PARA QUEM AMA GATOS

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quinta-feira, 4 de julho de 2013

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Uma vez uma amiga nossa do diHITT, a Rose Nakamura, do blog Oriental Flores, pediu para que colocássemos o link de nossas páginas no Facebook nos comentários, com o objetivo de curtirmos as páginas uns dos outros.
Deu super certo!!!! Espaços que sequer tínhamos ouvido falar ganharam, em pouquíssimo tempo, muitos CURTIR, além de termos tido a oportunidade de conhecer páginas magníficas que, aliás, mantemos contato com a maioria até hoje.
Eu não sei se dará certo aqui, nem sei se muitas pessoas descobrirão esta postagem, mas podemos tentar...
Quem quer se aventurar????
A aventura começa por mim mesma, que postarei aqui o meu link para a página.

MARY DIFATTO -
http://www.facebook.com/MaryDifattoOficial


Boa CURTIÇÃO para todos!!!!


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(Imagem:
https://www.facebook.com/MaryDifattoOficial)

sábado, 12 de janeiro de 2013

Rio de Janeiro e suas Fazendas Imperiais

Algo a se pensar, quando alguém feito eu, é criada por pessoas como meus pais, que embora tendo chegado à adolescência e idade adulta em cidade grande (minha mãe nasceu na capital, Vitória- ES), trazem a "roça" no espírito!

Ambos foram criaturinhas "subidoras de árvores", daquelas de comer fruta colhidas na hora, de acompanhar a vida dos insetos de perto, de degustarem angu com couve, de saberem se iria chover numa simples olhadela para o céu...

Como uma forma de "tradição", também fiz isso tudo! Por isso que nunca vejo uma formiga como "mais uma"; é como uma infância inteira brotasse num pé de caju!

Nosso quintal é repleto de plantas até hoje e tivemos hortaliças de diversos gêneros ao alcance das mãos!

Meu pai fora criado em fazenda numa época de sua vida, a Fazenda Jaraguá, aqui no Rio de Janeiro, (nascido, porém, em Rio das Flores, perto de Vassouras). Portanto, traz em certos costumes a "caipirice" tão conhecida...

Como uma certa homenagem a eles e a mim mesma, de nossa infância doce e saborosa, transcrevi na íntegra as diversas fazendas imperiais que retirei de um site (Todos os créditos dados no final do post).

Aqui termina minha participação e entra a postagem tão bem cuidada feita a essas lindíssimas, históricas fazendas fluminenses!




 

Antigas fazendas, que no tempo do império foram grandes produtoras de café, e que, passada a fase áurea, foram sendo abandonadas, ainda são encontradas no Estado do Rio de Janeiro, notadamente na área noroeste. Os grandes casarões, hoje recuperados, tornaram-se atração turística e contam muito da nossa história.
Cidades como Resende, Volta Redonda, Vassouras, Valença, Rio das Flores, abrigam um grande patrimônio cultural nessas belíssimas construções, algumas como sedes de importantes entidades municipais ou estaduais, outras transformadas em museus.
Entre as mais próximas da capital, são muito conhecidas e visitadas a Fazenda Três Poços, em Volta Redonda, e a Fazenda Castelo, em Resende.
Em Barra do Piraí, a Fazenda Taquara se conserva nas mãos da quinta geração de seu proprietário inicial, o que garante a autenticidade de seu interior, sendo a única fazenda da região que ainda cultiva café.
Seu belíssimo interior e o seu acervo são rigorosamente conservados, motivo de deslumbramento a todos os que visitam o local.
O Distrito de Vassouras detém alguns dos mais importantes imóveis construídos naquela fase.
A Fazenda São Fernando, em Vassouras, passou por uma recuperação cuidadosa, que contou com a ajuda de arqueólogos. Durante escavações feitas ao redor da sede da fazenda foram encontradas centenas de peças entre cerâmicas, louças e ossos que revelam com fidelidade os padrões e o comportamento daquela época.
Todos os móveis e objetos se constituem herança dos moradores da fazenda, e incluem preciosidades como o batedor de manteiga e o moedor de café, dos anos 1700.

