CANAL RONRONS E GATICES
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terça-feira, 30 de junho de 2020
Saiu a Lei Aldir Blanc
Depois de muita luta, finalmente saiu a lei que favorece os artistas autônomos, a Lei Aldir Blanc.
Era muito necessário que ela surgisse, pois há muitos artistas que,por conta da pandemia da Covid-19, estão sem ter de onde tirar o sustento.
Assista ao vídeo e deixe a sua opinião.
Pode ser aqui no blog ou no próprio canal Mary Difatto.
Saiu a Lei Aldir Blanc
(Imagem:
https://www.facebook.com/MaryDifattoOficial)
segunda-feira, 11 de maio de 2020
Regina Duarte me decepcionou
Infelizmente Regina, considerada uma das maiores atrizes do País, não está fazendo nada em prol da Cultura, e isso é motivo para uma sensação de desprezo da Secretária para conosco, amantes da arte.
No quadro "Cismei de falar...", no YouTube, explico o porquê da minha maior decepção nesses últimos dias.
Para assistir, clique no vídeo abaixo!
Regina Duarte me decepcionou
(Imagem:
https://www.facebook.com/MaryDifattoOficial)
quarta-feira, 29 de abril de 2020
O Que Você Está Maratonando?
É claro que isso acontece em qualquer época.
Mas, por motivos óbvios, a quarentena que a pandemia do Coronavírus nos obrigou a realizar, catapultou mais ainda a nossa tendência do tão difundido "maratonar" obras de entretenimento.
No Cismei de Falar... de hoje, eu trouxe essa pergunta: o que as pessoas em geral andam maratonando?
Assista ao vídeo e deixe seu comentário no YouTube ou aqui mesmo no blog!
O Que Você Está Maratonando?
(Imagem:
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quinta-feira, 26 de março de 2020
Coronavírus no Brasil é motivo de pânico, sim!
Só se fala ultimamente, por motivos óbvios, sobre a pandemia do Coronavírus, o Covid 19.
É estranho que ainda existam pessoas que não estão levando a sério o caos que isso pode causar em nosso país, por aquelas razões de sempre: falta de estrutura.
Deixo o meu parecer no quadro "Cismei de Falar..." no meu canal Mary Difatto.
Assista e comente a sua opinião, no canal mesmo ou aqui no blog Fatos de Fato.
Um forte abraço e se cuide o máximo possível.
Coronavírus no Brasil é motivo de pânico, sim!
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terça-feira, 18 de fevereiro de 2020
The Room - O pior filme de todos os tempos
Há bem pouco tempo - coisa de dias - descobri um filme chamado The Room, que foi produzido em 2003, o qual me chamou muito a atenção.
O roteiro, a produção, a direção e o protagonismo do filme é de Tommy Wiseau e traz no elenco nomes como os de Greg Sestero (que ajudou Tommy na produção) e Juliette Danielle.
Seria um trabalho cinematográfico como outro qualquer, se não tivesse um epíteto tão peculiar: é considerado o pior filme de todos os tempos!
Fiquei curiosa, o que me levou a assisti-lo.
Minhas considerações sobre esse trabalho, faço no Cismei de falar..., quadro do meu canal do YouTube Mary Difatto.
Você já assistiu ao filme? O que achou dele? Se não viu ainda, ficou curioso em assisti-lo?
The Room - O pior filme de todos os tempos
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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
Democracia em Vertigem - Diretora Petra Costa indicada ao Oscar
O tema do Cismei de falar... de hoje, é sobre a indicação de Petra Costa ao Oscar de melhor diretora de documentário, pelo seu trabalho em Democracia em Vertigem.
Fiz as minhas considerações, já sabendo que o tema é controverso porque envolve a situação atual de nosso país, essa polarização que tomou força e forma nos últimos tempos.
Como estamos numa democracia, logo entende-se que há o direito de se ir e vir.
Portanto, quem quiser comentar, pode fazê-lo aqui no blog ou no próprio vídeo no canal Mary Difatto.
