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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Chaves ou Chapolin?


Aí, tem...
Chaves e Chapolin sobrevivem até hoje!!!!
Nos personagens-títulos, está o ator Roberto Gómez Bolaños que, após seu término de gravação dos humorísticos, caiu no tão temido "esquecimento artístico"...
E o nossa questão é a mesma desde que começamos a assisti-los:
Como pode dois seriados de baixo orçamento, fotografia péssima, elenco mediano, textos simplórios (o que chamamos de "qualidade duvidosa"), até hoje serem os campeões de audiência, a despeito de passados 30 anos desde o lançamento do primeiro episódio?
Vou mandar examinar meu cérebro após esse post (devo estar "batendo pino"...), mas a grande verdade que essas ficções da TV mexicana me chamam a atenção por motivo incógnito e, inconformada estou, por não possuir a porta para a saída de emergência...
Num desses dias de esmaecimento mental, indaguei-me se era possível, no meio daquele amontoado de reprises que o SBT nos abarrota, haver alguma diferença de qualidade textual ou visual dentre os seriados, o que me levou algum tempo (investi horas nisso, nem eu estou acreditando!) para a separação das vantagens e desvantagens para cada um deles.
Sabemos que em todos contextos, ainda que pertençam à categoria infantil, têm suas ideologias, embora não se trate aqui, nesse momento, desses enfoques, mas, sim, as sensações causadas em nós enquanto telespectadores.
Então, minha enumeração do lado positivo e negativo de ambos, são aspectos bem pessoais, é claro, pois sempre haverá alguém que discorde...



CHAVES


Vantagens / Desvantagens




CHAPOLIN

Vantagens / Desvantagens


Depois de ter lido as vantagens e desvantagens de cada um, qual você escolhe?...
Chaves ou Chapolin?
Tenho minha preferência, mas só digo depois que você disser...



(Imagens:
Fontes desconhecidas

Edição de imagens:
http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com)


domingo, 26 de junho de 2011

Meu amor por ele!


São alguns anos de agregação e eu nunca, NUNCA falei sobre ele...
Ah, meu lindo diHITT, como EU TE AMO!
No meu peito bate alguns amores e você, doce e paciente, é um desses!!!! (Que nenhum dos outros tenham ciúme...)
Só me sinto blogueira porque te conheço; nos seus braços me faço mulher, mulher blogueira, mulher de opinião...
Longe de você, diHITT, não seria quem eu sou, alguém com amigos, virtuais ou não, alguém que resolveu dar vazão aos sentimentos, sejam eles amenos ou amadores...
Coloco em palavras o que talvez não conspire com realidade porque a pausa das letras não permite sinceridade!
Mas, te peço compostura, , pela sobriedade de tantos posts, que sua ternura abrigou, e que a paz sapiente em seus ombros,
recepcionou...
Pergunto-me ressabiada, o porquê do desprezo de alguns; algures seria a intenção de impropriedade o que as letras lhe conjuram?
Lindo diHITT, dentre todos, é o MAIOR!!!!
Não te troco por passagens vãs; estou aqui porque te amo, não te traio, não te enalteço: apenas falo a VERDADE!
Quase três anos de convivência me permitiram ser intrusa e debochada: se reclamo de seus defeitos, é por excesso de intimidade...
EU TE AMO, diHITT, e não tenho como negar!
Falácia? Deixo para os sórdidos, sou sincera: não te enganarei!(De mentiras e falsidades, nosso mundo está cheio...)
Meu brinde é para você, que descartando a imoralidade, mostra notícias de verdade!...
Brigas, pendengas, saídas, retiros, voltas, votos, é o que formam famílias reais!
Por que não seria assim com as virtuais?
Você, diHITT, é minha segunda casa, a que tenho prazer em visitar, morar, compartilhar...
Meus risos e lágrimas são seus!
Minhas vitórias de mulher pensante, devoto a você!
Meu abrigo em suas asas de sonho, voando no alado bálsamo de vê-lo todos os dias, onde as nuvens brotam, se o cotidiano não permite enxergar-lhe o brilho solar...
Não quero imaginar viver sem sua chegada triunfal, o lampejo laranja do design rebuscado, aquele insight repentino que um pensamento falou!
Em doses homeopáticas, vou esperando aquela revelação de novos usuários, com luz aquiescente, reveladora de personalidades múltiplas, que você,diHITT , tem a capacidade de transmitir tão sobriamente, ainda que bêbados sejamos de imaginação fértil!
Quero ser sempre sua amiga, como bem tem sido você a mim, aos meus ideais de amizade sincera!
Não sei te definir, mas sei que te amo...
E se o amor é esse torturador insolúvel, por que te explicar, meu querido site de notícias?
EU TE AMO, e não se fala mais nisso...
Os incomodados que se mudem, bem diz um ditado popular, e antes que citem o seu santo nome em vão, te defendo: caiam fora os que não te amem!
Eu posso reclamar de você pelo tanto de anos que nos conhecemos ( insisto na questão "intimidade"!), mas não gosto quando te rebaixam...
Se existisse um único site no mundo, só me "entregaria" a você, conquanto fizesse de mim, o que já me faz, a soberba blogueira que resulta em posts requisitados!...
Podem me chamar de bajuladora,
diHITT, mas nós dois sabemos que nossa amizade não se mede em cifrões!
Somos um do outro como as asas pertencem aos bules de café que selam amizades; não há jogo de interesse...

