PARA QUEM AMA GATOS

PARA QUEM AMA GATOS
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domingo, 31 de outubro de 2010

A Cidade


Tenho mergulhado fundo na Cidade por esses últimos tempos...
Um mergulho cruel, insensato para aqueles que não me vêem.
Uma Cidade cheia da mesquinhez humana, embutida em pilhérias gargalhantes por fazermos parte da grande piada humana, e as pessoas correndo soltas porque é muito fácil ser ruim. ( As pessoas são ruins!...)
A Cidade me esmaga debaixo de seus pés nebulosos.
Vejo a palhaçada que permite aos mendigos pedintes!
Enxergo sob o véu do comodismo que há gente que é como EU, só que EU, refestelada no meu sofá de sonho, fico esperando algum milagre acontecer.
- Aconteça, milagre!
E nada faço para reverter isso!...
Cidade cretina que não dá espaço pros sonhos...
Um dia, fui no mais alto andar de um prédio e vi as formigas correndo desesperadas!
E eu, a Deusa, porque os via "de cima", fiquei soberba por ser "maior"!
Maior que o quê? Maior por vê-las menores? Isso é ser maior? Ver maior é ser MAIOR?
Matemática injusta, não fazedora de parte da ciência exata...
Não engulo os parâmetros da Cidade.
Meu "Bom dia" para as pessoas que mais amo, não pode ser igual ao "Bom dia" para as pessoas que detesto!
Tem que ser diferente, Cidade!
O "Bom dia" para os que amo é BOM DIA, e não, " bom dia", mas por que me exige que seja igual????
Odeio a hipocrisia da Cidade!
A Cidade dos Bacanas, daqueles que se julgam bons entendedores!
Entendedores do quê, carambolas?
Entendedores da pseudo-máquina administrativa que nos empurra o próximo imposto a pagar?
Ver valas negras e saber que isso é de 'Cidade'?
Saber que o crack virou droga de elite?
E que essa droga é mesmo uma droga por que destrói e vicia mais rápido que a cocaína?
Ah, Cidade miserável!!!!
Eu, quieta, com meu vinhozinho inocente, com você me cobrando coisas!
Cidade, esse é o ÚNICO "vício" que me permito, e às vezes, apenas os doces vinhos tintos, em doses moderadas, não fico bêbada, apenas alegre, dentro do recesso do meu lar, Cidade, e você cretina que só, fica falando:
- Não beba!
E não BEBO mesmo!!!!
Porque EU sei a hora que começo e páro o meu próximo "gorgolejo" na garganta.
"Alegrinha" é o máximo que o meu senso de decência aceita, e não você, Cidade, quem vai me impingir as regras do jogo.
Fui à uma festa dia desses.
Queriam que eu bebesse cerveja.
- Não, obrigada! Só bebo vinho e bem pouco, e dos tintos suaves de mesa!
A Cidade quer que em festas eu beba cerveja, mas eu não poderia, JAMAIS, parar no bar da esquina para fazê-lo!
Sou alguém do sexo feminino, fica feio, pega mal!...
E a Cidade se "amarra" em ver a molecada sufocando os pulmões com o "permitido" crack.
Aqueles garotos que, com uns vinte e cinco centavos, descolam um "barato" rápido e... barato!
É, mata mais rápido e ninguém precisa "recuperá-los". A Cidade não quer preocupações...
A Cidade é divertida!
Vamos para a balada noturna? É, legal cozinhar o corpo debaixo de holofotes ilusórios.
Mas seres que se querem sempre caem na rede.
Na rede cibernética, na rede de pesca, na rede-armadilha, na rede, na rede...
O que mais vemos na Cidade é a "Solidão a dois".
E em cidades quais Nova Iorque, a conotação toma outra proporção, que a matemática sustenta, nem sei como: a "Solidão a mil".
Um tijolo junto ao outro forma uma casa; várias casas, um bairro; vários bairros, uma Cidade e essa evolução nos involui.
Que paradoxo da vida estranho, que tanto maior o número de pessoas, maior a solidão de nós!!!!
Sigo "Aquela rua dos tijolos amarelos" parecendo a perdida Dorothy de O mágico de Oz.
E se eu encontrar minha casa como ela nessa Cidade, eu vou me encontrar também? Não.
A Cidade é uma fêmea nojenta que quer mudar de sexo.
Quer "devorar" sem perdão tudo o que vê pela frente, igual ao conceito masculino bobalhão, que valoriza mais a quantidade que a qualidade.
Você não manda em mim, Cidade, tenho dito!
Faço o que quero!
É desastroso perder uma filha sua para o bom-senso?
Pois não, eu sou quem eu posso ser e você não tem nada a ver com isso!!!!
Não jogo papéis na rua, não arremesso objetos através de janelas de transportes públicos, devolvo o troco que me dão a mais, não furo fila, não desejo mal ao meu próximo, não passo a perna no meu colega de trabalho para conseguir cargo "melhor", adoro ajudar a entregar sopões solidários em meu bairro, forneço o meu sorriso mais prazenteiro ao irmão que sofre e ainda assim, Cidade, não sou "boazinha".
Disseram que eu sou uma pessoa boa.
Não, Cidade, sou apenas legal.
Você quer que eu seja generosa para me pisotear depois, eu sei; a Cidade costuma detestar aqueles que são bons de coração.
Ai, pitomba, você não me manda, Cidade!
Se nem a "Pátria me pariu", seria você quem iria me "governar"?
Não me venha com "frescura de mulher" porque, desse tipo de frescura, eu já faço uso, e com louvor, tudo bem?
Não saio de casa sem o meu batom.
A roupa é sempre nova em QUALQUER festa que eu for.
Adoro elogio masculino, ADORO!!!!
Meus cabelos negros pela cintura, sempre soltos e cheirosos, para onde quer que eu vá, para a padaria, o parque, a praia... ( Ah, me permita a língua do P!)
ADORO aquela "Síndrome de Sansão" cuja força estava no cabelo. ( Minha mãe sempre me aconselhou, desde sempre, a soltá-los. Fico poderosa e prosa com eles balançando bestas nas costas desavisadas!)
Não, não me venha com essa "frescurite" de quem tem TPM porque, isso, não tenho mais!!!!
Exercito meu corpo, bobona, e nenhum desconforto ataca as fêmeas que extinguem a irritabilidade fazendo o "No pain, no gain"! (Sem suar, não dá!)
Não confundo, Cidade, JAMAIS, a língua do L:
Sou liberta, libertária, mas não libertina!...
E, Cidade...
Um aviso, querida:
Você não poderia mesmo me consumir!
Porque não sou consumista!
Quer levar meu relógio de pulso em forma de coração como já fizera um dia?
Leva, leva, não me importo...
Quer levar meu brinco de argolas, aquele que eu mais gostava?
Leva também pois, também, não me importo.
O que há de melhor em mim, você não busca, e nem tente!
Nesse peito esquerdo, ainda bate um coração!
Nem vem, que você não leva!
Curto o sol das manhãs, e o Homem de Lata que há em mim, recupera seu coração que andava perdido!
Se eu vir algum noticiário de crime, o coração, aquele que estava perdido, volta correndo, se compadecendo com os que sofrem.
E o vento que bagunça meu cabelo, é o MEU vento, e ele não te pertence!
Adoro o vento, Cidade; ele é inconstante, porém, sincero.
Um mistério de ar que se move aqui, e move em outro lugar, ao mesmo tempo, arrepiando os meus poros que ardem por emoção!
ADORO o vento...
Ele faz uma mistura deliciosa entre o arrepio de pavor e o arrepio de amor...
Brincalhão, debochado e sensível esse meu vento!
Zunindo nas minhas árvores dizendo que me ama!
Quando quero entendê-lo, ele se vai, levando suas brincadeiras para outro lugar , e eu espero, pacientemente que volte, porque ele me absolve e me perdoa pela minha não-compreensão.
Ele volta mansinho, em paz, só que causando um furacão dentro de mim, satisfeita que sou pela sua loucura sóbria.
Ah, Cidade, você um dia entenderá o que é sentimento?
Acho que não.
Quando você quiser mesmo me ganhar, tente, em vão, atingir meus sentimentos.
Aviso de antemão, porém, que o que há de melhor em mim, não está em você!
Eu, sempre, Cidade, sempre, optarei pelo o amor que nutro pelas pessoas.
Se um dia, você, metida a saber de tudo, conseguir vender em alguma loja esse sentimento maior, serei a primeira a estar nessa fila, sem furá-la jamais.
Você já estreou a loja?
Qual é o horário, então, de abertura?
Já estou lá, com o peito arfando de amor e paz, porque o amor é um eterno inimigo da guerra...

