PARA QUEM AMA GATOS

PARA QUEM AMA GATOS
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quarta-feira, 13 de março de 2019

Papo Geral - José de Abreu - O Autoproclamado Presidente do Brasil


No Brasil e pelo mundo, andam acontecendo coisas que não imaginávamos surgirem uns bons 10 anos atrás.
Em nosso país em particular, devido a uma polarização política existente - direita X esquerda - os adversários têm criado N situações para se oporem ao que consideram errado no Governo vigente.
José de Abreu, um consagrado ator da Rede Globo de Televisão, teve esse insight: autoproclamar-se presidente do Brasil.
É o que o Papo Geral está debatendo dessa vez. É certa ou errada a postura do ator?
Assista ao vídeo e comente, se sentir-se à vontade.

Papo Geral - José de Abreu - O Autoproclamado Presidente do Brasil

 

(Imagem:
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Papo Geral - Lei Multa Clientes da Prostituição na França


A França resolveu frear a prostituição no país,  através de lei mais rigorosa, que já foi constitucionalizada: multa alta para clientes que fazem uso dessa profissão.
Desta vez, o Papo Geral trouxe o assunto à baila, numa conversa informal, embora informativa.
Para assistir, basta clicar no vídeo abaixo.

Papo Geral - Lei Multa Clientes da Prostituição na França



(Imagem:
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Tragédia de Brumadinho : De Quem É A Culpa?


O que aconteceu na cidade de Brumadinho, Minas Gerais, é algo que nos entristece e causa uma reflexão.
Por que tragédias desse tipo continuam acontecendo em nosso País? De quem é, afinal, a culpa por esse tão horrível acontecimento?
O Papo Geral debate sobre essa problemática.
Assista ao vídeo que está logo abaixo.
As autoridades tinham garantido que "Mariana nunca mais!", e agora a pequena cidade de Brumadinho passa por situação ainda pior...


Tragédia de Brumadinho : De Quem É A Culpa?




(Imagem:
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Papo Geral - Pai de MC Melody Pode Perder a Guarda da Filha por Erotização


Um assunto polêmico cerca a cantora mirim MC Melody: seu pai pode perder o direito de cuidar da própria filha.
A pequena artista (ela só tem 11 anos), é superexposta na mídia, e seu comportamento erotizado, é considerado fora de adequação para a idade.
Esse assunto foi debatido no vídeo do Papo Geral desta semana.
Assista e deixe a sua opinião!
É um assunto delicado, mas que merece a nossa atenção e pensamentos mais reflexivos.


Papo Geral - Pai de MC Melody Pode Perder a Guarda da Filha por Erotização

 

(Imagem:
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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Papo Geral - Para que Serve a Lei Rouanet?


A Lei Rouanet é uma das mais polêmicas dos últimos tempos.
Há uma grande confusão sobre qual seria a sua função verdadeira.
Afinal, para que serve essa Lei que muitos gostariam de ver extinta?
No Papo Geral desta semana, o assunto é debatido.
Assista e dê a sua opinião!
É só clicar no vídeo abaixo.

Papo Geral - Para que Serve a Lei Rouanet?


(Imagem:
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Papo Geral - Mulher é Abusada 20 Vezes por João de Deus



Estreou, no dia 26 de dezembro, o quadro Papo Geral - que faz parte do programa Rock, Pop Entre Outros Sons - no canal Mary Difatto, no YouTube.
Papo Geral é um debate tranquilo entre eu, Mary Difatto e o meu irmão, Henrique Difatto, sobre um tema que ele traz como pauta do dia.
O vídeo de estreia fala sobre a notícia: "Mulher é Abusada 20 Vezes por João de Deus", assunto esse que é um dos mais comentados e debatidos em muitas mídias incluindo, naturalmente, as redes sociais.
Toda semana traremos temas relevantes, para que o enfoque seja o mais lúcido e imparcial possível.
Se gostar, inscreva-se no canal Mary Difatto:  https://www.youtube.com/c/MaryDifatto
Nós agradecemos desde já!
Logo abaixo, encontra-se o vídeo.

Obs.: Apenas como curiosidade, 26 de dezembro foi o meu aniversário!...



(Imagem:
https://www.facebook.com/MaryDifattoOficial)

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Sou a favor do politicamente correto!



Mudamos de conceitos. Aquela "metamorfose ambulante" convidativa, que nos impulsiona  a deixar de lado os paradigmas pré impostos, são perfeitos já que preferimos trazer novos olhares, "do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo".¹
Eu tinha uma ideia diferente da definição - politicamente correto -; achava-a castradora e ultrapassada.
De uns tempos para cá, raciocinei sob outros prismas, e vi que faz sentido sermos politicamente corretos em muitos casos, sobretudo quando se trata de preconceito de qualquer ordem.
Assista ao vídeo e diga se você concorda ou não com a minha ótica sobre o assunto.

Vídeo: Sou a favor do politicamente correto!




¹ Passagem da música Metamorfose Ambulante, de Raul Seixas.

(Imagem:
Fonte desconhecida
Edição de imagem:
https://www.facebook.com/MaryDifattoOficial)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Lendo nas entrelinhas



Nem sempre o que é bem explicado, fica claro em nossas mentes. A inteligência humana ultrapassa o entendimento fornecido por um simples cérebro.
Eu gosto de explicar o que acho que sei, é verdade, mas tenho consciência da insignificância deste meu zelo por transmitir informações, quando esbarro com situações as quais não tenho domínio.
Em dezembro do ano passado, por exemplo, eu andava despreocupada, ainda que atenta, nas ruas do Centro do Rio, quando um desses "motoristas" de táxi (sim, esse era com aspas mesmo!), vira a esquina que eu estava atravessando, sem o mínimo de cuidado, quase me atropelando.
Minha vida salva por apenas segundos! E o mais interessante: só não fui atropelada porque o som de desgoverno do automóvel me forçou a me jogar para trás, o suficiente para sentir o ventinho da corrida amarela do transporte.
Cadê o brilho de estrela do cérebro eminente? O que valeu ali, naquele momento, foi apenas a prática, o costume de ver ensandecidos disfarçados de guiadores de carro.
A tal "leitura de mundo", tão apregoada em aulas de literatura ou de filosofia, parecendo um filão brega e repetitivo, de que o que vale é o que você entende acontecendo ao redor, se faz de suma relevância em momentos quais aquele que me obrigaram a passar. Tive que "ler", e às pressas, o que rolava por ali, tão perto de mim, que até doeu a alma.
Fiquei dias pensando, remoendo o arremedo de instante, tão curto, tão fácil de jogar fora do mnemônico que, porém, poderia ter me levado a vida. Um subentendido que está difícil de digerir até hoje, por mais que eu tente me convencer de que "já passou".
O que mais assusta em viver,  é saber que muito do que aprendi posso usar no meu cotidiano, e muito do que não aprendi, não será possível de se aprender... SÓ o momento vivenciado tem condições de me passar subsídios de como resolver essa ou aquela problemática; SÓ  vivendo é que posso saber.
É lendo nas entrelinhas que temos aparato para argumentar o conhecimento. Porque entender é maior que o jargão básico do ensino, que consiste em poder transmitir o que se absorveu. Entender é conseguir usar o que aprendeu, no momento certo, no local exato. E se a situação que a própria vida nos propôs, não temos na gaveta mental para a solução, é SÓ a entrelinha que virá em nosso socorro, um som, um gesto, um espirro de comunicação, um repente de olhar, algo que forçará o nosso eu a compreender o que ocorre, e o plantão médico da salvação ocasional, estará lá, plantão de equipe única, espécie de "exército de um homem só", que habita nossos íntimos para ocasiões diversas.
As figuras de linguagem estão ficando obsoletas com o uso da tecnologia, e pela falta de ânimo em se dar ouvidos  a pessoas ("Eu presto muita atenção ao que o meu irmão ouve" ¹ anda parecendo discurso de livro do milênio passado, o que é uma pena...) . Ninguém quer "ler" mais o seu semelhante.
Não esqueçamos que essas figuras são aquelas que trazem o por trás da cena; é preciso ir além das palavras. Sem essas figuras, muito do humano racional esmaece, já que é necessário capturar o abstrato do que se diz, entender a ironia, a metáfora do que se fala, escreve. É necessário "ler", insisto, o (a) interlocutor(a), o que dá certo trabalho para esse ataque de "eu" em massa que nossa sociedade arquitetou tão arrogantemente em nosso seio.
Seguindo adiante sobre o conhecer o que não é explicado, ainda revigorante no meu verbo lá do início, tentando desmascarar o "motorista" que quase me atropelou: será que ele percebeu o quanto fiquei abalada, mesmo saindo ilesa? Notou meu riso irônico, apontando o carro com o significado de "está valendo isso?". Creio que não; deve ser mais um desses camaradas dos conceitos A tirados na escola, que pouco se aproximam de gente, atento a letras e números imediatos.
Ele entenderia apenas uma linguagem: aquela que coloca a mão no bolso (dele). Eu poderia processá-lo por quase lesão corporal ou, sendo mais fatalista, por quase óbito. E ele só sentiu-se o supra sumo do volante porque saiu desabalado e não feriu ninguém.  Porque o "quase" não é o bastante, essa entrelinha não o faria rever conceitos. Não o faria aprender.
Eu há muito tempo sei que "tudo o que se vê não é igual ao que a gente viu há um segundo"², e essa percepção faz com que me fortaleça a cada instante, já que sempre haverá um convite para nós, para a visão do que os olhos não veem.
Aprendamos a ler mais, aprendamos a estar diante do que não se absorve em escolas e livros, com o coração aberto a novas informações.
Esse tipo de aprendizagem é  repentina, não menos, porém, importante.
Naqueles segundos preciosos percebi, com muito prazer,  que eu Ainda Estou Aqui ³. Mais chance para  fazer o que quisesse: reclamar, dormir, comer, viajar, estar.
Até mesmo para aprender.
E até para notar que há vida - quem diria? - numa entrelinha de entendimento.