Para assistir, basta clicar no vídeo logo abaixo!
Democracia em Vertigem - Diretora Petra Costa indicada ao Oscar
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2020
"Bom Sucesso", uma grande novela
No Cismei de Falar..., de hoje, resolvi tecer minhas considerações sobre a novela Bom Sucesso, que passa às 19h na Rede Globo.
Falo sobre passagens que me levaram a gostar tanto da novela.
Levando-se em conta que essa obra do horário das 19h já ultrapassou a audiência - e por várias vezes - a da novela das 21h, que é considerado o horário nobre da TV brasileira , podemos considerar o folhetim de Rosane Svartman e PauloHalm, um verdadeiro fenômeno
Assista ao vídeo e veja se concorda ou não com o que digo.
Você pode comentar aqui no blog ou no vídeo no YouTube.
Bom Sucesso, uma grande novela
(Imagem:
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terça-feira, 7 de janeiro de 2020
Eu adoro ler!
No Cismei de falar... de hoje, meu quadro no YouTube, comento sobre as definições costumeiras do que é ser leitor, do que é literatura.
Afinal, leitor é só quem lê os clássicos?
Ou leitor é aquele que, independentemente do gênero escolhido, sente prazer ao degustar uma obra literária?
E você, o que acha?
Assista ao vídeo, e dê sua opinião aqui no blog ou no próprio canal Mary Difatto.
Eu adoro ler!
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terça-feira, 17 de dezembro de 2019
Melhores do Ano 2019 - Você concorda com o resultado?
Todo ano em dezembro, ocorre o troféu dos melhores no programa Domingão do Faustão.
Como sempre, o resultado agrada a uns, e chateia outros.
No meu canal Mary Difatto, deixo a minha opinião sobre os artistas vencedores, explicando o porquê das minhas escolhas.
O quadro é o Cismei de Falar..., onde trago temas que me chamem a atenção de alguma forma.
Para assistir, é só clicar no vídeo abaixo.
Tenho certeza que em relação a alguns resultados, você vai concordar com as minhas considerações!...
Melhores do Ano 2019 - Você concorda com o resultado?
(Imagem:
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sexta-feira, 13 de dezembro de 2019
Éramos Seis - O que eu acho da novela
Criei um quadro no canal Mary Difatto no YouTube, o Cismei de Falar..., onde deixarei minhas opiniões sobre assuntos diversos.
Como estreia do quadro, escolhi a novela Éramos Seis, uma novela das 18h, produzida pela Globo, que está sendo alvo de comentários e comparações.
Para assistir, clique no vídeo.
Querendo deixar o seu comentário, pode realizá-lo aqui no blog ou no YouTube.
Éramos Seis - O que eu acho da novela
(Imagem:
https://www.facebook.com/MaryDifattoOficial)
quarta-feira, 13 de março de 2019
Papo Geral - José de Abreu - O Autoproclamado Presidente do Brasil
No Brasil e pelo mundo, andam acontecendo coisas que não imaginávamos surgirem uns bons 10 anos atrás.
Em nosso país em particular, devido a uma polarização política existente - direita X esquerda - os adversários têm criado N situações para se oporem ao que consideram errado no Governo vigente.
José de Abreu, um consagrado ator da Rede Globo de Televisão, teve esse insight: autoproclamar-se presidente do Brasil.
É o que o Papo Geral está debatendo dessa vez. É certa ou errada a postura do ator?
Assista ao vídeo e comente, se sentir-se à vontade.
Papo Geral - José de Abreu - O Autoproclamado Presidente do Brasil
(Imagem:
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019
Papo Geral - Lei Multa Clientes da Prostituição na França
A França resolveu frear a prostituição no país, através de lei mais rigorosa, que já foi constitucionalizada: multa alta para clientes que fazem uso dessa profissão.
Desta vez, o Papo Geral trouxe o assunto à baila, numa conversa informal, embora informativa.
Para assistir, basta clicar no vídeo abaixo.
