PARA QUEM AMA GATOS

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Maior a procura, pior a oferta...


Combinação entre os donos das máquinas, quando sabem da procura crescente: oferecem o que há de pior!
Onde está escrito, desconheço, de que se alguma coisa é boa para a maioria, há um relaxamento de produção, causando desconforto e insatisfação com o que costumávamos idolatrar.
Vejo isso por toda a parte, desde produtos inócuos a celebridades, fingidoras de que são "originais", os seus auto-plágios...
A "Lei do Papagaio", aquela que sobressai a repetição, assemelha-se à praga: espalha-se com uma facilidade única...
Sordidamente cosmopolita, a trilha para o sucesso do que for, é espalhada por partes dos quatro cantos, impensáveis até em cérebros ilimitados...
Por onde andam a qualidade, o bom gosto, a logicidade e a decência nos meios sociais?
Sempre achei que o certo era olharmos ao redor e buscarmos o que nos fosse de melhor, mas vejo que se eu procurar demais o que me interessa, interarei o seguinte: se é bom, vai ficar pior...
Sou noveleira, não das mais fanáticas porque sobrevivo sem os folhetins, só que meu senso ainda está aqui, de eleger o que me agrada.
Apreendo-me em ser uma motivadora do ruim. É... Novelas que fazem sucesso são esticadas à exaustão!
E os filmes de super heróis, onde estão? Será que "beberam" criptonitas de suas fragilidades sobre-humanas?
Nunca vi uma safra tão inferior de produções "papagaísticas"!... (Mer... cadoria! Por que Homem -Aranha 1, 2 e 3 tinham que ser tão bem feitos?!)
Por esses dias assisti a uma entrevista do Erasmo Carlos, numa dessas reprises que os canais proporcionam pelo mês de janeiro ( eles entram em "férias coletivas", e o público, em via de regra, paga o pato...). Mostraram, entre uma chamuscada biográfica e outra, uma capa de um artista alemão, um DJ com nome jamais detectado por mim antes - Morlockk Dilemma- que fora clonada sem piedade, da do "amigo do Roberto". Parecia fotocópia colorida, adulterada apenas por uns caprichos do photoshop, tão idêntica, que não tem como fugir do termo plágio, ao notar-se o design tão bem "sugado" do cantor brasileiro... (Observe as duas imagens abaixo e note o descaramento do europeu!)Ali, quase praguejei Andy Warhol, com a popularização da arte. Não pode, sr. Warhol, arte não pode ser copiada! Não, NÃO PODE!...
Michael Jackson sofreu tudo o que tinha direito ( e o que não tinha também) diante das muitas "barbeiragens imitadoras" que praticaram em cima de suas performances inimitáveis! (Havia mais gente que "sabia" dançar moonwalker, que crianças comendo chocolate...). Amy Winehouse era outra explorada pelos pouco criativos e nos deixou um legado: foi uma das cantoras mais copiadas de todos os tempos!
Qualquer dança legal resulta em muitas bandas que fazem as mesmas coreografias.
Ultimamente tenho temido o que presta, ou melhor: o que faz sucesso!
Se alguma criatividade explode, as imitações eclodem e sabemos, por intuição ou sabedoria latente, de que cópias não fogem a sua significação, logo, nunca passam de repetições olvidáveis...
Tudo o que é apreciável por muitos, concorre a ser buscado, a procura transitando pelos espaços em branco, onde para preencher, é necessário inspiração.
Um tanto citados por mim em muitas das minhas elocubrações, ditados populares acrescentam ao que escrevo, sua pitada de tempero ao paladino literário. Num desses aprendi que "Isso aqui está bom, e se melhorar, estraga", causando a minha total aprovação.
Os grandes devem ser cultuados, não imitados!
Nada de tentativa de melhoria ou a insanidade do oco saber, para a "sucção" da ideia alheia!
É fato, e eu desprezo, a "dinâmica de grupo" para o prosseguimento da "fórmula".
Costuma pagar preço elevadíssimo, aquele que tomou o "atalho", achando ser o "caminho certo".
Boa árvore se vê pelo fruto, bons artistas se vê por sua capacidade de criação!
Um mesmo tema pode ser repetido à exaustão, mas o resultado, ou seja, a obra, não pode ser extendida...
As novelas - novamente as relembro-, cujos temas amor, intriga, maldade, inveja são assuntos na pauta de qualquer autor, mas quantas vezes vimos vida inteligente por trás daquela "fórmula" aparentemente recontada em mil?
Porque os temas são iguais, só que quem segura o rojão das laudas diárias, aquele autor de 180 páginas rendendo em diversos capítulos, tem a fertilidade da mente para poder fazer do lugar-comum, a impressão da novidade. Isso é arte, e é aí, puxando criatividade do óbvio, que se nota o artista!
Nas ruas, tudo igual, como se fôssemos iguais... Os vestidos, os celulares, os notebooks: a "geminidade" que não deveria existir!
Desenvolvemos ojeriza por uniformes escolares (adolescente adora costumizar blusas e mochilas!) para, no bailinho, estar todo mundo com o tênis estilo All Star, e da mesma cor, tanto os meninos quanto as meninas...
Uma noção enjoada me assalta de que maior a procura, pior a oferta...
Cadeia de ecos vai se perdendo conforme a imitação se dá sucessivamente, e no final, já não "escutamos" mais a originalidade do princípio, formando uma coesão com a consagrada brincadeira do "telefone sem fio": quem recebe, após os muitos comunicados anteriores, a mensagem limpa a qual propusera o primeiro da fila?
Talvez eu esteja sendo um pouco radical ou cética demais, entretanto, não vejo muito futuro no que se repete, mesmo quando se tem qualidade.
Mais uma vez reflito sobre uma frase do Nelson Rodrigues, que eu nunca tinha entendido direito, muito menos concordado, e que tem me servido em várias interpretações por esses dias.
Acredito que, quando disse: "Toda unanimidade é burra", estaria o fabuloso dramaturgo querendo argumentar, dentre as muitas ideias, que se você pensa igual ao outro, tende a limitar-se, sem contar que passa a imitar certos procedimentos.
Imitação não desenvolve, limita os pensamentos, e se a unanimidade se concretiza, você fornece a uma grandiosa descoberta, a burrice de seu comodismo...