¹ Trecho da música Esquadros, de Adriana Calcanhotto.
² Trecho da música Como uma Onda, de Lulu Santos.
³ Título do livro de Marcelo Rubens Paiva.


(Imagem:
Fonte desconhecida)

domingo, 25 de outubro de 2015

A Capacidade de Sermos Fênix


         (Post escrito por Mary Miranda especialmente  para  Fênix - Vidas Que Renascem,
blog de Jackie Freitas)

Num tratado de sobrevivência insofismável, no derradeiro senso de  conquista tendo o céu como limite, nós, insondáveis como seres pensantes, abrimos asas e voamos para onde quer que as elas alcancem!
A linha que corta o horizonte não é aquela do imaginário Equador, pois se há alguma benevolência em se pensar,  é que a estrutura mental do ser não embota a mente para o infinito!
Reduzidos a pó, pá de cal tremente em cima dos corpos pulverizados, lá adiante, fortalecidos, nos pomos de pé, prontos para a luta subsequente!
Inglórias lembranças ainda no presente, passados que torturam e um futuro incerto talvez propulsores de dor, não resistem à força que emana da lógica  de que acasos não existem, fazendo-nos crer numa
improvável, conquanto agradável, sensação de retorno e garra, vitória e sucesso meritórios!
O que chamam de 'tirar leite de pedra' é a caraterística principal de qualquer Fênix!
Saber-se combalido, restrito, extinto, e assim mesmo levantar a bandeira dos imortais, retirar de um chão inexistente, um céu de estrelas que fulguram o olhar do meu irmão, do meu semelhante, é ter
nas asas de ave castigada, um arsenal  ilimitado para uma guerra de paz...
O olhar de uma benevolente ave Fênix é sempre à direita. Via única, não tem opção...
Escorreguemos uma vez só a visão para a esquerda e o ato segrega dimensões nefastas, incongruentes!
Ave Fênix, no sentido de amor e ressurgimento, é para a direita o seu alvo! O lado da Justiça, da Certeza e do Pai!
Injustiçada, a mitológica ave confundida com o Mal, agora não tem como refazer-se desses valores ímpios construídos numa Grécia longínqua!
Como ave redentora, construidora de sonhos, assim mesmo, com opções mínimas, conduz a orquestra do florescer!
Essas cinzas surgidas após a sua destruição na fogueira, têm função única em sua nova vida: saber que tantas tragédias surgirem, tantas tragédias vencidas...
Nascendo e renascendo, nascendo e renascendo, voltem cinzas para o seu lugar, porque Fênix não desiste nunca, imortal e sobrenatural, acalentando  no seu ninho seus rebentos, seus descendentes, não como filhos de carne, mas filhos de luta eterna e etérea!
O poder que há nesse estigma em se olhar para a direita, simbólica de bem, é reduzido? Não cabe ao homem entender sobre Céus...
Pois se o olhar é para a Direita, o Amor de uma Ave Fênix continua cabendo no lado Esquerdo do peito!...
E se essa luta armada para vencer obstáculos imaginários ou reais, sendo feita de  linha  de Equador, Greenwich, numa Via Sacra, Láctea, Via Crucis, se isso tudo corresponde, transmuta, absorve, corrobora para favorecer um néscio de ser, um espirro de vivência, se trouxer bondade, vamos à ela, então, ressurgindo e ressurgindo, vindo as cinzas para lembrar-nos que podemos sobreviver!
Captação de recursos que somente a dor pode liberar! Alguém aprende a ser bom, quando se está bem? É na dor, somente na dor, que reconstituímos nossos pedaços soltos...
A Fênix, sem contrariar essa verdade, se torna melhor à cada destruição de sua existência!
Como que dizendo a que veio, peça por peça encaixada no seu quebra-cabeça para o estímulo!
"Se eu retirei desse solo o que não me permitiram, você pode retirar desse solo, o que eu te forneço agora!", esse é o jeito de uma Fênix nos convencer que podemos mudar destinos...
Não nos conduzamos à mistificação, não louvemos como impossível aquilo que os olhos não veem!
Se uma Fênix só pode olhar para a direita e enxerga por todos os ângulos, por que nós, os illimitados, infinitos, cíclicos, nos restringiríamos ao comodismo?
Todos nós temos a obrigação de sermos a Ave Redentora!
Porque o que nos faz Fênix é exatamente nossa capacidade de nos reinventarmos, superarmos as cinzas que povoam muitas vezes nossos corações, e aparecermos logo adiante, radiantes, formosos, fortes para a próxima batalha para o bem!
Que cinza seja sempre a cor que tonaliza vestuários.
Não deixemos o dia cinza, não façamos dos nossos dias, cinzas!
Libertemos a nossa Fênix mais primorosa, aquela que voa longe, atravessa mares, e que encontra sempre um lugar prazenteiro no coração daqueles que trazem a pureza de alma, sabendo que a esperança é como uma flor, que nem sempre nasce num jardim, mas jamais perde o seu
encanto...