Papo Geral - Lei Multa Clientes da Prostituição na França
(Imagem:
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
Tragédia de Brumadinho : De Quem É A Culpa?
O que aconteceu na cidade de Brumadinho, Minas Gerais, é algo que nos entristece e causa uma reflexão.
Por que tragédias desse tipo continuam acontecendo em nosso País? De quem é, afinal, a culpa por esse tão horrível acontecimento?
O Papo Geral debate sobre essa problemática.
Assista ao vídeo que está logo abaixo.
As autoridades tinham garantido que "Mariana nunca mais!", e agora a pequena cidade de Brumadinho passa por situação ainda pior...
Tragédia de Brumadinho : De Quem É A Culpa?
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
Papo Geral - Pai de MC Melody Pode Perder a Guarda da Filha por Erotização
Um assunto polêmico cerca a cantora mirim MC Melody: seu pai pode perder o direito de cuidar da própria filha.
A pequena artista (ela só tem 11 anos), é superexposta na mídia, e seu comportamento erotizado, é considerado fora de adequação para a idade.
Esse assunto foi debatido no vídeo do Papo Geral desta semana.
Assista e deixe a sua opinião!
É um assunto delicado, mas que merece a nossa atenção e pensamentos mais reflexivos.
Papo Geral - Pai de MC Melody Pode Perder a Guarda da Filha por Erotização
(Imagem:
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terça-feira, 15 de janeiro de 2019
Papo Geral - Para que Serve a Lei Rouanet?
Há uma grande confusão sobre qual seria a sua função verdadeira.
Afinal, para que serve essa Lei que muitos gostariam de ver extinta?
No Papo Geral desta semana, o assunto é debatido.
Assista e dê a sua opinião!
É só clicar no vídeo abaixo.
Papo Geral - Para que Serve a Lei Rouanet?
(Imagem:
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
Papo Geral - Mulher é Abusada 20 Vezes por João de Deus
Estreou, no dia 26 de dezembro, o quadro Papo Geral - que faz parte do programa Rock, Pop Entre Outros Sons - no canal Mary Difatto, no YouTube.
Papo Geral é um debate tranquilo entre eu, Mary Difatto e o meu irmão, Henrique Difatto, sobre um tema que ele traz como pauta do dia.
O vídeo de estreia fala sobre a notícia: "Mulher é Abusada 20 Vezes por João de Deus", assunto esse que é um dos mais comentados e debatidos em muitas mídias incluindo, naturalmente, as redes sociais.
Toda semana traremos temas relevantes, para que o enfoque seja o mais lúcido e imparcial possível.
Se gostar, inscreva-se no canal Mary Difatto: https://www.youtube.com/c/MaryDifatto
Nós agradecemos desde já!
Logo abaixo, encontra-se o vídeo.
Obs.: Apenas como curiosidade, 26 de dezembro foi o meu aniversário!...
(Imagem:
https://www.facebook.com/MaryDifattoOficial)
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Sou a favor do politicamente correto!
Mudamos de conceitos. Aquela "metamorfose ambulante" convidativa, que nos impulsiona a deixar de lado os paradigmas pré impostos, são perfeitos já que preferimos trazer novos olhares, "do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo".¹
Eu tinha uma ideia diferente da definição - politicamente correto -; achava-a castradora e ultrapassada.
De uns tempos para cá, raciocinei sob outros prismas, e vi que faz sentido sermos politicamente corretos em muitos casos, sobretudo quando se trata de preconceito de qualquer ordem.
Assista ao vídeo e diga se você concorda ou não com a minha ótica sobre o assunto.
Vídeo: Sou a favor do politicamente correto!
¹ Passagem da música Metamorfose Ambulante, de Raul Seixas.
(Imagem:
Fonte desconhecida
Edição de imagem:
https://www.facebook.com/MaryDifattoOficial)
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Lendo nas entrelinhas
Nem sempre o que é bem explicado, fica claro em nossas mentes. A inteligência humana ultrapassa o entendimento fornecido por um simples cérebro.
