PARA QUEM AMA GATOS

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terça-feira, 26 de abril de 2011

Embate sem valor

Um caos vindo do eu, deteriora os "eus" alheios.
Que ninguém se afugente da culpa, de em dedo em riste, apontar defeitos de outrem!
Metade das discussões acaloradas, vêm de nossas ignorâncias, o não aceitar-nos, embutindo no semelhante aquilo que não admitimos em nós mesmos...
Na balbúrdia mental, mora toda a problemática infeliz: se não se resolveu no ego, não se resolverá em dissenssões...
Martelo o flagelo por ter sido devida, embargo na falácia dos imorais, solto impropérios danosos, disfarço que estou superior, finjo que nada me aborrece!
Esmagada por dentro, sentindo latejar cada dor que expus; há alento em ser vitoriosa quando se discute e se vence?
A vitória no "falar mais alto" em nada consagra o meu destemor!...
Por que julgarmo-nos melhores num embate sem solução?
Não há máscara no nervosismo explosivo, embora muito quiséssemos enredar em fuga os pensamentos escondidos...
Grito que não preciso, alardeio a sonoridade do meu pensar alucinado, "Estou certa!", com vontade de errar, mas tanto, que urgisse a necessidade de pedir perdão...
Movida a destempero, numa catarse através da benevolência por ser ideológica, a faminta por valores, corroída e muda após a dança dos vencedores; o que sobrou dos meus brados adequados?
Jogo no lixo minha miserabilidade por ser correta!
Ingenuidade imaginar que sempre se vence, quando se vence!...
Ganhei, mas não levei! Como sou imoralmente 'legal'...
A sordidez em meus atos não se prende a palavreado intempestuoso; antes fosse apenas isso...
Ainda numa emboscada biltre, me considero exata o suficiente para continuar "ganhando" no jogo!
Cuspo na minha própria cara; sou pervertida ao me fantasiar de justa!
Cacareco de existir quando se magoa pessoas que se ama...
Não posso me considerar ajustada, ajuizada após qualquer acinte contra o meu semelhante!
Sou uma delinquente que, por motivos incógnitos, não teve a sua prisão decretada!
Quão doloroso é ter essa vitória 'menor'...
Tragam-me o fracasso, me levem o lançamento dos fonemas que esmagam!
Ardil indecoroso que me suga a alma, aquele que inventaram ser o da justiça!...
Se ao menos tivesse errado, se ao menos me socorresse a culpa dos arrogantes...
Contudo, meus gestos mais grotescos são traiçoeiramente corretos.
Não há vislumbre nessa luz da verdade, nem adesão nesse visgo que deveria colar...
Pedaços de mim largados na esquina de cada cômodo, que não me acomoda.
Seria desfaçatez abusiva arremessar ao tempo meus valores deflorados?
É o que tenho para me gabar...
Uma palavra anterior e a dilaceração de respeito não surgiria; com o pensamento que não nega, é humanamente impossível não chorar as lágrimas da memória que não nos deixa mentir...
Embasamento para trazer arrependimento é somente quando se perde; entretanto, quem é que perde, quando se é quem conta a história?
Resoluta por ser lutadora, uma luta néscia já que não me traz a tranquilidade dos justos!
Não sou aquela que mata, rouba, bate e magoa.
E se ser coerente é ser conivente com a política correta, encabeço a lista.
E por que, no auge do esmaecimento de limites, o espinho vocabular derruba todos os ajustes de bom comportamento, enfiando a faca do dizer deplorável, fazendo de mim uma algoz tristonha, sentindo-se desgraçada porque tinha a opção de ter evitado, nada fez, uma firmeza num gozo fragmentado de que poderia derrotar?
Não há vencedor numa guerra de vítimas!
Todos nós cavucamos terras de nada, se quisermos suplantar.
O vazio daquele que vence é o mesmo dos plácidos cabritos colocados sob o sol, sem água, comida ressecada de mato e imundície...
Eu me desafio a partir de agora a não mais calar outras vozes!
À parte da jogatina humilhante, me encaixo na alienação.
Quem quiser que esbraveje, que ganhe no grito, e se sinta inferior ao derrotado!
Eu me chamo para uma luta silenciosa em que haja mais paciência para o alcance de alvo.
Interna e vertiginosa, uma guerra apaziguadora, que me traga deleite.
Aprendi a duras intempéries da alma, que não há calor numa chuva devastadora de ideais porque o frescor vindo, não poderia mesmo aquecer coração chamuscado de busca.
Se quero melhorar, que eu não atrapalhe a cura dos outros; todos somos contadores de história e embaça os olhos, a chance de se terminar vitorioso no final.
Estou assim, tomada momentaneamente de regozijo!
Admitir que fracassei ao ganhar, é sentir que a humanidade não se foi de mim, pertenço à nobre classe dos imperfeitos!
Há uma luz que lateja em algum lugar, mostrando que o caminho não precisa tomar partido dos retos; meu erro é acerto.
O brilho que vem de mim é ineficaz, mal me ilumina, e a justiça da mente explode em devaneios utópicos.
Se ele é fraco, ao menos, vem de uma vitória verídica, aquela que nasceu e cresceu em mim, sem precisar deteriorar ou ultrapassar ninguém porque venci a mim mesma, no primor inconsequente de querer ser melhor que outros!
Antes de ser superior aos meus semelhantes, devo antes sublimar meu inimigo interno, feito de embuste ordinário.
Orgulho e vaidade, sentimentos deteriorantes que coexistem com a vontade de vencer.
Eu os extingo, então, me faço valer!
Vitórias assim, não precisam de troféus...


