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quinta-feira, 25 de abril de 2019
Zé Mário e Babi: 1 Milhão de Visualizações
Parece incrível que, mesmo passado tanto tempo - 34 anos para ser mais exata -, A Gata Comeu ainda exerça tanto fascínio sobre os seus fãs!
Pois essa relação tão afetuosa, ficou registrada através do número de visualizações do vídeo - mais de 1 milhão! - que criei para o casal Zé Mário e Babi, tendo a música Heaven, com Bryan Adams, para ser o fundo musical (bom ressaltar que é a música original que embalava as cenas de amor dos dois).
Realmente me surpreendeu, já que vídeos no YouTube para bombarem assim, geralmente são apelativos ou "da onda do momento", etc.
O clipe é romântico, e mostra várias cenas de encontros e desencontros. Cada uma delas nos envolvendo em mágica, e nos fazendo voltar ao passado. (Que sensibilidade de Élcio Romar e Mayara Magri na construção de seus personagens!... )
Uma curiosidade é que lancei esse clipe no dia do meu aniversário - 26/12 -, o que torna ainda mais emocionante esse trabalho ter alcançado tal sucesso...
Sem mais me estender, se você ainda não viu, ou quer assistir de novo, dê uma clicada no vídeo abaixo.
O romance está no ar e "nós estamos no Paraíso", como diria Bryan Adams!...
Zé Mário e Babi: 1 Milhão de Visualizações
(Imagem:
https://www.facebook.com/MaryDifattoOficial)
quarta-feira, 24 de abril de 2019
Entrevista com Sylvio Perroni
Foi no 3.o Encontro dos Curumins que fiz uma outra grande entrevista, além daquela fantástica com Nina de Pádua: consegui conversar com Sylvio Perroni, o ator que fez o Nanato em A Gata Comeu.
Muito gente boa e divertido, Sylvio afirmou que sente saudades daquela época da novela, e que pretende ir a todos os encontros dos curumins que existirem (só tem que casar com o dia de folga de seu trabalho).
Todo mundo gostou muito dele, que mostrou-se muito generoso, atencioso...
Adorei conhecer mais um curumim da época da novela: parece que voltamos no tempo!...
Assista à entrevista! Você vai gostar!...
Entrevista com Sylvio Perroni
(Imagem:
https://www.facebook.com/MaryDifattoOficial)
terça-feira, 23 de abril de 2019
Entrevista com Nina de Pádua
No dia 13 de abril de 2019, ocorreu o 3.o Encontro dos Curumins, reunião anual de fãs da novela A Gata Comeu.
Como sempre, o ponto de encontro foi em frente à pizzaria Garota da Urca, na própria Urca - RJ, de onde partimos para visitar várias locações históricas da novela.
Qual não foi a nossa surpresa ao avistarmos a atriz Nina de Pádua, que interpretou a Ivete em A Gata Comeu.
Todos nós queríamos tirar fotos, conversar, estar pertinho dela.
Gentilmente, Nina aceitou conceder uma entrevista para o meu canal Mary Difatto, no que sou muito agradecida.
Ela é extremamente simpática, inteligente, alto astral e, sobretudo, carinhosa com os fãs: tirou foto com todo mundo, deu atenção e ainda levou sua mãezinha para nos conhecer. Um amor de pessoa!
Veja a entrevista e perceba o quão maravilhosa é Nina de Pádua! Não tem como não se tornar fã...
Entrevista com Nina de Pádua
(Imagem:
https://www.facebook.com/MaryDifattoOficial)
sábado, 23 de março de 2019
Tetê e Gugu - Tema
Não tem como falarmos de A Gata Comeu, e não nos recordarmos de um dos casais mais engraçados da novela: Tetê e Gugu.
Desta vez, a dupla romântica e divertida ganhou um vídeo com cenas dos dois em forma de clipe.
A música escolhida foi Il Gatto, de Ennio Morricone.
Essa música é incidental, ou seja, não faz parte da trilha sonora oficial da novela, e aparece em cenas onde o casal "apronta" algo bem jocoso (sobretudo quando os dois brigam).
Uma curiosidade sobre esse trabalho de Morricone, é que foi usado no filme homônimo de 1971. Il Gatto, o filme, é uma raridade, já que é muito difícil encontrá-lo para se assistir.
Tetê (Marilu Bueno) e Gugu (Cláudio Corrêa e Castro) já eram por si só divertidíssimos. Ficaram mais ainda quando Tetê envolveu o marido em suas loucuras, ao ficar grávida. Seus desejos eram tão absurdos, que se tornaram uma constante, Gugu levantar-se de madrugada para comprar comidas exóticas rendendo, naturalmente, muitas risadas em nós do público.
Agora, vamos curtir o clipe?
Tetê e Gugu - Tema
(Imagem:
https://www.facebook.com/MaryDifattoOficial)
sexta-feira, 22 de março de 2019
Tony e Paula - Tema
Um dos pares românticos mais lindos de A Gata Comeu ganhou um vídeo com cenas: Tony e Paula.
Considerado o casal mais sexy da novela, os dois quando se encontravam, pegavam fogo quase que literalmente!...
A música escolhida para embalar as cenas, foi o tema deles, que é a envolvente Everytime You Go Away, de Paul Young.
Não faltaram aqueles beijos de tirar o fôlego, muito menos a sensualidade que lhes era peculiar.
Tony (Roberto Pirillo) tentou conquistar Paula (Fátima Freire) de todas as maneiras, no que conseguiu à custa de muitas tentativas.
Há quem diga que hoje em dia ele seria considerado stalker (perseguidor compulsivo), o que é crime, mas dentro do contexto da novela, entendíamos que era só uma inocente investida de um homem apaixonado e romântico.
Sem me estender, vamos de Everytime You Go Away!
Tony e Paula - Tema
(Imagem:
https://www.facebook.com/MaryDifattoOficial)
quinta-feira, 21 de março de 2019
Vitório e Ivete - Tema
Já virou uma tradição aqui no Fatos de Fato, eu expor publicações do YouTube.
Era para ter feito há mais tempo essa postagem, mas não deu na época.