Eu gosto de explicar o que acho que sei, é verdade, mas tenho consciência da insignificância deste meu zelo por transmitir informações, quando esbarro com situações as quais não tenho domínio.
Em dezembro do ano passado, por exemplo, eu andava despreocupada, ainda que atenta, nas ruas do Centro do Rio, quando um desses "motoristas" de táxi (sim, esse era com aspas mesmo!), vira a esquina que eu estava atravessando, sem o mínimo de cuidado, quase me atropelando.
Minha vida salva por apenas segundos! E o mais interessante: só não fui atropelada porque o som de desgoverno do automóvel me forçou a me jogar para trás, o suficiente para sentir o ventinho da corrida amarela do transporte.
Cadê o brilho de estrela do cérebro eminente? O que valeu ali, naquele momento, foi apenas a prática, o costume de ver ensandecidos disfarçados de guiadores de carro.
A tal "leitura de mundo", tão apregoada em aulas de literatura ou de filosofia, parecendo um filão brega e repetitivo, de que o que vale é o que você entende acontecendo ao redor, se faz de suma relevância em momentos quais aquele que me obrigaram a passar. Tive que "ler", e às pressas, o que rolava por ali, tão perto de mim, que até doeu a alma.
Fiquei dias pensando, remoendo o arremedo de instante, tão curto, tão fácil de jogar fora do mnemônico que, porém, poderia ter me levado a vida. Um subentendido que está difícil de digerir até hoje, por mais que eu tente me convencer de que "já passou".
O que mais assusta em viver, é saber que muito do que aprendi posso usar no meu cotidiano, e muito do que não aprendi, não será possível de se aprender... SÓ o momento vivenciado tem condições de me passar subsídios de como resolver essa ou aquela problemática; SÓ vivendo é que posso saber.
É lendo nas entrelinhas que temos aparato para argumentar o conhecimento. Porque entender é maior que o jargão básico do ensino, que consiste em poder transmitir o que se absorveu. Entender é conseguir usar o que aprendeu, no momento certo, no local exato. E se a situação que a própria vida nos propôs, não temos na gaveta mental para a solução, é SÓ a entrelinha que virá em nosso socorro, um som, um gesto, um espirro de comunicação, um repente de olhar, algo que forçará o nosso eu a compreender o que ocorre, e o plantão médico da salvação ocasional, estará lá, plantão de equipe única, espécie de "exército de um homem só", que habita nossos íntimos para ocasiões diversas.
As figuras de linguagem estão ficando obsoletas com o uso da tecnologia, e pela falta de ânimo em se dar ouvidos a pessoas ("Eu presto muita atenção ao que o meu irmão ouve" ¹ anda parecendo discurso de livro do milênio passado, o que é uma pena...) . Ninguém quer "ler" mais o seu semelhante.
Não esqueçamos que essas figuras são aquelas que trazem o por trás da cena; é preciso ir além das palavras. Sem essas figuras, muito do humano racional esmaece, já que é necessário capturar o abstrato do que se diz, entender a ironia, a metáfora do que se fala, escreve. É necessário "ler", insisto, o (a) interlocutor(a), o que dá certo trabalho para esse ataque de "eu" em massa que nossa sociedade arquitetou tão arrogantemente em nosso seio.
Seguindo adiante sobre o conhecer o que não é explicado, ainda revigorante no meu verbo lá do início, tentando desmascarar o "motorista" que quase me atropelou: será que ele percebeu o quanto fiquei abalada, mesmo saindo ilesa? Notou meu riso irônico, apontando o carro com o significado de "está valendo isso?". Creio que não; deve ser mais um desses camaradas dos conceitos A tirados na escola, que pouco se aproximam de gente, atento a letras e números imediatos.
Ele entenderia apenas uma linguagem: aquela que coloca a mão no bolso (dele). Eu poderia processá-lo por quase lesão corporal ou, sendo mais fatalista, por quase óbito. E ele só sentiu-se o supra sumo do volante porque saiu desabalado e não feriu ninguém. Porque o "quase" não é o bastante, essa entrelinha não o faria rever conceitos. Não o faria aprender.