(Imagem:
Fonte desconhecida
Edição de imagem:
http://www.facebook.com/FRASESMARYMIRANDA)

domingo, 26 de julho de 2015

Saída da zona de conforto




Sempre que eu paro para pensar, é um pesadelo: descubro que preciso ser.  E para eu ser, preciso ir... Meu ser tomado por dúvida, vontade, sandice, solicitude, devaneio, entorpecimento...
E quem foi esse tal que inventou que é preciso ir, seguir, começar, retomar?
Droga de vida, que não me deixa aquietar num canto e me acomodar no ápice da minha preguiça. Preguiça a la Macunaíma mesmo, preguiça de ter que fazer tudo, com um buraco negro do caos, levando para o nada.
Nesse abismo indeferível, ali estou bizarramente incongruente; aqui se faz, aqui se paga. E o preço é mais alto ainda quando você não fez nada por si.
- Droga de vida! - agora sou eu, gritando.
Tento fazer algo. O quê?, uma vozinha agora covardemente miúda me indaga.
É urgentemente necessário sair da leseira de apenas ficar e ir à vida, seguir em frente, TENTAR!
Daí paro para pensar mais ainda, se corro o risco de ser feliz se eu continuar na labuta de "mudar o rumo dessa prosa".
E dá-lhe de questionamento, dá-lhe de humanamente me esgueirar para a introspecção, dá-lhe  de me certificar de que há certeza, dá-lhe de me desfazer na areia do tempo e espaço, e voltar para o ninho acolhedor, aquele da recepção conveniente, embora de alto teor de amargo no ser.
Alguém por aí inventou o preciso ir.
Preciso ir por quê? Por que é algo a ver com o fenômeno da natureza, qual trovoadas e chuvas em tardes torturantes de calor-Rio? Será que é preciso seguir em frente por que há a esperança de encontrar alguma surpresa Kinder Ovo ali na esquina, surpresa dispensável quando descobrimos a incógnita? Ou seria por que todo mundo - Ai, que preguiça...  - nos exige um movimento crescente indo ao longe? Ou talvez por que - Ai, que preguiça... - "gente" rima porcamente com "ir para frente"?
Detesto formar a massa que faz o bolo do  "geral faz isso" porque, como diria Nelson Rodrigues: "A unanimidade é burra". Mas...
... Droga de vida!
Se eu não sigo para frente, o que posso fazer comigo? É me deixar morrer, esquecer, tomar aquele remédio adverso da memória, evitar o jogo mnemônico, correr das palavras cruzadas, causar propositalmente o Mal de Alzheimer, só para deletar da mente quem sou, só para não precisar ir, não fazer parte da "unanimidade burra"?
Ai, que preguiça...
Algo em mim, talvez o sexto sentido - talvez eu tenha errado a contagem e esteja no milésimo -, me impulsiona para esse ir, não porque "todo mundo" diz, não porque eu decorei o texto já na tenra infância.
Com honestidade, um certo egoísmo, um ataque de eu, me retruco com maldade, maledicente: "É porque eu QUERO IR!"
Vem lassidão de ideias, chega correndo o pensamento do espúrio relaxamento, sobrevoa nefasto o íntimo pulsante de "deixar pra lá".
Mas é ele, esse "EU QUERO!",  que me liberta das amarras da estagnação.
Penso em ir para frente porque é bom demais, mais que suficiente, esse advérbio de intensidade me socorrendo, poder ver a vida lá adiante, pisotear as agruras, me esparramar nos braços do que ainda está por vir...
Começar do zero ou pegar os fios que ficaram soltos, formar novas vestes para cobrir a minha alma de júbilo.
EU QUERO  me permitir uma nova oportunidade.
EU QUERO me aventurar em rumos inéditos, talvez nem por alto imaginados antes.
EU QUERO experimentar o que ainda há de eu construir para mim; a vida pode me sorrir, com cores fartas, com a perene dúvida de não saber se irá dar certo.
EU QUERO tentar.
Sim, EU QUERO TENTAR!
Quando penso que ser é ter que me questionar, me calo com idoneidade, com a plenitude da incerteza bailando ferina conquanto fascinante no meu eu.
EU QUERO, sem cobiça, nem omissão. Limpo, claro, certo, imediato.
EU QUERO!, qual resposta infantil.
O mundo só evolui quando é tomado por perguntas, porque seria muito entediante todo mundo explicar todo o mundo...
Vou lá, chegarei na frente e rumarei para esse desconhecido tão inebriante.
Não pretendo errar além da conta, porém, me conscientizo que é arriscado isso ocorrer.
Tentar me recompor de novo; tenho medo. E sei que é humano temer.
NÃO TENHO MEDO DE TER MEDO!
Ficar naquela paralisação me faz mal, caio na rotina de sofrer por não ter tentado.
Vou lá, darei um pulinho no futuro e fico por ali mesmo.
Sou incansável: EU NÃO QUERO parar!
E no meu subentendido, aquele subentendido do meu eu, aquele que ninguém pesca, ninguém tasca - Eu vi primeiro! -, entrementes sorrindo, no mistério do ser, sem travas para me permitir, sem torrente, sem torre, "por lugares incríveis",  eu chuto pra trás qualquer alusão ao comodismo.
Descubro sem vergonha alguma de que agora NÃO POSSO parar de ir.
Sim, agora, - Ufa! - NÃO QUERO deixar de tentar melhorar, de tentar conquistar a minha vitória enquanto ser humano.
NÃO QUERO esperar acontecer porque a hora é essa, seja lá qual for que hora é "essa"...
NÃO QUERO olhar o relógio. Tenho "todo o tempo do mundo".
NÃO QUERO estabelecer metas. Salvaguardar desatinos me é, por si só, bem convincente.
NÃO QUERO me frustrar: "Gatos escaldados de água fria têm medo", mas decidi que a não-dor é também sofrimento.
Corro com pressa, com método e coração em frenesi. Ele me chama para o desbravamento. Ali, para ele onde me convida a emoções diversas. Irrequieto coração, que reestabelece  a queda para a ternura; que segrega mistérios a se conhecer. Prazer, meu nome é BUSCAR!
Ai, que preguiça?
Por favor, pense! Continue pensando. Só não pare...

(Imagem:
Fonte desconhecida
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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Seja feliz e cause inveja!




Uma vez li, talvez com outras palavras, algo do autor Ziraldo, que penetrou meu cérebro para sempre: "Quer deixar alguém bastante triste? Diga a ele que é feliz!". (Mais ou menos assim ele disse).
Existe sempre uma "concorrência" entre os humanos de quem pode ter mais que o outro, quem é melhor numa atividade, quem consegue se dar  melhor na vida... Claro que o desejo maior em toda existência - ter felicidade- não poderia ficar de fora...
Acho bem subjetiva essa coisa de ser feliz. Se eu digo: "Hoje a felicidade é o meu segundo nome!", não quer dizer que a mesma se aplique a outras pessoas a minha volta. Quem garante que o meu estado de graça possa ser medido em outras vivências, em outros olhares sobre o mundo?
Eu procuro apaziguar minha alma pensando o seguinte: "Se esse ou aquele conseguiu o que queria, é porque chegou a hora dele...". E me acalanto imaginando que, se eu trabalhar firme nos meus objetivos, minha hora vai chegar; se não chegar, paciência... Tento outra vez!!!!
Não encaro como "tarefa" encontrar o caminho para a realização de  minhas satisfações pessoais. Considero como "estado natural das coisas" (já escrevi que felicidade é o resultado normal de tudo; o que contraria essa regularidade, é que o anormal!).
Vou vivendo, tentando manter a minha cabeça no lugar. A "tarefa", se existe alguma, é conseguir saber primeiramente o que quero. O resto, é busca coerente com aquilo que desejo.
Por isso que as pessoas têm tanta inveja das outras quando imaginam ou constatam que aquelas têm o que não possuem. A maioria não sabe o que querem e quando aparecem pessoas que souberam o que queriam e conseguiram antes, se esmeram na tristeza que a felicidade alheia! Eu prefiro correr atrás dos meus sonhos; mas, outros, infelizmente, preferem cortar os meus...
Enfim, esse "seja feliz e cause inveja" pode transmitir a ideia de que é errado conquistar seus anseios. É como uma pessoa rica que tivesse vergonha de ter muito dinheiro, como o próspero agricultor que não pudesse usufruir dos seus vegetais tão lindamente colhidos porque seu vizinho não conseguiu o mesmo...
Aquele que é feliz,  o é por mérito, acredite! Seja por motivos que só Deus sabe, mas a ordem é essa, direta e imutável. Não nos cabe imaginar e perscrutar a essência dEle. Alguns nascem com aparentes privilégios, o que indigna muitas pessoas. Mas Ele sabe por que; faça apenas a sua parte!...
Encerro meu discurso pessoal,  ressaltando um pensamento que um amigo meu colocou, na embalagem do presente de aniversário que me deu há alguns anos: "Seja feliz, porque eu serei!"