(Imagem inicial:
http://luizgeremias.blogspot.com

Edição da imagem inicial:
http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com

Imagem da capa:

Fonte desconhecida)

20 comentários:

Luísa L. disse...

Mary, se olharmos com atenção à nossa volta, mesmo se nos abstrairmos das tradicionais classes exploradas, só vimos exploração. A exploração do talento e da genialidade, que cria bonecos mal imitados, mas de beleza imediata e que vende à brava!

O pior disso tudo é que nós, seres humanos, compramos tudo o que já está feito. Desde as refeições, passando pelas vestimentas e pela TV, cinema, livros, teatro... Terrível mesmo é acreditamos que somos o máximo, que escolhemos... qual escolha?!

Beijinhos!

Cecilia sfalsin disse...

Minha Querida amiga,

Seu texto me fez recordar de uma frase que li a poucos dias "aqui nada se cria tudo se copia", achei super ousada esta forma de pensar , o mundo virou uma imitação, desconhecemos o que é verdadeiro, autêntico, original e por vezes vivemos em meio a cópias fraudulentas e sem total clareza.O que são qualidades? Quais são os verdadeiros artistas? quem são os criadores de grandes obras? Foram abafados pelos faltos de inteligência que se conformam em roubar o que não podem e nem são capazes de criar, seja na música, na dança, na fama, e me atrevo a incluir produtos , alimentos, brinquedos, roupas, e por ai se vão os enganos que nos furtam a qualidade do que queremos.Os "admiráveis", plagiadores, clonistas, que até a própria existência se torna uma farsa mediante a um mundo tão farto de conhecimentos e que por vezes tentam nos desmerecer com estas cópias do que não são..maior a procura , pior a oferta , maior produto, e pior qualidade.Até onde vamos? não sei, mas de uma certeza tenho , não consegue encobrir o que é verdadeiro e autêntico.....