(Imagem:
http://downloads.open4group.com)

domingo, 24 de outubro de 2010

Faça o seu mapa astral!


A "fuçadora" da internet aqui, ó, Mary Miranda, descolou um site maneiríssimo para se fazer o mapa astral!
Muita gente tem essa curiosidade de saber, mas não imagina nem onde achar, sem que nos cobrem o olho da cara, para se ter noção de como a nossa vida astrológica funciona.
Sergio Scabia, um dos fundadores do site Somos Todos Um, descreve minuciosamente, com fácil assimilação, como trabalham nossos signos, ascendentes, os astros, as casas, quadraturas, etc.
Para quem quer saber, basta clicar no link abaixo:

http://somostodosum.ig.com.br/mapa/

Naturalmente somos muito mais que um mapa astrológico, já que só Deus mesmo Sabe o que nos cabe fazer ou ser nesse infinito Universo.
Porém, algumas coisas Ele permite que descubramos e por que não levar em consideração, usando a lógica, as explicações descritas em boa parte dos estudos sobre os astros?
Apesar de muito bom o site indicado, devemos tomar cuidado ao digitarmos o horário de nascimento pois o mesmo não "faz as contas", ou seja, não identifica se no ano de nosso nascimento existia ou não o horário de verão.
Se por acaso no seu ano de nascimento este horário existia, e você nasceu entre outubro e março, reduza em uma hora o seu horário ( isso pode causar uma diferença enorme no resultado final!).
E como eu adoro vocês, olha aí embaixo os anos em que ocorreu o horário de verão!
Verifique com atenção se o seu ano de nascimento está na lista , ok?

Como surgiu o horário de verão?

Foi uma idéia de Benjamin Franklin, em 1784, para economizar velas. No entanto, só levaram a idéia dele a sério durante a I Guerra Mundial.

O horário de verão é usado por cerca de 30 países no mundo inteiro. No Brasil, o horário de verão foi adotado pela primeira vez entre 3 de outubro de 1931 e 31 de março de 1932. Chamava-se “Horário de Economia de Luz no Verão”.

Ele já foi adotado também em 1932, 1949, 1950, 1951, 1952, 1963, 1965, 1966 e 1967. Entre 1968 e 1984, ele deixou de acontecer. Voltou em 2 de novembro de 1985 e não teve mais interrupções. Em 1999, o horário de verão economizou 6% de energia elétrica no Brasil e durou 146 dias.


O meu resultado pessoal foi esse:

Posição dos planetas:
Sol em Capricórnio
Lua em Gêmeos

Mercúrio em Capricórnio
Vênus em Capricórnio
Marte em Sagitário
Júpiter em Peixes
Saturno em Câncer
Urano em Escorpião
Netuno em Sagitário
Plutão em Libra

Posição das casas:
Ascendente em Áries
Casa 2 Touro
Casa 3 Gêmeos
Casa 4 Câncer
Casa 5 Leão
Casa 6 Virgem
Casa 7 Libra
Casa 8 Escorpião
Casa 9 Sagitário
Casa 10 Capricórnio
Casa 11 Aquário
Casa 12 Peixes

Meu signo é capricórnio, com ascendente em áries e lua em gêmeos
(esse gêmeos me surpreendeu, sinceramente! haha).
Depois de fazerem o mapa, me contem o resultado de vocês aqui,
através dos comentários!