Hoje eu trago o vídeo com cenas de Vitório e Ivete, um dos muitos casais da minha novela favorita A Gata Comeu.
A música usada como fundo é Dillo Tu, de Fred Bongusto.
O casal demorou para deslanchar, pois a personagem Ivete (Nina de Pádua), não conseguia perceber o quão também estava apaixonada por Vitório (Laerte Morrone), ele que revelou-se amá-la desde o princípio da amizade.
Ele era um falso Conde de Parma, mas um dos personagens mais carismáticos do folhetim. Torcíamos muito por ele pois, apesar da farsa, era um ser humano muito bom, apenas envolvido em uma brincadeira de mau gosto.
Vamos lá de Dillo Tu? Linda música italiana que nos envolve e emociona!
Vitório e Ivete - Tema
(Imagem:
https://facebook.com/MaryDifattoOficial)
domingo, 29 de julho de 2018
Vitório e Ivete
Fiz, por esses dias, um vídeo com cenas do casal Vitório e Ivete, embalado pela música Dillo Tu, com Fred Bongusto.
Para quem não ligou os nomes às pessoas, o casal mencionado é da novela A Gata Comeu.
Vitório se passava por Conde de Parma, uma brincadeira do início da obra, que rendeu história até os capítulos finais.
Infelizmente, a moça era apaixonada por Edson, o que custou longo tempo para que se interessasse pelo falso Conde.
Mas, mesmo com a demora para deslanchar, o casal proporcionou lindas cenas, que merecem nossa atenção e saudade.
Abaixo, o vídeo em questão. Espero que goste!!!!
Vitório e Ivete
(Imagem:
https://www.facebook.com.com/MaryDifattoOficial)
quarta-feira, 27 de junho de 2018
Entrevista com Eduardo Tornaghi
Ele é de uma inteligência e humildade que impressionam a qualquer um!
O auge de sua fama aconteceu nas décadas de 1970/80, onde interpretou memoráveis galãs em novelas diversas.
Mas seu personagem inesquecível, para quem ama A Gata Comeu, é o Rafael, o radical ator de teatro que odiava televisão.
O cenário escolhido para o bate-papo cultural, embora informal, foi a Praia do Leme, onde Eduardo costuma, às quartas-feiras, promover a sua Pelada Poética, no Quiosque Estrela da Luz.
Adorei conhecê-lo e descobrir mais um pouco sobre a sua trajetória, como o fato de vivenciar as artes desde a infância, ser altamente politizado e de sentir ainda motivação para retornar à TV, caso apareça a oportunidade.
Sem me estender, confira esse maravilhoso encontro logo abaixo!...
Entrevista com Eduardo Tornaghi
(Imagem:
https://www.facebook.com/MaryDifattoOficial)
quinta-feira, 7 de junho de 2018
"I Was Born To Love You" - Freddie Mercury
Música bonita, interpretada de maneira esplêndida, que surgiu numa época perfeita para sons melodiosos e que foi tema de novela inesquecível, só podia dar nisso: se tornar um dos maiores clássicos românticos de todos os tempos!
Estou falando aqui de I Was Born To Love You, cantada por ninguém menos que Freddie Mercury, famoso por alcançar oitavas inimagináveis.
Esse som magnífico foi o segundo tema romântico do casal Jô e Fábio em A Gata Comeu ( o primeiro e incontestável era Forever By Your Side, com The Manhattans).
Como fã da novela, e da trilha sonora nababesca que a produção escolheu para o folhetim, selecionei cenas doces de vários casais apaixonados, além do próprio par central, naturalmente.
Sem mais me estender, vamos a elas, cenas inebriantes de amor liberto, coisas que só o coração pode nos permitir!...
I Was Born To Love You - Freddie Mercury
(Imagem:
https://www.facebook.com/MaryDifattoOficial)
quarta-feira, 11 de abril de 2018
2.o Encontro dos Curumins
Pois foi exatamente esse termo que foi usado para batizar um encontro - que já virou tradicional e anual - de pessoas de toda a parte do Brasil (se não, do mundo), que são fãs da novela.
O desse ano está sendo chamado de 2.o Encontro dos Curumins, e aconteceu no dia 7 de abril de 2018.
É gostoso demais podermos conhecer ao vivo, pessoas que têm a mesma paixão, o mesmo carinho, e traz na mente, as mesmas memórias afetivas...
Sou uma dessas pessoas!
Não pude resistir à ideia de registrar alguns pontos históricos onde ocorreram as gravações. Foram muitas cenas que meu mano Henrique filmou e tive que editar pois, do contrário, o vídeo ficaria muito longo.
Nossa querida Kátia Moura, que interpretou a Adriana, também esteve lá prestigiando o evento, nos honrando com sua nobre presença (Fiz uma entrevista com ela. Para assistir, clique aqui >>>> ).
Se você é tão apaixonado(a) quanto eu por AGC, vai adorar rever as passagens das gravações. Casas e localidades muito importantes dentro do contexto.Divirta-se!!!!
2.o Encontro dos Curumins
(Imagem:
https://www.facebook.com/MaryDifattoOficial)
domingo, 8 de abril de 2018
Entrevista com Kátia Moura
É sempre muito bom sentir emoção. Porque emoção nos toca em alguma parte do eu, provando que somos humanos, que temos sensibilidade.
Tem sido assim cada vez que entrevisto alguém que admiro, conheço o trabalho há muito tempo.
Pois foi assim com Kátia Moura.
Para quem não ligou o nome à pessoa, Kátia interpretou a pequena e doce Adriana de A Gata Comeu, a caçula dos curumins.
Surgiu a oportunidade quando nós, fãs da novela, nos reunimos no restaurante Garota da Urca e dali desbravamos as muitas locações onde foi gravada AGC.
A atriz mostrou-se tão afetuosa e fofa quanto Adrianinha. Concedeu a entrevista com muita espontaneidade, mostrando-se extremamente carinhosa e sincera ao mesmo tempo.
Tudo tão mágico, nos trazendo, novamente, o mesmo clima da novela. Parecia que entramos num túnel do tempo.