Beijos Mary...:)

Laércio Lins disse...

Olá Mary!! Excelente texto, bela reflexão. Uma confirmação de que repetição, não necessariamente é sinônimo de qualidade. Padrão também não, o que é ruim pode ser padronizado também.
É preciso muito cuidado com a moda, a repetição muitas vezes cega e faz o ridículo parecer normal.
Com relação à cópia, tudo fica muito pior, a repetição da cópia acaba transformando em outra coisa que não tem nada haver com o original. Parabéns pelo texto.

Laércio Lins
aostraeaperola.blogspot.com
laerciolins.blogspot.com

Mary Miranda disse...

Luísa, adorei seu pensamento!

Os bonecos de imitação, essa cópia atrás de outra, realmente deterioram a originalidade do livre pensar.
Acredito que temas podem ser repetidos, mas obras, não, que são o produto final!
Exatamente, amiga, a criação, a genialidade do que se é inventado, às vezes nem chega ao grande público, enquanto que as imitações baratas, essas são aplaudidas, e rendem dinheiro a rodo...
Sou de mesma opinião que a sua, que nosso credo de que "escolhemos", é vazio. Muito pouco escolhemos, embora eu creia que possamos, ao menos, raciocinar sobre nossas motivações.
O que vemos pode ser bom ou ruim, e se houver um pouco de opção que seja, nos agarremos a ela, e façamos valer o cérebro pensante que o Pai nos forneceu para esse fim...

Beijos e o meu OBRIGADA!!!!

Mary:)

Mary Miranda disse...

Ceci, meu doce de amiga!

Querida, se não me engano era o Velho Guerreiro (Chacrinha) quem dizia: "Na TV, nada se cria, tudo se copia" mas, como saberemos agora, quem falou a frase originalmente? (Viu? A cópia já começa na própria pauta sobre cópia! rs)
Foi o Erasmo Carlos quem me inspirou o post.
Quando vi duas capas irremediavelmente idênticas - a do Erasmo com a do DJ alemão- pensei: "Tudo o que faz sucesso, tem sempre alguém querendo imitar!..."
Parece que vivemos a síndrome do "ligar no automático" e todo mundo embarca na mesma canoa, sem parar um segundo que imitações podam a arte, limitam o raciocínio!
Pois é, amiga, lembrei também de seu post, a questão dos plágios que, de certa forma, sua ironia, ao chamar os que plagiam de "admiradores", me inspirou. Fico até com medo de algo que faz sucesso: logo alguém acéfalo irá imitar, e de maneira ruim...
Também me pergunto onde iremos parar, com tantos pensamentos rasos de criatividade, onde a regra é pegar pronto e sair fazendo cópias indefinidas!... Conocrdando contigo, penso igualmente que o original aparece, mas até ele receber o reconhecimento que merece, lá se vão os dedos porque, os anéis , esses se foram bem antes!...


Beijos, minha linda!
Seu comment é digno de um post!!!! (Fiquei meio que sem saber como responder, de tão profundo se fez ele!)

OBRIGADA é pouco! Adorei tudo o que aqui escreveu!!!!

Mary:)

Mary Miranda disse...

Laércio, amigo!

Vejo a cópia como incentivo à desqualificação!
Você está certíssimo, que as cópias resultam em algo que acaba passando longe do original; imitações nunca podem suprir a carência que a originalidade deixa...
Por esse motivo, acabamos temendo o que faz sucesso: se está na moda, muitos irão querer ser ou fazer igual!

Abração e muito obrigada pelas palavras inteligentes!

Mary:)

Adriana Helena disse...