Eu há muito tempo sei que "tudo o que se vê não é igual ao que a gente viu há um segundo"², e essa percepção faz com que me fortaleça a cada instante, já que sempre haverá um convite para nós, para a visão do que os olhos não veem.
Aprendamos a ler mais, aprendamos a estar diante do que não se absorve em escolas e livros, com o coração aberto a novas informações.
Esse tipo de aprendizagem é repentina, não menos, porém, importante.
Naqueles segundos preciosos percebi, com muito prazer, que eu Ainda Estou Aqui ³. Mais chance para fazer o que quisesse: reclamar, dormir, comer, viajar, estar.
Até mesmo para aprender.
E até para notar que há vida - quem diria? - numa entrelinha de entendimento.
¹ Trecho da música Esquadros, de Adriana Calcanhotto.
² Trecho da música Como uma Onda, de Lulu Santos.
³ Título do livro de Marcelo Rubens Paiva.
(Imagem:
Fonte desconhecida)
domingo, 25 de outubro de 2015
A Capacidade de Sermos Fênix
(Post escrito por Mary Miranda especialmente para Fênix - Vidas Que Renascem,
blog de Jackie Freitas)
Num tratado de sobrevivência insofismável, no derradeiro senso de conquista tendo o céu como limite, nós, insondáveis como seres pensantes, abrimos asas e voamos para onde quer que as elas alcancem!
A linha que corta o horizonte não é aquela do imaginário Equador, pois se há alguma benevolência em se pensar, é que a estrutura mental do ser não embota a mente para o infinito!
Reduzidos a pó, pá de cal tremente em cima dos corpos pulverizados, lá adiante, fortalecidos, nos pomos de pé, prontos para a luta subsequente!
Inglórias lembranças ainda no presente, passados que torturam e um futuro incerto talvez propulsores de dor, não resistem à força que emana da lógica de que acasos não existem, fazendo-nos crer numa
improvável, conquanto agradável, sensação de retorno e garra, vitória e sucesso meritórios!
O que chamam de 'tirar leite de pedra' é a caraterística principal de qualquer Fênix!
Saber-se combalido, restrito, extinto, e assim mesmo levantar a bandeira dos imortais, retirar de um chão inexistente, um céu de estrelas que fulguram o olhar do meu irmão, do meu semelhante, é ter
nas asas de ave castigada, um arsenal ilimitado para uma guerra de paz...
O olhar de uma benevolente ave Fênix é sempre à direita. Via única, não tem opção...
Escorreguemos uma vez só a visão para a esquerda e o ato segrega dimensões nefastas, incongruentes!
Ave Fênix, no sentido de amor e ressurgimento, é para a direita o seu alvo! O lado da Justiça, da Certeza e do Pai!
Injustiçada, a mitológica ave confundida com o Mal, agora não tem como refazer-se desses valores ímpios construídos numa Grécia longínqua!
Como ave redentora, construidora de sonhos, assim mesmo, com opções mínimas, conduz a orquestra do florescer!
Essas cinzas surgidas após a sua destruição na fogueira, têm função única em sua nova vida: saber que tantas tragédias surgirem, tantas tragédias vencidas...
Nascendo e renascendo, nascendo e renascendo, voltem cinzas para o seu lugar, porque Fênix não desiste nunca, imortal e sobrenatural, acalentando no seu ninho seus rebentos, seus descendentes, não como filhos de carne, mas filhos de luta eterna e etérea!
O poder que há nesse estigma em se olhar para a direita, simbólica de bem, é reduzido? Não cabe ao homem entender sobre Céus...
Pois se o olhar é para a Direita, o Amor de uma Ave Fênix continua cabendo no lado Esquerdo do peito!...
E se essa luta armada para vencer obstáculos imaginários ou reais, sendo feita de linha de Equador, Greenwich, numa Via Sacra, Láctea, Via Crucis, se isso tudo corresponde, transmuta, absorve, corrobora para favorecer um néscio de ser, um espirro de vivência, se trouxer bondade, vamos à ela, então, ressurgindo e ressurgindo, vindo as cinzas para lembrar-nos que podemos sobreviver!