(Fonte de pesquisa - Horário de verão
http://www2.uol.com.br/omossoroense/021102/cotidiano4.htm

Imagem:

http://espacosalitre.net/)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Lorelei, a lenda

Lorelei
A cultura alemã é rica, embora pouca gente se dê conta disso.
Uma dessas riquezas se encontra na literatura, de onde surgiram poetas indescritíveis como Goethe e da "literatura de massa" com lendas quais a de Lorelei.
Passei a pesquisar mais sobre essa cultura por conta do meu TCC - Trabalho de Conclusão de Curso - cujo o termo mais aplicado é monografia, ainda que exista diferença.
Como ardorosa admiradora da escritora Clarice Lispector, eu só tinha em mente o seguinte: "Vai ser sobre uma obra dela que apresentarei o meu TCC!"
Eis que cai nas minhas mãos a opção de trabalhar a obra Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres cuja personagem central é de nome Loreley, com o apelido, Lóri.
Seu grande amor, um professor de Filosofia, se chama Ulisses.
A princípio, os nomes não têm interligação alguma, nem importância na historia, o que é um erro pois têm tudo a ver, e como!
Lorelei ( pronuncia-se 'Lorilai'), na lenda alemã, era uma jovem muito bela, que costumava pentear seus lindos cabelos perto de um rio, cantando: "Lorelei, Lorelei, Lorelei".
Os homens ficavam embevecidos com sua beleza e voz sedutora.
Não havia nenhum deles que por ela não se apaixonasse!
Ainda mais que a jovem mulher sempre cedia aos apelos masculinos, causando-lhes muitos problemas pois era por causa dela que os mesmos tinham seus lares destruídos, e até se suicidavam.
Tal a proporção dos escândalos causados, que chegou aos ouvidos do Bispo que, para tomar uma atitude drástica, persuadiu-a a explicar toda aquela situação de caos na cidade.
A bela Lorelei, sincera e inocente, contou tudo o que de fato acontecia.
O religioso libertou-a penalizado por causa da honestidade das palavras da moça.
Mas Lorelei sofria...
Disse ao Bispo, entre lágrimas de grande tormento na alma, que a sua beleza só trazia desgraça aos homens, que a amavam desesperadamente, enquanto que ela própria apenas amara um só homem na vida, mas que ele a abandonara...
O Bispo a propôs que se dedicasse a Deus, num convento, longe das vicissitudes do mundo.
Ela aceitou e, escoltada por três cavaleiros, pediu para que a deixassem ver o rio Reno pela última vez.
Do alto de um rochedo, avistou um barco e gritou em frênesi:
- Olhem aquele barco! O barqueiro é o homem que eu amo! Oh, meu amor, me espere!
Assim sendo, atirou-se no rio com tal rapidez, que ninguém conseguiu impedi-la...
A partir disso, nenhum navegante passa pelo rio sem lembrar-se de Lorelei.
Muitos juram que a veem transformada em sereia e que sempre está chorando ao entoar sua canção "Lorelei".
A lenda de Lorelei foi divulgada pelo poeta alemão Clemens Brentano.
E a Lóri de Clarice, não é muito diferente.
Acostumada a ter alguns homens aos seus pés, não conseguiu conquistar o seu verdadeiro amor através de sua beleza "artificial" ( Usava muita pintura em seu rosto).
Como esse grande amor era um homem muito inteligente, fez com que ela procurasse se descobrir primeiro enquanto ser, para depois conquistá-lo como homem.
Ulisses, o nome dele, nos leva ao lendário personagem da epopéia grega de Homero, o mais famoso dos barqueiros em uma obra, a resistir aos encantos de uma sereia ( pediu aos seus subordinados que o amarrassem com cordas, para não cair nas águas profundas como lhe convidavam as sereias do rio).
Então, a junção de Lorelei, a sereia, com Ulisses, o resistente aos seus encantos, ficou perfeita na obra lispectoriana, ajudando até, para melhor compreensão das motivações dos personagens.
É mais um livro fabuloso da Clarice devido ao mergulho no psicológico humano, como ela, soberbamente, fazia em todos os seus textos!
Passando pelos arquétipos de Jung, filosofia, religião, conceituação de Deus, Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, é obra para se ler e reler, e não ficar apenas enfeitando estantes.
Acho que todas nós, mulheres, somos um pouco (ou muito) como Lorelei.
Nós temos essa coisa do encanto, do fascínio, de querermos todos os homens nos admirando, mas que dentro de nós, em nosso id mais profundo, somos eternas procuradoras dos nossos amados barqueiros salvadores...



- Hum, cadê Scorpions aqui no post, já que está se falando de cultura alemã, hein? - eu me indago, desarvorada com o meu "esquecimento".
-Mas não tem lógica colocá-los aqui pois eles não têm música falando de lenda ou algo assim... - eu me replico, chateada.
- Mary, sua boba! - eu mesma me corrigindo - Como não tem? Deixa de ser vacilona, menina! "Toca Scorpions" agora, vai, vai!!!!
Hahahaha Não é que a banda tem mesmo uma canção com lógica para o post????
Foi com aquela surpresa agradabilíssima que, ao adquirir o último álbum Sting in the tail, notei de cara que meu TDB Klaus Meine juntamente com Eric Bazilian, Fredrik Thomander, Anders Wikstron compôs uma música de nome Lorelei!
Pena ela não ter surgido há uns dois anos mais ou menos, pois eu a usaria no meu TCC, sem sombra de dúvida...
Lorelei para todos nós!




(Imagem:
http://cantinhomagicodahelena.blogspot.com)

domingo, 17 de outubro de 2010

O cacique e o relógio de pulso


Há ocasiões que pessoas nos contam histórias, como se fossem piadas, ou seja, para rirmos, e lá ficamos refletindo sobre o entendimento, a moral, o "espírito da coisa".
Uma dessas piadas é interessantíssima pois, surpreendentemente, eu consegui encontrar três diferentes formas para compreendê-la, algo incomum no mundo do gracejo espontâneo!
Achei-a tão grandiosa, que resolvi transformá-la num pequeno conto.
Acompanhem comigo:

" Uma vez, um homem branco considerado civilizado, acostumado à vida moderna, tomou a decisão de visitar uma pequena aldeia indígena no interior do seu estado natal do nosso imenso Brasil.
Ficou interessado ao descobrir que uma jangada mais incrementada e segura o levaria em menos de uma hora para o outro lado do rio, onde teria contato com aquela gente que era brasileira, mas tão distante de tudo e de todos!
É bom explicar o que é "civilizado".
Quando se escuta ou lê esse termo, entende-se que se trata de qualquer sujeito que viva em cidade, cuja sociedade exige certas regras, como ter TV, celular, computador, carro e tudo o mais que valha para ser reconhecido em convívio social "adiantado".
Aquele homem branco nada conhecia sobre a cultura indígena, só o que os livros de História nos contam e, naturalmente, o estereótipo do índio nu, com pouca "cultura" e de fácil aceitação do que vem "do branco", povoa a mente dos socialmente adaptados.
Mas aquele homem branco queria saber o que acontecia de verdade.
Ele era um homem bom e só queria agradar uma tribo que desconhecia os costumes!
O que fazer, então?
Armado de uma mochila com várias bugigangas tecnológicas, lá foi ele, querendo ser generoso com aquela tribo brasileira que pouco conhecia...
Chegando lá, de cara é recebido pelo cacique, o chefe indígena.
Ficaram amigos com uma velocidade impressionante!
O cacique também falava o português, além de sua língua nativa indígena.
Logo ao chegar, ele havia aberto a sua mochila com os apetrechos "sociais" e dera a opção ao cacique para escolher o que lhe era mais interessante e importante.
O cacique, com o total desconhecimento para que fim teria quaisquer dos objetos, optou simplesmente, pelo o que lhe pareceu o mais bonito: um relógio de pulso.
- Para que serve isso? - perguntou o índio, colocando o relógio no pulso que era acostumado a apenas usar pulseiras de pena.
- Ah, isso é um relógio e ele serve para marcar as horas!
- E para que serve marcar as horas? - insistiu o indígena.
- É bom para saber quando é hora de almoçar, dormir, pescar e tudo o mais! - explicou o homem branco, assustado com o fato de alguma pessoa, no mundo, passar sem ver as horas durante o dia!
Daí ensinou a ver as horas e o cacique, muito inteligente, aprendeu rapidamente, sem problema algum.
Olhando à sua volta, o homem branco ficou extasiado!
Tudo tão limpo e bonito!
Numa rede gostosa, daquelas que dá vontade de dormir só de olhá-la, balançava a esposa, com o caçula de seis filhos.
Todos bonitos, arrumados, limpos e bem alimentados.
Arco e flecha denunciavam que caçavam.
A vara de pesca, que pescavam.
A enxada, que plantavam...
O chefe havia dito que nunca tinha ido à cidade grande, que o que sabia sobre a cultura "dos brancos" havia chegado através de alguns citadinos que ali foram visitar e ensinar a língua portuguesa.
Para saber se era manhã, olhavam o Sol nascendo ao leste, se era tarde, era só vê-lo se encaminhando para o oeste, e se era noite, a Lua que surgia esplendorosa após o Sol ir embora...
Os índios de sua aldeia sabiam "se virar" e muito bem, sem precisarem do que se chama "cidade grande"!...
Aquele homem branco ouvia tudo boquiaberto!
Eram mais ou menos 8 horas da manhã quando o tal homem branco ali chegara.
Estava tão animado com a conversa com o cacique, que as horas correram rapidamente!
Mais ou menos ao meio-dia, após longa conversa entre ambos, de fotos tiradas e muitas risadas, o cacique começou a sentir um ronco característico de fome no estômago.
Daí ele lembrou que estava com um objeto em seu pulso que "avisava" a hora de almoçar!
Mas, qual seria a hora de almoçar?
11 horas da manhã?
12 horas?
Ou seriam 13?
O cacique olhou bem os ponteiros e viu neles o menor marcando 11 e o maior marcando que eram 56 minutos.
- Qual é a hora de almoçar mesmo? - o velho cacique se perguntou.
O homem branco ficou surpreso que o índio a todo momento ficasse olhando aquele relógio, e indagou:
- Ô, chefe, que tanto você olha esse relógio?
O cacique observou bem o novo amigo à sua frente, sem saber o que dizer.
Então, falou:
- Índio quer saber se é hora de comer!
E olhou novamente o relógio.
- E aí, já está na hora do almoço? - perguntou aquele homem branco, todo satisfeito por ter dado um presente útil.
Naquela próxima olhadela do cacique, já eram 12 horas em ponto, mas o índio ainda não sabia se era ou não era a hora certa para a sua alimentação.
Quando o novo ronco apertou seu estômago de tal maneira, que quem estava perto ouviu o barulho, o cacique, olhando o relógio desesperado, sem mais se importar com as horas, disse, rapidamente:
- Sim, homem branco, está na hora de índio comer..."

Espero que tenham gostado dessa piada que transformei em conto!
Quem aí se arrisca à uma interpretação?

(Imagem:

http://www.whala.com.br/category/whalaverde/page/3/)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O que eu aprendi com os meus professores

Sim, mês de outubro é o "cara".
Como tenho motivos de comemoração neste querido mês dos Animais, das Crianças, do Fatos de Fato, dos Médicos e dos Professores!
Professores...
Isso me lembra alguma coisa!...
Oh, sou professora, minha gente! E com muita honra!!!!
Mas eu não a seria, se não fosse os meus agora colegas de profissão, que honram nossa classe, que fazem dela um mundo bem melhor de se viver!
E não nos esqueçamos nunca, que todas as profissões do mundo dependem de um professor, desde os mais singelos docentes (aqueles do Jardim) aos dos mais altos níveis acadêmicos!
Não é à toa que a etimologia de "profissão" nos transfere de imediato à associação ao radical "profe" de "professor"...
Bem, não vou aqui me deter e perder o precioso tempo de todos nós falando daqueles que não são professores de verdade, uns tipos que passam a mão no diploma, e alardeiam seu despotismo imbecil e arcaico a la música do Pink Floyd (Another brick in the wall).
Quero falar sobre mestres-humanos, do estilo 'Gente que faz' , aqueles da categoria INSUBSTITUÍVEIS!
Graças a Deus tive maravilhosos docentes; só alguns poucos deploráveis.
O que eu aprendi com os meus professores, esses INSUBSTITUÍVEIS, vai além dos livros e letras, uma aquiescência em seus olhares e a sabedoria latente explodindo na aula aplicada, a despeito do sono, cansaço, desinteresse dos alunos e aborrecimentos concernentes a esse "Universo Paralelo" chamado Magistério.
Um deles uma vez explanou que o maior aprendizado que existe, não é mostrado em provas, e sim, é aquele dos momentos do "pós-libertação" da sala, onde alguém diz, mesmo passados muitos anos:
- Poxa, meu professor da 5.a série me ensinou isso!...
É sobre essa aprendizagem que fica por toda a vida, que quero relembrar, algo que nunca mais esqueci.