Um dia poderá precisar de mim como preciso tanto de você, e estarei aqui para aquecê-lo nos invernos das relações.

E se precisar muito de uma amiga, a lei matemática da multiplicação se fará verossímel: em milhões de braços me farei para resguardá-lo do precipício!

Porque amigos verdadeiros se mostram sempre nos momentos mais difíceis!...



P.S.: Homenagem minha, Mary Miranda, ao site de notícias diHITT
presidido por Pablo Melo, por ter sido sempre o melhor agregador de blogs, formador de opinião e construtor das melhores amizades virtuais que um também site de relacionamentos poderia fornecer!!!!


(Imagem:

http://lojadelivrosonline.blogspot.com)

sábado, 25 de junho de 2011

Sou contra a vagabundagem!


Se há uma coisa que me embota o cérebro, e leva embora a minha conjuntura moral de jamais julgar alguém, são os procedimentos arbitrários, ordinários, tacanhos, comodistas, parasitórios de certos seres sociais, se é que assim posso chamá-los!
Desculpe, mas estou revoltada!!!!
Se eu fosse fazer uma campanha, fazer um piquete para sair pelos bairros e adjacências, para acabar de vez com algo, minha placa de luta incansável viria escrito:
SOU CONTRA A VAGABUNDAGEM!
Não aceito preconceito contra gênero, opção sexual, raça, nação, classe social, religião.
No entanto tenho ojeriza, pavor, nojo, ódio, abomino, sou totalmente contra gente que tem prazer no ócio!
Por ser uma pessoa honrada que SEMPRE trabalhou (desde os sete anos já lavava a louça da casa!), não admito por perto, pessoas cuja maior tarefa seja dormir!
Aquele pai ou mãe que expõe o filho à miséria, de ossos surgindo por baixo do peito, com a camada básica de cobertura tênue por cima feita com a pele, deveria ser preso!
Alguns torpes vão dizer que falta trabalho...
Não, parasitas, falta emprego, não TRABALHO!
Juntem uns vinténs e vão às ruas vender balas, sejam acometidos pelos martírios do dia, se gripem na chuva, torrem no sol, mas não permitam crianças suas espreitando comida na casa alheia!...
Alguns bem parasitas vão dizer que é fácil a mim falar a verdade deles, tendo eu um emprego "limpo", onde não há o sofrimento da exposição imprevista.
Não sou demagoga, minha bandeira não é hasteada para a hipocrisia, logo explicando que não preciso me "matar" de trabalhar.
Tenho ao meu favor a falta (por enquanto) de herdeiros!
Se eu os tivesse, não admitiria vê-los passando necessidade alimentar por vagabundagem minha ( faço coro à personagem Scarlet O'Hara: Jamais sentirei fome novamente!...).
Párem, vagabundos, de colocar a culpa só no Governo!
Para a bebida com a turminha, o dinheiro não sempre aparece?
Desgastem os sapatos, andem a pé, e vão à luta!
Sem hipocrisia alguma (como eu já falei, JAMAIS hastearei bandeira para ela!), afirmo que trabalhar não dignifica o homem coisa alguma!
Ter que acordar cedo, pegar transporte coletivo lotado, comer comida muitas vezes fria, levar horas para o retorno ao lar, suar em bicas esperando em filas, quase não ver os filhos durante a semana, não são dignos de lembrança sadia quando chega a aposentadoria...
A dignidade do trabalho constitui-se no que se pode conseguir com ele!
É infinitamente recompensador ver o suor do rosto escorrendo para a compra da casa própria, os filhos ou dependentes estudando despreocupados, o alimento adequado na mesa para a saciação devida da fome cotidiana, do agrado que se dá em datas comemorativas, da aprumação estável que se tem enquanto gente...