Captação de recursos que somente a dor pode liberar! Alguém aprende a ser bom, quando se está bem? É na dor, somente na dor, que reconstituímos nossos pedaços soltos...
A Fênix, sem contrariar essa verdade, se torna melhor à cada destruição de sua existência!
Como que dizendo a que veio, peça por peça encaixada no seu quebra-cabeça para o estímulo!
"Se eu retirei desse solo o que não me permitiram, você pode retirar desse solo, o que eu te forneço agora!", esse é o jeito de uma Fênix nos convencer que podemos mudar destinos...
Não nos conduzamos à mistificação, não louvemos como impossível aquilo que os olhos não veem!
Se uma Fênix só pode olhar para a direita e enxerga por todos os ângulos, por que nós, os illimitados, infinitos, cíclicos, nos restringiríamos ao comodismo?
Todos nós temos a obrigação de sermos a Ave Redentora!
Porque o que nos faz Fênix é exatamente nossa capacidade de nos reinventarmos, superarmos as cinzas que povoam muitas vezes nossos corações, e aparecermos logo adiante, radiantes, formosos, fortes para a próxima batalha para o bem!
Que cinza seja sempre a cor que tonaliza vestuários.
Não deixemos o dia cinza, não façamos dos nossos dias, cinzas!
Libertemos a nossa Fênix mais primorosa, aquela que voa longe, atravessa mares, e que encontra sempre um lugar prazenteiro no coração daqueles que trazem a pureza de alma, sabendo que a esperança é como uma flor, que nem sempre nasce num jardim, mas jamais perde o seu
encanto...
(Imagem:
Fonte desconhecida
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domingo, 26 de julho de 2015
Saída da zona de conforto
Sempre que eu paro para pensar, é um pesadelo: descubro que preciso ser. E para eu ser, preciso ir... Meu ser tomado por dúvida, vontade, sandice, solicitude, devaneio, entorpecimento...
E quem foi esse tal que inventou que é preciso ir, seguir, começar, retomar?
Droga de vida, que não me deixa aquietar num canto e me acomodar no ápice da minha preguiça. Preguiça a la Macunaíma mesmo, preguiça de ter que fazer tudo, com um buraco negro do caos, levando para o nada.
Nesse abismo indeferível, ali estou bizarramente incongruente; aqui se faz, aqui se paga. E o preço é mais alto ainda quando você não fez nada por si.
- Droga de vida! - agora sou eu, gritando.
Tento fazer algo. O quê?, uma vozinha agora covardemente miúda me indaga.
É urgentemente necessário sair da leseira de apenas ficar e ir à vida, seguir em frente, TENTAR!
Daí paro para pensar mais ainda, se corro o risco de ser feliz se eu continuar na labuta de "mudar o rumo dessa prosa".
E dá-lhe de questionamento, dá-lhe de humanamente me esgueirar para a introspecção, dá-lhe de me certificar de que há certeza, dá-lhe de me desfazer na areia do tempo e espaço, e voltar para o ninho acolhedor, aquele da recepção conveniente, embora de alto teor de amargo no ser.
Alguém por aí inventou o preciso ir.
Preciso ir por quê? Por que é algo a ver com o fenômeno da natureza, qual trovoadas e chuvas em tardes torturantes de calor-Rio? Será que é preciso seguir em frente por que há a esperança de encontrar alguma surpresa Kinder Ovo ali na esquina, surpresa dispensável quando descobrimos a incógnita? Ou seria por que todo mundo - Ai, que preguiça... - nos exige um movimento crescente indo ao longe? Ou talvez por que - Ai, que preguiça... - "gente" rima porcamente com "ir para frente"?
Detesto formar a massa que faz o bolo do "geral faz isso" porque, como diria Nelson Rodrigues: "A unanimidade é burra". Mas...