(Imagem:

http://desbloqueandopotencial.blogspot.com

Edição de imagem:

http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com)

sábado, 23 de abril de 2011

Marcella Detroit

(Texto especialmente escrito para o blog Os Esquecidos, do Bruno Machado)

Nunca seremos verdadeiramente justos, quando quisermos falar de talento!
Talvez cheguemos perto de uma sede de novidade, e embora inquestionavelmente delirante, é no passado, mais recente ou ancestral, que alcançamos o objetivo, pegando aquele cheiro de frescor para a saciedade...
Quantos de nós traz em seu MP3, ou qualquer arquivo musical, a sonoridade de Marcella Detroit?
Para quem não ligou o nome à pessoa, ela fez parte da banda Shakespears Sisters em algum lugar por aí, e fez uma marcante tournée com Eric Clapton, bem lá para trás...
E Marcella continua na indagação típica do 'Ahn?' de qualquer pessoa que desconheça o assunto em pauta...
Mas te peço que não saia às pressas num menoscabo à figura da artista, já arremetendo-a ao descaso, lançando o nome e a arte no limbo musical!
Esplendorosa Marcella, voz vibrante, potente, na indubitável escolha que fizera: nasceu para estar na música; merece que a conheçamos melhor...
Cantora, guitarrista, compositora, sua presença de palco é fulgurante, um jogo com a voz, trejeitos e um flerte com seu instrumento de som...
A grandiosa artista já gravou com Elton John, e quem sabe, agora a lembrança não transponha o 'limite-Alzheimer' que desenvolvemos às vezes, e compareça nessa festa?
Sua música com ele é Ain't nothing like the real thing, que fez um moderado sucesso...
Por motivos só explicáveis pela categoria "imprevisto", a americana Detroit tem mais aceitação em UK (United Kingdom - mais conhecido por Reino Unido), chegando, algumas vezes, ao top 20 dos hits parade.
Seu tom vocal lembra bastante - pelo vigor e personalidade - ao das grandes divas do jazz ou blues, uma Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan ou Billie Holliday, embora seu estilo não seja esse, mais voltado para o pop ou o rock 'calmo'.
Quando Marcella traz sua guitarra em punho, já sabemos que aí vem 'bomba' : a explosão é vital e fica irreconhecivelmente a 'dona do palco' (ela que é bem tímida fora dele...)!
Casada com o também músico Lance Aston (banda Prima Donna), tem um filho, e continua na ativa, fazendo shows e mandando ver muitíssimo bem, por onde quer que um palco tenha o regozijo de tê-la glorificando-o!
Se após essas algumas divagações objetivas sobre a cantora que nascera Levy (Detroit é artístico), você ainda não tenha a mínima ideia de quem ela seja, mostro em vídeo, com todos os cumprimentos de quem é uma serva e rendida a sua música, a lindíssima I believe, melodia
da década de 90 que ultrapassa qualquer adjetivo louvável!
Dizer que é bonita, bem arranjada, bem cantada, é diminuir essa canção mais 'alma e coração' que alguém poderia produzir!
A cantora não canta: esbanja!
Nem se importa em jogar tudo ali, emoções, sonhos, amores...
Cada acorde e batida, acompanha o respirar cadenciado da garganta traduzida em luz!...
Ela nem pede licença: invade os ouvidos, arrebata a alma.
Não tenha medo de ser abocanhado pela sonoridade!
Seja livre para se emocionar!
Minha salva de palmas, de pé, a uma artista impecável, consciente e segura, estrada de dom divinal, a arte que só melhora com o tempo...