Bem Mary... deixei para ler o seu texto no final do dia, quando posso me dedicar a uma leitura mais "descansada" e assim absorver suas palavras e reter todas as informações possíveis... Mas calma, fique tranquila,apenas copiei suas palavras para a minha memória e dela jamais escapará, OK?
Tem toda razão, é um tal de copiar o que é " maneiro" ou moderno que no final parece que as pessoas viraram clones de si mesmas... perfeitas marionetes e também fácies de serem conduzidas..
Mas menina, fiquei chocada com a cara de pau do pretenso Dj( hoje em dia virou uma profissão muito recomendada.. rsrs) Morlockk Dilemma ( deste eu nunca havia ouvido falara até então) que copiou descaradamente a arte do disco do Erasmo Carlos.. o que que é isso minha gente... aí já é demais... e olha que deve ser um dos milhares de exemplos que devem estar espalhados por aí, como muito bem você enumerou Mary em um trabalho de muita dedicação e pesquisa...
Parabéns amiga, você é sempre muito sagaz e contemporânea e seu blog deveria ser leitura obrigatória para todos querida!!
Muitos beijos e uma noite maravilhosa!!!

Mary Miranda disse...

Adri, minha querida Anjinha!

A vida virou um "copiar/colar", qual fazemos, erroneamente, na blogosfera... (É por isso que sempre digo que a internet imita a vida!)
Tantos plágios se fazem por isso, em nome da falta de criatividade, o imitar o que faz sucesso, para não ter que pensar muito...
Minha linda, o mesmo horror que você sentiu ao avistar as capas idênticas, foi o meu, que assisti ao programa na TV! (Aliás, foi a capa do Erasmo que me inspirou o post!...)
Sabia, Adri, que o designer do álbum (esqueci o nome dele), vai processar o tal DJ? Acho válido que isso ocorra...
Mas é naquela: ninguém chuta cachorro morto! Segundo informações, o disco do "amigo do Roberto", além de sua capa premiada e reconhecida como uma das mais criativas, também foi um dos que mais venderam na carreira do cantor. (Será que o plagiador alemão acha, que a imitação de um layout, atrairá talento para seu trabalho? Bem, seria de uma burrice muito grande pensar assim! Mas, enfim...)

Beijos, amiga minha!
Seus elogios e comentários incentivadores me enchem de orgulho! (Nem sei se mereço tanto, mas gosto de recebê-los, porque muito me alegram!...)
Adoro sua presença!!!!

Mary:)

Dú Pirollo disse...

Olá minha querida amiga Mary, boa noite!!!
Minha amiga, bela matéria, adorei!!!
Infelizmente essa é a mais pura verdade, quanto "maior a procura, pior a oferta", mas também não poderia ser diferente, pois em um mundo em que quase todos pensam e alardeiam pelos quatro cantos que "neste mundo nada se cria, tudo se copia", quando na realidade justa e honesta deveria ser: neste mundo tudo se cria e nada se copia... Cópias e imitações perdem a genuinidade e o brilho... Já pensou se um dia fosse cópia do outro, onde estaria a graça de viver? Valeu minha amiga, adorei o texto, parabéns!!!
Tenha uma linda noite e um maravilhoso e abençoado novo dia!!!
Grande abraço e muita paz!!!

Djair Souza disse...

Não pude deixar de pensar no "caetanismo", que é como chamo a necessidade que algumas pessoas tem de dar opinião sobre tudo, e ai caem exatamente no que colocastes... O plágio, a cópia. Lembro quando fui assistir um filme Franco-Italo-Belga: Bem-vindo. Com diuas pessoas que falei sobre o filme, repetiram extamente a mesma frase sobre ele... Depois soube que a citação vinha do caderno de cultura de um jornal de grande circulação... Eu que abomino ler sinopses dos filmes ao qual vou assistir, à primeira audição achei até interessante, quando ouvi da segunda pessoa que não conhecia a primeira, senti algo errado e ao saber que era apenas uma repetição de uma frase que se apropiaram tomando como sua, deu-me primeiro irritação e depois pena... Mas é assim e o pior, tomam como verdade absoluta "verdades" ditas por meios de massa... Já dizia machado de Assis; "Existe muita besteira muito bem dita, assim como existe muito idiota muito bonito!"

joselito bortolotto disse...