Meu desespero verbal não é à toa!
Vejo diariamente em forma de alunos, crianças atrás de pipas, crianças soltas pelas calçadas ao "Deus-dará", menores não delinquentes mas já "marginais", largadas à rudeza do mundo para a aprendizagem infeliz, maltrapilhas, mal alimentadas...
É triste perceber... mas não são órfãs: elas têm pais!
Mau exemplo vemos por todos os lados, de políticos sevandijas a sub-celebridades ocas (esses "relâmpagos", que fincam na mente dos tontos que é melhor vagabundear na mídia do que trabalhar...) e "por fora" personagens quais o Tuco, de A Grande Família, que só arrumou um emprego fixo com mais de TRINTA ANOS, tendo o "moralista" Lineu, o pai, dizendo que ele poderia escolher entre estudar ou trabalhar, como se um fosse atrapalhar o outro! (Eu paguei a minha faculdade com o meu dinheiro, ou seja, TRABALHAVA e ESTUDAVA, e sempre fui ótima aluna!!!!)
Párem, chupins, de justificar o que não conseguem, por falta de oportunidade!
Chances de se lançar no mercado não vêm fácil, admito!
Mas cavemos com as mãos o que a terra não fornece!
Não se lancem à mendicância dos corpos em luxúria para a execução do que chamam a "profissão mais antiga do mundo"!
Se alguém disser que se enveredou na prostituição por ter sido iniciado desde a infância, ou para trazer sustento para os filhos, sei que isso se figura na lista de sobrevivência de um ser, devendo ser relevado, e reconheço que se instala nas jurisdições de uma sociedade injusta, ao trazer profissionais dispensáveis ganhando 1 milhão por mês, e bombeiros tratados feito indigentes e "vândalos" ou... -me recuso a enfocar tamanha iniquidade!- "vagabundos"!
Vamos estabelecer, mentacaptos emergentes, que vagabundo é todo aquele que ergue estátua para o ostracismo, que se limita à subexistência ou ganha dinheiro "fácil"!
Alguém que, mesmo à paisana, lança o corpo num Tietê podre e salva a vida de um ser frágil se abstendo da própria vida, eu AFIRMO que JAMAIS, J-A-M-A-I-S pode ser chamado de vagabundo, e sim, de HERÓI!(Eu preciso soletrar de novo?)
A inversão do que é TRABALHO e do que é GANHAR DINHEIRO MOLE, faz com que uma geração de vadios se estabeleça em colégios abstratos ("Estudar pra quê, se o "Fulano" tem um renda de 40 milhões ao ano, e fala mal pacas?").
Inafiançável é o crime que deveria ser, do estímulo ao esmorecimento do poder que um trabalho tem...
É usual uma mocinha colocar seu legging ou microssaia em busca de estádios para o enlace com os "da onda".
Um Roma, Manchester United ou Santos mesmo, vale uma noite que não se lembre de rostos... Filhinho no "bucho; garantia para o resto da vida!
Com o aval dos amigos? NÃO!
Com o aval dos pais, os vagabundos geradores de novos vagabundos!...
Se alguém quiser ler amenidades, procure a primeira Sabrina que joguei na minha lixeira!
Em contrapartida, se quiser reter as informações de uma realidade suja, abra as manchetes dos pasquins ordinários!
Por saber do quão espúria é a convivência com degustantes de valores invertidos posso dizer, com firmeza, que não há recompensa sem luta.
Aos alardes da Gênese, não da maneira catastrófica de punição divina, e sim, da lição em metáfora, do Deus impecável, aos iniciantes Adão e Eva.
O Pai não perdoou ao dizer:
- Tirarás do próprio suor do rosto, o pão, até o retorno à terra .