I BELIEVE - Marcela Detroit


(Composição: Marcella Detroit)

Now everybody has a right to be living their lives
Ooh, cause we're a long long way
A long way from paradise
If there is freedom, tell me why everybody wants to fight
Ooh, cause we're a long long way
A long way from paradise
You might be strong enough
You might be rich enough
You might be blind enough
To push it all aside

Don't matter what you do

Keeps going back to me and you

[chorus] Give a little bit of love, and you'll get it back
Give a little bit of pain, put a little trust
Every little thing that you say or do
Give a little bit of love, it'll come back to you


Got your reasons, are you sure they're reasons to be right ?

Ooh, cause we're a long long way A long way from paradise
Don't let your anger or your fear becom
e suicide
Ooh, cause we're a long long way

A long way from paradise

We must be strong enough
We must be paid enough
We played along enough

Now it's time to say goodbye

We've got some rules to burn

So many lessons to be learned

[Repeat chorus x2]
I believe in peace and harmony
You got to believe in love

Before you can be free
So take a hand, everybody make a friend

I want you to believe in love

Oh I believe... {Repeat chorus]

sábado, 16 de abril de 2011

Todo mundo é... fofoqueiro!

Vamos que vamos em mais uma temática da série Todo mundo é..., que causa sempre um burburinho; alguns concordam, outros não...
Mas essa série é para trazer à tona certas 'obscuridades' travadas dentro do ser, impedindo o assumir do que se é na verdade...
Toda vez que falamos de fofoca, o congestionamento mental arrefece o significado, trazendo a ideia de desajuste social, causando tremores familiares, invenções infundadas, disse-me-disse carregado de mal-entendidos, e todos aqueles 'trâmites' de desfavorecimento:
-Xi, menina, é mesmo???? Não esperava isso deles...
Primeiramente, é bom se entender o que é fofoca.
Toda vez que expomos algo sobre alguém que não esteja presente, sendo verdade ou não, é conotado como fofoca.
A associação da mulher a essa prática milenar, mostra-se injusta pois a realidade diz que, se compararmos os gêneros, os homens são os mais fofoqueiros!
Calma, calma, não haverá aqui a guerra dos sexos!
O clube masculino tem por hábito vasculhar a vida alheia de maneira diferente do feminino, apenas isso, e jamais admite que o que ele diz é boato!
Enfoques adversos:
Enquanto mulheres adoram falar sobre outras mulheres, homens adoram falar de... mulheres!
Muito escutamos de bocas varonis:
- 'Peguei' fulana!
Uma forma de auto-afirmação, que talvez não corresponda à realidade; jamais vão admitir que falaram de alguém não presente, ou seja, fofocaram...
As mulheres, por terem fama de faladeiras, admitem que quando repararam na roupa da colega de trabalho, foi um ato de 'falar por trás'...
Cultura que vai passando de pai para filho, a mística não cai!
Até eu já fiz uso da frase:
- Cruzes! Fofoca já é feio pra mulher, o que dirá pra homem...
Muita gente pensa que fofocar é apenas coisa de 'quem não tem o que fazer'.
Ledo engano!
Se num ato comunicativo, mesmo estando em ambiente de trabalho, suando a camisa, com o cansaço característico do trabalhador explorado, alguém se referir a terceiros, haverá a ocorrência do chamado 'à boca pequena'.
Pode não ser calúnia, mas é algo escondido...
Embora os números digam que muitos por cento traduzem em maledicências, não podemos generalizá-las.
Há fofocas saudáveis, como quando alguém relata a felicidade do vizinho que conseguiu passar no Vestibular, se alguém voltou do hospital são e salvo, tendo isso se 'espalhado' de forma rápida, quando toma força o relato de uma pessoa que ajudou outra num acidente...