Obrigada, querida Kátia Moura, eterna Adrianinha! São momentos como esse que levamos no coração para todo o sempre.
Obrigada por te nos ajudado, de algum modo, a fazer nossos dias bem mais felizes!...
Entrevista com Kátia Moura
(Imagem:
https://www.facebook.com/MaryDifattoOficial)
quinta-feira, 29 de março de 2018
Os Curumins (Clube dos Curumins) - "Amigo do Sol, Amigo da Lua"
Mais um vídeo da novela A Gata Comeu trago aqui para o blog Fatos de Fato.
Desta vez, as cenas escolhidas foram dos Curumins, do famoso Clube dos Curumins da novela, que tanto sucesso fizeram junto à criançada e também aos adultos.
Eles eram inteligentes, carismáticos, amorosos, adjetivos que os transformaram simplesmente em inesquecíveis.
A música de fundo é Amigo do Sol, Amigo da Lua, cantada pelo querido pianista e compositor Benito Di Paula, que entrou na alma da criança que há em cada um de nós, e fez uma obra-prima!
Essa bela canção é bastante assimilada ao professor Fábio (Nuno Leal Maia) - era o tema dele - mas como falar do professor e não lembrar dos Curumins e vice-versa? Enfim, Fábio também está no vídeo...
Sem mais me estender, deixo o vídeo para a apreciação de todos!
E, como forma de respeito e consideração pelo magnífico trabalho desses pequenos gigantes na ficção, porei abaixo o nome de cada um dos atores e seus personagens:
Xande - OBERDAN JR
Sueli - JULIANA MARTINS
Cuca - DANTON MELLO
Adriana - KÁTIA MOURA
Cecéu - RAPHAEL ALVAREZ
Verinha - JULIANA LUCAS MARTIN
Nanato - SYLVIO PERRONI
Não devemos deixar, jamais, o curumim que há em nós,
morrer em nossos corações!...
Os Curumins (Clube dos Curumins) - Amigo do Sol, Amigo da Lua
(Imagem:
https://www.facebook.com/MaryDifattoOficial)
sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
Jô e Fábio
música-tema Forever By Your Side, com The Manhattans.
Adorei fazer!
Confesso que fui incentivada por algumas Fajomaníacas lá do Facebook (antes que alguém me pergunte, "Fajomaníacas" são fãs da novela que têm, como casal favorito, Fábio e Jô), e aceito o "desafio"- vamos brincar assim-, curti escolher as cenas e montar o clipe.
A novela é a que eu mais amo dentre todas, e o casal também é um dos meus favoritos.
Christiane Torloni e Nuno Leal Maia tinham muita "química", o que ajudou no enorme sucesso do casal protagonista, como do folhetim num todo.
Assista ao vídeo e depois diga o que achou!
Jô e Fábio
(Imagem:
https://www.facebook.com/MaryDifattoOficial)
quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
Zé Mário e Babi
Gata Comeu, com o fundo musical Still Loving You, da banda Scorpions.
Desta vez, resolvi trazer a música original que embalava os dois apaixonados: Heaven, de Bryan Adams.
É sempre emocionante falar da novela A Gata Comeu, que é a que eu mais amo na vida!
Unindo-se a isso, tem o fato que o casal é um dos que mais adoro na obra, e além disso tudo, a música Heaven, é uma das que mais me tocam, numa parte de minha sensibilidade que não sei explicar...
Sem modéstia, o vídeo ficou muito bom!
Para conferir, basta clicar logo abaixo!...
Zé Mário e Babi - Tema Heaven
(Imagem:
https://facebook.com/MaryDifattoOficial)
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
Zé Mário e Babi - Still Loving You
Mais que ficar na mente: veio acompanhada por cenas.
"Que música é essa? Que cenas são essas?", qualquer um poderia perguntar, se eu não dissesse.
Pois é... Still Loving You, da banda Scorpions, e Zé Mário e Babi (personagens da novela A Gata Comeu, interpretados por Élcio Romar e Mayara Magri, respectivamente, cujas cenas ficaram martelando meus pensamentos), formaram o meu "espinho" impulsionador para a criação do vídeo.
Sentei, selecionei as passagens que mais gosto, tendo a finalização acontecido depois de três dias mais ou menos.
Não queira ser fã: de vez em quando me pego sendo "atormentada" para fazer essa ou aquela montagem, para os alvos dos meus gostares.
Sem modéstia, o resultado ficou a contento!
Amo demais a novela A Gata Comeu e no mesmo porte, a banda Scorpions, portanto, para mim, não poderia ter ficado melhor.
Devo destacar que Still Loving You não é o tema do casal. É uma outra, que também amo de paixão: Heaven, com o cantor canadense Bryan Adams.
Mas desta vez, quem pediu passagem foi Still.
Então, fica assim.
Seria tão maravilhoso tema quanto é Heaven, para esse que é um dos casais mais amados da novela!...
Em tempo: se você quiser assistir ao vídeo com o tema original Heaven, clique aqui!
Zé Mário e Babi
(Imagem:
https://www.facebook.com/MaryDifattoOficial)
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
"Verdades Secretas": Angel matou Alex por amor
Tenho visto tantos comentários - positivos e negativos -, e até "crise de abstinência", devido ao término da novela Verdades Secretas, que senti vontade de me mexer na cadeira e escrever minha simples opinião sobre o emblemático último capítulo da obra.
Não, não me perguntem sobre Fanny ter terminado numa boa, sem pagar pelo crime de levar adolescentes a fazer "book rosa", arrumando até mesmo um novo garotão a quem pudesse dominar através do dinheiro; Anthony e Giovanna terem ido, dentro de um triângulo amoroso, para Paris, com a frieza e o egocentrismo típicos; sobre o próprio "book rosa", se acabou ou não; Larissa ter se libertado das drogas; sobre Visky e Lourdeca só ficarem juntos quando estão bêbados; Pia, por largar seu apego à riqueza e aceitar uma vida menos exuberante ao lado de seu "namorido" Igor; até mesmo o fato mal explicado que uma arma de um crime fatal não tenha sido retida pela polícia e volte para a mesma casa onde ocorreu a tal fatalidade.
