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sábado, 12 de janeiro de 2013

Rio de Janeiro e suas Fazendas Imperiais

Algo a se pensar, quando alguém feito eu, é criada por pessoas como meus pais, que embora tendo chegado à adolescência e idade adulta em cidade grande (minha mãe nasceu na capital, Vitória- ES), trazem a "roça" no espírito!

Ambos foram criaturinhas "subidoras de árvores", daquelas de comer fruta colhidas na hora, de acompanhar a vida dos insetos de perto, de degustarem angu com couve, de saberem se iria chover numa simples olhadela para o céu...

Como uma forma de "tradição", também fiz isso tudo! Por isso que nunca vejo uma formiga como "mais uma"; é como uma infância inteira brotasse num pé de caju!

Nosso quintal é repleto de plantas até hoje e tivemos hortaliças de diversos gêneros ao alcance das mãos!

Meu pai fora criado em fazenda numa época de sua vida, a Fazenda Jaraguá, aqui no Rio de Janeiro, (nascido, porém, em Rio das Flores, perto de Vassouras). Portanto, traz em certos costumes a "caipirice" tão conhecida...

Como uma certa homenagem a eles e a mim mesma, de nossa infância doce e saborosa, transcrevi na íntegra as diversas fazendas imperiais que retirei de um site (Todos os créditos dados no final do post).

Aqui termina minha participação e entra a postagem tão bem cuidada feita a essas lindíssimas, históricas fazendas fluminenses!




 

Antigas fazendas, que no tempo do império foram grandes produtoras de café, e que, passada a fase áurea, foram sendo abandonadas, ainda são encontradas no Estado do Rio de Janeiro, notadamente na área noroeste. Os grandes casarões, hoje recuperados, tornaram-se atração turística e contam muito da nossa história.
Cidades como Resende, Volta Redonda, Vassouras, Valença, Rio das Flores, abrigam um grande patrimônio cultural nessas belíssimas construções, algumas como sedes de importantes entidades municipais ou estaduais, outras transformadas em museus.
Entre as mais próximas da capital, são muito conhecidas e visitadas a Fazenda Três Poços, em Volta Redonda, e a Fazenda Castelo, em Resende.
Em Barra do Piraí, a Fazenda Taquara se conserva nas mãos da quinta geração de seu proprietário inicial, o que garante a autenticidade de seu interior, sendo a única fazenda da região que ainda cultiva café.
Seu belíssimo interior e o seu acervo são rigorosamente conservados, motivo de deslumbramento a todos os que visitam o local.
O Distrito de Vassouras detém alguns dos mais importantes imóveis construídos naquela fase.
A Fazenda São Fernando, em Vassouras, passou por uma recuperação cuidadosa, que contou com a ajuda de arqueólogos. Durante escavações feitas ao redor da sede da fazenda foram encontradas centenas de peças entre cerâmicas, louças e ossos que revelam com fidelidade os padrões e o comportamento daquela época.
Todos os móveis e objetos se constituem herança dos moradores da fazenda, e incluem preciosidades como o batedor de manteiga e o moedor de café, dos anos 1700.