O que eu aprendi:

* Diferença entre substantivo abstrato e concreto

Abstrato é sentimento, é qualidade, não dá para visualizar com os olhos fechados; concreto, é o contrário (Amor é abstrato porque não visualizamos o tamanho, a cor, a dimensão, mas Papai Noel nos permite imaginação, porque mesmo não existindo, sabemos que sua roupa é vermelha, usa barba branca, etc.) - Professora Ada Helena - Língua Portuguesa (Ensino Médio);

* Dividir por dois algarismos

Problema sério entrar na minha cabeça que eu deveria entender a classe das unidades, dezenas, centenas para dividir com exatidão! Depois que eu "pesquei", aprendi até a dividir de duas maneiras diferentes! - Professora Marli - ( 3.a série -Ensino Fundamental);

* O que é silogismo

Tem a ver com o uso que certas pessoas fazem para "convencer" outras, embuste usado por muitos políticos, o que podemos chamar de "falácia". O tema é longo e não vai dar espaço aqui para eu explicar melhor. Professora Anete - Língua Portuguesa ( Faculdade);


* A conhecer e entender mais a Literatura Brasileira

Pois é, temos que apreciar o que é "nosso", embora muitos de nós passemos longe desse ditado popular.
A partir de conhecimentos "de perto" literários, aprendendo a ler nas entrelinhas, e saber que uma obra literária não é só um monte de letras para entretenimento, e sim, que pertence a um histórico merecedor de pesquisa, é que passei a apreciar a Literatura Brasileira.
Hoje em dia posso dizer que amo Clarice Lispector , Machado de Assis, José de Alencar, Aloísio de Azevedo e tantos outros. Clarice era a única que já amava desde criança... Professor José Jorge - Literatura Brasileira (Faculdade)

* Platão e a Teoria das Reminiscências

Descobri que ninguém aprende "de primeira", é necessário ter visto a prática algumas vezes antes . A lembrança do que ocorreu anteriormente, faz-nos determos nossa sabedoria com mais afinco. Virei fã de filosofia por isso! - Professor Ronaldo - Filosofia ( Faculdade);

* A gostar de Literatura Portuguesa

Eu lembro que achava a Literatura Portuguesa alguma coisa "menor", com a cabeça entulhada com aquelas piadinhas de mau-gosto que os brasileiros ignorantemente sempre fazem.
Nesse quesito tenho que dar os louros a dois mestres, que me abriram os olhos para o "além-mar" e fizeram que a minha leitura pessoal contivesse Fernando Pessoa (um dos meus ídolos literários), Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco e Luís de Camões. Professora Selene -Literatura ( Ensino Médio) e Professor Iran - Literatura Portuguesa ( Faculdade). Obs.: Prof.a Selene é portuguesa de nascença e foi a primeira a me dar apoio nos meus escritos!;

* A usar o raciocínio lógico para resolver questões matemáticas

Até hoje não sou grande coisa em matemática, mas tenho o orgulho de dizer que, ao menos, uso a lógica. Vou martelando uma questão até achar o "cerne" dela, no que às vezes leva-se horas. Se não fosse por isso, iria continuar me "arrastando" nos números até hoje! Professor Jonier - Matemática (Ensino Médio);

* Reconhecer quando uma palavra contém dígrafo

Foi através da prática, da professora dando exemplos do dia-a-dia, que aprendi a diferença, por exemplo, de 'sc' dígrafo e 'sc' não-dígrafo. ('Descida' é dígrafo porque não pronunciamos o 's' e 'escola' não é, porque pronunciamos o 's' e o 'c'). Professora Rosângela - Língua Portuguesa (5.a série - Ensino Fundamental)

* Que todo aluno de Faculdade tem que ser pesquisador

A mania que temos, quando saímos do Ensino Médio, é de acharmos que Faculdade tem que ser 'maternal'.
Meu professor explicou que deveríamos pesquisar mais, ler mais, no que resultou num vocabulário mais apurado e provas bem mais condizentes com o grau de uma faculdade! Além de tudo, ele foi um dos melhores professores de Português, do tipo que falava ao nível Evanildo Bechara, o grande gramático! - Professor Hercules - Língua Portuguesa ( Faculdade);


* Saber que no Brasil não houve miscigenação, e sim, "estupro legalizado"

É bonito dizermos que o Brasil é formado pela miscigenação entre as raças branca, negra e índia.
A verdade, porém, é que no princípio de nosso povoamento, as pobres negras escravas e índias eram violentadas por algozes senhores de engenho e seus asseclas, tendo os seus filhos criados feito bastardos. O que hoje chamamos de "miscigenação", não passa de "estupro legalizado"... Professor Antônio Jorge - História do Brasil ( Ensino Médio)
* Diferença entre o artigo um para o numeral um

Parece bobagem mas só um professor soube explicar isso de maneira fácil e objetiva!
Um, quando não há outros números numa frase, é sempre classificado como artigo.
Se houver outros, é classificado como numeral. Esse professor, juntamente com o anteriormente mencionado Hercules, forma o time dos melhores em Português que já vi! Professor Waldemar - Língua Portuguesa ( Faculdade);

* O que são "Phrasal verbs"

"Phrasal verbs" é a ligação de um verbo (ou não) com uma outra palavra, que juntas formam outro sentido. Exemplo : get= conseguir; up= para cima; get up= levantar-se. Foi com minha professora que consegui memorizar vários deles, e me fazer valer em minhas aulas. Professora Luzia - Língua Inglesa ( Faculdade);

* A entender a frase "Penso, logo existo"

Com aquele "jogo-de-cintura" típico dos bons professores, consegui absorver esse pensamento de Descartes. Em poucas palavras, isso quer dizer que, você só sabe que existe, porque pensa... Sem extensão, por favor! Professor Geovane - Filosofia ( Faculdade)

* O que são figuras da linguagem

Nunca as compreendi direito, nem me lembrava delas, somente as coordenei na mente quando precisei aplicar aula sobre isso. Ironia, metonímia, aliteração, metáfora, são recursos que podemos usar ao escrever ou falar. Eu, por exemplo, me amarro na ironia, quase sempre as escrevo em algum lugar... Professor Orlando (Professor regente no Estágio) - Língua Portuguesa ( Estágio da Faculdade)

* Que não é preciso saber português direito para falar bem o inglês

Essa foi interessante porque achava que uma coisa tinha a ver com a outra. Mas, não é.
Aprendemos um idioma pelo interesse ou necessidade.
Se há pessoas que falam mal o Português é porque não tem um interesse real nele, enquanto vemos gente que saca bem inglês porque acha mais necessário. Professor Edson - Linguística Aplicada ( Faculdade);