Nada disso. Meu papo reto vai ser sobre o amor, esse "sujeito" tão rarefeito no perfil da maioria dos personagens desta ficção.
O amor é estranho, bem estranho, e tem um caminho muitas vezes torto para fazer valer. É o maior dos sentimentos que um ser humano pode ter, e é tão perfeito, que o axioma de nossa existência é exatamente esse: só é considerada PESSOA aquela que verdadeiramente ama alguém ou algo.
Angel era uma pessoa, no sentido real da palavra: ela amava!
Para entendermos o sentimento da moça, é necessário se fazer um pequeno retrospecto de sua trajetória como garota humilde do interior, até sua consagração como modelo.
Carolina, a mãe de Arlete (Angel era o seu nome artístico, todo mundo lembra disso) fora traída pelo marido, que tinha uma nova esposa e filha, a pequena Yasmim.
A ainda adolescente de 16 anos, Angel, sempre quis ser modelo, e a sua oportunidade chegou, quando ela e a mãe se mudaram para a casa da avó na capital de São Paulo. Foi agenciada por Fanny e imediatamente chamou a atenção por sua beleza e carisma.
A avó passava por problemas financeiros. Logo Angel aceitou algo que tanto recusava, que era o famigerado "book rosa", aquele onde modelos aceitam fazer programas com clientes que pagam pequenas fortunas.
Quitou a dívida da avó. E aconteceu o imprevisto: apaixonou-se pelo seu cliente, o Alex.
O empresário Alexandre Ticiano, mais conhecido por Alex, rico, despótico, egoísta e um pedófilo, trazia em sua personalidade um gosto por modelos bem jovens, ao ponto de considerar mulheres de 26 anos, por exemplo, como "velhas".
Por algum motivo ficou obcecado pela garota interiorana e a recíproca era verdadeira!
Não demorou muito, e a avó descobriu que a neta fazia programas. Enviou a garota, imediatamente, para a casa do pai no interior do estado, sem que a filha Carolina soubesse o motivo genuíno.
Lá ela conheceu a nova mulher do pai e a sua irmãzinha Yasmim, um doce de criança que até uma flor lhe ofereceu, quando Letinha - Angel -, entrou em seu quarto.
Muitos percalços passou a adolescente. Já tinha namorado Guilherme, mas nunca sentira amor por ele (seu carinho era mais por ter sido o rapaz, o primeiro homem de sua vida). Não pôde mais exercer a profissão de modelo, condição imposta pela avó para não se envolver novamente em "romances pagos".
Voltou para casa.
Algum tempo depois, estava nas passarelas novamente, e novamente envolvida com Alex.
Uma acusação de estupro de uma colega de profissão, porém, a afastara do cara que tanto a atraía.
Alex armou um casamento com Carolina, só para ficar mais perto da moça.
E conseguiu. Afastada a suspeita de estupro, Angel largou-se nos braços daquele sujeito que a envolvia como ninguém conseguia, a despeito de correr um risco grande de magoar a própria mãe, se um dia os flagrasse juntos. Esse é o caso que podemos chamar de traição dupla, tanto da moça quanto do marido, sendo que a primeira era ainda mais dolorosa.
É claro que esse dia teria que acontecer, mais cedo ou mais tarde.
Carolina, que sabia atirar muito bem, ameaçou matar Alex, ao ver o casal na cama. Angel se jogou na frente dele para que a mãe não o fizesse, alegando que o amava.
Ao descer as escadas, na cozinha, Carolina deixou uma carta-despedida para Letinha, dizendo que fosse feliz e que amava muito a filha. Matou-se após escrever a tal carta.
Angel sofreu muito; Alex, nem um pouco
Para a casa no interior que a moça retornou, foi morar com o pai, sendo procurada pelos dois homens que tanto a cortejavam: Guilherme, e depois, Alex.
Naturalmente que a presença de Alex que mais a interessava, fosse qual fosse o motivo.
E é aqui que vem a maior demonstração de amor da modelo - na minha simples opinião, ressalto outra vez - quando, num passeio de lancha, Angel descarrega seis ou sete tiros no homem que ela protegeu das balas que a sua mãe teria desferido.
"Como assim? Não é coisa de maluco matar logo alguém que se protegeu da morte? E quem ama, não mata...", alguém pode dizer.
"Mas ela matou Alex por arrependimento já que a sua mãe se suicidou por causa do casinho dos dois... Ela matou por amor à mãe!", outro diria em resposta.
"Angel é sociopata! Todo o tempo ela só pensava nela, nunca teve amor a ninguém e ainda mataria mais gente...", uma das referências que mais leio sobre a adolescente.
Ela amava, sim. Mas não foi por amor à mãe, muito menos por Alex, que a garota lançou tantos tiros no amante.
A modelo, que tinha sonhos comuns, como ter dinheiro, ser famosa e casar, coisa que a maioria de nós possui, trazia no seu coração um amor tão lindo e sublime que muitos de nós, infelizmente, não sente: o amor pela sua irmã Yasmim.
Foi por amor fraternal que Angel matou Alex!
A moça não era o tipo da mana grudenta, que visitasse a garotinha, mas ela sempre amou a menina, do jeito dela. Quando a conheceu, disse-lhe que a pequenina era linda e as duas formaram um laço de imediato. Nos poucos momentos juntas, víamos uma Angel dedicada, sorridente, condescendente, oferecendo pão e leite no café-da-manhã (conferimos isso no último capítulo), na típica preocupação da irmã mais velha.
Por mais incrível que possa parecer, Angel não amava a ninguém, nem mesmo sua mãe, avó e o próprio Alex. Apenas gostava; não era amor.
Percebemos que não se tratava do sentimento nobre o que sentia pela mãe, devido ao quase nada de arrependimento por traí-la debaixo do mesmo teto onde viviam; não amava a avó também. Mesmo sabendo de sua doença, não permaneceu ao seu lado até a sua morte. Um pouco mais perto de amor sentia por Alex, mas era mais atração física do que qualquer outra coisa porque, em momento algum, fizera grandes sacrifícios para tê-lo.