... Droga de vida!
Se eu não sigo para frente, o que posso fazer comigo? É me deixar morrer, esquecer, tomar aquele remédio adverso da memória, evitar o jogo mnemônico, correr das palavras cruzadas, causar propositalmente o Mal de Alzheimer, só para deletar da mente quem sou, só para não precisar ir, não fazer parte da "unanimidade burra"?
Ai, que preguiça...
Algo em mim, talvez o sexto sentido - talvez eu tenha errado a contagem e esteja no milésimo -, me impulsiona para esse ir, não porque "todo mundo" diz, não porque eu decorei o texto já na tenra infância.
Com honestidade, um certo egoísmo, um ataque de eu, me retruco com maldade, maledicente: "É porque eu QUERO IR!"
Vem lassidão de ideias, chega correndo o pensamento do espúrio relaxamento, sobrevoa nefasto o íntimo pulsante de "deixar pra lá".
Mas é ele, esse "EU QUERO!", que me liberta das amarras da estagnação.
Penso em ir para frente porque é bom demais, mais que suficiente, esse advérbio de intensidade me socorrendo, poder ver a vida lá adiante, pisotear as agruras, me esparramar nos braços do que ainda está por vir...
Começar do zero ou pegar os fios que ficaram soltos, formar novas vestes para cobrir a minha alma de júbilo.
EU QUERO me permitir uma nova oportunidade.
EU QUERO me aventurar em rumos inéditos, talvez nem por alto imaginados antes.
EU QUERO experimentar o que ainda há de eu construir para mim; a vida pode me sorrir, com cores fartas, com a perene dúvida de não saber se irá dar certo.
EU QUERO tentar.
Sim, EU QUERO TENTAR!
Quando penso que ser é ter que me questionar, me calo com idoneidade, com a plenitude da incerteza bailando ferina conquanto fascinante no meu eu.
EU QUERO, sem cobiça, nem omissão. Limpo, claro, certo, imediato.
EU QUERO!, qual resposta infantil.
O mundo só evolui quando é tomado por perguntas, porque seria muito entediante todo mundo explicar todo o mundo...
Vou lá, chegarei na frente e rumarei para esse desconhecido tão inebriante.
Não pretendo errar além da conta, porém, me conscientizo que é arriscado isso ocorrer.
Tentar me recompor de novo; tenho medo. E sei que é humano temer.
NÃO TENHO MEDO DE TER MEDO!
Ficar naquela paralisação me faz mal, caio na rotina de sofrer por não ter tentado.
Vou lá, darei um pulinho no futuro e fico por ali mesmo.
Sou incansável: EU NÃO QUERO parar!
E no meu subentendido, aquele subentendido do meu eu, aquele que ninguém pesca, ninguém tasca - Eu vi primeiro! -, entrementes sorrindo, no mistério do ser, sem travas para me permitir, sem torrente, sem torre, "por lugares incríveis", eu chuto pra trás qualquer alusão ao comodismo.
Descubro sem vergonha alguma de que agora NÃO POSSO parar de ir.
Sim, agora, - Ufa! - NÃO QUERO deixar de tentar melhorar, de tentar conquistar a minha vitória enquanto ser humano.
NÃO QUERO esperar acontecer porque a hora é essa, seja lá qual for que hora é "essa"...
NÃO QUERO olhar o relógio. Tenho "todo o tempo do mundo".
NÃO QUERO estabelecer metas. Salvaguardar desatinos me é, por si só, bem convincente.
NÃO QUERO me frustrar: "Gatos escaldados de água fria têm medo", mas decidi que a não-dor é também sofrimento.
Corro com pressa, com método e coração em frenesi. Ele me chama para o desbravamento. Ali, para ele onde me convida a emoções diversas. Irrequieto coração, que reestabelece a queda para a ternura; que segrega mistérios a se conhecer. Prazer, meu nome é BUSCAR!
Ai, que preguiça?
Por favor, pense! Continue pensando. Só não pare...
(Imagem:
Fonte desconhecida
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