E eu digo:
- Graças a Deus!...

(Imagem:

Fonte desconhecida

Edição de imagem:

http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com)

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Segredos de família


Segredo, do latim secretus, significa "à parte, isolado".
Assim tratamos nossos assuntinhos particulares: isoladamente, às escondidas, empurrando para cá, jogando para lá, só para ver se alguém esquece ou não descobre...
Embora muitos de nós tenhamos nossos "segredinhos", poucos deles vão além de alguns anos de esconderijo pois, em sua maioria, não são tão monstruosos ao ponto de haver a necessidade das "sete chaves"!
Contudo, existem aqueles que não deturpam a personalidade, nem a moral, só que seria muito bom se eles continuassem guardados...
Aparentemente tolos, dois dos alguns exemplos dentro da minha própria família, exponho adiante, que se arrastaram por décadas e, pelo tempo, tomaram ares de "inconfessáveis"!


1) Minha mãe ficou entre a vida e a morte nos primeiros dias de vida, sem que ninguém lhe contasse o motivo


Temos em comum, minha mãe e eu, além do amor aos animais, gostar de ver novelas e "paixonite" por Paul MacCartney (Feliz aniversário, Paul!), o fato de sermos caçulas.
Bem pequena, já era o xodozinho da família e todo mundo queria pegá-la.
Numa dessas atirações em colos desavisados, sua queda ao chão fora quase fatal!
Cresceu, casou, teve filhos, ficamos todos adultos, sem que ela soubesse o que ocorrera para a sua "vida e morte" infantil (nem que houve uma queda lhe contavam!).
Até que um tio explicou - entre uma cerveja e outra - que um outro irmão deles, de 12 anos, foi quem a segurara de mal jeito, permitindo seu tombo.
Alegou que ninguém queria lhe contar porque temiam que ela guardasse mágoas do irmão e que não mais mantivessem boa convivência.
Não ficou magoada, é verdade, mas durante um bom tempo, martelava (depois, passou, graças a Deus...):
-Eu quase morri por culpa dele...


2) Minha tia de afinidade "se perdeu" com o ex-noivo, mas se fingiu de virgem


Nos tempos de juventude dos meus pais e tios, tudo era "pecado" e moça decente não mantinha relações sexuais antes do casamento.
Meu tio não era diferente dos outros e exigiu virgindade da futura esposa.
Na noite de núpcias ele descobriu, pelo meio óbvio (apenas 10% das mulheres possuem hímem complacente...), que "virgem" não era o termo mais correto a ser usado para sua querida mulher...
Tentou devolvê-la aos pais (isso mesmo!!!!) no dia seguinte, por não ser considerada "mulher honesta"!
Em sua defesa, ela afirmou que caíra de uma goiabeira...
Mesmo sabendo que ninguém havia engolido essa história, arrastou a mentira por anos a fio até, finalmente, confessar o "crime hediondo": havia se entregado ao ex-noivo bem antes de conhecer meu tio!
Só por ironia (como a vida tem dessas coisas!) meu tio se recusara, na juventude, a se casar com uma moça que era o seu amor de todo o sempre, exatamente por ela ter sido sincera: lhe confessara haver "se perdido" com um rapaz, antigo namorado.
Meu tio, inesquecível e já falecido, jamais se perdoou pela injustiça (chorava até, corroído pelo arrependimento...).