Quando Guilherme a pedira em casamento, Angel disse que resolveria umas coisas antes. Se o aceitasse, seria para sempre.
As tais "coisas" na ordem do dia para ela, era esperar Alex procurá-la. Se ele fosse, veria o que faria (sim, planejava vingar o suicídio da mãe, mas não seria propriamente matando o amante) ou talvez, simplesmente, ficasse com ele.
Havia um semblante de prazer terno, não perverso, no momento que ele a visitara, finalmente, na casa do pai. Ficou sorrindo labialmente, como uma menina contente que receberá algum brinquedo. Manteve essa postura encantada, enquanto o ouvia dizendo que a levaria e pagaria os seus estudos, assim sendo, dando continuidade a sua educação, como a mãe dela tanto queria.
Sua fisionomia mudou radicalmente, ficou séria, no entanto, na menção que Alex fizera de que também cuidaria da pequena Yasmim e lhe daria a mesma educação que propusera à Angel.
Angel sabia que tipo de "educação" que o empresário lhe proporcionaria com o tempo: muitas joias, muito dinheiro, uma vida de luxo, desde que a garotinha tivesse sexo com ele.
Vejamos: Alex não gostava de "velhas". Quando Angel estivesse com seus vinte e dois ou vinte e três anos, ele a deixaria. Yasmim, nessa época, estaria com uns quatorze ou quinze, já no "ponto" que ele tanto gostava.
O autor Walcyr Carrasco, inteligentemente, não deixou a modelo chegar à idade adulta. Terminou a novela, tendo ela dezessete anos. Era ainda objeto de gosto de Alex. Mas... Até quando seria?
Repito: por amor à irmãzinha, Angel matou Alex.
Ela não queria que a menina seguisse pelo mesmo caminho. No fundo, a modelo jamais aceitou o fato do seu amante só querê-la pela pouca idade e beleza. Não era tão ingênua assim ao ponto de desconhecer que esse tipo de atitude por parte dele é crime. O modo estranho que arquitetou de evitar que isso acontecesse à garotinha, seria eliminando aquele pervertido.
A vida de Alex até seria poupada, se ele não propusesse a "educação" para Yasmim. Foi exatamente naquele momento que a modelo decidiu o que faria com o empresário.
Numa lancha de nome bem sugestivo - Gênesis - Angel recomeçaria a sua vida.
No casamento com Guilherme, seu ar enigmático talvez quisesse dizer que o dinheiro não compra tudo, que o amor de verdade por algum ser é ainda o que vale a pena, coisa que Alex jamais entenderia.
Ao afirmar com a já esposa Angel que a faria feliz, Guilherme ouviu dela a seguinte resposta: "Eu já sou feliz, muito feliz!"
Naturalmente uma referência ao bilhete que a mãe deixara, que a induzia a esse estado de vida, de felicidade, algo que todo mundo almeja ter.
Ela estava mesmo em plenitude porque tinha conseguido proteger o seu amor.
A pequena Yasmim não passaria pelo o que ela passou pois agora Angel poderia lhe dar educação de verdade, proteção, dinheiro para fazer o que quisesse e teriam laços fraternais enquanto vivessem.
Mesmo que de maneira esquisita, enviesada, Verdades Secretas foi uma história de amor.
Bem, pelo menos é a conclusão que mais vejo sentido...
(Imagem:
Fonte desconhecida)
quarta-feira, 10 de setembro de 2014
Império e Boogie Oogie: novelas com cara de novela!
Sou uma noveleira típica, daquelas que quando se aproxima o horário dos folhetins favoritos, agilizo o que estou fazendo para dar tempo de assisti-los sem interrupção. Para tal, se eu estiver na rua (algo costumeiro em minha vida ultimamente), apelo para celular ou GPS com TV.
Embora me descrevendo como a criatura acima - "noveleira típica" -, creio que as globais (as únicas que assisto), andam meio "aleatórias", como numa roleta russa, onde nunca sabemos em quais apostar para ver até o final.
É que de uns tempos para cá, quase sempre um personagem ou outro que salva a novela e não o enredo em si. E uma vez escolhido o personagem "salvador", os outros ficam esmagados com diálogos patéticos ou, puramente, somem de circulação.
No entanto, como uma eclipse ou cometa que aparecem de tantos em tantos tempos, com as novelas ocorre o mesmo. Num acesso de criatividade ou outro, surgem magnificências como Cordel Encantado, Cheias de Charme, Avenida Brasil ou, indo mais longe um pouco, A Favorita. Haja espera para conseguirmos ficções elaboradas assim! Nesse ínterim, ficamos com que eu costumo chamar de "entre safras".
Mesmo no começo, mesmo que ocorram falhas aqui e ali (mas qual obra não contém erros?!), aposto em Império e Boogie Oogie como a safra das grandes ficções da vez. A Globo matou a pau, como dizemos popularmente, ao permitir humanizar todos os personagens destas duas obras. A primeira passa às 21h e é escrita por Aguinaldo Silva; a segunda, às 18h, escrita por Ruy Vilhena.
Sim, temos as boazinhas típicas, porém, boazinhas rebeldes, que não aceitam os desmandos dos metidos a superior, como a Sandra (Ísis Valverde em Boogie Oogie) e a Cristina (Leandra Leal em Império). Lutam, gritam, dão a volta por cima, falam o que pensam e continuam as mocinhas adoráveis que tanto apreciamos.
Elas não ficam em casa esperando. Sandra perdeu o noivo; Cristina perdeu a mãe. Passado o choro da tristeza, que tanto abate o físico e o emocional, já estão elas no trabalho, no conflito amoroso (ambas envolvidas sentimentalmente por outros sujeitos após tragédias); parecem feitas de ferro. Nem por isso moças calculistas que não têm seus momentos de reflexão e dor.