Na cidade de Vassouras destacam-se um chafariz do século XIX no centro da praça principal, a Igreja Matriz, construída em torno de 1860, e a Santa Casa; como curiosidade, esta abriga em seu quintal um túmulo judeu com inscrições em hebraico, o mais antigo do Brasil. No quintal, porque segundo a tradição hebraica judeu não podia ser enterrado em cemitério cristão.
Ainda na praça, a casa da Câmara e a cadeia, um prédio de colunas estilo neoclássico, o Solar do Barão de Vassouras e o Solar do Barão de Ribeirão, atualmente ocupado pelo Fórum. Mais adiante, o Solar do Barão de Itambé, em dois andares. Um casarão chamado Chácara da Era, data provavelmente de 1830/1840, é todo recoberto de hera por fora e mantém o mobiliário original no seu interior (piano, cortinas e vestidos que pertenceram a dona Eufrásia Teixeira Leite, filha de Joaquim Teixeira Leite, seu primitivo dono). Essa casa foi doada para a União, e ali funciona um museu mantido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Próximo a Vassouras, a Fazenda do Secretário, que pertenceu ao Barão de Campo Belo, é uma das mais bonitas, com pinturas internas do pintor espanhol Jose Maria Villaronga.
Intrincados laços de família ligam todos os barões da época, e esses solares todos pertenciam a parentes. Assim como todos esses bens que ficam no centro de Vassouras são tombados pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Paraíba do Sul também é uma cidade repleta de memórias imperiais, a começar pela ponte ferroviária, em ferro, com cerca de 200m de extensão, construída pelo Barão de Mauá. Pouco distante de Vassouras, no caminho entre as duas cidades, existem duas sedes de fazendas muito bonitas, que podem ser vistas da estrada, mas não podem ser visitadas.
Uma é a Fazenda São Luiz da Boa Sorte, com seu casarão branco e janelas azuis, e tem um alpendre todo envidraçado, o que se constitui uma característica da arquitetura da época, e uma alameda de palmeiras à entrada. Essas palmeiras eram uma espécie de símbolo de nobreza, porque tinham de ser encomendadas especialmente no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e só era fornecida a fazendeiros notáveis ou a municípios importantes.
A outra é a Fazenda Boa Vista, que pertenceu ao Visconde da Paraíba. Sua sede dispõe de 11 janelas e um jardim estilo francês na frente.
Um antigo Engenho de Açúcar se destaca como tendo sido a primeira fazenda de café no Vale do Paraíba. A casa é térrea, cercada de alpendres, primeiro pertencente ao Barão de Ubá, e numa complexa reviravolta de negócios voltando ao mesmo dono.

Às fazendas da região deve-se o grande desenvolvimento da cidade de Paraíba do Sul, onde um bonito parque de águas termais hoje é bastante procurado para tratamento.
Em Valença, a Fazenda Pau D´Alho, em estilo colonial e simples, ainda mantém entre suas atividades econômicas o plantio do café. Em suas terras, além dos pastos para o gado bovino, há plantações de milho e feijão e uma grande variedade de árvores frutíferas. Encontramos também belas quedas d'água e a fazenda mantem até hoje a usina hidrelétrica Vito Pentagna, que abasteceu a cidade de Valença durante muitos anos. Dispõe de localização privilegiada, em meio a um cenário de grande beleza natural.
Próximo à Valença, outra bonita e pacata cidade da região, a sede da Fazenda Juparanã se destaca no alto de um morro por sua bela construção e pintura cor-de-rosa. É uma construção neoclássica, com arcos na frente, muito sofisticada e bonita. O Barão de Juparanã era uma pessoa excêntrica, morava sozinho e não saía de casa. Ao que consta ele só teve filhos com escravas. No cemitério de Juparanã, um cemitério muito simples como qualquer cemitério de interior, existe um imenso túmulo de mármore. É o túmulo do Barão de Juparanã.
Nessa casa funciona hoje um patronato de menores.

Também no distrito de Valença, a fazenda Santa Mônica, que pertenceu ao Marquês de Baependi, é uma das maiores da região. Sua sede possui 19 janelas na frente. É corrente a história de que o Conde de Baependi (filho do Marquês) era genro do Duque de Caxias, e quando Caxias já se encontrava em avançada idade e em adiantado estado de esclerose, foi morar na fazenda, onde morreu. Dizem que Caxias saía a cavalo pelas onduladas colinas da fazenda, fazendo cargas de cavalaria para exércitos inexistentes.
A Fazenda Santa Mônica foi tombada pelo Patrimônio Histórico Artístico Nacional e hoje é uma fazenda experimental, pertencente ao Ministério da Agricultura, podendo ser visitada nos dias de semana.