Há aquelas fofocas duvidosas, que não sabemos se são para o bem ou para o mal.
Você sabe que seu melhor amigo está sendo traído.
Contar ou não para ele? Algo a se refletir...
A indústria da vida alheia (teve até um seriado com esse nome) é basicamente a que sustenta o mercado jornalístico!
Perscrutação sobre celebridades ou algo semelhante a isso, vende horrores e parece uma fonte inesgotável de dinheiro para os donos dessas indústrias!
Cientes disso, há alguns artistas que plantam notícias inverossímeis (e combinadas) para o fim a se alcançar.
Namoros longos não vendem revistas, por isso é comum o ator X 'terminar' com a modelo Y e ir direto para a atriz Z, para anos mais tarde vir a público que ele nunca largou da Y!
Todo mundo é fofoqueiro porque todo mundo em algum momento já comentou algo 'por trás'.
Os mais moralistas vão gritar de imediato:
- Mas eu nunca estraguei a vida de ninguém!
Sim, já sabemos que há as 'fofocas do bem'...
Posso garantir que nunca me fiz valer de 'noticiário informal' (essa explicação ficou engraçada...) para atrapalhar nenhuma pessoa, só que já me peguei sabendo de fatos antes dos outros, o que não livra a minha cara!
'Passar adiante' uma informação ocorre quase que sem querer, numa rede de conversa que temos que ficar atentos!
Conversou alguns minutos com alguém, já era!
Escapole o que talvez não fosse devido dizer...
Antes de nos acusarmos de maledicentes, apenas nos indaguemos sobre a intenção!
Nem sempre fofocamos por gosto!...
Entretanto, se houver inveja ou ódio pelo alvo do bochicho, não tem desculpa:
A fofoca, nesse caso, é aquele bichinho ruim e voraz, primo-irmão do outro chamado mentira...


(Imagem:
http://jornalpequeno.com.br)

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Desserviço social


(Um feto pode contrair toxoplasmose através
do contato da placenta com a mãe infectada.
A mãe pode ser infectada por:
Manuseio inadequado com a caixa de areia do gato;
Manuseio ou ingestão de carne contaminada)


Mídias televisivas, radiofônicas, escritas, etc., são fontes inesgotáveis de entretenimento.
Antes, porém, de se entregarem aos braços largos do riso fácil, deve haver uma preocupação por parte delas: a do serviço social.
Tristemente contacto uma realidade obscura, onde o humano falha, lança aos animais sua irresponsabilidade; eles não têm boca para lutar pelos seus direitos, então, a absorção de ideias promíscuas ao seu respeito, vigora poderosa aos quatro ventos...
Tive a infelicidade de ler no post da amiga blogueira (e gateira) Renata, no seu blog Gata Lili, um discurso impiedoso e infinitamente mal-intencionado de uma cena vista por ela da novela Insensato Coração, onde a personagem Carol (Camila Pitanga) estando grávida, recusou-se a se aproximar de um gato.
Não é preciso ler muitos textos meus para qualquer leitor saber que adoro ver novelas e AMO incondicionalmente os gatos.
Quando ocorre a desunião entre eles (novelas X gatos), fico com os felinos, sempre!
Injustamente a mesma ficção enveredou-se pelo caminho tortuoso da bestialização social, transformando intelectuais em acéfalos, e desinformados em mais desinformados ainda...
Dizer que animais, só por serem tocados, vão transmitir toxoplasmose, é o mesmo que dizer que todos nós nascemos da cegonha, tamanha é a ignorância!...
Dona da verdade, nunca fui, porém, arde em mim a sede de informação e justiça!
Fui à luta, não tive preguiça, busquei, me informei e aqui está:
TOXOPLASMOSE NÃO É TRANSMITIDA POR SIMPLES TOQUE EM NENHUM ANIMAL!
Os gatos são acusados, em forma de lenda (ninguém nem se importa mais em desmistificar isso), como os principais culpados pela doença, e o que ocorre, na verdade, que a culpa é DA PRÓPRIA PESSOA, que quer se eximir do erro!
Como se contrai a toxoplasmose?