Dá-lhe vilões com alto grau de vilania e com ataque de humanidade! Temos em Império os representantes em forma de Cora (Drica Moraes), Téo Pereira (Paulo Betti) e Maria Marta (Lília Cabral). São mauzinhos toda vida, mas sabem ter tristeza, lembranças, "paixonites". Boogie Oogie já traz Carlota (Giulia Gam), Vitória (Bianca Bin) e Fernando (Marco Ricca) com essas características. De quebra nesta novela, colocaram uma pestinha na pré- adolescência, a tal Cláudia (não sei o nome da atriz-mirim), que não temos coragem de ter raiva. Nesta idade encontra-se certas crianças sendo bem egoístas... (Ainda bem que só algumas!)
O que dizer da nova era dos mocinhos com cara de bandidos? Olhemos para Zé Alfredo (Alexandre Nero) em Império e o que levantamos de seu perfil do passado/presente? De um aprendiz de calhorda tradicional! Um mocinho que construiu seu império do ramo das joias na base do contrabando, que namora uma quase criança ( por pouco não seria pedófilo: sua Maria Ísis tinha completado 18 anos há apenas um mês na época do começo do romance!), ignora a existência da filha mais velha, despreza o filho João Pedro (Caio Blat) e ainda sapateia na autoridade de sua mulher. Em Boogie Oogie o bom moço Rafael (Marco Pigossi) é menos mau, só que uma queda para a vilania também está lá. Namorado de uma garota, paquera outra, quando esta vestida de noiva, no dia de seu próprio noivado sai correndo atrás da atual amada, bota no prego um brilhante da tia sem esta saber e o pior: poderia ter salvado a vida do noivo da amada, mas não o fez. Ele tem crise de consciência, é claro, como todo bonzinho. Só que não. Desfila com a atual amada como se nada lhe importasse. Poderíamos perdoá-lo pela quase morte sua num acidente aéreo. E perdoamos, tudo bem. No entanto, mais um pouco só, sr. Rafael seria um vilão de primeira, não?
Sobre os segredos, ah, como os ADORO!!!! Ambas têm, dos mais sórdidos. É um tal de personagem jogar com o outro, perguntar, pesquisar na surdina pormenores não abertos a ninguém, um tal de "Eu tenho algo para contar mas não posso...". ADORO, simplesmente, A- D-O-R-O!
Outra coisa que voltou às duas novelas são aquelas mesas enormes com brigas memoráveis entre personagens que não se bicam. Um podre surge de repente, e alguém sai falando miséria! Nós, telespectadores, temos a nítida impressão que alguma fruta ou salada vai voar até o nosso sofá depois da querela mal resolvida. Também ADORO!!!! (Essa prática nos folhetins retornou com força após Avenida Brasil).
Tudo isso que aqui mencionei faz parte do que chamamos de novela. Esse tipo de obra cabe - e deve ter mesmo - muitos elementos de humanização, com o toque de surrealismo. Ninguém é bobo de achar que a vida real deve aparecer plenamente numa tela, seja ela pequena ou grande de um cinema. Contudo, a identificação do humano em nós, deve ocorrer nos folhetins. É isso que faz a diferença das obras que ficam para sempre, para as comuns facilmente esquecidas.
Aguardo os próximos capítulos com ansiedade, numa expectativa de que as obras citadas se confirmem na história da dramaturgia televisiva.
Por ora, é repetir com alegria que Império e Boogie Oogie são novelas com cara de novela!
(Imagens:
Fontes desconhecidas)
sábado, 28 de setembro de 2013
Sangue Bom: barraco do bom todos os dias
Antes de qualquer coisa, eu gosto de Sangue Bom. Assisto sempre quando o tempo permite.
O título que coloquei aqui é apenas para ressaltar um fato: TODO DIA TEM BARRACO NESSA NOVELA!
- Por que será? - Eu pergunto.
Não li em nenhum lugar que seria uma obra de cenas sangrentas ou de personagens violentos. O enredo não sugere brigas tão truculentas onde, a cada capítulo, algum personagem tenha que apresentar um hematoma em parte do corpo.
Só sei que, cômica ou tragicamente (uma tragicomédia habita o meu ser!) espero, com risos envergadores de estômago, a alguma dessas passagens barraqueiras no capítulo do dia.
É incrível que não falhe quase nunca. Eu me sento para assistir, e lá vem algo atingindo alguém, que pode ser desde os rotineiros socos, a arremessos de objetos - pesados ou não - em direção a se pensar...
Claro que não posso deixar de lado uma vaidade, de achar que os autores andaram lendo um texto de minha autoria, intitulado É uma arte não ser barraqueiro, onde descrevo que as pessoas, para se controlar, têm que fazer um sacrifício.(Delírio, obviamente! Mas bem que eu gosto de imaginar que tenham lido a minha criação literária, e por isso se inspiraram...)
No início, quando os barracos se tornaram frequentes, eu ficava revoltada, achando apelativo demais autores inteligentes embarcarem na mania de "porrada" que o povo costuma ter.
A lembrança de que tipo de obra se tratava, me fez retornar à realidade. Novela é para atender a apelos, sim, como obra aberta, como trabalho desenvolvido para o entretenimento do seu público.
Ignoro o porquê do gozo popular pelo "sangue alheio" - o que a audiência alta dos jornalísticos sensacionalistas não me deixam mentir -, sei que a veracidade mora nisso: brigas dão prazer de se assistir...
Aliás, em via de regra, novelas mostram seus barracos bem deslavados, onde ofensas públicas a este ou aquele, embalam as noites novelísticas. Horário pode até ser nobre, a desavença, no entanto, é bem modelo "povão". A baixaria não é "privilégio" de gente humilde...
Por esses dias (ontem ou anteontem) um dos personagens, se envolveu em duas confusões no mesmo capítulo! Érico, interpretado por Alexandre Babaioff, levou um soco de Maurício (Jayme Matarazzo). Voltando para casa, foi Bento (Marcos Pigossi) quem desfechou uma direta em seu rosto! Ah, não espere a minha contenção do riso. Meia hora passada, e dá-lhe gargalhada minha pelas duas passagens de costume, marcas registradas da ficção!
