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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Análise de "Na Moral", com o Jota Quest



A música que analiso hoje é Na Moral, que é do ano de 2001, do álbum Discotecagem Pop Variada, composta por Rogério Flausino, Wilson Sideral, Marco Túlio Lara e Play, interpretada pela banda Jota Quest.
O que as pessoas fazem para se sustentar em sociedade com certa alegria é a melhor definição que podemos dar à música. O otimismo vindo de qualquer jeito, mesmo que artificialmente.
Naturalmente a maioria de nós sabe o que significa  o próprio título Na Moral: com tranquilidade, na boa, gíria muito usada em quase todas as situações que conotem  algo agradável.
Como viver em sociedade levando as coisas a ferro e fogo? A letra sugere que sejamos tranquilos e otimistas diante dois problemas, embora nos percamos com subterfúgios nada aconselháveis.
Vejamos em: "Vivendo de folia e caos, quebrando tudo, pra variar/ Vivendo entre o sim e o não/ Levando tudo/ Na moral". Aqui percebemos as contradições da vida - "folia" e "caos", "sim" e "não", e até o mesmo o termo "quebrando", contradizendo seu verdadeiro significado (na gíria, "quebrar tudo" quer dizer "se dando bem"). A diversão e a bagunça vão sempre existir, sim e não também. O que devemos fazer? Tratar tudo com tranquilidade.
"Uma manchete no jornal/ Não vou deixar me abalar/Mais uma noite, Carnaval/ No Brasil, só na moral". Uma certa ironia temos nestes versos. Essa manchete no jornal, naturalmente uma notícia ruim, não importa muito pois na noite seguinte, no Brasil, é Carnaval, onde é tradicional as pessoas esquecerem as amarguras. É possível que os autores da letra tenham feito alusão a esse esquecimento fácil do brasileiro dos problemas, quando ocorre a festa popular de todos os anos no país. De qualquer maneira, há otimismo neste discurso pois, seja como for, as pessoas ficam "na moral", ou seja, tranquilas.
A crítica à violência urbana temos em: "Viver entre o medo e a paz/Pode fazer pensarmos mais/ No que a gente tem que fazer/ Pra ficar vivo/ Pra variar". Infelizmente numa sociedade violenta como a nossa, a maior preocupação é manter-se vivo, o mínimo que se pede enquanto ser.
A necessidade de  elementos de bengala emocional e as contradições da vida em sociedade, se dão em: "Quando tudo parece não ter lógica /Bombas de amor, tiros de amor, drogas de amor/Qualquer paranoia vai virar prazer... de viver/ Na moral". Há também uma crítica feroz às pessoas que se entregam aos distúrbios sociais que afetam suas vidas e por isso recorrem a preenchimento emocional. "Bombas de amor, tiros de amor e drogas de amor", vemos que em nome de um apego qualquer , um motivo para viver, as pessoas apelam para discursos do tipo: "matei por amor", no casos das bombas e tiros. As tais "drogas de amor" são o ecstasy e o LSD, já que há pessoas que usam esse tipo de artifício para sentirem prazer. Os autores, inteligentemente, consideram  isso "paranoia" para se adquirir prazer, para que nossa sociedade tenha um pouco de tranquilidade.
Uma dica de como se viver, de verdade, "na moral" , sem apelo, na calma e na boa, acontece nesta passagem: "Me deixa tentar falar pra você o que é viver/ O que é sentir/ O que é ter prazer se vivendo na moral/ Na moral, comportamento super natural / É ficar no sapato e na humilde/ E deixar rolar tudo que existe por dentro de bom/ Então deixa acontecer, rapaziada/ Deixa tudo na moral". É tudo tão claro nestes versos, que nem precisa de explicação. Viver "na moral" conforme a letra, é estar  bem consigo mesmo, sem querer destruir ninguém, sem fugas, nem artificialidades.


Agora deixo para todos nós o vídeo de Na Moral, com a banda Jota Quest!




(Imagem:
https://www.facebook.com/MaryDifattoOficial)

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