  • Através de legumes, frutas ou verduras mal lavados;
  • Carne crua ou mal cozida;
  • Ter contato direto com fezes de animais infectados com a doença;
  • Não lavar direito as mãos antes das refeições.
Qual a lógica dos bichanos receberem essa acusação?

O caso é que há muitos animais que não são tratados com os princípios mínimos de amor pelos donos, e estes dão comida 'largada' para os bichinhos, os deixam soltos pelas ruas, fuçando e revirando latas.
Gatos podem pegar o toxoplasma (vírus da doença), através de alimentos infectados, embora não o desenvolva.
Carnes como as de porco ou carneiro são as principais fontes desse vírus, logo lê-se que animais que só comem ração, e não vivem soltos ingerindo comidas de origem desconhecida, não irão NUNCA contrair toxoplasmose!

Só há uma maneira de um gato infectado transmitir o vírus para seres humanos:
  • Pelas fezes em suas caixas de areia, quando há o manuseio sem luvas.
A pergunta é:

E a culpa é do animal, que seus donos são uns porcalhões, mexendo em fezes sem luvas, colocando as mãos na boca? (Isso mesmo: além do não uso de luvas, é necessário ainda que a mulher grávida PONHA AS MÃOS SUJAS DE FEZES NA BOCA!)

Portanto, a personagem Carol foi o símbolo do desserviço social que algumas obras ficcionais trazem em seu contexto!
Isso soou como preconceito contra os animais, e colabora para o abandono e maltrato que vemos aos montes pelas ruas...
Como eu li num dos muitos posts sobre o assunto: QUEM AMA NÃO MATA E NEM ABANDONA!
Se ao passo que ao ficar grávida, uma mulher sai jogando seus animais de estimação por aí, esquecendo-se dos muitos momentos felizes que eles lhe proporcionaram, acreditando, sem constatação de fatos, em qualquer um que diga asneiras, é sinal de que ela nunca os amou...
As muitas fotos de mulheres grávidas com seus bichanos que espalhei pelo texto, foram para frisar bem que uma mulher, mesmo no seu estado interessante, pode continuar brincando, cuidando e amando seus animaizinhos, porque melhores amigos que os 'irracionais', não encontrarão em nenhum lugar...

(Imagens:

http://arranhamequeeugostomuito.blogspot.com)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Bálsamo-de-copaíba

(Copaíba em copa)