* Vocabulário de livro de inglês é diferente do vocabulário prático

Se nos resumirmos tão-somente a livros, nosso inglês fica estagnado.
É necessário um contato com os falantes nativos, ouvi-los na prática.
Por isso nosso professor começou a escrever palavras consideradas popularescas, gírias e até palavrões para nos situarmos com o inglês "real". Professor Paulo César - Língua Inglesa ( Faculdade);

* Os arquétipos de Carl Gustav Jung

Nunca nem tinha ouvido falar desse psicólogo, presa estava apenas a Sigmund Freud.
Em época de monografia, doida varrida por Clarice Lispector como sou, escolhi um dos livros dela para trabalhá-lo, "esbarrando" , assim, com Jung, pois a obra da escritora era baseada nos tais arquétipos.
Dos cinco mais conhecidos, adoro o da "máscara", onde comprova que cada um de nós se "esconde" de alguma forma. Mais uma aprendizagem inesquecível pra mim! Professor Synval - Teoria da Literatura ( Faculdade).

Para fechar, essa é , com certeza, INSUBSTITUÍVEL:

* A ler e a escrever

Todo mundo tentava me ensinar a ler e a escrever na minha família, mas nenhuma letra "entrava".
Só aos sete anos, quando o meu pai já achava até que eu fosse um pouco "burrinha", uma professora do meu bairro, com seus apenas 17 anos, conseguiu me alfabetizar, de maneira completa!
Eu conseguia fazer a escrita correta, escrevendo o 'z' na "nobreza" e 's' na "casa", sem problema algum.
Isso no tempo recorde de um mês e meio!
Detalhe: essa professora não era formada; era apenas uma estudante.
Provou que era professora de alma, o que é melhor! Professora Alessandra (apelido Dininha) - (Classe de Alfabetização).

Que aproveitemos esse dia 15 de outubro, Dia dos Professores, para uma reflexão maior .
Quem sabe, de tanto martelarmos nessa tecla, ainda não conseguiremos mais respeito e mérito, a nós, professores de luta e fé?


Estava aqui pensando qual música eu poderia usar para marcar essa data tão marcante para nós, docentes.
Aí me veio Nos bailes da vida, do Milton Nascimento e Fernando Blant, cantada lindamente pela cantora Joanna, que retrata a vida do artista na estrada, da garra, da luta, que todo artista tem que ter.
Não somos artistas do palco, mas somos da sala de aula, então cabe aqui essa ode dos poetas Milton e Fernando, à esperança e força que todos nós devemos trazer em nossos corações, para a nossa sobrevivência, enquanto seres vivos!
FELIZ DIA DOS MESTRES!!!!!!!




(Imagem:
http://designfurb.blogspot.com/2010/09/espaco-formatura.html

Edição de imagem:
http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Presente é presente!

Bem, gente, o Fatos de Fato fez o seu 2.o aniversário ontem e ganhou um presentão!
Minha amiga Rê Requeri, a "rebloggante" editora do blog Rebloggando fez essa "rebloggação" toda que vocês estão vendo aqui!
Já repararam no novo template do meu "nenenzinho"?
Ele não ficou uma gracinha????
Pois essa minha amiga, que tenho o prazer de dizer que foi uma das primeiras que fiz no diHITT, que me acolheu amistosamente quando eu não entendia NADA de blog, nem do site de notícias, me deu essa alegria, essa ventura de renovar a "cara" do Fatos de Fato que, ao invés de envelhecer com os anos, só rejuvenesceu, notaram?
Rê é uma dessas pessoas multi-facetadas: cozinheira de mão cheia, cronista das melhores daquelas antenadas que escreve sobre tudo, saca de rock e música em geral como ninguém , e só para me matar de inveja, tem um filho que entrevistou o Scorpions (Meu Deus, essa eu não perdôo! haha) e é, como percebem, uma fabulosa webdesigner.(Eita menina prendada, sô! haha)
Foi engraçada a nossa mexida "ao vivo" no template!
Ela mudava algo e eu falava:
- Rê, a cor poderia poderia ser outra!
Aí, a paciente Rê (com paciência de Jó, diga-se de passagem), voltava, e eu:
- Hum, as pedras, Rê, as pedras...
Mas a passagem mais engraçada mesmo foi a dos três deuses egípcios que andaram sumindo!
- Cadê os deuses? Cadê os deuses? - eu, desesperada, querendo saber deles...
(Gostei deles logo que os conheci no template- teste.)
A Rê doida atrás deles e me perguntava:
- Eu não sei onde eles estão, Mary! Nem mexi neles...
Procura daqui, procura dali, e nada!
Como num passe de mágica, eles "apareceram"... (haha)
( Os tais deuses egípcios é o trio que fica acima de cada título de post!)
Para terminar, eu só queria dizer, minha queridíssima amiga Rê, que palavras não podem traduzir a minha emoção essa generosidade sua, prova maior de sentimentos de amizade verdadeira, que não se resumem à uma simples internet!
Dizer "Obrigada" é pouco; fico com a sabedoria do silêncio que te diz um "Obrigada" maior e mais condizente com os meus sentimentos!

E aí? Gostaram da nova "cara" do Fatos de Fato?

Para quem quiser contactar o trabalho de Rê, é só clicar no rodapé da página ou ligar para:
(11) 6360 - 9305

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Aniversário do Fatos de Fato - 2 anos


Parece até filho, o blog que um(a) blogueiro(a) monta, com todo o carinho!
Estou assim tão orgulhosa que meu "filhinho" esteja completando neste 7 de outubro de 2010, mais um aninho de vida!...
Escolhi a Esfinge de Gizé ( O nome é esse mesmo, Radi?) para enfatizar o aniversário porque, com o tempo, ela acabou virando símbolo do Fatos de Fato.
Eu já tentei mudar o template, só que ela, a Esfinge (e a Pirâmide de Quéops logo atrás), "não deixou".
Além disso, ela também "devora" quem queira "mexer" na sua "arquitetura". (O já citado Radi que o diga! haha)
Como ela é uma Esfinge, também faz parte do conhecido jargão do mundo das pirâmides: "Decifra-me ou devoro-te!"...
Sem muito me estender, gostaria que cada um que aqui viesse, levasse um pedaço do meu bolo, ainda que virtual, mas que é feito de amor e amizade!
Aceita um pedaço?
Olha ele aí embaixo!!!!