Se aquela "algazarra" que alguns vizinhos fazem, sobretudo certos casais inflamados, causam nossa audição aguçada, no auge de suas discussões, o que dirá numa novela, já que sabemos que aquilo não passa de encenação? Acho que há muito de sadismo em nós, não revelado, é verdade, de vermos o sangue não-sangue, da briga não-briga, do soco não-soco... Queremos a "bagunça" , desde que esta não nos atinja, seja de "mentirinha".
Ando meio com medo de mim, que sempre detestei barulhos, tanto os meus, quanto os dos outros. Sou da paz. Meu medo se instalou porque Sangue Bom me acostumou mal, muito mal! Agora estou viciada nesses barracos tempestuosos, não gosto mais de capítulos sem quizumba... O de hoje, sábado, foi enjoado! Tudo muito certinho e com muito chororô! Com direito até a rebelde Geane (Isabella Drummond), se revelando apaixonada para o quase marginal Fabinho (Humberto Carrão)...
Mesmo parecendo sem coesão o que argumentarei, garanto que não é. De um certo modo, as confusões violentas desta novela são até bem saudáveis!
É que as ofensas físicas ou verbais não passam do que realmente são, troca de farpas momentâneas, nada de sacar armas de fogo ou emboscada para tirar a vida de alguém (apenas umas poucas exceções atrapalham minha linha de raciocínio), o que encaro como coisa que difere de outras obras.
Enquanto uma Bárbara Ellen (Giulia Gam) não passa do limite da ofensa, o arrancar de cabelos de sua principal rival Tina (Ingrid Guimarães), outra em seu lugar, ou no mesmo porte de loucura que esta, já planejaria com um comparsa, tirar a vida da inimiga. Maltrato em Sangue Bom, é tratado no "Olho por olho, dente por dente". Se alguém xinga, o outro responde à altura. Se alguém empurra, também será empurrado. Até o mais canalha dos vilões, o Wilson (Marco Ricca), anda comportado: no máximo solta uns impropérios para aquele que não sabe ainda que é seu filho, o Bento.
Barracos necessários... Audiência necessária! No horário entre às 18h30min e 20h30min, a TV aberta está cercada por sangue por todos os lados! Jornalísticos da Band, Record, SBT estão lá na apresentação do circo real da vida, com os monstruosos assassinatos, assaltos, acidentes, explosões... A saída da Globo foi levar para esse horário através da novela, uma demonstração do que acontece de verdade, de maneira a parecer "brincadeirinha".
Não culpo nada, nem ninguém. "Quem está na chuva, é pra se molhar", como diz o ditado. Se a TV aberta precisa dessa audiência, busque-a, com os artefatos de guerra que exigem a luta.
E já que me viciei mesmo, nem adianta, que não trarei nenhum discurso implícito dos bons costumes: que continuem os barracos!
Meu único pedido é que haja mais texto antes da chuva de porrada começar. Essa de apenas verem o desafeto de longe, e os personagens já dançarem o balé da agressão, confesso que disso, não sou nada fã!...
(Imagem:
Fonte desconhecida)
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Quem matou?
Nosso mundo é mesmo um amontoado de extremos; parece que a antonímia domina a correção lógica do caminho a ser seguido.
Para alegrar a existência, inventamos o entretenimento, formado por paisagens exuberantes, passeios em rodas-gigantes, espetáculo de contorcionismo ou brincadeira no pula-pula (para crianças), enquanto aguardamos a hora de dormir...
Mas o divertimento agora é um tiro no nosso ouvido, um espouco surdo, trazendo-nos à beira do endividamento com a paz!
Gostamos de sofrer, masoquistas em querelas; o choro virou sorriso!
Na vida real temos pobres crianças onde os parques, aqueles de bairro, ilegais e que eram deliciosamente abundantes de sonhos, as encurtam de existir e as enterram feito anjos; Deus sempre as resguarda da miséria do que é ser adulto e ganancioso...
Na ficção, nosso desmoronamento do pós banho, janta ou até soneca de recuperação, envida um olhar atento às baixarias da novela das 21h., que apreciamos, sem hipocrisia, mas admitamos que sangue não combina com degustação ( será que transformaram nossa TV em fígado mal passado?).
Mergulhados num "meio lá-meio cá" - talvez o sono não tenha sido driblado de todo- nos encontramos em mais um enredo previsível, esperado e amado (?) do Quem matou? em um folhetim de pompa.
O véu entorpecente do crime violento que assistimos, nem esconde o nosso gozo em perguntar: "Foi quem? Foi quem?"; o disfarce mudou-se para outro horário...
Não somos telespectadores otários e muito menos os responsáveis da indústria divertida são facas de dois gumes ( eles nunca são contraditórios), por isso que há esse luxo de apenas colocar mortes argumentativas no mais noturno de nossos pensares!
Desde que me conheço por gente que assisto novela, s e nunca vislumbrei algo intrigante no horário das 19h., tramas com morte que chamem muito a atenção ( Morde e Assopra até tentou, mas não colou...) , o que me leva a crer que somos "bonzinhos" quando o horário é mais cedo, pois a noite do tempo e de nossas maldades, nos envolvem em suas garras "pardas".
É uma sina engenhosa, absurdamente convincente, a da "Morte das 9h"!
Todo autor demonstra ter um sonho: emplacar um sucesso noveleiro onde os telespectadores fiquem se acotovelando para saber quem... quem matou?!
Motivo? Qual é! A vida é apenas aperitivo para a morte!
O que interessa saber se morreu-se por um assalto reagido ou por vingança em ódio eterno?
Os autores inventam um arremedo qualquer para justificar o assassinato, e a parca existência daquele personagem fica explicada pelo seu passamento "dessa para melhor"...
Que ódio tenho de mim, às vezes, por me render a esse ciclo de questionamento!
Esses autores têm a fórmula certa, ridículos que são, e docemente louváveis: já matam sabendo que trarão vida a suas obras!
Novelas com mortes criminosas entram para a história - é fato e inquestionável! - e qual autor em sua mente mais brilhante, sabendo da cultura de massa que são os folhetins, vai perder esse filão rentoso?