(Imagem:
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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Um dia de liberdade


Gostamos de viver com o sonho de liberdade. 
Ainda não somos livres, nem felizes...
Mas as belas borboletas, que mesmo sem saberem o que é liberdade, voam no céu, beijam as doces flores do campo, reproduzem-se de forma natural e... sorriem; por que não?
E nós, que tanto tempo temos de vida, ainda nem felizes e livres somos...
E as borboletas, que fazem as maravilhosas coisas da verdadeira VIDA, voam LIVRES, e só dispõem de apenas 1 DIA!...

(Imagem:
Fonte desconhecida)

sábado, 27 de outubro de 2012

Primeira rua, à direita

Peça uma informação, esteja perdido e siga sem rumo.
Há algo naquele "Primeira rua, à direita"; por que todos os caminhos são retóricos? Alguém decorou o texto e agora fica difícil trocar as palavras...
Só para diversificar, viro à esquerda. Já encontrei praças secretas assim. Já vi animais raros assim. Já vi pessoas que não conhecia assim...
À esquerda dos meus sonhos não traslada atalhos sofismáveis. Sou gente, sou abelhuda, vasculhadora de peças trocáveis. E lá vou dar ideia para palhaços enganadores? Se querem me desviar do caminho, pode deixar comigo: sei tudo sobre não cumprir com o que eu me predispus a fazer inicialmente...
Mania de povo, enredo em regime semi-aberto para a patuscada. Alguém pede "pra sair", e o que faz o informante? Pede pra seguir!
Será que tudo que queremos na vida é "à direita"? Será que "à esquerda" também não dá um desconto para as nossas compras de felicidade?
Informação de "um paspalho, oco,  safado enganador"*1, como diria meu tio infelizmente ido, sobre gente que não quer que o outro chegue. Competição? Vá para as Olimpíadas e descubra que ganhar medalha de ouro  que reverbera ao Sol, não ilumina caminho obscuro de quando se está "derretido em si"*2...
Vá na onda proeminente e saiba o que é ralar para sair da escuridão... Ninguém nunca paga para ver o preço de quem nos passa a perna... O membro que anda se é hoje quebrado, amanhã será logo colado. Quem o fez partir-se, não mais terá a alma pura. Lava-se o dinheiro, decorre-se em Mensalão, porém, alma, essa, só numa outra oportunidade!...
Coisa mais cabulosa é alguém dizer que sabe. "Eu tenho certeza de que você vai voltar." Pois é ali, naquele momento, que eu tenho a certeza de que não voltarei! Arranhe o ego, só não afirme, afirme nada;  falará em nome da verdade... Mas, que VERDADE?
Sou uma espécie de sanguessuga de pensamento. Não me prometa porque vou cobrar, não diga que está acima, porque ficarei superior! Há uma conta alta em tudo aquilo que se diz.
Rabisco no tempo, ele poderia ter sido direto na informação. Embromar o semelhante é o mesmo que comprar passagem para o Inferno!... Assine em todas as laudas que, se você enrolar alguém, mais cedo ou tarde será enrolado!...
Meu endereço é comum, nunca peço mais do que mereço, o caminho eu faço para meu servir de porvir... Uma fuga pra quê? Queria que a humanidade pensasse mais na questão do tempo, seus rancores desanimadores, um segundo além, e desandou a coisa toda... (Não quero rima pra "zorra"!...)
Queria sempre chegar!... Adoro estar lá, em algum lugar, sem atrasos, nem trânsito turbulento; quem inventou a Radial Oeste, aquela sineta de alerta nos auto-falantes radiofônicos, aquele vai-não-vai dos diabos, droga de engarrafamento que não termina nunca?...
Desvio no olhar, passa-se o número da casa; entrega importante, urgente "pra ontem" e a rua infinita embora curta. Carro branco, pickup... Placa; o que é? Dizer que o número é adiante se faz  tormento para quem espera... Uma hora e meia... Atrasada e meia!...
Poder caminhar em porto seguro é papo furado; não há segurança em quem busca.
No meu aguardo simbólico, posso ser terna, não de roceiras, na Diva de Alencar. Só me permito enveredar nos Crimes do Padre Amaro: as ruas que me tragam ao amanhecer...
Permita, pessoa, que eu não acerte sempre, só  não me desvie, não me desvie da trilha que devo pescar! Se é sonora, estreita, sinuosa, perigosa ou abjeta, é na estrada ou na pista que quero estar, sabedora das atribuições que compete a todo aquele que vai.
Não tenho muito, mas me deixe pensar que posso! Faça acreditar que depois daquela "Primeira rua, à direita" terei a chance de mudar o rumo dessa prosa, posso divagar, devagar, sobre as faces lunares ou o solstício de signos cardeais.
Num banho ou outro de Lua, o brilho que lumia meu caminho  é direcionado por um coração que ainda acredita em futuros não lineares, embora prodigiosos em embalar sonhos acordados!...

*1  Desabafo inflamado do meu falecido tio de nome pomposo, José Ephraim Vieira de Miranda, sobre o ex-presidente Fernando Collor, em época de campanha eleitoral presidencial.

*2 Constatação gentil ( não fez no propósito de  ser poético) do meu mano Washington Miranda, de que Seu José, o dono do periquito Chico Mineiro do programa "Bom Dia & Cia", é muito tímido, portanto, fechado demais.

(Imagem:
http://www.duasbarras.com

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Confira a "cura" de Lulu Santos!



Esse é um daqueles textos meus bem preguiçosos (já admiti que um dos sete pecados que me atrai é a preguiça!... Aqui eu falo sobre isso!) . Assim sendo, vou deixar por conta de vocês uma análise bem subjetiva.
Estava eu buscando a letra de A Cura, do representante importantíssimo e incontestável do BRock Lulu Santos (agora mais que nunca ovacionado pela sua estada muito providencial em The Voice Brasil), quando me deparo com uma "cura acurada" de um post enfocando o lado cristão da coisa, ou seja, sua letra visionária.
Teria a poesia cantada,  adequação para o uso,  por parte de algum  protestante em suas reflexões junto ao Pai? Ou não seria Lulu Santos o melhor indicado para levantar as velas do barco da que se chama "salvação" pois, por não ser religioso, é considerado ímpio?
Eu não tenho religião, portanto, me ligo na essência da letra que, por sinal, é algo bem louvável de apreciação por qualquer que seja o humano que haja em nós.
O link do site é esse: http://www.pulpitocristao.com/2011/08/a-cura-o-clamor-das-pedras-e-a-graca-comum/ . Devo dizer que foi um tanto sapiente o editor, ao colocar uma das fotos "religiosas" de Lulu vestido de padre! Incrível como certas imagens nos socorrem de toda ou qualquer falha textual...
E a "letra da discórdia" é essa:


A CURA - Lulu Santos
(Lulu Santos)

Existirá,
Em todo porto tremulará
A velha bandeira da vida
Acenderá,
Todo farol iluminará
Uma ponta de esperança
E se virá,
Será quando menos se esperar
Da onde ninguém imagina
Demolirá
Toda certeza vã
Não sobrará
Pedra sobre pedra
Enquanto isso
Não nos custa insistir
Na questão do desejo
Não deixar se extinguir
Desafiando de vez a noção
Na qual se crê
Que o inferno é aqui
Existirá,
E toda raça então experimentará
Para todo mal
A cura!