Bem, infelizmente tudo isso é uma realidade, e o problema acontece porque acaba existindo publico para as cópias, e o maior problema quando uma coisa já não é assim tão boa, mas, acaba fazendo sucesso, então surgem as cópias muito pior do a original que é ruim e fica ainda pior. "Ah seu eu te pego" ... rsrsr

Mary Miranda disse...

Também penso como você, Du!

Acho que quando o Chacrinha se referiu à TV, ele estivesse sendo irônico, ao enfocar que na nada na telinha se produzia com originalidade...
Mas no tocante à vida em si, existe mais originalidade que cópia (porque se fosse ao contrário, até eu duvidaria que sou ou não eu mesma! rs), embora as cópias recebam um valor tal em muitos casos, que fica difícil reconhecermos quem emitiu primeiro a ideia.
Uma síndrome de "coisificação" anda assolando o mundo e devemos tentar impedir que fiquemos tão automatizados, de modo que até nos esquecemos de quem sejamos...

Um abração, amigo!

Seu comentário maravilhoso, acrescentou muito ao post!

Mary:)

Mary Miranda disse...

Olá, Djair, tudo bom?

Bem lembrada a questão da "opinião imitada" pois, até para dar seu posicionamento sobre um assunto, há pessoas que precisam de "amparo intelectual" de outras...
Já aconteceu algumas vezes comigo também, de eu conversar com alguém, e o mesmo vir com discurso "lido". Quando repreendido por mim por saber que era de pessoa famosa a ideia, soltar: "Mas o fulano entende!".
Bulhufas para o entendimento do tal fulano! No momento em que pede uma opinião, queremos a originalidade na resposta, e não que se repita o que "esse ou aquele" andou explanando!
Estamos num mundo globalizado, mas nem por isso devemos perder nossa essência, a mentalidade usada para a criatividade dos fatos, sejam obras, produtos, pensamentos.
Sua fala sobre a "verdade" que espalham na massa, é perfeita! Infelizmente muitos de nós não dispomos de nosso tempo para a busca, aceitando como certo ou original o que vemos, no que corrobora para uma "produção em larga escala" de produtos, obras, e até mesmo, ídolos...
Você não poderia fechar melhor sua retórica senão com o mestre Machado de Assis! Aquele ali, com sua fina ironia, atingia todos os parâmetros!
Não digo "cópias", mas se tivéssemos mais pessoas com a coragem de Machado hoje em dia, ao menos o padrão intelectual da arte estaria salvo!...

Abração, amigo!

É sempre um enorme prazer recebê-lo no Fatos de Fato!!!!

Mary:)

Mary Miranda disse...

Joselito, o que você disse, é fato!...


Há pessoas tão limitadas que se contentam com as cópias e são elas, as que não querem pensar muito, que estragam a máquina...
Triste, muito triste, essa coisa de piorar o que já era ruim!
"Se melhorar, estraga", o que podemos dizer do "piorar"? rsrsrs
Sem brincadeira, esse refrão repetitivo do "pegar", me dá tanto nos nervos, que meu pensamento é: "O que virá pior que isso?"

Abração,

Mary:)

Jackie Freitas disse...