A cidade de Valença guarda dos tempos imperiais os jardins ingleses, com um chafariz de granito de 1850, funcionando até hoje. O granito, muito utilizado na arquitetura da época, marca presença em vários prédios, como esquadrias de portas e janelas.
O prédio que hoje abriga um colégio estadual pertenceu ao Visconde de Rio Preto, um dos mais importantes e sofisticados fazendeiros da região.
Na Santa Casa de Valença tem destaque uma coleção de quadros dos provedores, que foram os maiores fazendeiros do império, de costume retratados pelo melhores pintores da época.

Ainda em Valença, a Fazenda São Policarpo é bem antiga, conserva sua fachada original com janelas azuis e no local funciona hoje uma pousada.
Entre as cidades de Valença e Conservatória, ainda existe a Fazenda Chacrinha (construída pelo Visconde de Vista Alegre), uma das últimas fazendas implantadas na região, onde prosperou a criação de cavalos, mas ainda pode ser reconhecido o pátio de secagem de café. Sua sede é sofisticada, data da década de 1870.
Da mesma forma a Fazenda Veneza, outrora pertencente ao Barão de Guaraciaba, onde um moinho e a roda d'água foram restaurados e funcionam perfeitamente.
Próximo a Conservatória, ainda no distrito de Valença, a Fazenda Santa Clara foi a maior fazenda de café da região.

Em Conservatória, a conhecida "cidade das serestas", em sua avenida principal existe uma casa muito antiga, que segundo seus antigos proprietários hospedou D.Pedro II. O proprietário da época, fervoroso imperialista, mandou retirar a escada pelo qual D.Pedro II acessara a casa para que nunca mais ninguém por ela subisse, e assim permanece até hoje, cercada por alpendres mas sem a escada principal.
Também no acesso à cidade de Conservatória, existe um pontilhão de pedra sobre o qual passava a estrada de ferro, segundo dizem, construído pelos escravos e sedimentada com óleo de baleia.

Já em Rio das Flores, a Fazenda Paraíso é considerada a mais luxuosa de todas as fazendas da região, decorada internamente até com estátuas de bronze. No salão principal, pinturas do mesmo Villaronga que pintou na Fazenda do Secretário, inclusive um painel pintado a óleo mostrando a Baía do Rio de Janeiro, e que ocupa toda a lateral de um imenso salão, com cerca de 10m de comprimento. O magnífico trabalho mostra detalhes da década de 1860, como os barcos, os prédios, as montanhas...
E existem outras pinturas, imitando armários abertos, cristaleiras, vidraças, janelas... Ela também tem uma capela muito luxuosa, um hall de entrada com estátuas francesas e pinturas imitando mármore nas paredes.

A divisa do município de Rio das Flores é o Rio Preto (divisa com S.Paulo e Minas Gerais), de onde são avistadas várias fazendas já no Estado de Minas Gerais. Para alcançá-las é necessário a travessia de barco, ou dar a volta pelas estradas de acesso pelo interior de Minas.
A Fazenda Santa Clara, foi a maior fazenda de café na região. Seu casarão tem mais de 300 janelas e conserva ainda a prisão de escravos. A porta de entrada da prisão tem uma fechadura tripla cujos trincos superpostos se fecham um sobre o outro. Gigantesca, tem até um mirante com relógio, Capela, e as áreas adjacentes são todas calçadas com pedras inteiriças de grande porte.

Entre Rio das Flores e Paraibuna, encontra-se a Fazenda Santa Justa, mantida na família por três gerações. Sua construção dispõe de um corpo térreo maior e um corpo superior menor, com uma entrada na forma de chalé com lambrequins, e sua decoração é toda em madeira. Também chama a atenção a fileira de palmeiras à sua entrada.
O empobrecimento dos fazendeiros de café coincidiu com a libertação dos escravos, seguida da queda do Império e levando muitos dos barões e herdeiros a se desfazerem das terras. Algumas fazendas ainda se mantêm graças ao turismo e à cobrança de visitação, outras se transformaram em pousadas. Como atração turística visam não apenas a demonstração do seu interior, arredores e vida rural, mas também, através de seu acervo, contar muito de nossa história e o modo de vida do século XIX.
Atualmente empresas e grupos dedicados ao turismo promovem ótimos roteiros que levam a esses lugares tranqüilos, e onde as pessoas se defrontam com a natureza rústica em todo o seu esplendor, levando-as a incorporar novos valores ecológicos e culturais.