Na cidade de Vassouras destacam-se um chafariz do século XIX no centro da praça principal, a Igreja Matriz, construída em torno de 1860, e a Santa Casa; como curiosidade, esta abriga em seu quintal um túmulo judeu com inscrições em hebraico, o mais antigo do Brasil. No quintal, porque segundo a tradição hebraica judeu não podia ser enterrado em cemitério cristão.
Ainda na praça, a casa da Câmara e a cadeia, um prédio de colunas estilo neoclássico, o Solar do Barão de Vassouras e o Solar do Barão de Ribeirão, atualmente ocupado pelo Fórum. Mais adiante, o Solar do Barão de Itambé, em dois andares. Um casarão chamado Chácara da Era, data provavelmente de 1830/1840, é todo recoberto de hera por fora e mantém o mobiliário original no seu interior (piano, cortinas e vestidos que pertenceram a dona Eufrásia Teixeira Leite, filha de Joaquim Teixeira Leite, seu primitivo dono). Essa casa foi doada para a União, e ali funciona um museu mantido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Próximo a Vassouras, a Fazenda do Secretário, que pertenceu ao Barão de Campo Belo, é uma das mais bonitas, com pinturas internas do pintor espanhol Jose Maria Villaronga.
Intrincados laços de família ligam todos os barões da época, e esses solares todos pertenciam a parentes. Assim como todos esses bens que ficam no centro de Vassouras são tombados pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
Paraíba do Sul também é uma cidade repleta de memórias imperiais, a começar pela ponte ferroviária, em ferro, com cerca de 200m de extensão, construída pelo Barão de Mauá. Pouco distante de Vassouras, no caminho entre as duas cidades, existem duas sedes de fazendas muito bonitas, que podem ser vistas da estrada, mas não podem ser visitadas.
Uma é a Fazenda São Luiz da Boa Sorte, com seu casarão branco e janelas azuis, e tem um alpendre todo envidraçado, o que se constitui uma característica da arquitetura da época, e uma alameda de palmeiras à entrada. Essas palmeiras eram uma espécie de símbolo de nobreza, porque tinham de ser encomendadas especialmente no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e só era fornecida a fazendeiros notáveis ou a municípios importantes.
A outra é a Fazenda Boa Vista, que pertenceu ao Visconde da Paraíba. Sua sede dispõe de 11 janelas e um jardim estilo francês na frente.
Um antigo Engenho de Açúcar se destaca como tendo sido a primeira fazenda de café no Vale do Paraíba. A casa é térrea, cercada de alpendres, primeiro pertencente ao Barão de Ubá, e numa complexa reviravolta de negócios voltando ao mesmo dono.

Às fazendas da região deve-se o grande desenvolvimento da cidade de Paraíba do Sul, onde um bonito parque de águas termais hoje é bastante procurado para tratamento.
Em Valença, a Fazenda Pau D´Alho, em estilo colonial e simples, ainda mantém entre suas atividades econômicas o plantio do café. Em suas terras, além dos pastos para o gado bovino, há plantações de milho e feijão e uma grande variedade de árvores frutíferas. Encontramos também belas quedas d'água e a fazenda mantem até hoje a usina hidrelétrica Vito Pentagna, que abasteceu a cidade de Valença durante muitos anos. Dispõe de localização privilegiada, em meio a um cenário de grande beleza natural.
Próximo à Valença, outra bonita e pacata cidade da região, a sede da Fazenda Juparanã se destaca no alto de um morro por sua bela construção e pintura cor-de-rosa. É uma construção neoclássica, com arcos na frente, muito sofisticada e bonita. O Barão de Juparanã era uma pessoa excêntrica, morava sozinho e não saía de casa. Ao que consta ele só teve filhos com escravas. No cemitério de Juparanã, um cemitério muito simples como qualquer cemitério de interior, existe um imenso túmulo de mármore. É o túmulo do Barão de Juparanã.
Nessa casa funciona hoje um patronato de menores.

Também no distrito de Valença, a fazenda Santa Mônica, que pertenceu ao Marquês de Baependi, é uma das maiores da região. Sua sede possui 19 janelas na frente. É corrente a história de que o Conde de Baependi (filho do Marquês) era genro do Duque de Caxias, e quando Caxias já se encontrava em avançada idade e em adiantado estado de esclerose, foi morar na fazenda, onde morreu. Dizem que Caxias saía a cavalo pelas onduladas colinas da fazenda, fazendo cargas de cavalaria para exércitos inexistentes.
A Fazenda Santa Mônica foi tombada pelo Patrimônio Histórico Artístico Nacional e hoje é uma fazenda experimental, pertencente ao Ministério da Agricultura, podendo ser visitada nos dias de semana.

A cidade de Valença guarda dos tempos imperiais os jardins ingleses, com um chafariz de granito de 1850, funcionando até hoje. O granito, muito utilizado na arquitetura da época, marca presença em vários prédios, como esquadrias de portas e janelas.
O prédio que hoje abriga um colégio estadual pertenceu ao Visconde de Rio Preto, um dos mais importantes e sofisticados fazendeiros da região.
Na Santa Casa de Valença tem destaque uma coleção de quadros dos provedores, que foram os maiores fazendeiros do império, de costume retratados pelo melhores pintores da época.