No mundo das celebridades, sei de um segredo digno de filme, e daqueles estilo "drama 3D": o do ator Jack Nicholson!
O fantástico Coringa, de Batman Forever, não era filho de quem pensava!
Sua mãe verdadeira era a sua julgada irmã, enquanto que crescera chamando a avó de mãe!
Só veio a saber a verdade quando adulto; mas ambas jamais lhe disseram quem seria o pai... (Coisas de época: naquele tempo era tratada como vadia, a mulher solteira que tinha filho cujo pai não assumisse a paternidade...)
Segredos de família... Todas elas têm!
Nelson Rodrigues quem adorava falar deles e sempre dizia, com outra colocação de letras, que família foi feita para ser fonte inesgotável para a dramaturgia obscura.
(Quem não assistiu ao filme Álbum de família que o veja, e diga se ele não estava certo!)
E então?
Sua família também tem seus segredos inconfessáveis?


(Imagem:
Fonte desconhecida

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sábado, 18 de junho de 2011

Todo mundo é... puxa-saco!


A arte de engrupir, quando se quer conseguir algo, pode ser classificada como dom inerente do ser humano, que nunca se permite ser passado "para trás", almejando o que momentaneamente não esteja ao seu alcance.
Para ser reconhecido, melhorar o cargo ou ganhar mais dinheiro, vale mesmo até a ridícula, embora bem difundida, artimanha chamada "puxa-saquismo"!
É com tamanha infelicidade que constato que todo mundo é puxa-saco...
Saltitantes de cadeira virarão e jurarão de pés juntos que jamais bajularam alguém para obter vantagens que favoreceriam somente a si!
E alguns engraçadinhos de fim-de-tarde outonal falarão que são puxas-sacos de plásticos, aqueles que penduramos na cozinha para gurdar as sacolas que recebemos de lojas diversas, do bairro ou de lugares retirados do mapa...
Só que um passado talvez remoto nos remete aos pedidos à mãe (negados) para ir a um passeio sonhado ao Jardim Zoológico.
De repente, não mais que de repente, a mãe é a criatura mais linda do Universo!
Gisele Bündchen? Coitada, não passa de magricela enfeitada...
-Ah, mãe, eu te amo! Você é linda! Eu te adoro, mãe!...
Vendo-a tocada, com um sorrisinho inocente mencionado num repuxar de lábios, já se sabe: o passeio "tá no papo"...
O passeio "rolou", e a mãe volta a ser aquela criatura-escrava-de-filho-que-não-é-bonita-nem-feia-e-nem-profissão-tem-é-simplesmente-MÃE...
A manjadíssima "babação" em cima do chefe(a) para aumentar o salário ou enrolá-lo no sentido "atraso gritante", que foi cometido há poucos dias, é tão ardilosamente irrefutável, que passarei rapidamente por tal questionamento: todo mundo já disse que seu "superior" era "o cara" para atingir fins sordidamente vantajosos a si mesmo...
Desculpa mental, todo mundo arruma para bajular o chefe!
Uns vão dizer que precisam do emprego, por isso precisam ficar "bem" com o sujeito que paga suas contas.
Outros optam por "Preciso dar conforto a minha família!"
Ou alguns mais dramáticos dirão: "Tenho que aumentar meu ordenado porque preciso fazer um tratamento sério de saúde!..."
Mas ninguém admite a única coisa verdadeira: que só paparicou o patrão(a), para se dar bem de alguma forma!...
Ok, para todo "Todo mundo" há uma ressalva porque os pensamentos nascem iguais de uma única fonte, só que se diferenciam-ainda bem! - quando chegam aos seus recipientes correspondentes...
Uma verdade inegável é que o puxa-saco apenas encontra abrigo certo, quando seu alvo possui um dos pecados capitais: a vaidade!
Pessoas de cargo avantajado, devem tomar cuidado com o tal do "ego inflado", aquele que acha que é o dono do pedaço!
Esses "maiorais" costumam atrair bajuladores...
Frases como : "Ninguém é mais inteligente que o(a) senhor(a)!", "O senhor tem o melhor carro!" ou "Meu sonho é ser como o senhor!" são altamente funcionais quando egos são maiores que almas...
Por que não citar a "bajulação romântica", diretamente de cônjuge para cônjuge?
O tal do "Eu te amo" em momento inusitado, pode ser um sinal de puxa-saquismo conjugal!
Que sina a nossa -para arrematar um presente do agrado - ter que fazer "charminho" e mudar a personalidade!
Beijos em lugares "impróprios" dados apenas para abocanhar os objetos de desejo...
Não importando o gênero ( homem ou mulher pode ser bajulador!), a arma é usada para o engrupimento e, muitas vezes, a "vítima" nem percebeu que serviu apenas de "servidor financeiro" para objetivos não explícitos do(a) parceiro(a)!...
Lambanças de político (eles tinham que se superar até nisso!) já "democratizam" o puxa-saquismo!
Para receberem o famigerado voto salvador de salários nababescos eles, "altos", "descem" à "gentalha ignara"!
Aquele desdentado necessitado de dentadura, é tratado feito rei, e um prefeito-candidato o eleva às alturas: " O senhor terá sua nova dentição e seu filho mais velho vai ser meu braço-direito se eu ganhar as eleições! Vocês merecem tudo! São gente digna, trabalhadora, lutadora por seus direitos..."
Muita bajulação e promessas vazias, são mecanismos de ataque-defesa desses profissionais da mentira!
Eleições ocorrem e o dente postiço surgiu porque foi dado antes, mas um certo rapaz com cargo de elite...
Rapidamente me traz à memória uma passagem onde um colega elogiava demais nosso professor de teatro (até hoje não sei se era para descolar um bom personagem na peça que montávamos...) em que, sacanamente um outro, cantarolou em alto e bom som:
-E o cordão dos puxa-saco cada vez aumenta mais!...
Desnecessariamente acrescento que todos riram sem omissão do escárnio...
Eu mesma já tenho minhas desculpinhas para meu puxa-saquismo, sabendo que todo mundo vai me perdoar porque tinha motivo notável: foi em nome da cultura!
Minha querida ex-patroa iria doar uns livros e jogar fora alguns, quando o colégio faliu.
Para arrebatar todos para minha coleção (tenho uma humilde biblioteca pessoal de rodízio, isto é, quando os leio e me enjôo, troco em sebos), falei que ela tinha sido a minha melhor chefe!
Ficou toda boba e nem titubeou: trouxe-me de carro até minha casa, arrastando conosco uns bons 100 livros de gêneros diversos...
Não se engane, amigo(a)!
Mesmo os mais brandos, justos, conscientes e retos traz a poção "babação" dentro de si.
Em maior ou menor proporção, é claro. Tudo depende do "recipiente"...
Que não sejamos, porém, "acadêmicos" em falsos paparicos!...
Se for graduado em "baba-ovo oficial", meu(a) camarada, tenho uma confissão a fazer: se junte à horda "puxa-saquista" porque sua cota de embromação, já passou dos limites normais...