(Matéria integral e original:
www.velhosamigos.com.br/Reportart/reportart42.html)

sábado, 19 de maio de 2012

Andando pelo Rio de Janeiro


Mesmo quem nasceu por aqui, o Rio de Janeiro nos causa "síndrome de turista", ou seja, nos pegamos surpresos com tanta beleza e novidades de vez em quando...
Não adianta o quanto vemos sua paisagem: é um olhar se deter um tanto repentino e ficamos extasiados!
Eu poderia falar da minha quase cidade (reparto meu coração com Nova Iguaçu, onde nasci e moro) durante horas, só que o senso da lógica me avisa que não posso aporrinhar meus leitores com blablablá bairrista...
Dessa vez, escolhi minhas atividades oculares de maio, pelos últimos dias, formado em quatro o meu discorrer.
Inicio o discurso pela valiosa exposição chamada "A Terra vista do Céu", de Yann Arthus-Bertrand, grande fotógrafo e ativista ambiental francês, que ocorre por esses dias na antológica Cinelândia, praça cujo nome verdadeiro é Floriano, no Centro da cidade.
É monumental a forma como conduziram a exposição. Longe daquela
chatice de imagens, a legenda abaixo aponta o outro lado. Se o mundo e a vida são belos, o trato humano com nosso ambiente não se traduzem na mesma linguagem...
Temos a Fundição Progresso, sob os Arcos da Lapa, tão histórica, que vemos as "rugas" de sua face; quase todas as portas são de madeira.
Palco de inomináveis eventos, um dos últimos foi o do cantor Morrissey, ex-vocalista da lendária banda inglesa de rock The Smiths (o show foi ótimo, segundo dizem, mas o roqueiro gastou largos minutos para meter o malho na Família Real Britânica. Se ele investisse mais no seu rico repertório...).
Tem esse nome - Fundição- por ter sido usada nos tempos dos escravos como alojamento de fundição de metais. E o Progresso de sua graça, naturalmente, porque vê o mundo "mais à frente"!

Circo Voador, querido cenário para saudosista nenhum botar defeito! É ali onde tudo começou, o melhor do rock nacional, o tão alardeado BRock!
Temos Barão Vermelho e o eterno Cazuza para suplementar toda história, Biquíni Cavadão, Lulu Santos, Blitz, e o rock ali, todo ele, "voando" baixo, neste Circo dos Sonhos!
Os Titãs escolheram o local para comemorarem o 30.
o aniversário de Cabeças Dinossauros, seu álbum mais latejante, aquele que deu o conceito "BR", a um rock um tanto estrangeiro...
Para finalizar, imagine o Rio sem uma catedral que o represente? Pois lá está, a Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro para não nos deixar "à deriva"!
É lindo por dentro e por fora, com direito a afrescos e uma abóbada que nos leva quase que literalmente ao Céu!
Uma paz nos acerca e rendidos ficamos, ainda os não-católicos como eu.
Se você for dar um pulinho na cidade, não esqueça de olhá-la como turista! Só esse olhar, com a curiosidade de criança, é que faz ressurgir nos pensamentos a lembrança do porquê do apelido pomposo de Cidade Maravilhosa.
É que os nativos, de tanto a verem, acabam se esquecendo de detalhes tão importantes. Se acostumar com a a paisagem, não faz nada bem à beleza...


(Imagem inicial:
Fonte desconhecida
Demais fotos:
http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com - Arquivo Pessoal)

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Exposição The Beatles - Top Shopping