Uma análise de qualquer coisa, para ser completa, deve-se deixar de lado qualquer conceito prévio...

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sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Fiado só amanhã!


(Post originalmente lançado no Blog da Comentarista, da minha amiga Denize Oliveira)

Sou uma boa observadora dos locais que frequento, um tipo de cliente que observa do chão ao teto, o jeito como os atendentes chegam, o sorriso amarelo que lançam quando não levo nada e a máxima do "Ficou perfeito em você!", uma blusinha odiosa que faz qualquer mulher se transformar na própria imagem da "jequice"...
E sou cliente enjoada, admito, faço com que o funcionário que teve a infelicidade de falar para mim o usual "Pois não? No que posso ajudá-la?" refazer a pergunta mental, se valeria mesmo a pena ganhar seu parco salário com clientes como eu...
Ele(a) terá que abrir todas as caixas de um só tipo de sandália, para no final eu descobrir que gostava mais - que vergonha de falar! - da primeira que vi!!!!
A sorte, para o desafortunado escolhido funcionário, vem em número de 2:

1) Sou muitíssimo agradável

Não destrato atendente de jeito nenhum, sorrio o tempo todo e mantenho papos agradáveis (geralmente eles colocam suas vidas nas palmas de minhas mãos);

2) Na loja que ponho funcionário para trabalhar muito, é lá que comprarei

Quando vejo que o funcionário já está muito impaciente, supondo perder a comissão pois entraram outros clientes, perdendo tempo comigo pensando que nada levarei, disparo logo:
- Pode deixar que vou comprar com você, viu? Posso demorar, mas vou acabar escolhendo alguma coisa... (cumpro sempre com minha palavra!)

Estou aqui discursando sobre lojas de grande porte, daquelas que nos perdermos entre artigos e gente e, às vezes, nem sabemos quem é o empregado do estabelecimento!
Entretanto, são as mais resignadas lojinhas de bairro, aquelas que conhecemos toda a árvore genealógica dos donos, que vimos seu cabelo despenteado para atender-nos porque cismou de dormir até mais tarde, são as que mais me tomam as reflexões...
Como adoro as plaquinhas dessas quitandas, biroscas, barracas e afins!!!! Muito de meu conhecimento veio dessas placas...
Pode soar como brincadeira minha, porém, alego em minha defesa, que todos nós já tivemos aprendizados informais, e por que não essas barracas de bairro que nos ensinaram também?
No meu comecinho de leitura complexa, quando eu já sabia os vários valores do "X" em uma palavra, portanto, já conseguia ler frases mais longas que as adequadas para a minha série, li com todo o gosto o seguinte dito popular:

NÃO TENHO TUDO QUE AMO, MAS AMO TUDO QUE TENHO!

Tinha meus oito anos mais ou menos, e não compreendi lá bem o fundamento...
Só que todo dia me entupia de balas, doces diversos - a formiga-criança não perdoa - e de tanto ler naquela barraca simplória e feliz, acabei sentindo o valor daquelas palavras.
Em outros estabelecimentos comerciais caseiros (isso escrevi para enobrecê-los...), tive uma lição das maiores:

QUEM TEM OLHO GRANDE, NÃO ENTRA NA CHINA!

Para arrematar o mesmo sentido dessa supracitada, li em outro:

NÃO ME INVEJE, TRABALHE!

E o DEUS TE ABÊNÇOE ( eles colocam o acento; não sabem que apenas "bênção" leva o circunflexo!), que tanta paz transmite aos que ali chegam?
Por sobrevivência, as humildes lojas comerciais tiveram que inventar - e fazer daquilo um padrão - a placa mais valiosa para continuarem no ramo:

FIADO SÓ AMANHÃ!

Em supermercados pomposos, ninguém compra a crédito informal ('fiado'), porque existe uma seriedade de caixas, uniformes e olhar de poucos amigos.
Então sobra para as barraquinhas o inevitável: "Põe na conta" (só que a pessoa não avisa na conta de quem); o mês que vem é tão demorado...
A utilização do informativo "Fiado só amanhã" dá um ar de teor notório, apesar de trazer alguma jocosidade em sua conotação.
Na primeira vez que vi, perguntei ao dono, um moço que eu conhecia desde que comecei a estudar, se eu poderia pegar mesmo a crédito no dia seguinte.
Ele riu às pampas e me respondeu que sim. Bobinha inocente, nas maravilhas da idade tenra, fui eu comprar na mesma barraca costumeira. Pedi-lhe que trouxesse uns doces de leite e jujuba.

- Amanhã eu pago, "tá"? - falei, toda risonha.


Com ar brincalhão, apontou a placa, e eu senti-me enrubescer dos pés à cabeça pela "Descoberta do Brasil": placas de amanhã são "amanhãs" que não chegam NUNCA...
A generosidade daquele senhor, que era conhecido de nossa família, surgiu na compreensão de que valores infantis não são os de adulto, e ao invés de fiado, ele me deu todos os doces que eu lhe pedira minutos antes... (Esse moço não está mais entre nós, e eu nunca pude lhe dizer o quanto minha infância foi um tanto melhor, pela existência dele em nossas vidas!)
Nunca gostei de deixar para pagar depois, salvo em casos em que isso se fez obrigatoriamente necessário. Com placa ou sem placa.
Para essas lojinhas familiares, aquelas do bairro, que muitos de nós não estabelecemos uma ligação de carinho, eu bato palmas e peço bis!
São esses minúsculos empresários que sustentam nosso país, pois facilitam o acesso maior ao consumo básico dos cereais, laticínios, verduras, etc.
Esses comércios são fundamentais para a resistência à mudança de moeda, inflação e todos aqueles embustes que os "oficiais" da área nos forçam a engolir.
A plaquinha VOLTE SEMPRE! é a mais perfeita expressão do que são suas pequenas lojas dentro do coração do consenso local.
OBRIGADA a todo aquele resistente dono de comércio caseiro, que faça chuva ou faça sol, está aí e sabe SERVIR BEM, PARA SERVIR SEMPRE...


Abaixo, alguns dos "ditados populares" mais conhecidos em relação a FIADO!



FIADO É IGUAL BARBA: SE NÃO CORTAR, CRESCE.

FIADO? SÓ EM DIA DE FERIADO, QUE O BAR ESTÁ FECHADO.

PROMOÇÃO: PEÇA FIADO E GANHE UM NÃO!

FIADO? SÓ NA CASA DA SOGRA!

O TIO QUE VENDIA FIADO, SAIU.

MULHER BONITA NÃO PAGA, MAS TAMBÉM NÃO LEVA.

EM TERRA DE POBRE, QUEM FEZ FIADO É REI.

FIADO, SÓ A PARTIR DE 2099.

LEVE FIADO E LEVE DE BRINDE A MINHA SOGRA.

A POLÍCIA PROCURA SUSPEITO POR TER PEDIDO FIADO, ENTÃO NÃO SEJA O PRÓXIMO!

FREGUÊS EDUCADO, NÃO COSPE NO CHÃO, NÃO DIZ PALAVRÃO E NEM PEDE FIADO.

60 NUM BAR, 70 SAIR 100 PAGAR, AÍ MANDO A POLÍCIA 20 BUSCAR.

O FIADO É MUITO PROCURADO, MAS AQUI NÃO SERÁ ENCONTRADO!

