma coisa? Eu ando não muito clara, por esses dias, rsrsrsrsrsrs!

Bjs, queri! Desculpa a demora!

Mary Miranda disse...

hehehehe Boa essa, Atena!

Amiga, também te adoro!!!!

Beijos da Mary pra você! :)

Mary Miranda disse...

É, Lari, Dr. Bacelar não era fácil com as opiniões dele! rs

Você iria amá-lo e odiá-lo ao mesmo tempo, se o conhecesse! (Era inteligentíssimo, mas muito difícil de compreensão em suas colocações...)
Mas pelo o que eu entendi dele, amiga, quis o médico dizer bem por aí mesmo, que o ser humano ama muito mais a si próprio que a qualquer outro!
Exagero da parte dele, afirmar que SOMENTE nos amamos, porém, o amor que temos pelos outros é muito a ver com as questões lá de trás, aspectos do homem das cavernas, que pensava tão-somente na auto-existência, a vontade maior que tudo, de fazer que a prole vingasse, para dar continuidade à espécie.
Uma considerção sua, Lari, que muito me chamou a atenção, foi o exemplo que deu, que amamos as outras pessoas, mas ficamos torcendo para que essa outra mude os seus defeitos (quer dizer, um amor condicional).
Quando os defeitos são em nós mesmos, muitas vezes não queremos mudar e o que é pior: nem consideramos defeitos (isto é, o amor que sentimos por nós é incondicional, pois perdoamos nossas falhas com muita facilidade...)!
É uma questão complexa, mas a humanidade está aos pouquinhos se libertando do egoísmo ainda sonho com um dia que amaremos uns aos outros sem reserva nem condições!
Utopia minha talvez, porém, não de todo desprovida de verdade!...

Beijos da Mary!:)
Obrigadíssima pelo fabuloso comment!!!

Paulo disse...

Genes egoístas...
Para o bem ou para o mal o "livro da vida" vai se revelando para nós, somos máquinas reprodutivas, com pré-programação embarcada, e até a negação desta realidade faz parte das "salvaguardas" deste código genético, que nos faz crédulos de que tem de haver algo mais, amor incondicional, boas ações desinteressadas, vida eterna, etc.

"Se Deus não existisse, nós teríamos de inventá-lo"...

a terrível ambiguidade da frase já diz tudo.

Mary Miranda disse...

Ainda somos caminhantes, Paulo!

Nenhum ser humano ainda é completo, em nada, quando se trata de evolução.
A raça humana ainda é aquela que está no meio-termo: nem muito à frente, nem muito atrás no critério adiantamento.
Sim, o egoísmo é uma marca latente do quão temos que caminhar adiante.
A jornada é longa? Naturalmente! Mas um dia chegaremos lá, não podemos desistir...

Um forte abraço e obrigada pelo profício comentário!

Mary:)