(Imagem:

http://www.artesanato.com/expo/artesanato-2424.html)

sábado, 11 de junho de 2011

Apenas mais uma de amor


Quem quiser explicar o amor com aquelas frases de efeito elaboradíssimas, ou teses de mestrado de faculdades renomadas de ampliação mergulhadora de id insondável, vai esbarrar com o óbvio: não há explicação!
Já diria
Fernando Pessoa (sob o heterônimo Álvaro de Campos), ele que era tão inteligente, cujo "pingo é letra", sobre as cartas de amor, aquelas "melosidades" mais que vistas e revistas nos muitos amores pelo mundo:

Todas as cartas de amor

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam
cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo
cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As
cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
C
artas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas
cartas de amor
É que são

Ridículas.


(Todas as palavras esdrúxulas,

Como os sentimentos esdrúxulos,

São naturalmente

Ridículas.)


Acompanhando esse raciocínio da obviedade, Lulu Santos, ao falar pelo seu eu-lírico, em Apenas mais uma de amor, deixa claro que também cansou-se de tentar explicar!
A letra não foge do padrão "mel" e, pelo título, nota-se que tudo que se fala sobre esse sentimento forte, mas comum, é "Apenas mais uma"...
Deixe a conversa inteligente de lado, largue o "sentido racional" da vida e simplesmente AME!
"Mais uma" aí para todos nós!...

Apenas mais uma de amor
- Lulu Santos

(Composição : Lulu Santos / Nelson Motta)

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder

Deixo assim ficar

Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato, baby
A beleza é mesmo tão fugaz

É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido

Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer

Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer

Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
(E eu vou sobreviver...)
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber




(Imagem:
http://camaneon.blogspot.com

Edição de imagem:
http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com)

sábado, 4 de junho de 2011

Vil metal


Meus ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam, não...
E não enganam mesmo!
Faz-se fuga de valores construídos e é lei entre nós, rebentos, medir os fatores sentimento x caretice...
"É velho!" curtir um som dos pais e falar de reposição de hormônios aos 20 ou trinta...
"É careta!" não adorar a modernidade das gírias antigas.
Nossos pais, podem falar de 'paz e amor' quais hippies excêntricos, com uma risada destoada!
Não é preciso a trinca 'sexo-drogas- e-rock- and-roll' para se ser de 'tribo'...
Rebeldia é coisa de teen e "Conselho e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém" interfere no meu dinamismo de contemporânea...
Uma vez ouvi falar que os ciclos se completam quando repensamos onde parou-se; não repensei, não parei, não terminei meu ciclo!
Talvez nesses tempos vindouros, uma cria minha (Ela existirá? Terei permissão?) fale das burradas de minha idade.
E eu possa vir com os revoltantes "Meus tempos!" em plena faculdade das minhas ideias!
Pertenco à classe das aracnídeas confundidas com insetos: um escorpião e seu veneno, só que não mata feito as saúvas...
Eu tenho o péssimo hábito de arguir minha sensibilidade, focando-a para aspectos impensáveis.
Se eu fosse cinquentista, teria pensamentos cinquentistas?
Enfeitaria de saia balonê a minha cintura, usaria rabo-de-cavalo e mascaria chiclete para mostrar aos meus pais que sou rebelde?
Odeio a revolta gratuita!...
Só para enfurecer minha família, só usei short mais curto aos 17!
O que me sai de órbita eternamente é a busca das joias simbólicas, representadas em notas indefectíveis.