Domingos de conversa jogada fora, aqueles que nos jogam em varandas ou portões alheios, deduzem lições implícitas.
Ontem, como muitas vezes acontece, uma senhora vizinha nossa veio conversar ( dessa vez mais trabalhar que conversar, pois o objetivo maior era que ela alinhavasse uma blusa azul rei, sentada na varanda), contando-nos suas histórias de interior mineiro, ela típica mulher prendada, daquelas de costura, forno e fogão!
Expunha eu para essa senhora, que reumatismo não é coisa só de gente idosa, e que jovens também podem sofrer com o mal, porque uma colega minha teve crise de dor na junta dos pés, com apenas 14 anos!
Ela é uma pessoa de difícil definição, que fala às vezes com certo azedume, mas que nos ganha com um sorriso que surge de repente!
Muito inteligente, mesmo sendo semi-analfabeta, me trouxe à luz sobre um ser vegetal de nome copaíba (sua referência errônea era 'cupaíba', que dá trocadilho indecente...), algo até então fora do meu contexto vocabular.
Sua explicação se deteve no "milagre'' dessa planta amazônica: serve para tudo!
Indago se a planta''milagrosa'' poderia ser aplicada em casos de reumatismo, tendo sua taxação abrupta, interrompendo:
-Serve pra tudo, minha filha!
(Copaíba em flor)
As informações foram além, dizendo que vira na TV que os cientistas estão pesquisando firmemente para que as acepções de uso se extendam ao câncer, pois notou-se reformulações de tecido em áreas corpóreas, onde a aplicação de outros medicamentos falharam.
Argumento, de mim para mim, se isso não seria algum acinte que a mente acomete, quando estamos assistindo algum programa e o sono nos toma...
Nada disse a ela sobre minhas suspeitas de deleite sonífero que poderia ter-lhe acontecido (é custoso acreditar que uma planta trouxesse tantos benefícios: TUDO!), só falando com animação que iria buscar na internet.
Corro um pouco exacerbada, procuro, e para preencher o formulário das constatações populares, acho!
No site Plantas Medicinais e Fitoterapia, me embalo de excesso prognóstico para tratamento de problemas diversos que nosso corpo, estando isento de uma atenção devida, acaba evidenciando a olhos vistos.
(Copaíba em semente)
A benevolência da copaíba, tendo ela tantos nomes , quase superando a lista de suas aplicações, consta na lista abaixo que dentre tantos, também é chamada de bálsamo-de-copaíba:
* Pé-de-atleta;
* Ferida;
* Dermatite;
* Erupções cutâneas;
* Artrite;
* Bronquite;
* Sinusite;
* Frieira;
* Caspa;
* Hemorragia;
* Tétano;
* Tosse crònica;
* Úlceras estomacais;
* Cistite;
* Incontinência urinária;
* Hemorróida;
* Gonorréia;
* Diarréia crônica;
* Tuberculose;
* Herpes;
* Sífilis, etc.
(Copaíba em óleo)
Seja para uso anti-inflamatório, analgésico, etc. , em forma de cápsulas, chás, óleos e outros, copaíba sempre cumpriu com seu status de planta milagrosa: todos que a usaram, só têm lembranças de seus bons resultados!
Quanto à pesquisa sobre uma futura utilização do vegetal na cura contra o câncer, não foi cochilada da minha vizinha!
Segundo informações, a copaíba já foi testada, nada mais, nada menos, que em 9 tipos diferentes da doença, sendo que em dois, o uso está quase sendo liberado para esse fim...
A Unicamp é a universidade brasileira que se prestou a esse precioso estudo.
Copaíba: guarde bem esse nome!

(Imagens:

Fontes diversas do Google Images)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Você sabe com quem está falando?