FIADO SÓ SE FAZ A UM BOM AMIGO, E O BOM AMIGO NUNCA PEDE FIADO...

EU TENHO VERGONHA DE TE DIZER NÃO, POR ISSO, NÃO PEÇA FIADO!

FIADO ERA SÓ ATÉ ONT
EM

(Imagem:
Fonte desconhecida

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sábado, 24 de março de 2012

Ninguém ama ninguém além de si mesmo


Esse, talvez, seja o meu post mais curto!
É que não quero conduzir resposta, por isso, optei em lançar o pensamento, e a análise, fica por conta de cada um...
Leia e reflita sobre o que disse um debatedor de um programa de rádio que, em outras palavras, afirmou o seguinte:
"Ninguém ama ninguém além de si mesmo. Até mesmo os pais não amam seus filhos de verdade. Quando falam que têm orgulho deles, no fundo, mesmo inconfessadamente, estão pensando: "Eu fiz um bom trabalho, por isso meu filho é um campeão!". O amor pelo outro é a medida certa do bem que, direta ou indiretamente, esse outro pode fazer a você..."


(Dr. Carlos Bacelar, médico cardiologista, no debate do Programa Haroldo de Andrade, na década de 80).

Obs.: Ambos, o doutor e o radialista Haroldo de Andrade, já são falecidos.

(Imagem:
Fonte desconhecida)

sábado, 3 de março de 2012

Fraudes da convivência


Nessas aglomerações de povo, alguém lança seus muxoxos entre dentes, e eu nunca estou ali, para assistir espetáculos burlescos!
Soberba, representante de Balzac, aprendi a não dar pelota para os que menosprezam, se me remedou, problema, se me desaprovou... Em toda rosa há espinhos!
Alterações de voz é para quem perdeu e não sabia, perde a razão, aquele que grita...
Uma caixa de moedas, moedas valiosas de sabedoria, revelam o oculto despertar: tanto mais conhecimento, menos barulho!...
Ridículo ser ignora minha existência julgando-se superior, um homem e sua balança, medindo pesos do quê? Ele não sabe que não se sustenta existir...
Passe por mim e não me olhe na face, cuspa na rua, suje a calçada com o seu descaso, passe "batido", se equilibre na força da vontade que é fingir-se de morto; camaleões mudam de cor... Humanos também podem fazer-se de "desentendidos" de vida!
No passo que se dá rumo à perpetuação, ouvidos são para ouvir, mas jamais escutam a verdade. É mais fácil afugentar a penúria, descobrindo o não-querer, perscrutando o nada, o outro lado da rua que nunca surgiu...
Calúnias, "pegadinhas", que barato, é ver os mangangás voando sobre petúnias, nunca assistimos aqueles pequeninos sugando o néctar! Levei um "corre" de um deles e estou de pé: quero me fazer valer da força que tenho de um suposto pensar do raciocínio imediato!...
Vitoriosos aqueles - que vitória gozada!- não te vejo, mas não deixo de estar, o meu ultraje que de nada vale, uns vinténs de desprezo, uma miséria de superioridade...
Ouça o que eu digo: "Há de muito de Messala aqui para você odiar!", ainda sou alguém que não caiu pelo chão, as batatas-doces das Juninas Festas, um desmoronamento que faz-me mais atenta!...
Olhe o que vejo: "Dá pra enxergar com as mãos o que os olhos não veem!" , se estiver escuro, vou tateando, tropeçando na comédia dos erros, bambeando, bêbada ou "bombada", ali em frente, ressurgida, "randomicamente" num fiapo de ser, que juntará os cacos e formará ilustre construção!
Alguém aí esqueceu de apagar a lâmpada? Eu, não!...
Meu sono é feito no breu dos mortais e no outro dia, haverá a luz; há sempre alguém que acende o fósforo, nem que seja para lumiar o vício do obscuro cigarro...
Famigerado valor desvalorizado, há mais reentrância no duvidoso... Perguntas menores para os grandes, engrandecimento para os desprovidos de talento!... Esse é o caminho para os sujeitos inflados: não permitir a classe dos classificados, porque não se dá asas a quem sabe voar...
O meu espaço vai desde o que tenho até onde o outro possui, limites ilimitados, fazer do que me cabe, a imensidão do meu ser tantas vezes em desalinho!
Mãos unidas em oração, eu peço a um deus surdo, que me faça mais benevolente com os que têm fome, e nem observo na esguelha de sobrancelha, que o transeunte se esquivou do carro... Ajuda, vai, pergunte se se feriu; muda sou, para um deus que me fez a sua semelhança, igualmente surda...
Palidez de conceitos no pavilhão multicor. Ergo a bandeira dos que defendem, e o que é "defender", quando um indefeso grita por justiça? Caia fora porque você não "abraça" a minha causa... Estranho: só se defende o que já é previamente defendido!...
Encare de frente que você ainda não alcançou, e o seu vôo não ultrapassou o albatroz!
Meros apelos, reconheço, porque minhas palavras estão leves feito vento, e você só entende a ignorância!...
Tomo a direita a rua e prossigo, sem máculas de dor que feriram a alma... Saia ileso, não me incomodo: há outras esquinas e eu te pego desprevenido com a minha sobriedade!...
Vá e espalhe a grande nova, que me viu andando despreocupada, após o tombo no palco dia-a-dia; tormenta de mar, navego sem sair do túnel-maremoto!...
Oh, Deus, que me fez gente, aguentando a iniquidade do trato indigente!
Eu mereço, junto aos meus, o sacrossanto direito de me reiterar... Impúrias inglórias, me safo na redoma do que me é impossível...
Não se chuta nem cachorro morto, o que dirá eu, gente e VIVA!
Para os incapazes de pensar e se colocar no banco dos réus, para aqueles que se refazem na intolerância, para aqueles que sorriem da desgraça alheia e para aqueles que ainda me querem derrotada, tenho a clandestina, secreta margem para a veneração.
Pois se matem, invejosos, se quebrem, se arrebentem!...
Quando me olho no espelho ainda, desgraçadamente para vocês, os ímpios, ainda enxergo, tenho olhos de ver e consigo vislumbrar o que almejo...
Miseráveis fragmentados: estou inteira e ainda me deparo sorridente, e eu ainda SOU EU!...

(Imagem:
http://www.sitedecuriosidades.com)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Malicioso ou Pervertido?


Hoje estou acompanhada - e muito bem! - pela minha amiga Valéria Braz!

Flor Val, como carinhosamente a alcunhei, me desmantela com seus comentários esplendorosos!Eles são como artigos, de tão bem elaborados!...

Minha amiga é uma poetisa mágica, cujas palavras dançam em nossa mente, formando um harmônico espetáculo de cor e luz. Editora do blog de poesias Sobre Tudo Um Pouco, quando lemos seus escritos, pensamos sempre que a vida ainda vale a pena, e no momento que Val deita suas sapientes opiniões sobre os artigos alheios, alguma coisa estala em nossos corações avisando-nos sobre o porquê de não termos pensado naquela ideia antes...

Esse comentário em particular que aqui se encontra em forma de post , esteve presente num texto que escrevi - Todo mundo é... pervertido! - e seria quase um crime sua ideia sobre o tema ser apenas "mais uma". Minha amiga me fez ver a outra face da moeda e gosto de enxergar o que não noto de cara...

Por essas e outras que é muitíssimo importante haver essa interação entre pessoas sábias e amigas! O olhar sobre um tema pode ter outras nuances; o crescimento se faz ao admitirmos o quanto ainda temos que aprender!