Quem me acompanha há algum tempo aqui no blog, sabe que beatlemaníaca não é bem o termo que me define.
E todo mundo já deve ter percebido que o meu amor é todo para Paul McCartney, com seu vasto e riquíssimo repertório, ele, um Sir na vida e na música, um standard do cancioneiro mundial.
Embora não grande conhecedora das muitas músicas dos Beatles, tenho em mim algo maior que lateja e grita alto: a estima pela cultura.
Um povo que pretende crescer, deve ter como meta transmitir cultura em todas as suas nuances; The Beatles entrou para a História Universal!
Aproveitando a comemoração de sua década e meia, o Top Shopping daqui de Nova Iguaçu, brindou seus habitantes e nativos iguaçuanos, com uma exposição magnífica, vinda do acervo pessoal do presidente do Fã-Clube Revolution Marco Antonio Mallagoli.
Desde souveniers como bottoms, cigarreira, estojo, baralhos com o casal Lennon, até um cheque onde John mostrou ter seu momento "normal": também já precisou de dinheiro emprestado...
A exposição durou de 14 a 28 de outubro de 2011 (hoje) , tendo como ostentação ao que já era fascinante, a apresentação, em dias alternados, da banda Revolution, do supracitado Marco Antonio.
São dois componentes apenas, mas que valem pelos Fab Four!
Músicos de primeira linha, tiram qualquer canção dos Beatles que se peça (pois é, o show era interativo!).
Estive no dia 26 com minha amiga Jaqueline, propositalmente, porque sabia que era dia de espetáculo e, como não sou boba nem nada, pedi a minha favorita The long and winding road, aquela que é um trabalho praticamente solo de Paul.
Para quem tem antena ativada para curiosidades, mando uma, bem saborosa.
A magistral The long... foi inspirada enquanto o vegetariano mais famoso do mundo dirigia por uma das sinuosas estradas na Escócia, que dava para o seu castelo. (Vocês não leram errado: o Cavaleiro da Rainha já possuía um castelo estilo medieval quando ele tinha menos de 30 anos...). A canção, segundo Paul, recebeu reflexo da própria visão dele dentro dos Beatles, ele que pressentia o término. Percebia que a estrada, naquele momento, era longa e cheia de tortuosas indagações...
Para fãs ou não, desprendo aqui muitas fotos que por lá tirei. Usei o processo colagem, para juntar muitas cenas.
Postei também um vídeo onde eu "ciceroneei" a exposição, explicando do meu jeito, algumas passagens que me chamaram a atenção. Fiquei deslumbrada com tantos objetos históricos!
Acredito que todos irão curtir essa Exposição The Beatles no Top Shopping!
O nosso shopping iguaçuano não poderia comemorar melhor seus 15 anos de existência!...

(Em tempo: Vocês podem conhecer melhor o trabalho do Revolution pelo seu site oficial. Só clicar aqui.
Por coincidência, hoje, dia 28 /10, é aniversário do Marco. Parabéns!!!!)














(Imagens:

http://marymiranda-fatosdefato.blogspot.com - Arquivo Pessoal)

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Volta ao Mundo em 80 Segundos




Inspirada no título do clássico de Julio Verne, Volta ao Mundo em 80 Dias, criei um quiz que, acredito, será respondido em pouquíssimo tempo, ou seja, aqui se trata de Volta ao Mundo em 80 Segundos...
É sobre países e suas curiosidades, tendo algumas delas como constatações consagradas pelo grande público.
Adoro saber sobre a cultura de outros povos e espero que você também curta descobrir algumas particularidades interessantes!
Basta colocar seu nome e apertar "Start" no dispositivo abaixo.
Detalhe: vem com Certificado de Conclusão, escrito o seu nome e tudo! (Digno de uma colação de grau!)
Sem contar que traz um código para você colocar em seu blog, mostrando para todos o seu score e o quanto você é bom de quiz!

Que tal?




quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Lorelei, a lenda

Lorelei
A cultura alemã é rica, embora pouca gente se dê conta disso.
Uma dessas riquezas se encontra na literatura, de onde surgiram poetas indescritíveis como Goethe e da "literatura de massa" com lendas quais a de Lorelei.
Passei a pesquisar mais sobre essa cultura por conta do meu TCC - Trabalho de Conclusão de Curso - cujo o termo mais aplicado é monografia, ainda que exista diferença.
Como ardorosa admiradora da escritora Clarice Lispector, eu só tinha em mente o seguinte: "Vai ser sobre uma obra dela que apresentarei o meu TCC!"
Eis que cai nas minhas mãos a opção de trabalhar a obra Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres cuja personagem central é de nome Loreley, com o apelido, Lóri.
Seu grande amor, um professor de Filosofia, se chama Ulisses.
A princípio, os nomes não têm interligação alguma, nem importância na historia, o que é um erro pois têm tudo a ver, e como!
Lorelei ( pronuncia-se 'Lorilai'), na lenda alemã, era uma jovem muito bela, que costumava pentear seus lindos cabelos perto de um rio, cantando: "Lorelei, Lorelei, Lorelei".
Os homens ficavam embevecidos com sua beleza e voz sedutora.
Não havia nenhum deles que por ela não se apaixonasse!
Ainda mais que a jovem mulher sempre cedia aos apelos masculinos, causando-lhes muitos problemas pois era por causa dela que os mesmos tinham seus lares destruídos, e até se suicidavam.
Tal a proporção dos escândalos causados, que chegou aos ouvidos do Bispo que, para tomar uma atitude drástica, persuadiu-a a explicar toda aquela situação de caos na cidade.
A bela Lorelei, sincera e inocente, contou tudo o que de fato acontecia.
O religioso libertou-a penalizado por causa da honestidade das palavras da moça.
Mas Lorelei sofria...
Disse ao Bispo, entre lágrimas de grande tormento na alma, que a sua beleza só trazia desgraça aos homens, que a amavam desesperadamente, enquanto que ela própria apenas amara um só homem na vida, mas que ele a abandonara...
O Bispo a propôs que se dedicasse a Deus, num convento, longe das vicissitudes do mundo.
Ela aceitou e, escoltada por três cavaleiros, pediu para que a deixassem ver o rio Reno pela última vez.
Do alto de um rochedo, avistou um barco e gritou em frênesi:
- Olhem aquele barco! O barqueiro é o homem que eu amo! Oh, meu amor, me espere!
Assim sendo, atirou-se no rio com tal rapidez, que ninguém conseguiu impedi-la...
A partir disso, nenhum navegante passa pelo rio sem lembrar-se de Lorelei.
Muitos juram que a veem transformada em sereia e que sempre está chorando ao entoar sua canção "Lorelei".
A lenda de Lorelei foi divulgada pelo poeta alemão Clemens Brentano.
E a Lóri de Clarice, não é muito diferente.
Acostumada a ter alguns homens aos seus pés, não conseguiu conquistar o seu verdadeiro amor através de sua beleza "artificial" ( Usava muita pintura em seu rosto).
Como esse grande amor era um homem muito inteligente, fez com que ela procurasse se descobrir primeiro enquanto ser, para depois conquistá-lo como homem.
Ulisses, o nome dele, nos leva ao lendário personagem da epopéia grega de Homero, o mais famoso dos barqueiros em uma obra, a resistir aos encantos de uma sereia ( pediu aos seus subordinados que o amarrassem com cordas, para não cair nas águas profundas como lhe convidavam as sereias do rio).
Então, a junção de Lorelei, a sereia, com Ulisses, o resistente aos seus encantos, ficou perfeita na obra lispectoriana, ajudando até, para melhor compreensão das motivações dos personagens.
É mais um livro fabuloso da Clarice devido ao mergulho no psicológico humano, como ela, soberbamente, fazia em todos os seus textos!
Passando pelos arquétipos de Jung, filosofia, religião, conceituação de Deus, Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, é obra para se ler e reler, e não ficar apenas enfeitando estantes.
Acho que todas nós, mulheres, somos um pouco (ou muito) como Lorelei.
Nós temos essa coisa do encanto, do fascínio, de querermos todos os homens nos admirando, mas que dentro de nós, em nosso id mais profundo, somos eternas procuradoras dos nossos amados barqueiros salvadores...



- Hum, cadê Scorpions aqui no post, já que está se falando de cultura alemã, hein? - eu me indago, desarvorada com o meu "esquecimento".
-Mas não tem lógica colocá-los aqui pois eles não têm música falando de lenda ou algo assim... - eu me replico, chateada.
- Mary, sua boba! - eu mesma me corrigindo - Como não tem? Deixa de ser vacilona, menina! "Toca Scorpions" agora, vai, vai!!!!
Hahahaha Não é que a banda tem mesmo uma canção com lógica para o post????
Foi com aquela surpresa agradabilíssima que, ao adquirir o último álbum Sting in the tail, notei de cara que meu TDB Klaus Meine juntamente com Eric Bazilian, Fredrik Thomander, Anders Wikstron compôs uma música de nome Lorelei!
Pena ela não ter surgido há uns dois anos mais ou menos, pois eu a usaria no meu TCC, sem sombra de dúvida...
Lorelei para todos nós!




(Imagem:
http://cantinhomagicodahelena.blogspot.com)