Interessante que esses assassinatos monstruosos viram papo apaziguador(?) porque até mesmo os colegas com os quais mantemos certa animosidade, baixamos a guarda para o Quem matou? manso e verdadeiramente sincero, unidos pela falta de assunto ou por puro deleite em tentar descobrir os personagens impensáveis que poderiam ter tirado a vida da vítima.
Enquanto isso, "assassinamos" nosso cachorro- quente, mesmo estando frio...
Na noite de ontem, estava eu de cara com a tela, aturdida com meus pensamentos do dia, mas ávida novamente pela previsão de revistas e internet: é hoje que a Norma (Insensato Coração) morre!
Pensei:
"Dessa vez eles (os autores) não me pegam com essa babaquice! Já encheu essa bobeira de morte de personagem! Admiro muito Gilberto Braga ( meu preferido dentre os autores de novelas) vir com essa apelação de novo!"
Eu disse que "o nosso mundo é um amontoado de extremos".
Se eu repugno a ideia da repetição do crime previsto nos folhetins, ao mesmo tempo me é atraente a visão que tenho do que " vai acontecer"!
É como se todo telespectador fosse um Deus incompleto, que "dá" e "tira" a vida dos persoangens (todo noveleiro é uma testemunha ocular!) e sua compleição não se faz por esse único adendo de não saber "quem foi".
No fundo todos nós somos canalhas porque nunca "contamos" para as vítimas.
No fundo é um delírio sabermos de antemão seu destino e ficarmos "na nossa".
Podem ser pessoas boas as que falecem diante da mira sangrenta do assassino, só que a vontade de vermos "sangue" é maior e quase nunca torcemos para o autor mudar o foco inicial de pôr um crime em seu contexto.
É, somos um Deus bem incompleto!...
Tudo bem, realmente encheu, essa de colocar mortes por assassinos incógnitos em novela.
Só que a minha retórica se faz apenas politicamente correta porque gosto dessas "armações" que nos atordoam a mente do pós-trabalho .
E um acordezinho antigo e familiar ressoa com as cordas de um violão, juro que eu não queria dar-lhe ouvidos mas...
Quem matou Norma?
Logo abaixo fiz uma lista das principais novelas que usaram o clichê Quem matou? em seus enredos.
Não incluí todas, mas aquelas que fizeram mais "barulho"!...
Quem matou...
... Odete Roitman? - Vale Tudo (1988)
... Saulo Gouveia? - Passione (2010)
... Salomão Hayalla? - O Astro ( 1977 e 2011)
... Lineu Vasconcelos? - Celebridade (2004)
(Imagem:
http://zazzle.com.br
Edição de imagem:
http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com)
sexta-feira, 23 de julho de 2010
TITITI, o remake
A novela TITITI, remake homônimo de 1985, prova que nem sempre o que é antigo, é necessariamente "velho". A fórmula que poderia estar desgastada, dos pastelões quase à italiana (eu digo "quase" porque a novela traz muito drama também), mostra-se à toda prova e que se reinventa nos personagens humanos, nas roupas, na forma de condução de vida que cada um ali está levando.
Já li que a antecessora do horário das 19h, Tempos Modernos, era mais "velha" que TITITI por não ter trazido nenhuma novidade.
TITITI também não traz novidade alguma; só retoma gostosamente a sensação de "novela das 19h" que há muito o público sentia falta!
Alexandre Borges está fantasticamente "fresco", embutido no seu Jacques Leclair/André Spina numa dualidade que o personagem pede (ele tem que ser assim para atrair as clientes) e Murilo Benício, bem... Esse eu tinha minhas dúvidas até estrear a novela.
Tive que deixar minhas reservas a esse ator de novo de lado porque ele me surpreende pela enésima vez!
Quando eu penso que não vai "aguentar" o personagem, lá está esse cara para mostrar pra mim: "Olha, vê se não duvida mais de minha capacidade na próxima vez, 'tá?"
E eu não vou duvidar mesmo: Murilo Benício, realmente, é um ator, com a acepção real da palavra! A sua composição de Ariclenes Martins/ Victor Valentim não poderia estar mais perfeita!
Como é bom ter atores de verdade numa novela, deixando bem longe da ficção aqueles arremedos de "artistas" Big Brother , que se aventuram, na maior cara-de-pau, em papéis relevantes (lê-se Grazi Massafera), mas (ufa!) tendo Big Brother que sabe o seu lugar, ou seja, atuando em personagens que condizem com seu grau de ainda aprendiz (lê-se Juliana Alves)!
Intérpretes como Christiane Torloni, Cláudia Raia, Malu Mader, Mauro Mendonça, nos fazem lembrar que a profissão de ator ainda existe! ( Lucélia Santos uma vez reclamou que essa profissão está virando artigo de "colecionador", pois está sumindo das "prateleiras", isto é, qualquer um pode ser).
Estou curtindo cada detalhe dessa comédia deliciosa!
TITITI, o remake, me surpreendeu no ótimo sentido.
Meus parabéns também à Maria Adelaide Amaral ( que está reescrevendo a obra original de Cassiano Gabus Mendes) por ter feito de maneira sincera a relação homossexual da comédia.
O tom usado nas cenas entre os atores André Arteche (Julinho) e Gustavo Leão (Osmar) nos lança na mente que homossexuais podem amar e tentarem ser felizes como qualquer pessoa no mundo! Preconceito, ahn, isso existe????
Lamentei o fato do meu "tchutuco" (é assim que chamo o Gustavo Leão desde que o conheci na novela Paraíso Tropical! haha) ter o seu personagem precocemente retirado da ficção...
(Taí um ator que está melhorando gradativamente, além de ser bonito e bona gente, como já ouvi falar!)
Torço veementemente que TITITI continue com a proposta tão boa de ser "novela com cara de novela"!
Pois, além de todo senso lógico de apreciação de cultura e entretenimento, estou suspirando a cada aparição de Alexandre Borges em suas cenas.
É que apesar de meio afeminado na novela, Alexandre transmite aquele feeling macho man como quase ninguém consegue!...
E vocês? Estão curtindo?
Vocês gostam de remakes ou acham perda de tempo?
Gostaria de ler a opinião de todos!!!!
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