Sem extensões (admito que sou uma faladeira ininterrupta!), deixo com a querida Flor o pensar. Os olhos que aqui se detiverem, vão ver o tema por outros vértices, tenho certeza disso!...



Malicioso ou Pervertido?

Eu diria que o ser humano é malicioso por natureza e pervertido por condição!

Explico.
A palavra "malicioso" pode assumir dois sentidos: um deles diz respeito a má fé, o outro, ao pensamento constante em “besteiras” com teor sexual.
O sexo faz parte da natureza do ser humano, sendo ele uma energia necessária e importante para manter o equilíbrio do corpo e da mente. Portanto, quando há o encontro sexual entre dois seres, haverá uma vibração energética muito forte, que tanto positiva como negativa, afetará a compreensão e a sensação do momento experimentado. Outra característica importantíssima do sexo (embora inconscientemente) é a de garantir a continuidade da espécie, ou seja, é a garantia de que nunca estaremos sós ou deixaremos nossos descendentes sós.
Pensar em sexo, desejar sexo, falar sobre sexo é mostrar aos outros da espécie, que estamos aptos a dar e receber esta energia, mas que não significa que faremos qualquer coisa por sexo ou para experimentar este desejo. Mostramos os limites, com as fartas mensagens que enviamos.
É neste cenário que entra a malícia no sentido sexual, e que todos possuímos em maior ou menor grau. Isto nos permite mostrar ao outro nossa capacidade e disponibilidade de sentir e viver as necessidades que vêm deste apelo sexual, e que trazemos inerentes em nossa mente e corpo, mas delineada pelos limites assumidos com a sociedade e nossas características de vida, buscando não somente o sexo em si, mas o encontro sexual.
A palavra "pervertido" pode assumir três sentidos. Um deles é o da pessoa que faz coisas indecentes e em lugares indevidos e só pensa em sexo; o outro é com a conotação de corromper, desmoralizar e, por fim, como desvio de interpretação às normas e que não aceita as coisas como elas são.
Ao aceitarmos ser rebaixados e desrespeitados, trocando o apelo das sensações pelo apelo das condições, ou seja, para ser gostosa, aceitamos ser cachorras, pra sermos desejadas, aceitamos nos tornar algo pra alguém "pegar", estamos aceitando a condição de pervertido ("fazer coisas indecentes em lugares indevidos, desmoralizando e corrompendo nossos valores e por fim tendo um desvio de interpretação de como são as coisas"), para que possamos nos tornar aquilo que o outro quer, de forma a receber o que naturalmente nossa natureza necessita – sexo. Mas quando fazemos isto, perdemos a noção dos nossos próprios limites, e o sexo deixa se ser natural para ser um jogo de dominação, onde o dominado só receberá, se aceitar ser o que quer o dominador.
Por isso, ser pervertido é uma condição, porque tanto o dominador como o dominado são capazes de fazer e aceitar qualquer coisa pela condição de ter o prazer do sexo e não necessariamente do encontro sexual.
Percebemos a diferença entre o malicioso e o pervertido muito fortemente na nossa cultura musical. Músicas que tratam do sexo em termos de sentido, de sensações e momentos.
Um exemplo é a música da Rita Lee, Mania de Você, que nossa amiga Mary utilizou para ilustrar o post Todo mundo é... pervertido!, que retrata a beleza do encontro a dois, e a força da energia sexual.

E, músicas que claramente ofertam uma forma de ser, como condição de ter acesso a energia sexual, independente de ser um encontro a dois. Como por exemplo, a música do Michel Teló, Aí se eu te pego e do Bonde do Tigrão, Só as Cachorras.
Afirmo que sou uma amante do sexo e das deliciosas malícias que podemos compor com as sensações que ele nos permite, sem agredir a verdadeira intenção do encontro a dois, que é cada um ser o que é, e nas diferenças transmutar esta energia.
Mas jamais aceitarei a condição de pervertida, por não acatar condições para receber e vivenciar a deliciosa experiência de tocar o que não se vê e refletir na pele o que apenas se sente, ou ultrapassar meus limites para ter os prazeres da energia do sexo.


Valéria Braz


Obs.: Bem concernente às ideias de Valéria neste artigo, se encontra o poema de sua autoria, Metáfora de amor, onde ela retrata o encontro a dois, a junção do eu + você, que resultam em nós. Confira em: http://valeriabraz.blogspot.com/2010/10/metafora-do-amor.html


(Imagem:
Fonte desconhecida)

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Maior a procura, pior a oferta...


Combinação entre os donos das máquinas, quando sabem da procura crescente: oferecem o que há de pior!
Onde está escrito, desconheço, de que se alguma coisa é boa para a maioria, há um relaxamento de produção, causando desconforto e insatisfação com o que costumávamos idolatrar.
Vejo isso por toda a parte, desde produtos inócuos a celebridades, fingidoras de que são "originais", os seus auto-plágios...
A "Lei do Papagaio", aquela que sobressai a repetição, assemelha-se à praga: espalha-se com uma facilidade única...
Sordidamente cosmopolita, a trilha para o sucesso do que for, é espalhada por partes dos quatro cantos, impensáveis até em cérebros ilimitados...
Por onde andam a qualidade, o bom gosto, a logicidade e a decência nos meios sociais?
Sempre achei que o certo era olharmos ao redor e buscarmos o que nos fosse de melhor, mas vejo que se eu procurar demais o que me interessa, interarei o seguinte: se é bom, vai ficar pior...
Sou noveleira, não das mais fanáticas porque sobrevivo sem os folhetins, só que meu senso ainda está aqui, de eleger o que me agrada.
Apreendo-me em ser uma motivadora do ruim. É... Novelas que fazem sucesso são esticadas à exaustão!
E os filmes de super heróis, onde estão? Será que "beberam" criptonitas de suas fragilidades sobre-humanas?
Nunca vi uma safra tão inferior de produções "papagaísticas"!... (Mer... cadoria! Por que Homem -Aranha 1, 2 e 3 tinham que ser tão bem feitos?!)
Por esses dias assisti a uma entrevista do Erasmo Carlos, numa dessas reprises que os canais proporcionam pelo mês de janeiro ( eles entram em "férias coletivas", e o público, em via de regra, paga o pato...). Mostraram, entre uma chamuscada biográfica e outra, uma capa de um artista alemão, um DJ com nome jamais detectado por mim antes - Morlockk Dilemma- que fora clonada sem piedade, da do "amigo do Roberto". Parecia fotocópia colorida, adulterada apenas por uns caprichos do photoshop, tão idêntica, que não tem como fugir do termo plágio, ao notar-se o design tão bem "sugado" do cantor brasileiro... (Observe as duas imagens abaixo e note o descaramento do europeu!)Ali, quase praguejei Andy Warhol, com a popularização da arte. Não pode, sr. Warhol, arte não pode ser copiada! Não, NÃO PODE!...
Michael Jackson sofreu tudo o que tinha direito ( e o que não tinha também) diante das muitas "barbeiragens imitadoras" que praticaram em cima de suas performances inimitáveis! (Havia mais gente que "sabia" dançar moonwalker, que crianças comendo chocolate...). Amy Winehouse era outra explorada pelos pouco criativos e nos deixou um legado: foi uma das cantoras mais copiadas de todos os tempos!
Qualquer dança legal resulta em muitas bandas que fazem as mesmas coreografias.
Ultimamente tenho temido o que presta, ou melhor: o que faz sucesso!
Se alguma criatividade explode, as imitações eclodem e sabemos, por intuição ou sabedoria latente, de que cópias não fogem a sua significação, logo, nunca passam de repetições olvidáveis...
Tudo o que é apreciável por muitos, concorre a ser buscado, a procura transitando pelos espaços em branco, onde para preencher, é necessário inspiração.
Um tanto citados por mim em muitas das minhas elocubrações, ditados populares acrescentam ao que escrevo, sua pitada de tempero ao paladino literário. Num desses aprendi que "Isso aqui está bom, e se melhorar, estraga", causando a minha total aprovação.
Os grandes devem ser cultuados, não imitados!
Nada de tentativa de melhoria ou a insanidade do oco saber, para a "sucção" da ideia alheia!
É fato, e eu desprezo, a "dinâmica de grupo" para o prosseguimento da "fórmula".
Costuma pagar preço elevadíssimo, aquele que tomou o "atalho", achando ser o "caminho certo".
Boa árvore se vê pelo fruto, bons artistas se vê por sua capacidade de criação!
Um mesmo tema pode ser repetido à exaustão, mas o resultado, ou seja, a obra, não pode ser extendida...
As novelas - novamente as relembro-, cujos temas amor, intriga, maldade, inveja são assuntos na pauta de qualquer autor, mas quantas vezes vimos vida inteligente por trás daquela "fórmula" aparentemente recontada em mil?
Porque os temas são iguais, só que quem segura o rojão das laudas diárias, aquele autor de 180 páginas rendendo em diversos capítulos, tem a fertilidade da mente para poder fazer do lugar-comum, a impressão da novidade. Isso é arte, e é aí, puxando criatividade do óbvio, que se nota o artista!
Nas ruas, tudo igual, como se fôssemos iguais... Os vestidos, os celulares, os notebooks: a "geminidade" que não deveria existir!
Desenvolvemos ojeriza por uniformes escolares (adolescente adora costumizar blusas e mochilas!) para, no bailinho, estar todo mundo com o tênis estilo All Star, e da mesma cor, tanto os meninos quanto as meninas...
Uma noção enjoada me assalta de que maior a procura, pior a oferta...
Cadeia de ecos vai se perdendo conforme a imitação se dá sucessivamente, e no final, já não "escutamos" mais a originalidade do princípio, formando uma coesão com a consagrada brincadeira do "telefone sem fio": quem recebe, após os muitos comunicados anteriores, a mensagem limpa a qual propusera o primeiro da fila?
Talvez eu esteja sendo um pouco radical ou cética demais, entretanto, não vejo muito futuro no que se repete, mesmo quando se tem qualidade.
Mais uma vez reflito sobre uma frase do Nelson Rodrigues, que eu nunca tinha entendido direito, muito menos concordado, e que tem me servido em várias interpretações por esses dias.
Acredito que, quando disse: "Toda unanimidade é burra", estaria o fabuloso dramaturgo querendo argumentar, dentre as muitas ideias, que se você pensa igual ao outro, tende a limitar-se, sem contar que passa a imitar certos procedimentos.
Imitação não desenvolve, limita os pensamentos, e se a unanimidade se concretiza, você fornece a uma grandiosa descoberta, a burrice de seu comodismo...