Alteza, super amiga querida!
Maravilha de texto! Ainda esses dias estava eu aqui pensando justamente sobre isso, principalmente por causa da febre: "Ai se eu te pego..." rsrsrs... Não muito distante, vimos um "É o Tchan" com suas letras (sem conteúdo) e danças que transitavam entre o vulgar e sensual. Quantos grupos e bandas vieram depois, não é? O mundo musical parece que sobrevive das cópias, imitações e plágios. Outra dia escutei pelo rádio uma entrevista feita com um renomado estilista brasileiro e, quando questionado sobre o motivo de cobrar preços absurdos por suas criações, ele foi direto ao ponto e disse: "Quem compra minhas roupas quer exclusividade e ser diferenciado, portanto, paga por isso.Quem quer ser comum, veste-se como a maioria, integra-se a um exército que reivindica liberdade de escolha, mas acaba escolhendo a ditadura de hábitos, costumes e moda.". De modo algum concordo com os privilégios disponíveis a uma minoria, mas não posso deixar de concordar que as pessoas, de certo modo, acabam se vendendo por muito pouco e de forma barata.
Nos meus sonhos distantes e reflexões alucinadas, questiono o por quê das boas ações não servirem como exemplos e também serem copiadas. O que é bom e construtivo deveria cada vez mais ser aperfeiçoado, mas, para isso, requer um caminho mais longo e demorado... Quem sabe envolva uma inteligência ou percepção ainda não desenvolvida pela maioria?
Enfim, minha amada Alteza, concordo contigo totalmente de que quanto maior a procura, pior a oferta... E somos todos nós, de alguma forma, que alimentamos isso!
Grande beijo, queridíssima amiga! Sábias palavras, excelente reflexão... Como sempre, um enorme prazer vir aqui! Parabéns!!!
Sua amiga de sempre,
Jackie

Mary Miranda disse...

Amiga Fênix do Bem, cuja vinda é sempre esperada com ansiedade!

Começo pelo final, querida, que é meio e início ao mesmo tempo, sobre seu questionamento da não-imitação dos bons exemplos.
Ajudar o semelhante não dá ibope, não traz lucro, não aparece, não nos faz cortejados!
É, amiga, a cópia é sempre do que se é imediatamente assimilado com lucro e fama: seja bom ou ruim, trouxe esse dois fatores, surgem outros tantos iguais!...
Como disse, eu me preocupo muito com o que faz sucesso porque, infelizmente, a procura grande acarretará pior oferta do "produto"...
Essas dancinhas, musiquinhas patéticas e/ou indecentes que colam, como bem lembrara você, são imitadas em nome de uma arte que não existe!
Alegam os autores de que se "são imitados, é porque é bom!". Não, discordo eu, são imitados pois, em bom português, são umas pestes epidêmicas que se espalham com muita facilidade, trazendo muito lucro para os grandes, vendilhões de "templos artísticos"!...
Concordo com o estilista, embora, como você, também ache ruim pagarmos caros por sermos únicos.
Mas, vejamos, né, minha amiga, se as pessoas que pagam tão alto, não estão sendo coerentes com seus princípios?
Somos todos iguais na essência, na capacidade de amarmos, sermos fraternos, mas não no que essa capacidade resulta, ou seja, as obras que produzimos nunca podem ser exatamente igual a nenhuma outra. Cópias são limitadoras de criação.

Seu comentário, meu doce, é tão sábio, que li várias vezes para não responder de qualquer jeito! (Por que você é tão inteligente? Assim me obriga a pensar muito para não "pagar mico"! rs)

Beijos!!!!

Adoro sua presença, sempre e sempre!!!!

Mary:)

Larissa Bohnenberger disse...

Mary, mais uma vez certeira nas suas colocações. Estou pensando ainda por onde começar.

Bem, primeiramente eu gostaria de dizer que concordo plenamente quando você diz que maior a procura, pior a oferta. E achei excelente a comparação inicial. Lembrei de uma marca de esmaltes importada, a primeira que lançou o efeito holográfico. Foi uma febre, um boom entre a mulherada. Nunca tinham visto um esmalte que brilhasse tanto no sol. A primeira coleção esgotou-se em pouco tempo. A espera pela nova coleção foi quase uma tortura para as amantes de unhas. Quando ela finalmente saiu, que decepção: a empresa havia economizado incrivelmente na pasta holográfica. Estes já não brilhavam mais como os anteriores. E assim acontece com tudo.

Mas vamos ao que interessa: o plágio, a imitação descarada, a falta de criatividade e de vergonha na cara no mundo das artes. Eu acho que em alguns campos artísticos - música, literatura, cinema, TV - a repetição de uma fórmula que deu certo é a maneira que se encontra de fazer dinheiro. É uma vergonha que a arte tenha se transformado em um mero negócio, e que uma boa ideia possa ser simplesmente surrupiada, imitada, para enriquecer uma gama de não artistas. Um verdadeiro artista se utiliza da arte de outros como fonte de inspiração para criar algo realmente seu. Aí sim!