Muito me aborrece quando medem o valor de uma pessoa, pelo o que ela representa ou pode fazer.
Alguém que tem poder, não deveria ser o mesmo tipo que se vale de sua posição melhor!
Sempre me pego avaliando o comportamento da turma do "Você sabe com quem está falando?" que, de maneira aterrorizante, temos a infelicidade de avistar ao vivo ou por TV.
Que miséria você estar numa fila imensa, há horas, tendo um "bendito" desses, escancarando triunfalmente o seu crachazinho cretino ao segurança, entrando direto em alguma instituição! Após um zum-zum-zum momentâneo sobre o valor que teria a tal carteira, descobrimos desconsolados que a relevância vem de algum "figurão", um juiz, um "doutor", ou ( só Jesus!) um simples policial de quatro meses no cargo, mas que pelo sim, pelo não...
Às vezes o segurança encarregado de manter a ordem e a vigilância, não se rende a esses "avisos de poder" que trazem em formatos quadrados ou retangulares, não deixando passar os mesmos subversivos.
E contra a força há resistência?
Os "meliantes encarteirados" insistem jogando o dito padrão, como uniforme de fala, e um "Você sabe com quem está falando?" soa como estouro em ouvido mudo.
Ficam lá os infelizes proletariados, aqueles mesmos contratados para manterem a "ordem e a segurança", quedando-se em submissão...
Quando se trata de bailes, restaurantes, esses abusos de poder tomam proporções ameaçadoras!
Entram antes que os outros, não pagam o ingresso, dançam à noite toda, comem e bebem o que tiver de melhor, curtem o que lhes aprouver, sabendo que qualquer intuito de revolta alheia, a carteira encantada mostra-se evidente...
Houve um fato que me fez sentir que ainda há justiça em nosso País ( "O Brasil tem saída: ainda não roubaram o Galeão...") :
Um desses famosos (não me force a citar nomes!) foi preso por bagunçar a ordem.
Logo ele gritou, vendo que a lei valia para todos:
- Mas eu sou Fulano de Tal!
E o delegado disse, ironicamente:
- Eu sei! Você trabalha bem! Mas a sua cela é aquela ali, à esquerda.
Só saiu sob pagamento de fiança...
A lei da "carteirada" em nosso país, senão no mundo, parece uma epidemia!
Todos querem ter insígnias, carteiras, papéis, crachás, etc., provando o poder de fogo que possuem em certos ambientes.
Eu me pergunto se esses valores "autorizados", não seriam o reflexo da própria evolução social já que, em áureos tempos, um fio de cabelo era a garantia de idoneidade, depois passou ser a palavra dada, mais tarde papéis assinados e agora, os crachás timbrados...
Por pura ironia, por termos a "garantia" desses recursos, é que somos mais enganados ainda! Uma palavra de uma pessoa digna não precisava de testemunho, de comprovações, e até a intuição, algo que não deve ser ignorado, nos valia para a importância do que se era afirmado. Nos tempos atuais, nessa modernidade ultrapassada, olhamos para os tais escritos legais, não damos crédito no senso, mas retornamos com palavras de "aceitação".
Tantas vezes aqueles senhores de uniforme e seus apetrechos governamentais, de IBGE ou de combate à dengue, já me foram motivo de desconfiança!
E lascam RG, data de emissão, carta do Governo Federal, Estadual, Municipal e o Escambau, e nada colabora para a permissão de entrada deles no meu quintal...
Em qualquer bodega de fila, temos que estar com "escritos comprobatórios", sejam identidades, senhas, cartões, e tudo o mais que "prove" que alguém seja alguém!
Dá vontade de dizer:
- Eu sou eu, não está vendo????
Pior mesmo é saber que ninguém se importa que eu seja eu!...
Não venho com crachás de sumidade, nem de "berços esplêndidos" de família quatrocentista, muito menos trabalho para o Tesouro Nacional!
Por Deus que eu queria ter um poder assim, de adentrar instituições sem obstáculos, por ser "alguém de valor", mas não usar esse tal poder!
Esperar tranquilamente a minha vez, sorrindo gostosamente por dentro, por saber que o poder maior que eu teria, era de simplesmente ser uma pessoa, ativa e cumpridora dos meus deveres e direitos...
Sobretudo, longe de me atirar a definições difusas ou confusas, ser uma honrada e corajosa Cidadã Brasileira!...


Deixo aqui uma piada, que adaptei da revista Seleções, cujo enfoque é exatamente a temática do post.
Veja se não é bem relevante?


"Um chefe de polícia cismou de fazer uma vistoria, ele próprio, numa fazenda local ao seu distrito. Chegando à fazenda, foi recebido por um humilde vaqueiro, que o atendera com toda a educação:
- Boa tarde, seu moço, o que deseja?
O chefe respondeu:
-
Seu moço, não! Olha lá como fala comigo?! Sou um chefe da polícia e exijo mais respeito! Olha aqui o meu crachá! Tenho permissão total para vasculhar toda a área!
O vaqueiro lia mal-e-mal, mas compreendeu que era um documento sério que deveria ser levado em conta.

- Tudo bem, então! O senhor pode olhar tudo o que quiser, menos no lado dos laranjais porque... Orgulhoso, o chefe entrou com rudeza, dizendo:
- Já não te falei que eu tenho autorização para fazer o que quiser, rapaz?
Só que o vaqueiro queria avisá-lo de que o touro Felisberto estava solto perto das laranjas, e era muito brabo...

Por pirraça, o policial começou a vistoria logo onde era proibida a sua estada, levando um susto e um corre praticamente fatal de Felisberto.

Quando se aproximou de um cercado, sem fôlego e desesperado, pediu ajuda, humildemente, ao vaqueiro:

- O que posso fazer para esse touro não me atacar?
Nessa altura do campeonato, não havia muitas opções para a ajuda, então, o vaqueiro disse apenas:

- Mostre o crachá, mostre o crachá..."