Recados para Orkut

Ah, fiz um vídeo com o making of desse post.
Já vi tantos por aí: de filme, show, novela e até de casamento!
Mas de blog, ainda não tinha visto, sinceramente.
Espero estar sendo pioneira nesse quesito! (haha)
A imagem está meio tosca (filmei do meu celular, desculpem!); o som é que está bem legal!

Com toda a ternura que existir,
MaryMiranda , editora do blog Fatos de Fato.




(Imagem:
http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com - Arquivo pessoal
Gif animado
:
www.recadosonline.com/bolo-de-aniversario-3.html)

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Lembranças da infância


Não adianta: começa o mês de outubro e a mente nos arremete logo para o Dia das Crianças!
No meu caso, além desse dia, lembro logo também dos animais, que é comemorado exatamente hoje, 4 de outubro.
Optei em falar de infância porque, dos animais, sempre estou falando deles, independentemente de data!
Todo mundo teve infância, seja ela boa ou não, e as lembranças que ficam, são para o resto da vida!!!!
Repassei mentalmente os meus gostos pessoais, elaborando 10 perguntas para mim mesma dessa época deliciosa! (Algumas perguntas eu usei no post do ano passado)

1) Meu doce favorito

Um doce de leite, no palito, da marca Zorro.
Pra mim, esse doce é o meu gosto de infância. Tinha loucura por ele!

2) Meus colegas mais chegados

Perto da minha casa era um garotinho e sua irmãzinha (eu tinha uns cinco anos e eles, por aí!), e na escola, até os 11 anos, uma menina de apelido Rosinha.
Quando não os via, parecia que alguma coisa estava faltando.
Ficava cabisbaixa, um tanto "deprê".

3) Passeios prediletos

Parque, qualquer um! Dos mais bobinhos (aqueles que montam perto da nossa casa e depois, somem! haha) aos mais chiques, como o extinto Tivoli Park da Lagoa (Por que ele acabou????).
Eu lembro até hoje do 'Festival da Pipoca' que um desses parquinhos inventou.
A criança que ganhasse um convite durante a semana, tinha o direito de comer quantas pipocas quisesse! Fui uma dessas sortudas e por causa disso andei desrespeitando minha mãe, indo sem um responsável, juntamente com os meus coleguinhas, ao tal parque.
Nossa, nunca tinha sido tão feliz, mesmo com a mamãe falando um monte (depois ela resolveu me levar num dia, e o meu pai no outro).

4) Brincadeiras favoritas

Roda, pular corda, mas o que eu mais gostava mesmo era dos piques, e qualquer um! O pique-ajuda era o meu preferido dentre todos!


5) Ídolos de criança

O palhaço Bozo, mesmo eu detestando palhaços ao vivo (Alguém merece isso? haha).
Eu não perdia um programa sequer dele, sabia suas musiquinhas todas de cor e A-DO-RA-VA a sua turma!
Ainda bem que consegui alcançar o Daniel Azulay e a Turma do Lambe-Lambe.
Sempre tentava adivinhar qual o personagem da turminha que esse grande desenhista iria terminar de desenhar até o final do programa. (Só acertei um... snif!)
E Sílvio Santos.
Esse dispensa apresentações, não é mesmo?


6) Desenhos animados favorito
s

Caverna do Dragão. Ainda hoje, adulta, considero esse desenho como o MELHOR já realizado por uma produtora de obras infantis!
Eu ficava doente se perdesse qualquer episódio...
Meus personagens preferidos eram Erick (o do escudo) e Hank ( o do arco).
Erick era meio enjoado, mas eu o achava sincero, por isso virei fã!
Agora eu tenho o DVD com os 27 episódios e os assisto quando cismo.
Há outros como He-Man, She-Ra, Thundercats, só que a Caverna consegue ser o favorito dos favoritos!

7) Personagens preferidos


Super-Homem e Mulher Maravilha (por ser a equivalente ao "Homem de Aço").
Seja em desenho, filme ou quadrinhos, amo Super-Homem ACIMA de todos os personagens existentes infantis!
Adoro sua força e pureza de sentimentos ao mesmo tempo.
Ele é uma doce incógnita que sempre me atraiu.
De quebra, aconteceu de eu assistir ao filme Superman II ( o vi primeiro que o I) e me apaixonar por Christopher Reeve, uma 'paixonite' de criança que me arrebatou por toda a vida (Ninguém chorou mais que eu quando ele sofreu o acidente que o levou, futuramente, à morte!). Ele era o mais lindo dos homens, o mais legal, o mais tudo no meu coração!!!!
(Podem mandar quantos 'Super-Homens' quiserem, que nunca ninguém suplantará Chris!)
Outros personagens que eu curtia muito eram o Zé Colméia e o parceiro Catatau.
O desenho era meio fraquinho; o que valia mesmo eram as palhaçadas que esses dois aprontavam em busca da cesta de piquenique!

8) Professores preferidos

Ah, tive ótimas professoras na minha infância!
Guardo boas lembranças delas!
Só que da categoria inesquecíveis, logo, as preferidas mesmo, se encontram:
a) A que me alfabetizou. Uma mocinha de 17 anos do nosso bairro que não era formada no Magistério, mas botou a garotada toda pra ler porque era professora na alma: inteligente, educada, paciente, boa pessoa!
b) Minha professora da 3.a série. Aquela ENSINAVA, no sentido real da palavra.
Tinha muita paciência e um domínio de turma invejável!
Muito tranquila, sensata, um amor de pessoa! (Era professora, mas nasceu no Dia do Médico - 18 de outubro. Interessante!...)
Bem, acho que nem preciso dizer que essas duas grandes profissionais foram meus exemplos para a profissão que escolhi, né?

9) Histórias lidas por mim ou contadas por alguém

Da história que eu li e que me marcou profundamente foi Sozinha no Mundo, de Marcos Rey, e da contada por minha mãe, A Gata Borralheira ( Muitos a conhecem por Cinderela, só que minha mãe nunca a chamou assim...).
Sozinha no Mundo li quando tinha uns 12 aninhos ( mas ainda era tão inocente!...), que me passou valores morais, éticos que carregarei na minha mente e alma enquanto viver!
Sobre A Gata Borralheira, era a história que mais gostava de ouvir, embora minha mãe tivesse paciência em contar outras.
Tudo bem, mãezinha terminava A Gata, emendando outra, e adivinha o que acontecia?
- Mãe, conta a da Gata de novo!...
A partir disso, ela já não contava nenhuma história inédita...