Trinta, quarenta, cinquenta, sessenta, setenta, oitenta, noventa... Anos 2000!
Vejo velhos-jovens, jovens-velhos, mascando comida ou goma, contando dinheiro...
"Cascalho" que sai dos bolsos ou bolsas, das calças ou camisas, de cofres, ou açambarcados da estante...
Vil metal... Ouro dos tolos!
São alunos? São.
São adultos? São.
São meninos? São.
São duvidosos? São...
Vil metal é linguagem universal!
Quebrando os corpos para a reposição de matéria: chame Vil Metal!
Para lançar banda de rock metal? Vil metal...
E se for pagode? Vil metal, oras!
Venho participar da época tardia, representando o tempo das cavernas, onde vil metal não existia.
Ninguém lutava por dinheiro, mas... engraçado! Não éramos ainda 'humanos'!...
"Só se for agora!", Jorge Perlingeiro não me deixaria mentir, se alguém convidasse alguém para levar "algum" para carregar um móvel!
Gasto meus vinténs com quinquilharias insopitáveis, embora não vejo troco saindo de dinheiro trocado!...
Está no sangue, papaguear sobre novo emprego onde que se "tira mais"!
É roda de amizade, uma súcia de empregados no maior labor, o ganho além, o da hora extra, pálidos reais, que não pagam o descanso do suco no sofá e pés pro alto...
A máquina destroçante enferrujada, sentido "adquirir" com eras que se juntam, desfazendo o velho e o novo...
Cabeças com cabelos brancos falam que a Mega Sena acumulou, vale um palpite; cabeças com cabelos não-brancos, dão os palpites...
Quanto vale um sonho?
Implacável a vitimização dos impecáveis...
Poupo meus tostões hedônicos, em sentido impassível, para que o futuro me assegure.
Sentimento assim, "toma lá, dá cá" é perda de tempo porque, se vem, vai, ciclicamente, não há cobrança para que o outro tem...
Tchauzinho; dinheiro sumiu!
Somos mais que marionetes sequiosas em separar a dimensão do nylon das mãos?
A entrada para o cinema me rendeu cinco centavos " de quebra"...
Carteirinha de estudante, de idoso, paga meia; a metade é de 10 ou 1.000?
Mas levei, estou com aquele centavinho absorto no bolso que arremeço, por "caridade", ao mendigo...
Detestamos "pratinhas", mas são ouro quando jogadas nos cofres-porquinhos!
Mata-se irmãos para que o açambarque seja bíblico; a dramatização mais tristonha aludindo Caim e Abel...
As notas de cem e cinquenta são maiores que as de vinte, só que não as conheço: dê-me as de dez, e compro uma casa!
Trocado é brilho de comércio, olhos que faiscam pelas de cinco ou vinte e cinco!
Se junto cem, sou econômica, se junto cem mil, sou doutora...
E onde está o diploma?
Comprei ali na esquina, com um cara que é também doutor!...
Se tenho vinte, sou colega, se tenho vinte mil, sou amiga de infância!
E a história de vivências em comum?
"Adquiri" em um segundo, pelo vislumbre dos cifrões que brilham no escuro!
Dá-lhe o sol-a-sol para o sustento dos pequenos, que serão um dia grandes.
Para que eles se tornem grandes, é preciso calçar-lhes não de sapatos, mas de "valores". (Ética, moral e bons costumes deixa-se para as fábulas de Esopo.)
O filho de 18 anos tem presente natalício de porte: aquele 0 km importado, que não teve em sua idade.
Quando tiver 21, surgirá um bom partido, seja o seu gênero masculino ou feminino.
Contudo, ele não estará satisfeito!
Que pais são esses que não "ralam" para ofertarem um imóvel de valor seis zeros à direita?
Os progenitores, humilhados, terão um caminho de pedregulho à frente.
Sabendo o que a infinitude ancestral lhes arquitetara.
Pais, quando são bons de verdade, no entendimento de criaturas do sangue, têm que deixar o legado de nossa miséria*: aquela fortuna causadora de querelas judiciais, para que eles, os herdeiros, possam usá-la, orgulhosamente, para comprar o nada...