(Imagem:

http://uriadriano.wordpress.com

Edição de imagem:

http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com)

sábado, 2 de abril de 2011

Assombros submersos


Não me contive em riso frouxo ao espiar de perto a solicitude em meus atos soturnos...
Eu nunca me entendi 'entendida' nem entediada, a imparcialidade de ações em bravura, externo alcance, calar de votos, caçar de 'fugidez'...
Um espetáculo burlesco se desenha a cada fato meu, desdenhosa porque 'faceei' rancores, explodi um insano despertar que, embora, finitamente esparso, ainda é meu toque de alvorada!
Saio, espero, lampejo...
A crase não é acento: é fenômeno não fenomenal!
Temo ser 'mais uma', matemática dos simplistas!
Eu queria poder encarar a consumação do humano serial, nítido e refletido em astral performático, voar perícias destemidas - Oh!- não sou eu quem vai dizer...
Inventividade coesa não se traduz em redenção vaidosa: sobreviver já é um encantamento...
Sentinela atravessada paralalelamente ao encarar, exponho sortuda o que impacientemente me recuso a aceitar!
Abro janelas e falo de flores, soerguer valores, há sonda de ar urbano em sertões involúveis!
Vielas que me levam a você, fala, esperança!, fala, sobrado!, fala, fala, fala, até cansar!
Vencer no grito, pego no tranco...
(Agora, vai...)
Se infortúnio fosse sinônimo de fatalidade, ninguém seria vencedor na lama triunfal!
Juntando farinha com milho, sai uma farofa esquisita, sem ovos, reprovável, e tenhamos o destemor de escutar pilhérias!
Vila de expiações para os indômitos da iniquidade; passear é para os tolos...
De viés, vi-me a puritana de almíscar, saturna retirada de contexto porque afoguei-me em lágrimas sem permitir ousar!
Avestruz enterra cabeça em areia e eu não acho que há dulcílimo favorecimento para comparações!...
É preciso ser inteiro e envidar sabor aos nacos de calabresas incessantes!... Salgadas, salgam, destemperadas, impermeáveis assanhamentos, desbravam assentamentos!
Sovas nas massas dos pães, fez-se broas? Estonteante, revolvo meu olhar para aviários caseiros...
Seria descaso não aprontar o jantar; seria esperteza ser mais privilegiada...
Coragem não é centelha de luz própria; estrelas não são temidas...
Assoalho de pedra um caminho estorvador de embustes socáveis! Certamente sei, quem mandou? Pedras me tropeçam, elas não páram de se mover...
E tu te abancas dessas reciprocidades, encorajador para aquele sorvete que não caiu do copinho!
Vá ver, e me revelo em sombras insolúveis, perspectivas sombreadas, omissas, descoradas pela falta que me faz em não ser valente!
Escabroso imaginar que em suma não somos mais que amenidades da natureza, que se eximiu da falha de não ser perfeita!...
Assaz multável é quando finalmente se acha em um som-sentido, e talha-se a vontade de sair correndo para braços descobertos...
O que me firma em chão é destino?
Exceções agora fazem regras?
Chova dia sim, dia não, com foco na sumidade de não aparecer!...
Leite derramado não volta para o tacho e volta e sente, e sem censura, queimo, ardo, enxergo? Não me importo... Leites foram feitos para serem desperdiçados!...
Quantas vezes saí ilesa e não houve brilho: "não gozei demais, nem me alegrei demais"!
Dar a volta no escuro ainda é promissor se há intento de evolução- estagnar surte o efeito borboleteador dos rodopios em si mesmo!
É preciso- como é preciso!- despojar atrevimentos em sentido horário para a revelação!
Estreitar laços, fazer o braço-abraço ser mais despudoradamente estreitante!...
Firmar brinquedos, desfacelar segredos...
Estendo a vítima de mim que há em mim!
Heróicos enquanto máximas da Criação, sejamos por enquanto, nos sejamos enfim...
Estou brava - de coragem, não de rispidez!
Aquele que sai à luta é sempre aquele que mudou histórias de si, de mim, de ti, de nós!...
Retas também podem ser oblíquas!
Sejamos retas obliquamente certas!...

(Imagem:
http://paulobraccini-filosofo.blogspot.com

Edição de imagem:
http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com)
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