10) Sonho de infância

Hum, eu tinha tantos sonhos!...
Sempre fui uma eterna "viajante nas imaginações".
Um deles era de conhecer o Sílvio Santos!
Achava o maior barato aquelas brincadeiras que ele fazia com a criançada.
Falem o que quiserem, mas o "Homem Sorriso" tinha muito jeito para lidar com as crianças (Agora, nem tanto...).
Outro sonho era de ter algo que alguma colega estivesse usando que fosse na moda e bonito.
Lembro que uma colega minha foi a primeira da sala a usar uma mochila marrom, linda, que parecia ser feita de napa, um material bem diferente.
Ficava delirando, viajando mesmo, querendo ter uma igual (não por inveja, por admiração extrema por aquela mochila). Só que quando eu ganhei, a curtição já tinha passado...
O único sonho que realizei na época certa foi de ter um relógio de pulso.
Meu pai, nem minha mãe, queriam me dar de jeito nenhum porque diziam que eu estragaria rapidinho.
Até que uma vizinha e seu marido quiseram me agradar e me presentearam com uma gracinha de relógio de pulseira verde, que era minha paixão! (Tinha meus oito anos).
Meus pais "morderam a língua" porque o 'marcador de horas' ficou comigo três longos anos!...

* Pergunta-bônus:

Animal de estimação preferido

Quem me conhece, sabe que desde que me conheço por gente, que eu convivo com gatos.
Em nossa casa sempre tivemos vários, e vários deles marcaram a minha infância.
Mas quando eu já estava quase uma mocinha, tive a bênção de ser "dona" de uma das criaturinhas mais doces, inteligentes, leais, amigas, que Deus me permitiu!
Era um gato de pêlo bem curto, ótimo caçador, cuja cor da pelagem ajudou na escolha de seu nome: Lourinho.
Esse meu gatinho, todo amarelo, fez a minha felicidade por dois apenas anos pois um moleque cretino local o matou de maneira torpe.
Ele parecia que me entendia!
E me tranquilizava com os seus olhinhos castanhos, da cor que lembra muito o mel (É um dos poucos gatos que conheci, que não tinha os olhos verdes ou azuis!).
Foi pouco o tempo que durou conosco, sendo que a sua lembrança em minha mente é eterna!

Agora, chegou a hora!
Surpresa!!!!
Isso é um MEME!!!! (haha)
Eu o criei porque quero conhecer a infância dos blogueiros amigos meus.
Há pessoas que odeiam memes, por isso, as que eu indicar, fiquem à vontade para aceitarem ou não!
Só há duas regras:
* Passar o meme para mais 4 pessoas;
* Linkar o blog dos escolhidos e de quem te escolheu.

Damas primeiro!
Denize Oliveira
Requeri

Os cavalheiros, por favor!
Felipe
Radi Lopes

(Imagem:
http://www.dinheiroereciclagem.com)

sábado, 2 de outubro de 2010

Campanha Música "Araguaia" do Byafra na Novela


Só quem assiste à alguma obra de ficção (novela, filme, seriado, etc.) sabe o quanto é importante uma trilha sonora adequada para o bom entendimento de um enredo.
Eu sou uma pessoa que SEMPRE está assistindo a essas obras de ficção e tenho noção da importância de uma música no momento certo, para a cena exata!
Sendo assim, eu não estaria aqui falando de algo que desconhecesse!
Afirmo, com todas as letras que a música Araguaia, do cantor e compositor Byafra, composta juntamente com Cássio Tucunduva, do álbum Segundas Intenções, é PERFEITA para transmitir ao grande público a essência da novela homônima do horário das 18 horas na Rede Globo.
Independentemente do cantor Byafra fazer ou não fazer o seu estilo musical, lembre-se que estamos falando de trilha sonora, e a música TEM QUE SER ADEQUADA AO ENREDO!
Se um filme falar de terror, há lógica em se colocar um pagode ao fundo?
Se um personagem for o vilão da novela, há logicidade em se pôr tema humorístico para enfatizar suas cenas de vilania perversa?
Para quem não sabe, a novela das 18 horas Araguaia trata de tema rural, que pede, naturalmente, músicas leves, tranquilas, para embalar suas doces cenas sertanejas.
A querida 'Ícara' ( definição carinhosa de quem curte o cantor Byafra) Kátia Jardim forneceu um link para quem quiser conhecer a música do artista no YouTube.
No final do post, vocês poderão assistir ao vídeo!
Também, gentilmente, a mesma Kátia liberou dois links para fortalecer a Campanha Música Araguaia do Byafra na Novela:
cat@redeglobo.com.br (Enviar e-mail para a Central de Atendimento da Rede Globo).
Para falar com o diretor da novela, Marcos Schechtman, o endereço virtual é esse:
http://formsredeglobo.globo.com/Portal/forms/Formulario/0,,18318,00.html


Naturalmente, vale ressaltar que toda vez que abraçamos uma causa, devemos ter conhecimento dela, portanto, sugiro que todos ouçam a música primeiro.
É linda e MERECE ESTAR NA TRILHA SONORA, POSSO GARANTIR!
Abaixo, segue a letra para que todos a conheçam.
Digam se é ou não é música certa para a novela Araguaia?!

ARAGUAIA - Byafra

O barco vai subindo rio acima
O medo do futuro me domina
As águas do Araguaia me fascinam
E rompem o silêncio e a escuridão

Será se eu voltar encontro Nina
Deitada numa rede na varanda?
Vagando na eterna madrugada
Estrada onde vai dar, não dar em nada

Por que é que eu canto meu destino de cigano
Se na varanda tem na rede que eu amo?
Por que é que eu ando e esqueço meu passado?
Se o futuro está tão longe
Muito longe dos meus passos?


Se um dia eu cair numa emboscada
Não chore, não existe morte errada
O homem que semeia tempestade
Aposta a vida na felicidade

Se eu volto, quero morar com você
Fazer o filho que você quer ter
De dia pegar duro no roçado
Ser pobre é bem melhor que ser soldado


Por que é que eu canto meu destino de cigano
Se na varanda tem na rede que eu amo?
Por que é que eu ando e esqueço meu passado
Se o futuro está tão longe
Muito longe dos meus passos?






(Imagem :
www.byafra.com)
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