* Frase final do livro Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis.


Como os nossos pais - Elis Regina

(Belchior)

Não quero lhe falar,
Meu grande amor,

Das coisas que aprendi
Nos discos...

Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa...

Por isso cuidado meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado prá nós
Que somos jovens...

Para abraçar seu irmão
E beijar sua menina na rua
É que se fez o seu braço,
O seu lábio e a sua voz...

Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantada
Como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento
Cheiro de nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva
Do meu coração...

Já faz tempo
Eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Essa lembrança
É o quadro que dói mais...

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais...

Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer
Que eu tô por fora
Ou então
Que eu tô inventando...

Mas é você
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem...

Hoje eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando vil metal...

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo,
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais...





Money and fame - Scorpions

( Matthias Jabs- Herman Rarebell)

(Tradução)

Você não sabe nada sobre o amor
Você se perdeu em algum lugar na linha
Você não sabe nada sobre dádiva
Você deveria dar um basta

Você continua procurando algo
Algo que nunca encontrará
Quando você mostrar seus sentimentos
Você perderá a cabeça

Quem é o culpado, meu amor?
Você joga um jogo perigoso
Quem é o culpado, meu amor?
Tudo que você quer é dinheiro e fama

Você brinca, brinca com emoções
Você precisa, precisa de um ponto de partida
Você está pronta, pronta para a sensação
Não se sinta só

Quem é o culpado, meu amor?
Você joga um jogo perigoso
Quem é o culpado, meu amor?
Tudo que você quer é dinheiro e fama








(Imagem:
http://www.upenter.com.br)
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