(Imagem inicial:
http://luizgeremias.blogspot.com

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Imagem da capa:

Fonte desconhecida)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Adoro BBB!


Gente, não há como negar: ADORO BBB!
Fico me perguntando se alguém nessa vida - que seja normal - também não adore...
Como não gostar de algo que se espera com ansiedade e transforma nossos dias, seja de que maneira for?
Para quem ainda não curte, seguem aí algumas vantagens que elaborei; acho que conseguirei convencer os mais céticos...
Vejamos:

  • É ótimo, mas não acontece sempre, o que faz com que não nos enjoemos dele;
  • É democrático;
  • Satisfaz a qualquer um, de uma maneira ou de outra;
  • Alegra quem esteja deprimido;
  • Pode render assunto por horas, em qualquer situação;
  • É fácil falar sobre porque não exige uma cultura muito requintada;
  • Não precisa de hora marcada para enfocar o tema;
  • Engloba todas as faixas etárias, da criança à melhor idade;
  • Toda vez que se conversa sobre ele, sempre há alguém que fica eufórico, explicando os detalhes;
  • Uma vez que tenhamos contato, ficamos viciados, querendo mais e mais...
Mas... Espere aí!
Você não está pensando que me refiro ao Big Brother Brasil... está????
O meu BBB é BEM melhor que esse, posso apostar com qualquer um!...
Quer pagar para ver? Pois lá vai!!!!
Apresento a você, com toda a pompa do Universo o...

BOM
BONITO
BARATO

Desse você nem recordava, confesse!... Bingo para mim!
Eu chego em uma loja qualquer e é atrás desse trio maravilha que corro, porque não tem nada que supere a união de qualidade, estética e economia no meu modo de ver!
Tenho um par de óculos escuros, de alguns anos, que é um dos maiores exemplos de BBB que me interessa, com o qual "tiro onda" de bacana, e um edredon que era um escândalo de BBB (agora um tanto envelhecido) que sempre foi o meu orgulho!!!!
Se quiserem me irritar "na moral", me comparem com alguma ex-BBB!
Uma vez me chamaram de Fani Pacheco, minha conterrânea aqui de NI, que ficou "famosa" no programa por gritar: "UHUUU, Nova Iguaçu!" .
Não sei se era o penteado ou a roupa, mas a coordenadora do Curso de Letras da minha ex-faculdade, me observou risonha, e exclamou:
- Olha aí a Fani morena! - achando que era um elogio.
Contive minha indignação momentânea, emitindo apenas uma ressalva:
- Mas ela também é morena! Só que pinta o cabelo de louro... - respondi, com um sorriso meio forçado.
Tentativa tosca, eu sei, de ofensa à ex-reality show, dizendo que eu era natural e a outra, não!... Até que colou: a coordenadora pareceu preferir mais a mim no fator naturalidade...
Devo destacar, no entanto, que nada tenho contra à pessoa da moça, pois demonstrou ela uma amorosidade muito grande ao povo iguaçuano, ao dividir o palco com o então prefeito Linderberg Farias que a homenageara na prefeitura , tratando a todos com muita educação (segundo pessoas que foram vê-la) , e também ao chamar mais da metade da cidade para seu aniversário, no corrente ano pós-programa global. Só de deboche ("Ai, como sou bandida!"), a mencionada big sister também é uma Miranda: seu nome completo é Fani Miranda Pacheco! (Como se vê, é o "entretenimento", do qual fez parte, que não suporto!...)
Por isso que, quando rumo às compras, obviamente, não tenho como pensar em outra coisa senão no BOM , BONITO e BARATO... É nele que penso o tempo todo; acho acolhedor encontrar o trio nos lugares que vou!...
Lanço ao ar, meu suspiro mais profundo: ADORO BBB!
Apesar dos pesares, tenho consciência que há muitos que optam pelo BBB consagrado por aqui, em nossas férteis terras tupiniquins, aquele que é bochicho durante os três primeiros meses do ano, trazendo querelas, debates em redes sociais, virtuais e rodas de amigos.
Sem compromisso com o moralismo (ainda assisto novelas... a das 6h e das 9h!), verto meu raciocínio do horário competente àquela programação sazonal com a sigla de letra repetida, para meus livros ou buscas na indefectível internet.
Por fim, se eu puder convencer alguém nessa busca derradeira de que meu BBB é superior sob qualquer aspecto ao outro, argumento que tudo que foi chamado de BOM, BONITO e BARATO que obtive nas compras, foi correspondente à proposta. Os vários produtos nessa cadência que me interessa, se mostraram eficazes; nunca me decepcionei!...
Em contrapartida, nenhum BIG BROTHER BRASIL correspondeu à significação da sigla: o que vemos, no limite máximo de algo louvável, é BRASIL, mas que de BIG BROTHER (grande irmão), infelizmente, não chega nem perto...


(Imagem:
http://www.papeldeparede.etc.br

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