Agora, gostaria de levantar uma outra questão aqui: por mais desprezível que seja, quando há dinheiro envolvido, já esperamos que haja regras ou ética. Mas e na internet? No mundo dos blogs? E as pessoas que copiam textos escritos por outras na cara dura, só pra ganhar alguns elogios nos comentários? Presenciei alguns casos assim, nestes meus quase 5 anos de blog. Agora me diz: A gente sabe qual a vantagem de escrever livros de vampiro, por exemplo, nos tempos atuais - vender, ganhar dinheiro. Tá. Agora o que alguém ganha recebendo um elogio por algo que foi outra pessoa que fez? Que massagem de ego essas palavras serão capazes de fazer quando o plagiador, dentro de si, sabe que não tem razão para está-las recebendo?

É realmente uma pena que a originalidade seja artigo esgotado nos dias de hoje. E vou encerrar por aqui, pois tenho a impressão de que já me estendi demais.

Excelente postagem, Mary, como sempre.

Bjs!

Mary Miranda disse...

Querida Lari!


Ainda bem que não só eu, mas a maioria percebeu que algo que faz sucesso, tende a atrair coisas bem ruins, como a queda de qualidade de produção, a imitação, e o pior: a limitação dos pensamentos...
Eu encaro a produção em "massa" como algo que tinha tudo para dar certo e por muitos anos, mas pela cobiça dos detentores do poder aquisitivo, estraga-se o que deveria ajudar!
Amiga, o plágio... Nossa! Nem daqui a mil anos aceitarei o roubo intelectual como "transformação natural devido à globalização" (já li isso em algum lugar, mas preferiria esquecer uma cretinice dessas!...) e, em nome disso, em alguns lugares não pe mal visto um palhação desses levar na mão grande um texto, uma música, ou o que valha porque "tudo é de todos". (Olha, dá vontade de falar um palavrão! Se tudo é de todos, por que os maiorais não chegam em nossas casas e saem distribuindo dinheiro à vontade, do lucro que recebem a rodo de seus produtos comprados por nós mesmos????)
Um ponto magistral tocou, do furto intelectual que não renderá em fator financeiro!
É mesmo estranho que, por simples vontadezinha de ver seu nome como grande na blogosfera, por exemplo, cate "na maior", um artigo de um blogeuiro!...
Bem, talvez seja o que uma vez li como a chamada "umbigosfera".
O "umbigueiro" (adaptação do termo "blogueiro") é tão aparecido, quer tanto destaque, que dinheiro para ele não é o mais importante.
Seu objetivo é que todos se curvem para ele, que o chamem de "o cara", e para isso não mede esforços, pegando textos alheios, imitando layouts dos amigos, comentando em blogs famosos, só para aparecer!
Já estou enjoada de tanto que repito, mas eu comparo a blogosfera à vida. Se temos colegas
"bestinhas" em nosso trabalho, aqueles que adoram um elogio, por que não haveriam blogueiros assim também? Problema sério, minha amiga, mas acho que é um pouco por aí o efeito "catação na blogosfera"!...

Um beijo, Lari, pelo comment fabuloso!
Acho que o assunto "cópia" deve ser enfocado porque há muita gente chamando de "arte", algo que é roubo explícito!...

Mary:)

Arthur Bichmacher disse...

May, muito bom o texto! Me lembra o livro A Nascente, da Aynn Rand, que mostra um jornalista que se diverte manipulando a opinião publica, recomendo muito.
Vou começar a seguir! Bjs

Mary Miranda disse...

Arthur, boa noite!

Vou procurar o livro que indicou!
Adoro ler textos que refletem a realidade e, infelizmente, sabemos que os donso das máquinas podem, sim, manipular as opiniões...

Legal demais que tenha curtido o post!
E obrigada por me seguir no Facebook!!!!

Abração,
Mary:)