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sábado, 29 de janeiro de 2011

Crossdressers - Eles são normais II


Talvez eu não voltasse a falar desse assunto tão cedo, mas acho que o tema merece uma atenção maior de minha parte devido ao teor controverso que o próprio traz.
Eu havia escrito no diHITT o post Crossdressers - Eles são normais, e por motivos que não sei explicar, o conteúdo sumiu, restando apenas o título.
Lá eu contava a historia de um rapaz ( há dois anos e tal) que eu assisti na TV, precisamente no programa Bom dia, mulher (RedeTV!), apresentado pela até então Olga Bongiovanni, onde seu maior sofrimento era esse, já que ninguém aceitava: gostar de vestir-se de mulher, sendo heterossexual!
Bonito, músico, jovem, trabalhador, romântico, porém, afugentava as namoradas quando confessava esse seu comportamento diferente.
Tudo começou quando ele, ainda criança, encantado com as lingeries da mãe, experimentou usar sutiã, calcinha, maquiagem (sem ela saber, claro) e se olhou no espelho.
Gostou do que viu!
Achou-se atraente e pensou seriamente em se vestir assim em seus momentos sozinho.
Já adulto, o rapaz costumava sair às ruas inteiramente vestido de mulher, ouvindo cantadas masculinas, sem ceder a elas, considerando a hipótese de um relacionamento íntimo com homens, totalmente fora de questão!
Não retira nenhum pêlo de seu corpo; ele gosta de ser homem!
A sua feminilidade só aparece mesmo em dados momentos previamente escolhidos por ele próprio, o que não interfere em sua masculinidade de modo algum!
Crossdressers ('vestidos ao contrário'), para quem não sabe, é uma espécie de fetiche onde um homem tem gosto em se vestir de mulher, e mulher, de homem, sendo heterossexuais! ( A versão feminina é mais difícil de se encontrar, embora o preconceito seja o mesmo.)
Em São Paulo já há até clubes voltados para isso.
É normal reunirem-se uma vez por semana (até mais!) e conversarem assuntos masculinos, vestidos de mulher.
Nem bissexuais eles se auto-intitulam!
O contato com o sexo oposto é, realmente, algo que não pertence aos seus mundos...
Perguntado por um psicólogo, o rapaz da reportagem explicou que não entende esse seu gosto. Nem tampouco se sente anormal!
Em sua concepção, ele considera seu comportamento apenas diferente e seu sonho é encontrar uma mulher que o aceite desse jeito!
Eu, particularmente, luto contra qualquer preconceito ou pré-julgamento.
Em pesquisas que fiz, não consegui conhecer ninguém ao vivo que seja assim ( ou se algum é, não teve coragem de admitir), e pela internet, averiguei que há mais casos nesse sentido que eu poderia sequer imaginar!
Centenas e centenas de homens e mulheres que vêem no vestuário do sexo oposto, seu sentimento de 'encontro', um prazer imensurável, não explicado, nem aceito pela nossa sociedade ocidental.
Devo fazer uma pequena ressalva a certos valores que trazemos em nossos íntimos.
No teatro oriental medieval, por exemplo, era NORMAL, CERTO, OBRIGATÓRIO atores masculinos vestirem-se com trajes femininos e vice-versa, sendo o ERRADO, atores trajarem roupas concernentes aos seus gêneros...
Extendo a minha ressalva a alguns comentários edificantes que recebi no post original, que ajudaram a me elucidar sobre o tema, já que se trata de pessoas que têm esse comportamento.
É nessas horas que eu sinto aqui comigo uma constatação: seja assim ou de outro modo, são pessoas como quaisquer outras...
Pagam contas, sonham em casar, ter filhos, se alimentam, dormem, vivem!
A vida nunca é fácil para ninguém, seja crossdresser ou não.
Então só me resta dizer: crossdresser é normal!!!!


(Imagem:
http://sinfromundo.blogspot.com/2010/11/crossdressing.html)

5 comentários:

Anônimo disse...

Acho isso tudo muito estranho homem que se veste de mulher, sei não. Sou do tempo que homem que é homem se vestia como macho mesmo, esse negócio de fantasia é descupa para esconder que é gay. Não me considero preconceituoso mais eu não aceito meu filho tem 22 anos, eu não ia gostar dele se vestindo assim.
Descupa mais estou falando o que eu acho.

Mary Miranda disse...

Olá, Anônimo!

Admito que fiquei um pouco na dúvida se deveria publicar seu comentário ou não porque achei que soava a preconceito.
Mas ao ler atentamente, percebi que você só estava dando sua opinião, o que é válido.
Discordo de você já que cada pessoa tem seus gostos, suas fantasias, e ninguém perde a sua integridade por esse ou aquele aspecto fantasioso que tenha!
Você não acha que desprezando o seu filho, se ele fosse um crossdresser, iria estar faltando com o amor por ele, que é o ingrediente primordial que um pai deve nutrir por um filho?
Aceito suas desculpas, mas tenho que dizer que você deveria rever certos conceitos...
Assim como você, estou dando apenas a minha opinião!

Um abraço,
Mary.

Anônimo disse...

eu sou um crossdresser, adoro me vestir de mulher, e minha esposa é quem compra meus saltos altos. Posso garantir que nunca tive interesse homossexual. Apenas, ao invés de fumar ou ficar bebendo até cair, volto para casa e coloco meus saltos altos, que por sinal, tenho uns 70 pares.

Mary Miranda disse...

Olá, amigo!

Muitíssimo bom receber um depoimento de um verdadeiro crossdresser!
Amigo, acho essa temática bem importante de ser enfocada, para acabar com o preconceito ou diminuí-lo; todos nós somos filhos de Deus, independentemente de qualquer conceito!
Legal sua esposa não 'grilar' com sua condição e até ajudá-lo!
Bom se todas as pessoas se comportassem como você e sua mulher: sem medo de serem felizes!

Um forte abraço e obrigada pela grandiosa participação nesse post!

Mary:)

Anônimo disse...

Tenho 14 anos tenho vontade de ser crossdress mas tenho medo, por isso pedi a minha amigas para um dia fazer isso na casa delas escondido