Ainda em Valença, a Fazenda São Policarpo é bem antiga, conserva sua fachada original com janelas azuis e no local funciona hoje uma pousada.
Entre as cidades de Valença e Conservatória, ainda existe a Fazenda Chacrinha (construída pelo Visconde de Vista Alegre), uma das últimas fazendas implantadas na região, onde prosperou a criação de cavalos, mas ainda pode ser reconhecido o pátio de secagem de café. Sua sede é sofisticada, data da década de 1870.
Da mesma forma a Fazenda Veneza, outrora pertencente ao Barão de Guaraciaba, onde um moinho e a roda d'água foram restaurados e funcionam perfeitamente.
Próximo a Conservatória, ainda no distrito de Valença, a Fazenda Santa Clara foi a maior fazenda de café da região.

Em Conservatória, a conhecida "cidade das serestas", em sua avenida principal existe uma casa muito antiga, que segundo seus antigos proprietários hospedou D.Pedro II. O proprietário da época, fervoroso imperialista, mandou retirar a escada pelo qual D.Pedro II acessara a casa para que nunca mais ninguém por ela subisse, e assim permanece até hoje, cercada por alpendres mas sem a escada principal.
Também no acesso à cidade de Conservatória, existe um pontilhão de pedra sobre o qual passava a estrada de ferro, segundo dizem, construído pelos escravos e sedimentada com óleo de baleia.

Já em Rio das Flores, a Fazenda Paraíso é considerada a mais luxuosa de todas as fazendas da região, decorada internamente até com estátuas de bronze. No salão principal, pinturas do mesmo Villaronga que pintou na Fazenda do Secretário, inclusive um painel pintado a óleo mostrando a Baía do Rio de Janeiro, e que ocupa toda a lateral de um imenso salão, com cerca de 10m de comprimento. O magnífico trabalho mostra detalhes da década de 1860, como os barcos, os prédios, as montanhas...
E existem outras pinturas, imitando armários abertos, cristaleiras, vidraças, janelas... Ela também tem uma capela muito luxuosa, um hall de entrada com estátuas francesas e pinturas imitando mármore nas paredes.

A divisa do município de Rio das Flores é o Rio Preto (divisa com S.Paulo e Minas Gerais), de onde são avistadas várias fazendas já no Estado de Minas Gerais. Para alcançá-las é necessário a travessia de barco, ou dar a volta pelas estradas de acesso pelo interior de Minas.
A Fazenda Santa Clara, foi a maior fazenda de café na região. Seu casarão tem mais de 300 janelas e conserva ainda a prisão de escravos. A porta de entrada da prisão tem uma fechadura tripla cujos trincos superpostos se fecham um sobre o outro. Gigantesca, tem até um mirante com relógio, Capela, e as áreas adjacentes são todas calçadas com pedras inteiriças de grande porte.

Entre Rio das Flores e Paraibuna, encontra-se a Fazenda Santa Justa, mantida na família por três gerações. Sua construção dispõe de um corpo térreo maior e um corpo superior menor, com uma entrada na forma de chalé com lambrequins, e sua decoração é toda em madeira. Também chama a atenção a fileira de palmeiras à sua entrada.
O empobrecimento dos fazendeiros de café coincidiu com a libertação dos escravos, seguida da queda do Império e levando muitos dos barões e herdeiros a se desfazerem das terras. Algumas fazendas ainda se mantêm graças ao turismo e à cobrança de visitação, outras se transformaram em pousadas. Como atração turística visam não apenas a demonstração do seu interior, arredores e vida rural, mas também, através de seu acervo, contar muito de nossa história e o modo de vida do século XIX.
Atualmente empresas e grupos dedicados ao turismo promovem ótimos roteiros que levam a esses lugares tranqüilos, e onde as pessoas se defrontam com a natureza rústica em todo o seu esplendor, levando-as a incorporar novos valores ecológicos e culturais.

(Matéria integral e original:
www.velhosamigos.com.br/Reportart/reportart42.html)

2 comentários:

Portal de Blogs Teia disse...

Olá.
Muito bom,adorei a postagem e tudo mais, parabéns.
Estarei por aqui sempre que possível.
Até mais

Mary Miranda disse...

Oi, amigo!

Obrigada pelo comentário!
Tento fazer um bom trabalho e prestigiar boas matérias, como essa, que trouxe do site Velhos Amigos.

Um forte abraço e espero vê-lo mais vezes!

Mary :)

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